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Globalização: Transformações e Contradições (Parte 2), Exercícios de Geografia

Este material didático aborda a globalização econômica, seus impactos e contradições, com foco no conceito de 'globalização como perversidade' de milton santos. O material inclui um texto explicativo, questões para reflexão e um questionário online. O objetivo é estimular a análise crítica sobre a globalização e suas implicações sociais, políticas e econômicas.

Tipologia: Exercícios

2022

Compartilhado em 17/01/2025

manoel-oliveira-72
manoel-oliveira-72 🇧🇷

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Colégio Pedro II Campus Realengo II PROEJA 3ª série Material de Geografia
COLÉGIO PEDRO II CAMPUS REALENGO II
3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO PROEJA
ATIVIDADE DE GEOGRAFIA 2020
ATIVIDADE 2
AÇÕES
CARGA HORÁRIA
Leitura (e releitura) do texto
2h00
Resolução das questões
1h30
Preenchimento do questionário
1h30
*Leia o texto Globalização: processos, transformações e contradições (parte 2)”.
Destaque os trechos que considerar mais importantes e/ou que te gerarem alguma
dúvida. Use a internet para sanar essas dúvidas e, em seguinda, releia o texto.
**Após reler o texto, resolva as questões “Para refletir e exercitar”.
***Em seguida, preencha o questionário (não avaliativo) online:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfI2XJIE6Sbw0a5_N3OdXiUFRCVCZC65s
MIF9LZhVbg0OPUWw/viewform?vc=0&c=0&w=1&flr=0&gxids=7757
GLOBALIZAÇÃO: PROCESSOS, TRANSFORMAÇÕES E CONTRADIÇÕES
(Parte 2)
A GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA E O “MAL-ESTAR GLOBAL”
A integração planetária consumada nas últimas décadas, o que chamamos de
globalização, não se resume à economia. Entretanto, precisamos reconhecer que é a
economia o seu grande motor. Não por acaso, as empresas transnacionais são
poderosos agentes da globalização, ou seja, as firmas que se mundializaram e que
possuem operações em diferentes países estão entre as organizações que mais
contribuem para o avanço da globalização. As cadeias produtivas às quais estas
empresas se vinculam conectam diversos lugares de diferentes países e continentes.
Os produtos comercializados por estas empresas levam consigo novos hábitos e
novas visões de mundo, globalizando também certos gostos e certas maneiras de
pensar.
A consolidação da globalização contribuiu para que grupos empresariais que
atuam em diferentes segmentos (empresas automotivas, redes de fast food, bancos
etc.) crescessem ainda mais e se tornassem ainda mais poderosos. Os países se
tornaram significativamente dependentes destas firmas (para geração de empregos e
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Baixe Globalização: Transformações e Contradições (Parte 2) e outras Exercícios em PDF para Geografia, somente na Docsity!

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COLÉGIO PEDRO II – CAMPUS REALENGO II 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO – PROEJA ATIVIDADE DE GEOGRAFIA – 2020

ATIVIDADE 2 AÇÕES CARGA HORÁRIA Leitura (e releitura) do texto 2h Resolução das questões 1h Preenchimento do questionário 1h

*Leia o texto “Globalização: processos, transformações e contradições (parte 2 )”. Destaque os trechos que considerar mais importantes e/ou que te gerarem alguma dúvida. Use a internet para sanar essas dúvidas e, em seguinda, releia o texto.

**Após reler o texto, resolva as questões “Para refletir e exercitar”.

***Em seguida, preencha o questionário (não avaliativo) online: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfI2XJIE6Sbw0a5_N3OdXiUFRCVCZC65s MIF9LZhVbg0OPUWw/viewform?vc=0&c=0&w=1&flr=0&gxids=

GLOBALIZAÇÃO: PROCESSOS, TRANSFORMAÇÕES E CONTRADIÇÕES

(Parte 2)

A GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA E O “MAL-ESTAR GLOBAL”

A integração planetária consumada nas últimas décadas, o que chamamos de globalização, não se resume à economia. Entretanto, precisamos reconhecer que é a economia o seu grande motor. Não por acaso, as empresas transnacionais são poderosos agentes da globalização, ou seja, as firmas que se mundializaram e que possuem operações em diferentes países estão entre as organizações que mais contribuem para o avanço da globalização. As cadeias produtivas às quais estas empresas se vinculam conectam diversos lugares de diferentes países e continentes. Os produtos comercializados por estas empresas levam consigo novos hábitos e novas visões de mundo, globalizando também certos gostos e certas maneiras de pensar. A consolidação da globalização contribuiu para que grupos empresariais que atuam em diferentes segmentos (empresas automotivas, redes de fast food , bancos etc.) crescessem ainda mais e se tornassem ainda mais poderosos. Os países se tornaram significativamente dependentes destas firmas (para geração de empregos e

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arrecadação de impostos) e, com isso, os grupos empresariais internacionais passaram a influenciar as políticas conduzidas pelos governos de diferentes países. Da mesma forma, organizações internacionais criadas para dar suporte à integração da economia planetária, como o FMI (Fundo Monetário Internacional), por exemplo, também se tornaram muito influentes. Em troca de empréstimos ou financiamentos, alguns destes organismos internacionais passaram a cobrar dos países a adoção de determinadas políticas. O problema é que muitas destas políticas que os grupos empresariais e os organismos internacionais querem que os países adotem vão na contramão das demandas populares. Por este motivo, tais políticas costumam ser muito malvistas por grande parte da sociedade. Um bom exemplo se refere às políticas de privatizações. A busca pelo lucro tem feito com que algumas firmas globais pressionem os governos para mudarem certas leis (trabalhistas, ambientais etc.) e isso tem incomodado importantes setores da sociedade (sindicatos, ambientalistas etc.). A forma parasitária com que muitos especuladores atuam através das bolsas de valores, comprando e vendendo ações de empresas, preocupados exclusivamente com o lucro rápido, sem se importar com as funções sociais (geração de emprego, prestação de serviços ou produção de bens etc.) das firmas, algumas vezes, inclusive, às arruinando, também vem criando um grande descontentamento em muita gente. Por fim, e sem esgotar os motivos deste “mal-estar”, está claro que este processo é responsável por severas mudanças nos ritmos e estilos de vida, especialmente de comunidades tradicionais, e isso também tem provocado controvérsias em diferentes regiões e países. Por estas e outras razões, a globalização econômica passou a ser fortemente contestada por muitas pessoas e organizações no mundo inteiro. O caráter “agressivo” do capitalismo global, os danos ambientais que se avolumam e a difusão do consumismo como cultura global estão entre as principais críticas dos grupos “resistentes” à globalização. Alguns destes grupos, muitas vezes chamados de movimentos antiglobalização, costumam se manifestar durante os eventos promovidos por organismos internacionais, como aqueles organizados pelo FMI, por exemplo. As bolsas de valores, por representarem a globalização das finanças e da especulação, também costumam ser alvos de protestos de alguns destes movimentos. Curiosamente, ocorre também uma globalização dos movimentos antiglobalização. Espalhados por vários países, alguns destes grupos se conexão através de redes e, fazendo uso de redes sociais e outras ferramentas, trocam informações e planejam ações conjuntas. Neste sentido, a globalização a qual estes grupos se opõem não é aquela que permite a proximidade das pessoas, mas aquela que permite que as desigualdades avancem.

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Para refletir e exercitar:

  1. Explique de que maneira a globalização como perversidade tem provocado um “mal-estar global”.
  2. Leia atentamente a reportagem abaixo:

Protestos dos 'indignados' continuam por todo o mundo Milhares de pessoas de vários continentes protestaram neste sábado (15). Manifestantes reclamam do sistema financeiro e de alguns políticos. Milhares de cidadãos 'indignados' de vários continentes se manifestaram neste sábado em mil cidades de todo o mundo sob o lema 'United for global change' ('Unidos para uma mudança global') contra os políticos e o poder financeiro atual. O dia de protestos começou na Oceania e na Ásia, onde a participação foi desigual, porque alguns países proíbem ou restringem concentrações em lugares públicos, como Cingapura e China. Na capital japonesa, centenas de pessoas misturaram seu protesto contra as desigualdades políticas e financeiras com uma reivindicação contra as centrais atômicas, um protesto cada vez mais recorrente após o terremoto que danificou a usina nuclear de Fukushima, em março, no Japão. As maiores mostras de descontentamento social foram registradas na Europa e tiveram tom pacífico e festivo, com exceção de Roma, onde foram registrados incidentes violentos com dezenas de feridos e vários danos materiais. A convocação também ocorreu do outro lado do Atlântico. Em Nova York, onde os manifestantes do 'Occupy Wall Street' uniram vozes contra a política e as fianças, um banco teve que chamar a polícia para barrar a entrada em massa de manifestantes que pretendiam retirar seu dinheiro da entidade. Europa Na Itália, confrontos entre a Polícia e centenas de encapuzados durante a manifestação transformaram Roma em um campo de batalha. Os encapuzados incendiaram veículos e um prédio do Ministério da Defesa, atacaram comércios e bancos e atiraram pedras, foguetes e bombas durante a manifestação, que começou pacificamente com a participação de cerca de 200 mil pessoas, de acordo com os organizadores. Vários caminhões da Polícia percorreram as ruas com canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar os mais violentos. De acordo com fontes médicas e policiais, ao menos 70 ficaram feridos. Na Espanha, país imerso em uma forte crise econômica e com um índice de desemprego de 20%, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra a política, os mercados financeiros, os bancos, os problemas sociais e a precariedade no emprego. O protesto mais importante foi em Madri, onde há cinco meses começou o movimento de indignados. Na Alemanha, cerca de 40 mil pessoas, de acordo com o movimento antiglobalização Attac, participaram por todo o país, com as maiores concentrações na sede do Banco Central Europeu em Frankfurt e da Chancelaria. A passeata aconteceu pacificamente no país, embora nas proximidades da sede do Parlamento 200 jovens que pretendiam entrar no prédio tenham esbarrado em um forte cordão policial. Em Atenas, centenas de manifestantes foram para a praça Sintagma, símbolo dos protestos contra a política de cortes aplicada pelo Governo para evitar a quebra. Em Bruxelas, milhares de pessoas se concentraram na frente das principais instituições da União Europeia, com cartazes que criticavam o sistema capitalista, a resposta europeia para a crise financeira e a favor da mobilização cidadã. Em Londres, a concentração foi na frente da catedral de Saint Paul. Os manifestantes não puderam chegar à região onde fica a Bolsa de Valores devido a um forte cordão policial. Durante os discursos em Londres, Julian Assange, responsável pelo Wikileaks e pela publicação de milhares de informações confidenciais, encorajou os manifestantes. Américas A jornada de protesto teve também suas amostras no continente americano. Os 'indignados' do 'Ocupy Wall Street' reuniram mais de 5 mil em Nova York, onde as manifestações na praça Zucotti transcorreram entre cânticos de protestos e tambores.

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A Polícia fez 24 detenções de 'indignados' que tinham decidido mostrar sua revolta com o sistema financeiro fechando suas contas bancárias e tentando entrar em uma filial do Citibank. O cartaz 'War Street is Wall Street' resumia em um trocadilho que a atual 'guerra das ruas' se deve aos excessos do centro financeiro mundial. Na América Latina também se levantaram vozes que reivindicavam na sociedade um lugar em uma democracia real e não na criada por políticos e financistas. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, as respaldou e disse que são consequência da pobreza que afeta a classe média. O Chile acolheu a maior amostra de indignação social. Em Santiago cerca de 100.000 pessoas, segundo os organizadores, exigiu a redação de uma nova Constituição que substitua a atual, elaborada na ditadura de Augusto Pinochet, gritando também palavras de ordem de apoio aos estudantes que lutam por uma reforma universitária. No Brasil, onde tinham sido convocados atos em 44 cidades, a participação foi pequena, e no Rio de Janeiro, foram contabilizadas 37 pessoas. Publicado em: Portal de Notícias G1 (15 de outubro de 2011). Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/protestos-dos-indignados-continuam-por- todo-o-mundo.html>. Acesso em: abril / 2018.

a) Tomando alguns exemplos presentes na reportagem, discuta a globalização dos movimentos antiglobalização. b) Identifique as diferentes demandas dos “indignados”.

A NOVA CULTURA GLOBAL E A CRISE AMBIENTAL As trocas comerciais entre as diferentes partes do mundo e o fluxo global de capitais talvez sejam os grandes motores da globalização, mas a integração e interdependência global não se resumem apenas a economia. A globalização atual, marcada por uma simultaneidade nas trocas de informação (via bolsas de valores, televisão, internet etc.) e pelo grande fluxo de pessoas em escala mundial (que viajam a negócios, turismo ou migram), tem facilitado que pessoas de diferentes lugares e culturas tenham contanto com línguas, religiões, hábitos, costumes e valores de lugares e culturas distintas. Obviamente, os aspectos culturais que mais são disseminados (e assimilados) são justamente aqueles que os atores hegemônicos (potências mundiais, firmas transnacionais, grandes corporações da indústria cultural e da mídia) transmitem. Não por acaso, a assimilação do american way of life extrapola as fronteiras dos Estados Unidos. O estrangeirismo presente em nosso idioma, sobretudo aquele com influência da língua inglesa, ilustra bem como o poder hegemônico estadunidense influencia a cultura brasileira. Mas isto não ocorre somente no Brasil. O inglês já se tornou, para muitos, a língua da comunicação planetária, com cada vez mais falantes e sendo utilizado como “língua oficial” em eventos internacionais, no turismo, além de ser largamente utilizada no ciberespaço. Os hábitos de consumo se assemelham em grande parte do mundo, sobretudo nas grandes cidades, assim como as tendências da moda. Devido a isso, alguns

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através dos produtos que consome diariamente (e que foram produzidos a partir de uma cadeia produtiva capitalista globalizada). Mesmo que alguns aspectos da cultura local, regional ou nacional resistam, a conexão ao mundo globalizado introduz em diferentes lugares, regiões e países novos valores e hábitos. O consumismo, sem dúvida, está entre estes novos costumes e hábitos que vêm sendo assimilados mundialmente. No mundo moderno e, especialmente a partir do advento da globalização, a propaganda e a busca por status social se tornaram os grandes estímulos para o consumo de bens (muitos dos quais supérfluos). Ao que parece, o modo de vida orientado para o consumo – o consumismo – faz parte desta nova cultura global que vem sendo difundida nas últimas décadas. A ideia de que o indivíduo encontraria prazer através da compra tem resultado em diversos problemas psicológicos e sociais. Para além destes problemas, este modelo de sociedade (orientado para o consumo) tem contribuído enormemente para a crise ambiental que vem acometendo o nosso planeta. Na medida em que o consumo global aumenta, também cresce a pressão sobre os recursos naturais, além de aumentar a produção do lixo. O esgotamento de reservas minerais, a redução das florestas e o aumento da emissão de gases do efeito estufa estão entre os problemas ambientais que, direta ou indiretamente, se vinculam ao consumismo globalizado. Os problemas ambientais globais, aliás, também expressam desigualdades que se aprofundam com a globalização. As mudanças climáticas, por exemplo, não se restringem às fronteiras deste ou daquele país. Este é um problema global, ou seja, todos estão sujeitos às suas consequências, mesmo que poucos países (com destaque para os Estados Unidos e a China) sejam os principais responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa. Contraditoriamente, enquanto a riqueza permanece concentrada nos países ricos, os problemas ambientais seguem sendo distribuídos globalmente. Enquanto a maior parte dos recursos naturais é extraída nos países pobres, são os países ricos que lideram o consumo global (de bens de consumo e de energia). Ao mesmo tempo, muitas firmas têm transferido as etapas mais poluidoras de suas cadeias produtivas para os países mais pobres, onde a fiscalização e legislação ambiental costumam ser mais frágeis. Além disso, grande parte da enorme quantidade do lixo produzido pelos países ricos é enviada para países mais pobres, através de contratos que transferem para estes últimos os problemas produzidos pelos primeiros. Neste sentido, a cadeia produtiva que se globalizou penaliza os países mais pobres, tendo em vista que eles sofrem mais com os problemas ambientais que os países ricos (que, por sua vez, são os principais responsáveis por estes problemas).

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Já é fato bastante conhecido que os EUA e outros países ricos consomem, em média, muito mais do que o restante do planeta. O que nos resta saber é se devemos lutar para que o restante do mundo consuma igual ao que estes países consomem atualmente ou se devemos lutar para que se globalize a ideia de uso racional do planeta e, consequentemente, de combate ao consumismo.

Para refletir e exercitar:

  1. Busque na internet o significado das palavras e expressões que não conhecia e, em seguida, elabore um glossário.

  2. A partir da imagem abaixo, discuta sobre alguns impactos culturais da globalização.

  3. Leia atentamente a reportagem abaixo:

Necessitamos de outra Terra para manter padrão consumo, diz WWF A Terra demora um ano e meio para renovar os recursos que a população mundial consome em 12 meses, algo que não é sustentável a longo prazo e que deve ser assumido e modificado pelos chefes de Estado que participarão da conferencia das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20. Assim advertiu nesta terça-feira o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) ao apresentar o "Planeta Vivo 2012", um relatório que faz uma avaliação do estado de nosso mundo, assinala as pressões em que está submetido e detalha as soluções para melhorá-lo. O texto deste relatório afirma que, entre 1970 e 2008, a biodiversidade no mundo foi reduzida em 30%, sendo que 60% desta perda foi registrada em países muito pouco desenvolvidos. Desde 1966, a demanda de recursos naturais foi duplicada e, atualmente, o mundo demora um ano e meio para renovar o que consumimos em doze meses. De fato, se todos consumissem como um americano seria necessário mais quatro planetas para podermos viver. "Vivemos como se tivéssemos outro planeta disponível, já que estamos usando 50% a mais de recursos do que o planeta pode oferecer. Temos capacidade de oferecer água, comida e energia aos 9-10 bilhões de pessoas que viverão na Terra em 2050, mas só se todos os governos, empresas e cidadãos mudarmos nosso comportamento", advertiu Jim Leape, diretor-