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Grautes, Notas de estudo de Cultura

grautes especificações

Tipologia: Notas de estudo

2017

Compartilhado em 24/06/2017

ruy-guerra-5
ruy-guerra-5 🇧🇷

4.5

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Dou tor em engenharia civil pela Poli -USP e ger ente de tecnologia de mat eriai s da Denver Global
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Uma das prim eiras publ icações brasileiras sobre gra utes (Helene, Figu eired o e Oliv eira, 1989 ) d ata de 1989.
Desd e ent ão, o assu nto t em sido pou co ab ordado por especialista s. As prin cipais r eferências sobre esse tem a
est ão dispo níveis apenas no co nteú do d e cur sos e treina ment os associados ao tra balho d e div ulgação técn ica
de alguns fabr icant es de produto s par a con stru ção.
O obj etiv o deste artigo é ap resenta r m aiores inform ações sobre os graut es de b ase m iner al, abr angendo as
def inições, usos, ma teriais, prop riedades, características, mo dos e v antagens do em pre go em obras n ovas
de engen haria e de const rução civi l, em m ont agens indu striais e em tra balho s especia- lizad os de
recup eração estru tur al.
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Na lit erat ura t écnica em inglês utiliza- se o term o gro ut par a definir um a ar gam assa ou um micr oconcr eto
fluid o, u tili zado para o pr eenchim ento de um v azio. No Br asil, os engenhei ros e o m ercad o da const rução
reconhecem dif erenças m uito clar as ent re qualq uer argamassa ou microconcr eto fluido e um grau te.
Para que uma ar gam assa ou concreto sej a con siderada um gra ute é necessár io q ue:
Apr esent e con sistência f luida, d is-pensan- do o adensament o
Atinja alt as re sistên cias ini ciais e f inais
Apr esent e expansão cont rola da
Out ras pr opriedades p articular es de u m d eter minado graut e po dem ser nece ssárias em fun ção de cada tip o
de aplicação .
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De form a r esumida, pode m ser enum erad as alg uma s van tagens de um graut e, em relação a u m co ncret o
com um m odif icado com adit ivo super plast ificant e (concreto fluid o):
Maior facilidade para preen cher vazio s e cavidad es com eleva da concen tra ção de arm aduras, sem deixar
vazios ou bolsões d e ar
Meno res p razos de ex ecução
Maior prot eção contra a corr osão, devido à baix a per meab ilida de, desta cando-se q ue, em ger al, nas
seções de repar o ou ref orço estrut ural são utiliza dos co brim ent os m enores
Expectat iva de uma m elhor qualid ade n os tra balho s e conseente alt o desem penho dos elem ento s
gr aute ados, sob sever as condições de serv iço
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Os g raut es são materiais d estin ados ao preench imen to de vazios co nfin ados o u sem iconfin ados em locais de
dif ícil acesso , sej a po r se tratare m d e cavida des m uit o est reit as ou locai s com elev ada den sidade d e
obstáculos tais como armaduras, tubulações, ent re outr os.
A f luide z do grau te p erm ite que haj a um pre enchiment o t otal d a seção , sem a necessidad e de aden-
sam ento. A alta r esistência inicial perm ite a r ápida libera ção das rm as e da estr utu ra g raut eada,
possibilitand o m aior ag ilidade no p rocesso d e fixação de eq uipam ent os, e ráp ida colo cação da estr utura
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*UDXWHV

Dout or em engenharia civil pela Poli- USP e gerent e de t ecnologia de m at eriais da Denver Global   ! " #$%&

Engenheiro civil, MBA pela FI A- USP e gerent e geral da Denver Global 7 8:9 ^ #;<#^ =>?^ ^ $%& @$^ A=

BC ,>D2EBGFH I35 / 6 ( /,.

Engenheiro quím ico, pós- graduando em engenharia de m at eriais da UMC e pesquisador da Denver Global A=>KJ=L# "M;<N=>O A $%& @$ A=

Um a das prim eiras publicações brasileiras sobre graut es ( Helene, Figueiredo e Oliveira, 1989) dat a de 1989.

Desde ent ão, o assunt o t em sido pouco abordado por especialist as. As principais referências sobre esse t em a

est ão disponíveis apenas no cont eúdo de cursos e t reinam ent os associados ao t rabalho de divulgação t écnica

de alguns fabricant es de produt os para construção.

O obj et ivo deste art igo é apresent ar m aiores inform ações sobre os graut es de base m ineral, abrangendo as

definições, usos, m at eriais, propriedades, caract eríst icas, m odos e vant agens do em prego em obras novas

de engenharia e de const rução civil, em m ont agens indust riais e em trabalhos especia- lizados de

recuperação est rut ural.

3 QP @+* RS- ,. D2(T

Na lit erat ura t écnica em inglês ut iliza- se o t erm o grout para definir um a argam assa ou um m icroconcret o

fluido, ut ilizado para o preenchim ent o de um vazio. No Brasil, os engenheiros e o m ercado da const rução

reconhecem diferenças m uit o claras ent re qualquer argam assa ou m icroconcret o fluido e um graut e.

Para que um a argam assa ou concreto sej a considerada um graut e é necessário que:

  • Apresent e consist ência fluida, dis- pensan- do o adensam ent o
  • At inj a alt as resist ências iniciais e finais
  • Apresent e expansão cont rolada

Out ras propriedades part iculares de um det erm inado graut e podem ser necessárias em função de cada t ipo

de aplicação.

U

D2-  V

De form a resum ida, podem ser enum eradas algum as vant agens de um graut e, em relação a um concreto

com um m odificado com adit ivo superplast ificant e ( concret o fluido) :

  • Maior facilidade para preencher vazios e cavidades com elevada concent ração de arm aduras, sem deixar

vazios ou bolsões de ar

  • Menores prazos de execução
  • Maior prot eção cont ra a corrosão, devido à baixa perm eabilidade, dest acando- se que, em geral, nas

seções de reparo ou reforço est rut ural são ut ilizados cobrim ent os m enores

  • Expect at iva de um a m elhor qualidade nos t rabalhos e conseqüent e alt o desem penho dos elem ent os

graut eados, sob severas condições de serviço

WYX

Z

[(V

Os graut es são m at eriais dest inados ao preenchim ent o de vazios confinados ou sem iconfinados em locais de

difícil acesso, sej a por se t rat arem de cavidades m uit o estreit as ou locais com elevada densidade de

obst áculos t ais com o arm aduras, t ubulações, ent re out ros.

A fluidez do graut e perm it e que haj a um preenchim ent o t otal da seção, sem a necessidade de aden-

sam ent o. A alt a resist ência inicial perm it e a rápida liberação das fôrm as e da est rut ura graut eada,

possibilit ando m aior agilidade no processo de fixação de equipam ent os, e rápida colocação da est rut ura

reparada ou reforçada em carga. A elevada resist ência final e a apresent ação de m ódulo de deform ação

com pat ível com o do concret o garant em o bom desem penho frent e a esforços elevados, m esm o para reforço

de concret os de alt a resist ência.

A expansão cont rolada ou, conform e o produt o, a sim ples com pensação da ret ração, garant e a est abilidade

volu- m é- t rica e im pede a exist ência de vazios, propiciando perfeit a aderência e com pacidade.

Os dois cam pos principais de ut ilização dos graut es são as obras novas e as de recuperação est rut ural. Os

graut es para reparo são, em geral, denom inados argam assas ou m icro- concretos fluidos ou sim plesm ent e

graut es de reparo.

X

VH I- ,. D2@*R4 Z  ,.



A classificação dos graut es pode ser feit a pelo t ipo de aglom erant e:

  • Graut es de base m ineral, ou graut es à base de cim ent o ou, ainda, graut es m inerais
  • Graut es de base orgânica, ou graut es à base de resina ou, ainda, graut es polim éricos

Os graut es de base orgânica são m at eriais de caract eríst icas e usos m ais específicos, recom endados para

sit uações especiais em que se exige alt a aderência e resist ência a cargas cíclicas e dinâm icas, pois não

sofrem o efeit o de fadiga com um aos graut es à base de cim ent o.

Os graut es de base m ineral podem ser classificados pelo t am anho do agregado:

  • Graut es inj et áveis – agregado m uit o fino: part ículas m enores que 75 m ícron m
  • Graut es de argam assa – agregado m iúdo: m áxim a caract eríst ica m enor ou igual a 4,8 m m
  • Graut es de m icroconcret o – pedrisco ou brit a 0: dim ensão m áxim a caract eríst ica m enor ou igual a 9,5 m m
  • Graut es de concret o – com adição de at é 30% de brit a 1: dim ensão m áxim a caract erística m enor ou igual

a 19 m m

Os graut es de base m ineral recebem um a classificação de acordo com a ut ilização preponderant e. Assim ,

encont ram - se no m ercado denom inações do t ipo: de uso geral, de const rução, de uso indust rial, para

inj eção, de reparo, de uso subm erso, para alt as t em perat uras, ent re out ras. Alguns fabricant es ainda

sugerem pequenas variações à classificação descrit a para ressalt ar algum a caract eríst ica part icular de um

det erm inado produto ou, ainda, a adição de algum elem ent o part icular.

Os aut ores ent endem que há necessidade de se norm alizar e de se est abelecer um a classificação adequada

para uniform izar a ut ilização dos graut es, m elhorando o nível de com preensão e de dom ínio do t em a.

Propõe- se, na t abela 1, relacionar os principais produt os à base de cim ent o que t êm sido ofert ados pelos

fabricant es nacionais e as caract eríst icas que o m ercado deverá exigir com o requisit os de desem penho de

cada t ipo de m at erial.

  • Ent enda- se por desvio- padrão, o desvio-

padrão da produção, det erm inado em ensaios

de cont role de processo.

    • Ent enda- se por result ado, a m édia da

am ost ra de, no m ínim o, t rês corpos-de- prova

ou o valor m aior da am ost ra de dois corpos-

de- prova. Cada result ado corresponde a um

lot e.

i#jk2l "M 7 #=. 8 I m#%& (^8)

n =>KN IK"MaA  8 Mo# 7

IK

p ,.

  • Realizar a desform a após 24 horas e, em seguida, iniciar a cura úm ida durant e no m ínim o três dias, ou

aplicar m em brana de cura

  • A cura úm ida poderá ser realizada por aspersão de água de t em pos em t em pos, m ant endo a superfície

const ant em ent e úm ida

  • A m olhagem da superfície deverá ser realizada com m aior freqüência nas horas de calor m ais int enso
  • Deve ser evit ada a incidência diret a do sol e de vent os fort es ut ilizando- se m ant as ou ant eparos

apropriados

W

ZC R4 D2

  • Nessa et apa deverão ser elim inados os cachim bos e os excessos de m at erial que event ualm ent e possam

t er vazado pelas fôrm as

  • Deve ser ut ilizada um a argam assa polim érica de reparo ou

ainda preparada um a argam assa de est ucam ent o para o

acabam ent o e regularização da superfície

q ,. D2?rLC ,2/ ZH * RSC ,. 

Os graut es indust rializados possuem especificação das

caract eríst icas e propriedades, com um a variabilidade bem

conhecida pelos fabricant es e, em geral, t est ada em obras.

Essa é um a vant agem considerável na hora da escolha. É

possível, porém , fabricar graut es em obra, o que só se j ust ifica

do pont o de vist a econôm ico, para grandes volum es com const ância dos m at eriais e quando há t em po hábil

para o est udo e aj ust e do traço. De qualquer form a, não se pode esperar de um graut e fabricado em obra a

m esm a uniform idade e o desem penho esperados de um graut e indust rializado, que agrega sem pre alguns

est ágios t ecnológicos acim a dos graut es produzidos em obra.

h D2 ,2/ / VZR

X

 D2V

  • Cim ent o Port land ( CP I ou cim ent os com postos) : os crit érios de escolha para a produção do graut e em

m aior escala decorrem de um a com binação de fat ores t écnicos e econôm icos

  • Adições m inerais ( pozolanas, sílica at iva, filler calcário ou cargas m inerais) : devem ser incorporadas por

subst it uição de part e do cim ent o Port land com um , at é aj ust ar a resist ência m édia requerida, sem perda das

propriedades do m at erial no est ado fresco

  • Adit ivos em pó ( superplast ificant es, adit ivos ant ilavagem dos finos, expansores ret ent ores de água) :

deve- se considerar as recom endações dos fabricant es. Os produt os, porém , sem pre deverão ser t est ados, a

fim de avaliar a com pat ibilidade com o cim ent o e com os out ros m at eriais em pregados na form ulação

  • Agregados ( areia, pedrisco): de origem quart zosa, granitos, ou areia de sílica. Exist em opiniões

cont roversas a respeit o da dist ribuição granulom ét rica ideal dos agregados para graut e

  • Polím eros ( t ipo acrilat os ou SBR) : usados apenas nos casos de graut es desConclusão: escolhido o adit ivo

A2, no t eor 0,4% em relação à m assa de cim ent o

  • O adit ivo A2 é pouco sensível às m udanças do t ipo e origem do cim ent o
  • O em prego do adit ivo B1 não perm it iu bons result ados na perm issão de incorporação de água sem

exsudação ( o que não diz respeit o ao seu poder de fluidificação)

  • Os cim ent os C1b, C2b, C3 m ost ram - se sensíveis ao t ipo de adit ivo e só seriam recom endados para

form ulações com prévia definição do adit ivo superplast ificant e com provadam ent e com pat ível com est es

cim ent os

  • Exist em claras diferenças de com port am ento dos adit ivos superplast ificant es frent e aos diferent es

cim ent os ( diferent es t ipos ou de um m esm o t ipo, m as de origens diferent es)

,.[

Algum as recom endações básicas de dosagem são com ent adas na t abela 2.

q ,. D2*R1/  ,L

A resist ência m ecânica é ainda um parâm etro de com paração válido, porém , nem sem pre o parâm etro

verdadeiram ent e im port ant e para um a det erm inada aplicação.

O m at erial deve ser avaliado de form a int egral, t om ando- se com o referência as propriedades de m aior

int eresse – nem sem pre dependent es da resist ência m ecânica: t em po de pega, ret ração ou expansão inicial

e final, absorção capilar, resist ência à penet ração de cloret os, aderência ao substrat o.

Com o exem plo, apresent a- se resum idam ent e um a propost a de requisit os de desem penho e avaliação dos

graut es para reparo ( Helene, 2002).

s (V-  RSH 4- ,. D2IH c V4- ,.

A definição do traço deverá seguir as recom endações dos m ét odos tradicionalm ent e ut ilizados ( Helene,

1992). Algum as part icularidades da dosagem de graut es de uso geral são apresent adas na t abela 3.

  • Adot a- se, com o crit ério de lot e, no m ínim o

a quant idade correspondent e à carga de

um a bat elada do m ist urador da fábrica e no

m áxim o 100 sacos ( 2,500 kg) de m at erial.

Para produção

, o crit ério pode m udar

pZ V_ u(VZ t/H4*Z/ R@ D2ID:/

X

p v 

  • Tipo de cim ent o t em influência na consist ência e na resistência à com pressão ( valor m édio e desvio-

padrão)

  • Aglom erant e com post o com cim ent o t ipo C5a apresent ou o m enor desvio- padrão e foi de fato o único que

sat isfez os requerim ent os de dosagem

Valores m édios e desvio- padrão det erm inados em

am ost ras de cinco corpos- de-prova de t rês lot es de um

m esm o dia de produção

p Z V_ u(VZ t/H*ZV R44H 4w w

v Ex

y Rcz4H @- R4 ,.D2@ZR

X

(V<D2*ZR{w |}~H 

p v 4@|}

H 

p€ C @

X

  • A redução do consum o de cim ent o t ipo C5a t eve pouca influência na resist ência à com pressão e no

desvio- padrão.

  • É possível ainda a econom ia de C5a, com binando- se est e m at erial com out ro cim ent o ou com a adição de

pozolana, m ant endo a resist ência à com pressão e o desvio-padrão ainda dent ro dos requerim ent os

prefixados.

] ^X ,2/ R4(Db1z

  • Máxim a relação água/ aglom erant e possível sem exsudação para três adit ivos

superplast ificant es: det erm inação do t ipo e t eor do adit ivo superplast ificant e

p Z V_ u(VZ t/H4*H /D&/ 6 (

W

Yƒ„

ID2,|

 }~(R

,. [_4†1R@VV@H @Z/ R4(D2

  • O adit ivo A2 é pouco sensível às m udanças do t ipo e origem do cim ent o
  • O em prego do adit ivo B1 não perm it iu bons result ados na perm issão de incorporação de água sem

exsudação ( o que não diz respeit o ao seu poder de fluidificação)

  • Os cim ent os C1b, C2b, C3 m ost ram - se sensíveis ao t ipo de adit ivo e só seriam recom endados para

form ulações com prévia definição do adit ivo superplast ificant e com provadam ent e com pat ível com est es

cim ent os

  • Exist em claras diferenças de com port am ento dos adit ivos superplast ificant es frent e aos diferent es

cim ent os ( diferent es t ipos ou de um m esm o t ipo, m as de origens diferent es)

As fotos a seguir foram feit as com lupa binocular dos adit ivos plast ificant es em pó ut ilizados em diferent es

form ulações de graut es industrializados. Podem ser observadas diferenças discret as, m uit o relacionadas ao

desem penho final do m at erial

W

H /D&/ 6 

W

f€ u grãos de superfície erregular,

com t endência a ser aglut inar. Diâm etro

m édio ent re 6 e 14 m ícron m

W

H /D&/ 6 

W

u grãos esféricos de superfície

lisa e bem dispersos. diâm et ro m édio ent re

7 e 20 m ícron m

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6HTÅrQFLDGHJUDXWHDPHQWR

Fixação dos chum badores com resina

de ancoragem adequada

Nivelam et no dos calços ( shim s) de apoio

do equipam ent o

ªz«

Fixação do equipam ent o

Colocação do cachim bo ( funil de

lançam ent o)

v«

Lançam ent o