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Cadnorma: guia básico de projeto elétrico
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Disciplina: Instalações Elétricas Prediais Prof. Ronimack Trajano
Um Projeto Elétrico é a previsão escrita da instalação, com todos os seus detalhes, localização dos pontos de utilização da energia elétrica, comandos, trajeto dos condutores, divisão em circuitos, seção dos condutores, dispositivos de manobra, carga de cada circuito e carga total, localização da distribuição geral e da medição de energia elétrica da unidade. O projeto elétrico é elaborado para garantir a transferência de energia elétrica de uma fonte (geração própria ou da rede da concessionária) às cargas (equipamentos elétricos) instaladas na unidade de forma segura e eficiente. Este roteiro contém prescrições específicas aplicáveis a locais utilizados como habitação, fixa ou temporária, compreendendo as unidades residenciais como um todo. De uma maneira geral, o projeto compreende quatro partes: Memorial descritivo, onde o projetista apresenta e justifica o cálculo e a metodologia adotada no dimensionamento dos vários elementos da instalação (pontos de luz, pontos de tomada, seção dos condutores, diâmetro dos eletrodutos, capacidade dos elementos de proteção contra sobrecarga e curto circuito, etc.); Conjunto de plantas, com localização dos pontos de luz, pontos de tomada, quadro de medição, quadro de distribuição, esquemas e detalhes que deverão conter todos os elementos necessários à perfeita execução do projeto; Especificações dos materiais (interruptores, tomadas, disjuntores, eletrodutos, condutores elétricos, etc.), a serem utilizados na instalação e as normas para a sua aplicação; Lista de Materiais, onde é levantada a quantidade de materiais necessários ao funcionamento da instalação elétrica.
O projeto elétrico deve ser elaborado considerando-se além dos critérios técnicos (dimensionamento das cargas e demais elementos), os seguintes critérios: Acessibilidade: Localização dos pontos de luz e tomada, bem como quadros de medição e distribuição acessíveis para manobra e manutenção; Flexibilidade e Reserva de Carga: Reserva para acréscimos de carga e pequenas alterações futuras na instalação elétrica; Confiabilidade: Estreita obediência às normas técnicas de segurança e serviços em instalações elétricas, de forma a proporcionar o correto funcionamento dos componentes e a integridade física dos usuários.
Disciplina: Instalações Elétricas Prediais Prof. Ronimack Trajano
NBR – 5410/2004 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão NBR – 5419/2005 - Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas. Normas da Energisa: NDU 001, NDU 002 e NDU 003 (Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de distribuição). NBR – 5444/86 - Símbolos Gráficos para Instalações Prediais. NR 10 - Segurança em instalações e serviços em eletricidade.
Disciplina: Instalações Elétricas Prediais Prof. Ronimack Trajano atentar para a possibilidade de que um ponto de tomada venha a ser usado para alimentação de mais de um equipamento, sendo recomendável equipá-lo, portanto, com a quantidade de tomadas julgada adequada. Em cada um dos demais cômodos e dependências de habitação com área inferior a 6 m² devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada. Quando a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior a 2,25 m 2 , admite-se que esse ponto seja posicionado externamente ao cômodo ou dependência, a até 0,80 m no máximo de sua porta de acesso; 4.2.3 Potência mínima de TUG’s - Tomadas de Uso Geral Em banheiros, cozinhas, copas, copa-cozinha, áreas de serviços, lavanderia e locais semelhantes, atribuir 600 VA por tomada, para as três primeiras tomadas e 100 VA para cada uma das excedentes; Nas demais dependências: 100 VA por tomada. 4.2.4 Quantidade de TUE’s - Tomadas de Uso Específico A tomada de uso específico (TUE) é uma tomada de corrente exclusiva a ligação de aparelhos fixos ou estacionários: chuveiros elétricos, torneiras elétricas, condicionadores de ar, secadoras e lavadoras de roupas, fornos, lavadoras de louça, etc. Os pontos de tomada destinados a alimentar mais de um equipamento devem ser providos com a quantidade adequada de tomadas. Quando um ponto de tomada for previsto para uso específico, este deve ser localizado no máximo a 1,5 m do ponto previsto para a localização do equipamento a ser alimentado. O ponto de tomada deve apresentar potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o ponto pode vir a alimentar. 4.3 PROTEÇÃO COM O USO DE DISPOSITIVO DIFERENCIAL-RESIDUAL DE ALTA SENSIBILIDADE Nas instalações residenciais, qualquer que seja o esquema de aterramento, deve ser instalada proteção adicional por dispositivos de corrente diferencial residual nominal, com In igual ou inferior a 30 mA, nos seguintes casos: Os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro Os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação; Os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior; Os circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens.
Disciplina: Instalações Elétricas Prediais Prof. Ronimack Trajano 4.4 QUADRO DE QUANTIDADE DE CARGAS TABELA DE QUANTIDADE DE CARGAS Item Local Dimensões Quantidade Cargas Área (m^2 ) Perímetro (m) Ilum. TUG’s TUE’s Ilum. TUG’s TUE’s 1 Sala 2 Copa 3 Cozinha 4 Quarto 1 5 Quarto 2 6 Banheiro 7 Área de serviço 8 Hall Total = 4.5 DIVISÃO DAS CARGAS EM CIRCUITOS 4.5.1 Objetivos da Divisão Limitar as conseqüências de um curto circuito ou sobrecarga; Facilitar as verificações, testes e manutenções; Interrupções individuais de cada circuito ao invés de toda a instalação; Obrigatoriedade da divisão para alguns casos; Necessidade de proteção (disjuntores termomagnéticos ou disjuntores residuais diferenciais DR). 4.5.2 Recomendações Separar os circuitos de iluminação dos circuitos de força; Todo ponto de utilização previsto para alimentar, de modo exclusivo ou virtualmente dedicado, equipamento com corrente nominal superior a 10 A deve constituir um circuito independente;
Disciplina: Instalações Elétricas Prediais Prof. Ronimack Trajano Entende-se por Demanda Elétrica a média das potências elétricas, ativas ou reativas, solicitadas ao sistema elétrico, pela parcela de carga instalada em operação na unidade consumidora, durante um intervalo de tempo especificado. Cálculo da demanda: Pd = (Pil + Ptugs)FD1 + (Ptues)FD Pd = Potência demandada da instalação; Pil = Potência da iluminação; Ptugs = Potência das tomadas de uso geral; g 1 = Fator de demanda para a iluminação e tomadas de uso geral. Ptues = Potência das tomadas de uso específico; g 2 = Fator de demanda para as tomadas de uso específico. O fator de demanda é determinado considerando as possibilidades de não simultaneidade no funcionamento das cargas de um dado conjunto de cargas, o que é feito através da adoção de um fator de demanda (g) adequado. A determinação dos fatores de demanda exige o conhecimento detalhado da instalação considerada, bem como experiência quanto às condições de funcionamento e de utilização dos equipamentos. Assim, não é, a rigor, possível especificar, na prática, os fatores de demanda, para cada tipo de instalação. No entanto, as Tabelas fornecidas pelas concessionárias de energia elétrica, podem servir como orientação básica. É importante observar que, via de regra, o fator de demanda depende da quantidade de equipamentos de utilização do conjunto de cargas.