Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Hérnias da Parede Abdominal, Notas de estudo de Cirurgia Geral

Principais hérnias da parede abdominal e suas características anatômicas e funcionais.

Tipologia: Notas de estudo

2020

Compartilhado em 23/09/2020

Palloma13
Palloma13 🇧🇷

4.7

(7)

8 documentos

1 / 4

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Hérnias da Parede Abdominal
Patologia comum que interfere diretamente na
qualidade de vida do paciente.
Conceito = consiste na protrusão anormal de um
saco com revestimento peritoneal, através da
cobertura musculoaponeurótica do abdome.
Nem toda protrusão é uma hérnia!
Pode acometer qualquer faixa etária.
Predisposição
- Idade: nos jovens defeitos congênitos ou
anatômicos / nos idosos devido à degeneração.
- Sexo: prevalece nos homens.
- Enfraquecimento da musculatura: por
desnutrição; idade / sedentarismo; por doenças
(DM, ICC, neoplasias).
- Aumento da pressão abdominal: esforço,
gravidez, obesidade.
Etiologia - conforme redutibilidade
REDUTÍVEIS:uma facilidade maior de
guardá-las no seu local de origem.
IRREDUTÍVEIS: gravidade maior porque
podem complicar pode encarcerar ou
estrangular.
Tipos de hérnias
Diafragmática ou epigástrica entre o
umbigo e o apêndice xifoide.
Incisional local de cirurgia prévia.
Spiegel borda lateral do m. reto ABD.
Umbilical
Inguinal (92%) acima do lig. Inguinal.
Femoral abaixo do lig. Inguinal.
Ventral
Complicações
Encarceramento: se for possível operar
o paciente a tempo, o tecido não necrosa
tempo < de 6h.
Estrangulamento: nesse, sofrimento
do tecido que está dentro do saco hernial
tempo > 6h = isquemia e morte
Trígono Inguinal
É o local em que mais ocorrem hérnias, tanto nos
homens, quanto nas mulheres.
Limites
Lateral: ligamento inguinal
Medial: m. reto abdominal
Superior: linha imaginária que atravessa
pelas espinhas ilíacas anterossuperioras.
Canal Inguinal
Formado durante o descenso testicular.
Localiza-se na parte lateral da região
inguinal com trajeto oblíquo descendente,
de lateral (mais profundo) para medial e
paralelo ao ligamento Inguinal.
Estrutura TRIDIMENSIONAL.
- Importância grande nos pacientes masculinos,
uma vez que em alguns casos, durante essa
descida dos testículos para a bolsa escrotal,
pode permanecer o pertuito ou seja, o conduto
não se fecha e facilita o aparecimento das
hérnias inguinais.
OBS: por esse motivo, as Hérnias Inguinais são
mais frequentes nos HOMENS.
Conteúdo
Nos homens:
Funículo espermático = ducto deferente,
artéria e veia testiculares, ramo genital do
pf3
pf4

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Hérnias da Parede Abdominal e outras Notas de estudo em PDF para Cirurgia Geral, somente na Docsity!

Hérnias da Parede Abdominal

Patologia comum que interfere diretamente na qualidade de vida do paciente. Conceito = consiste na protrusão anormal de um saco com revestimento peritoneal, através da cobertura musculoaponeurótica do abdome.

  • Nem toda protrusão é uma hérnia!
  • Pode acometer qualquer faixa etária. Predisposição
  • Idade: nos jovens – defeitos congênitos ou anatômicos / nos idosos – devido à degeneração.
  • Sexo: prevalece nos homens.
  • Enfraquecimento da musculatura: por desnutrição; idade / sedentarismo; por doenças (DM, ICC, neoplasias).
  • Aumento da pressão abdominal: esforço, gravidez, obesidade. Etiologia - conforme redutibilidade
  • REDUTÍVEIS: há uma facilidade maior de guardá-las no seu local de origem.
  • IRREDUTÍVEIS: gravidade maior porque podem complicar → pode encarcerar ou estrangular. Tipos de hérnias
  • Diafragmática ou epigástrica – entre o umbigo e o apêndice xifoide.
  • Incisional – local de cirurgia prévia.
  • Spiegel – borda lateral do m. reto ABD.
  • Umbilical
  • Inguinal (92%) – acima do lig. Inguinal.
  • Femoral – abaixo do lig. Inguinal.
  • Ventral Complicações
  • Encarceramento : se for possível operar o paciente a tempo, o tecido não necrosa
  • tempo < de 6h.
  • Estrangulamento : nesse, há sofrimento do tecido que está dentro do saco hernial
  • tempo > 6h = isquemia e morte Trígono Inguinal É o local em que mais ocorrem hérnias, tanto nos homens, quanto nas mulheres. Limites
  • Lateral: ligamento inguinal
  • Medial: m. reto abdominal
  • Superior: linha imaginária que atravessa pelas espinhas ilíacas anterossuperioras. Canal Inguinal
  • Formado durante o descenso testicular.
  • Localiza-se na parte lateral da região inguinal com trajeto oblíquo descendente, de lateral (mais profundo) para medial e paralelo ao ligamento Inguinal.
  • Estrutura TRIDIMENSIONAL.
  • Importância grande nos pacientes masculinos, uma vez que em alguns casos, durante essa descida dos testículos para a bolsa escrotal, pode permanecer o pertuito → ou seja, o conduto não se fecha e facilita o aparecimento das hérnias inguinais. OBS: por esse motivo, as Hérnias Inguinais são mais frequentes nos HOMENS. Conteúdo Nos homens:
  • Funículo espermático = ducto deferente, artéria e veia testiculares, ramo genital do

nervo genitofemoral, plexo pampiniforme e vasos linfáticos.

  • Nervo ílio-inguinal. Nas mulheres:
  • Ligamento redondo do útero – suporte e sustentação.
  • Nervo ílio-inguinal. OBS: assim, o tratamento cirúrgico nos homens acaba sendo mais complexo e a chance de lesionar estruturas é maior. Limites
  • Teto: recoberto por fibras do m. oblíquo externo.
  • Assoalho
  • Parede medial: formada por fibras do m. oblíquo interno + m. transverso do ABD.
  • Parede lateral: ligamento inguinal + m. oblíquo externo. Anel Femoral Situado um pouco abaixo do Canal inguinal – é onde surgem as hérnias femorais / crurais. É necessário saber que existem 2 triângulos na parede abdominal que serão fundamentais para delimitar aspectos importantes dessa região. Triângulo de Hessert e Hesselbach Limites do Hesselbach:
  • Lateral: vasos epigástricos (a. epigástrica inferior e veias epigástricas).
  • Medial: m. reto abdominal.
  • Inferior: ligamento inguinal.
  • É nessa região onde se formam as hérnias, sobretudo as Inguinais DIRETAS → também conhecidas como hérnias inguinais oblíquas internas (aos vasos epigástricos).
  • Já as hérnias INDIRETAS, elas se formam lateralmente a esse triângulo → por isso elas são também chamadas de hérnias inguinais oblíquas externas (aos vasos epigástricos). HÉRNIAS INGUINAIS São aquelas onde ocorre uma invaginação do intestino – geralmente o delgado - na região do canal inguinal. Classificação
  • Indiretas
  • Diretas
  • Mistas Manobra do dedo indicador É feita através da introdução do dedo indicador na bolsa escrotal, pelo orifício superficial do canal inguinal do paciente, para conseguir sentir a hérnia. HI Indireta Normalmente, elas têm origem no canal inguinal interno → lateralmente aos vasos epigástricos profundos = “hérnias oblíquas EXTERNAS”.
  • São as mais frequentes;
  • Podem ser congênitas ou adquiridas → neste caso, ela é resultante do enfraquecimento do mecanismo de esfíncter do anel inguinal interno, consequente à fraqueza da fáscia transversal.
  • Tratamento cirúrgico simples - na maioria das vezes, nas hérnias <2cm não se coloca tela → faz uma sutura em pontos separados.
  • Hérnia umbilical > 2cm faz colocação de tela. HÉRNIAS INCISIONAIS
    • São as mais difíceis de tratar.
    • Só surgem em casos de cirurgia prévia.
    • Geralmente ocorrem devido à processos infecciosos na ferida cirúrgica (uso de drenos, material inadequado, má técnica cirúrgica, deiscências).
    • Tem maior frequência em pacientes que estão debilitados, desnutridos ou com algum tipo de imunodeficiência.
    • Apresenta difícil correção cirúrgica. Tratamento
  • Quando são PEQUENAS, pode-se utilizar o fechamento simples (Técnica de Alcino Lázaro) ou Técnica de Jaquetão Consiste em descolar o folheto posterior do m. reto abdominal e fazer o fechamento em dupla camada → fecha o folheto posterior primeiro, em pontos separados e, posteriormente, o folheto anterior.
  • Já para hérnias maiores (com cerca de 5m), usa-se a aplicação da tela. Importante = nunca esquecer de DRENAR! Isso porque o descolamento de tecido gorduroso é muito grande, formando uma quantidade de secreção enorme no local da ferida. OBS: a colocação da tela ainda é o método mais eficaz, pois permite uma maior segurança HÉRNIAS EPIGÁSTRICAS
    • Acontecem entre a cicatriz umbilical e o apêndice xifoide.
    • Se insinuam por pequenos orifícios que dão lugar à passagem de vasos e nervos.
    • São as mais simples de tratar; podem ser feitas – até mesmo – com anestesia local.

Técnica de Acesso Pré-peritoneal Usada nas hérnias recidivadas, onde o paciente já foi operado antes, mas a hérnia voltou.

  • Descrito originalmente por STOPPA (técnica);
    • Você tem um acesso pré-peritoneal, onde a tela é colocada de forma extra peritoneal (entre a parede abdominal e o peritônio) → ou seja, é uma técnica em que se evita o contato direto com as alças.
    • Precursora do reparo vídeo-laparoscópico. Logo, se o paciente se queixa que já foi operado outras vezes e a hérnia voltou, a melhor maneira de posicionar essa tela é por vídeo (por dentro da cavidade abdominal). Complicações Pós-operatórias Complicações mais comuns Infecção da ferida Hematoma Embolia pulmonar Hemorragia Orquite isquêmica Atrofia testicular Outras complicações Dor inguinal transitória Dor testicular persistente Dor inguinal persistente Orquite / epididimite Dor na perna persistente Hidrocele Seroma / sem aspiração Infecção Incisional Seroma / com aspiração Infecção da prótese Dor testicular transitória Transecção do ducto deferente
    • Todos esses problemas estão relacionados às estruturas (vasos e nervos) que passam no local da hérnia, sobretudo no caso das inguinais. HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL Hérnia de Richter: hérnica cujo saco herniário contém apenas parte da parede intestinal, fato que pode provocar obstrução intestinal com distensão abdominal e até necrose da alça acometida → caso de semi-oclusão. Hérnia de Spiegel: hérnia que se insinua através de um defeito na linha semilunar (linha que margeia a lateral do m. reto abdominal) – geralmente aparece na porção inferior da cicatriz umbilical. Hérnia de Littré: presença do divertículo de Meckel no interior do saco herniário. Hérnia de Amyand: presença do apêndice vermiforme no interior do saco herniário.