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Apostila de Hidráulica
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!





























































































José Fernando Xavier Faraco Presidente da FIESC
Sérgio Roberto Arruda Diretor Regional do SENAI/SC
Antônio José Carradore Diretor de Educação e Tecnologia do SENAI/SC
Marco Antônio Dociatti Diretor de Desenvolvimento Organizacional do SENAI/SC
É autorizada reprodução total ou parcial deste material por qualquer meio ou sistema desde que a fonte seja citada
Equipe Técnica:
Adagir Saggin Adalberto Silveira Guilherme de Oliveira Camargo Irineu Parolin Natalino Uggioni Sandro Feltrin Vilmo Loshstein
Rafael Viana Silva
Rafael Viana Silva Samay Milet Freitas
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de Santa Catarina www.sc.senai.br
Rodovia Admar Gonzaga, 2765 – Itacorubi. CEP 88034-001 - Florianópolis - SC Fone: (048) 231- Fax: (048) 231-
Este material faz parte do Programa SENAI SC de Recursos Didáticos www.sc.senai.br/recursosdidaticos
APRESENTAPRESENTAPRESENTAPRESENTAPRESENTAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃOAÇÃO
A finalidade deste material é proporcionar aos interessados, uma visão do mundo da hidráulica. As experiências têm revelado, que atualmente a hidráulica é indispensável como um método moderno de transmissão de ener- gia. O termo hidráulica é uma palavra que deriva da raiz grega HIDRO que significa água. Hoje, entende-se por hidráulica a transmissão, controle de forças e movimentos por meio de fluidos líquidos (óleos minerais e sintéti- cos). Fluido é toda a substância que flui e toma a forma do recipiente no qual está confinado. Com a automatização os acionamentos e comandos hidráulicos ga- nharam importância através do tempo. Grande parte das modernas e mais produtivas máquinas e instalações são hoje parcial ou totalmente comanda- das por sistemas hidráulicos. Apesar da multiplicidade dos campos de aplica- ção da hidráulica, o conhecimento dessa matéria ainda não está totalmente difundido. Como resultado disso, a aplicação do sistema hidráulico tem sido restrita. O conteúdo inclui a descrição de sistemas hidráulicos para a transfe- rência de forças ou movimentos, seus princípios de funcionamento, detalhes construtivos dos componentes e a montagem de comandos hidráulicos na bancada, fazendo com que haja um relacionamento entre teoria e prática.
Existem apenas três métodos de transmissão de energia na esfera co- mercial: A elétrica, a mecânica e a fluídica (hidráulica e a pneumática). Naturalmente a mecânica é a mais antiga de todas, por conseguinte é a mais conhecida. Hoje utilizada de muitos outros artifícios mais apurados como engrenagens, cames, polias e outros. A elétrica, que usa geradores, motores elétricos, condutores e uma gama muito grande de outros componentes, é um método desenvolvido nos tempos modernos. É o único meio de transmissão de energia que pode ser transportado a grandes distâncias. A força fluídica tem origem, por incrível que pareça, a milhares de anos. O marco inicial que se tem conhecimento é a utilização da roda d’água, que emprega a energia potencial da água armazenada a uma certa altura, para a geração de energia mecânica. O uso do fluido sob pressão, como meio de transmissão de potência, já é mais recente, sendo que o seu desenvolvimento ocorreu, mais precisa- mente, após a primeira grande guerra mundial. Os fatos mais marcantes da história da energia fluídica poderiam ser relacionados como os seguintes:
Em 1795, um mecânico inglês, Joseph Bramah, construiu a pri- meira prensa hidráulica, usando como meio de transmissão a água;
Em 1850, Armstrong desenvolveu o primeiro guindaste hidráuli- co, e para fazê-lo, também desenvolveu o, primeiro acumulador hidráulico;
Em 1900, a construção da primeira bomba de pistões axiais nos Estados Unidos, ocorreu aqui à substituição da água por óleo mineral, com muitas vantagens.
Atualmente, com o desenvolvimento de novos metais e fluidos obti- dos sinteticamente, a versatilidade e a dependência do uso da transmissão de força hidráulica ou pneumática torna-se evidente, desde o seu uso para um simples sistema de frenagem em veículos até a sua utilização para com- plexos sistemas das eclusas, aeronaves e mísseis. Vamos pensar um pouco, sem a energia fluídica, a tecnologia moderna seria capaz de uma potência para elevar um container de grande tonelagem, ou potência suficientemente pequena para prender um ovo sem quebrar a casca?
1.1 Histórico
Portanto, podemos afirmar:
Além da possibilidade de calcular as forças ou áreas que envolvem o sistema, também é possível calcular o deslocamento “S” dos êmbolos.
Se um fluido flui por um tubo com vários diâmetros, o volume que passa em uma unidade de tempo é o mesmo independente da seção. A velocidade do fluxo varia.
Vazão: ; Substituindo-se:V = A. s
Onde: Q = Vazão em litros por minutos V = Volume em litros ou dm^3 A = Área da seção transversal S = Curso ou comprimento.
O curso “S” na unidade de tempo “t” é:
Velocidade ; de onde podemos ter, com Q = A. v
Equação da continuidade
Q 1 = Q 2 J A 1. v 1 = A 2. v 2
Figura 1.3: Vazão Fonte: REXROTH, 1994 p.
A Lei da conservação da energia nos diz que em um fluxo a energia permanece constante, enquanto não houver troca de energia com o exteri- or. Podemos dividir a energia total desta forma:
Energia de posição (energia potencial) que esta em função da altura da coluna do fluido. Energia de pressão que é a pressão estática. Energia cinética que é a energia de movimento em função da velocidade do fluxo ou pressão dinâmica.
Equação de Bernoulli para um sistema estacionário:
ñ. h. g + P +r. = Constante
Onde: P = Pressão estática;
ñ. h. g = Pressão da coluna do fluido
ñ. = Pressão dinâmica
Pela equação de Bernoulli, é possível comprovar que um fluido ao pas- sar por uma seção transversal reduzida provocará um aumento da velocida- de e como conseqüência um aumento da energia cinética. Com a figura abaixo podemos observar as diferenças de pressão em um tubo que possui um estrangulamento, a pressão é representada por uma coluna de fluido.
A altura das colunas representa pressão, portanto, observem no es- trangulamento. Em uma instalação hidráulica é importante a energia de pressão ou pressão estática. A energia de posição e a energia cinética são muito peque- nas, portanto podemos desprezá-las.
Figura 1.4: Coluna do fluido Fonte: Treinamento Hidráulico, REXROTH p.
Número de Reynolds: De 0 até 2000 Re – Fluxo laminar De 2000 até 3000 Re – Fluxo transitório Maior que 3000 Re – Fluxo turbulento.
Se um fluido escoa por um tubo, a pressão vai se tornado cada vez menor em virtude da resistência à passagem. A queda de pressão depende do atrito interno do fluido e do atrito do fluido com as paredes. Mas, existem alguns fatores que influência, como: a velocidade, o regime de fluxo, a viscosidade, acabamento interno do tubo, as conexões, as válvulas, o diâmetro e comprimento do tubo. Por exemplo, em um tubo de 1 m de comprimento escoa uma vazão de 10 L/min. e se lê a diferença de pressão de 50 kPa se escreve:
Resistência à passagem
Tabela de velocidades de fluxo recomendadas no sistema oleodinâmico:
Partindo-se da velocidade recomendada, podemos dimensionar o diâ- metro da tubulação, sabendo-se a vazão do sistema.
Cuidado! Com as unidades das grandezas.
Onde: D = diâmetro interno do tubo; Q = vazão; v = velocidade do fluido.
TABELA 1.1: Tabela de velocidades
Exemplo em função da velocidade
Dimensionar o tubo de uma linha que trabalha com uma pressão de 80 bar e vazão de 50 l/min. A velocidade recomendada, conforme tabela acima. Dados: Q = 50 L/min. ou Q = 833,3 cm^3 /s
P = 80 bar, então adotaremos velocidade v=4,5 m/s ou v=450 cm/s
Solução: D = 1,536 cm
O diâmetro interno do tubo recomendado será de 1,536 cm ou 15, mm, mas comercialmente 5/8 de polegada.
Na linha de pressão de um sistema hidráulico: Durante o escoamento do fluido através do sistema hidráulico, pode ocorrer uma perda de carga, que é dividida em vários fatores. Todos os fato- res entram no calculo da perda de carga da seguinte forma:
Onde: P = Perda de carga na linha [bar]; f = Fator de fricção [adimensional]; L = L1 + Ls = Comprimento total [cm]; L1 = Comprimento da tubulação retilínea[cm]; Ls = Comprimento equivalente das singularidades [cm]; D = Diâmetro interno da tubulação [cm]; V = Velocidade de escoamento do fluido [cm/s]; y = Densidade do fluido [kg/m^3 ] (Para o óleo SAE10 igual a 881,1kg/m 3 ). 21591 e 9266 = Fator de conversão para a uniformização das unidades.
Fator de fricção “f”
Onde: X = 64 para tubos rígidos e temperaturas constates; X = 75 para tubos rígidos e temperaturas variáveis ou para tubos flexíveis e temperaturas constantes; X = 90 para tubos flexíveis e temperaturas variáveis