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História do Windows, Trabalhos de Informática

Este trabalho mostra toda a estrutura do S.O. Windows

Tipologia: Trabalhos

2011

Compartilhado em 09/12/2011

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SUDESTE DE
MINAS CAMPUS DE JUIZ DE FORA
ISO INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS OPERACIONAIS
WINDOWS
JUIZ DE FORA, 21 DE NOVEMBRO DE 2011
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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SUDESTE DE

MINAS – CAMPUS DE JUIZ DE FORA

ISO – INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS OPERACIONAIS

WINDOWS

JUIZ DE FORA, 21 DE NOVEMBRO DE 2011

Sumário

  •  Capa.........................................................................................................................
  •  Sumário....................................................................................................................
  •  História
  •  Características internas
  •  Tipo de Sistema Operacional: Multiusuário e Multitarefa.............................................
  •  Estrutura do Sistema Operacional
  •  Processos
  •  Arquitetura de camadas
  •  Proteção de memória.......................................................................................................
  •  Gerência de Memória
  •  Gerência de Memória Virtual (VMM)
  •  Sistemas de arquivos
  •  Particularidades
  •  Modo Real, Modo Protegido e modo Virtual
  •  Arquitetura de Sistemas de 32 bits
  •  Componentes de Arquitetura
  •  Registro
  •  Níveis de Privilégio
  •  Componentes
  •  Bibliografia.
  •  Nome dos Alunos...................................................................................................

 Características internas

Cada Windows possui características próprias de funcionamento interno. Podemos citar algumas, por exemplo:

 Historia;  Tipo do Sistema Operacional: Mono tarefa e Multitarefa;  Estrutura do Sistema Operacional;  Processos;  Gerência de memória;  Gerenciador de maquina virtual;  Gerenciador da máquina virtual (VMN);  Sistema de Arquivos;  Memória virtual;  Modo Real, Modo Protegido e Modo Virtual 8086;  Arquitetura de Sistemas de 32 bits;  Componentes da Arquitetura;  Níveis de privilégio;  Componentes;

 Tipo de Sistema Operacional: Multiusuário e Multitarefa  Multiusuário

Um sistema operacional é dito monousuário quando ele permite que apenas um usuário trabalhe por vez no sistema, por exemplo: DOS, Windows 3.x, Windows 9x, Windows ME.

Em contrapartida um sistema operacional é dito Multiusuário quando ele permite mais de um usuário trabalhar no sistema ao mesmo tempo, por exemplo, o Windows NT, Windows 2000 e Windows XP.

 Multitarefa

Multitarefa é a capacidade de executar várias tarefas concorrentemente. Na verdade elas não são executadas exatamente ao mesmo tempo, mas são atendidas por tempo suficiente para que todos os processos se sintam como assim fosse.

Todos os processadores a partir do 386 fazem multitarefa automaticamente quando estão em modo protegido. Para isto, no entanto, é necessário que cada aplicativo esteja protegido na em memória, ou seja, isolado em sua própria área na memória.

O Windows 3.x não protege seus aplicativos em memória. Para o processador, há uma única área sendo utilizada pelo Windows e seus aplicativos; não há divisão. Logo concluímos que não pode existir multitarefa nesse ambiente. Como o processador não poderia comandar a multitarefa (já que os programas não estavam protegidos em memória), a solução encontrada

foi fazer com que os próprios aplicativos a controlassem, criando o termo multitarefa cooperativa. Nela o sistema cede o controle do processador para o aplicativo e espera pacientemente que ele o devolva o quanto antes. Isso é perigoso, pois muitos aplicativos simplesmente não devolvem a tempo e provocam lentidão na resposta do sistema e até travamento.

Na época em que foi criada a multitarefa cooperativa, foi uma excelente solução para estender a utilidade do DOS.

O Windows 95 é um sistema multitarefa híbrido. Ele utiliza tanto a multitarefa cooperativa quanto a multitarefa preemptiva. Este esquema de multitarefa do Windows 95 só funciona se você estiver executando exclusivamente aplicativos escritos para Windows 95 (aplicativos 32 bits). Basta abrir um único aplicativo escrito para Windows 3.x (aplicativos 16 bits) que o esquema de multitarefa passa de preemptiva para cooperativa, transformando o Windows 95 em Windows 3.11 “de luxo”, não importando a quantidade de aplicativos de 32 bits que estejam abertos.

 Estrutura do Sistema Operacional

O Windows 3.x e o Windows 95 possuem três núcleos básicos:

 GDI – Graphics Device Interface. É à parte do Windows responsável pela apresentação de tudo aquilo que está na tela. Todas as janelas e ícones são desenhados pelo GDI.  User – Controla a interface do Windows com o usuário, como entrada de comandos e documentos abertos.  Kernel – O núcleo do sistema propriamente dito. É o Kernel que controla o acesso à memória, gerencia a memória virtual, controla os aplicativos, gerencia arquivos, etc.  O Núcleo híbrido define um núcleo baseado em micronúcleo no qual módulos externos a ele podem executar operações em modo protegido, a fim de evitar trocas de contexto e melhorar o desempenho geral do sistema, porém sendo híbrido, tem a capacidade de agregar ou desagregar funcionalidades, sem perder desempenho ou estabilidade presentes na sua estrutura inicial, proporcionais a sua organização.

No Windows 3.x, estes três núcleos possuem códigos de 16 bits, como é de supor, e estão armazenados nos arquivos KRNI. 386.EXE, GDI.EXE e USER.EXE.

 Processos

Em sistemas operacionais, o processo é um módulo executável único, que corre concorrentemente com outros módulos executáveis. Por exemplo, em um ambiente multi-tarefa que suporta processos, um processador de texto, um navegador e um sistema de banco de dados são processos separados que podem rodar concomitantemente.

Processos podem ser divididos em “pedaços” para que ele não deixe de responder por algum motivo externo, onde isto possa atrapalhar a execução do mesmo, ou para agilizar a programação e execução. Quando programas são divididos em threads, podemos ter partes do processo rodando em paralelo, threads também são escalonáveis.

Processos são módulos separados e carregáveis, ao contrário de threads, que não podem ser carregadas. Múltiplas threads de execução podem ocorrer dentro de um mesmo processo. Além das threads, o processo também inclui certos recursos, como arquivos e alocações dinâmicas de memória.

A comunicação entre processos é o grupo de mecanismos que permite aos processos transferirem informação entre si. A capacidade de um sistema operacional executar simultaneamente dois ou mais processos é chamada multiprocessamento. Se existirem dois ou mais processos executados em simultâneo e disputam o acesso a recursos partilhados, problemas da concorrência podem ocorrer. Estes problemas podem ser resolvidos pelo gerenciamento adequado de múltiplas linhas de execução ou processos através da sincronização (multitarefa) ou por outros recursos (como a troca de contexto).

Em geral, os processos são formados pelos seguintes recursos:

 Memória, que inclui o código executável, dados específicos do processo (dados da entra e saída), uma chamada de pilha (para manter a pilha de subrotinas ativas e/ou outros eventos, e um heap (alocação dinâmica de memória) para manter a computação intermediária gerada durante o tempo de execução.  Atributos de segurança, tais como conjunto de permissões para o usuário que criou o processo, são as operações permitidas.  Contexto de estado do processador, tal como o conteúdo dos registradores, memória física de endereçamento. O estado é normalmente guardado nos registradores quando o processo está em execução, e na memória principal caso contrário.

O sistema operacional mantém a maior parte da informação sobre processos dentro de estruturas de dados chamadas Bloco de controle de processos (PCB).

Qualquer subconjunto de recursos, mas normalmente ao menos o estado do processador, pode ser associado com cada um dos processos threads no sistema operacional, que suporte threads ou processos 'filha'.

O sistema operacional mantém esses processos separados e aloca recursos necessários para cada um deles, diminuindo as chances de um processo atrapalhar o outro. O sistema operacional pode além disso prover mecanismos para comunicação entre processos, permitindo assim interação e comportamento mais seguro entre os processos.

Processos são interrompidos e retomados a todo tempo, para que o sistema operacional possa fazer esse tipo de ação, é necessário a troca de contexto. Para que o sistema operacional possa interromper um processo e retomar ele mais tarde, ele usa a PCB (Process Control Block) para guardar todas as informações que a CPU estava usando naquele momento e possa consulta-la mais tarde para que retome exatamente no ponto em que foi interrompido anteriormente.

Um processo é formado por três partes, conhecidas como contexto de hardware, contexto de software e espaço de endereçamento, que juntas mantêm todas as informações necessárias à execução de um programa.

 Espaço de Endereçamento O espaço de endereçamento é a área de memória pertencente ao processo onde instruções e dados do programa são armazenados para execução. Cada processo possui seu próprio espaço de endereçamento, que deve ser devidamente protegido do acesso dos demais processos.

 Contexto de Hardware O contexto de hardware de um processo armazena o conteúdo dos registradores gerais da CPU, além dos registradores de uso específico, como contador de instruções (CI), o apontador da pilha (AP) e o registrador de status (PSW).

 Privilégios Os privilégios definem as ações que um processo pode fazer em relação a ele mesmo, aos demais processos e ao sistema operacional. Privilégios que afetam o sistema são os mais amplos e poderosos, pois estão relacionados à operação e à gerência do ambiente, como a desativação do sistema, alteração de regras de segurança, criação de outros processos privilegiados, modificação de parâmetros de configuração do sistema, entre outros. A maioria dos sistemas operacionais disponibiliza uma conta de acesso com todos os privilégios disponíveis, com o propósito de o administrador gerenciar o sistema operacional.

Um processo ativo pode encontrar-se em três diferentes estados: em Pronto, em Execução e em espera.

 Pronto

O processo já foi submetido e está pronto para receber a CPU, porém ainda aguarda o escalonador de processos para ter controle da CPU. Processos que estão esperando E/S não se aplicam a esse estado.

 Execução

A execução propriamente dita. O código está sendo processado. Se ocorrer durante a execução uma requisição de E/S o processo é colocado no estado de espera e outro processo da fila de prontos poderá então concorrer a CPU.

 Espera

É o processo que foi colocado na fila de espera de E/S devido ao processador de E/S ser mais lento que a CPU principal. O processo tornaria a CPU mais escrava dele se não houvesse esse estado, pois como ele não está concorrendo à CPU ao executar um E/S, pode-se então colocá-lo no estado de espera para que os demais processos do estado pronto possam concorrer a CPU.

 Memória Virtual

No momento em que desejamos armazenar mais dados do que realmente cabe na memória RAM, o sistema operacional apresenta a mensagem de erro. Devemos, então, fechar um ou mais aplicativos para liberamos memória. Quando o processador está em modo protegido, podemos fazer com que ele “pense” que há mais memória RAM instalada do que realmente existe, fazendo com que o erro de “estouro” de memória seja menos comum.

O Windows 95,98 e ME se beneficiam de um arquivo especial no seu HD denominado arquivo de transferência de memória virtual (ou arquivos de paginação). Através da memória virtual, alguns códigos de programa e informações são mantidos na memória RAM, enquanto

outras são temporariamente transferidas para a memória virtual. Quando estas informações são solicitadas novamente o Windows as transfere de volta para a memória RAM e, se necessário, transfere outras informações para a memória virtual. Esse processo é invisível, embora você possa perceber que seu disco esteja trabalhando. O benefício resultante e que você poderá executar, de uma só vez mais programas do que seria permitido normalmente pela memória RAM do seu sistema.

A melhor maneira de você garantir um alto desempenho de um arquivo de transferência é certificar-se de que o disco que contém o arquivo de transferência possui bastante espaço disponível, de modo que os arquivos de transferência possam ser expandidos e reduzidos quando necessário.

A técnica de memória virtual nos traz uma solução, mas também nos traz um problema. Como o HD e muito mais lento que o processador, cada troca comandada não e instantânea. Quanto menos memória RAM um micro tiver, mais vezes serão necessárias trocas com o disco rígido. Instalando-se mais memória RAM no micro, menos vezes ocorrerá o problema de falta de memória, conseqüentemente menos lento ficará o micro, pois utilizara menos a memória virtual.

 Arquitetura de camadas

Um programa de aplicação em n camadas é um aplicativo desenvolvido de forma a ter várias camadas lógicas. Cada camada é auto-contida o suficiente de forma que a aplicação pode ser dividida em vários computadores em uma rede distribuída.

A forma mais comum da arquitetura é a aplicação em três camadas, comumente usada em aplicações web, na qual as camadas são: interface com o usuário, lógica do negócio, e banco de dados.

Cada camada desta arquitetura é normalmente mantida em um servidor específico para tornar-se mais escalonável e independente das demais. Com o mesmo objetivo são utilizadas tecnologias de middleware como, por exemplo, CORBA, Web Services ou RMI.

Esta arquitetura tem como características:

 Baixos custos de disponibilização;  Baixos custos na mudança da base de dados;  Baixos custos na mudança da lógica de negócios;  Eficiente armazenamento e reutilização de recursos.

são subdivididos em chave valor que lhe é dado em todos os registradores ao mesmo tempo, e valor.

Existe uma técnica de gerencia de memória chamada memória virtual, que é onde memórias principais e secundárias juntas criam a ilusão de que há muito mais memória, com isso os programas e suas estruturas de dados não se limitam ao tamanho da memória física, e assumem endereços na memória secundária. O gerenciamento de memória virtual pode ocasionar vazamento de memória, ou seja, quando determinada quantia de memória é alocada e não liberada mesmo que não sendo utilizada, assim dados perdem a referencia sem ao menos terem usado memória. O gerenciamento automático chama-se Garbage collector. Ele retira os blocos de memória automaticamente. Seus algoritmos são divididos em duas famílias: a Identificação direta, por contagem de referência, e a Identificação indireta, por varrimento.

A alocação de memória está dividida em três partes:

 Alocação Estática: Decisão tomada quando o programa é compilado.

Quando o programa é executado o Sistema operacional lê o mesmo e cria um processo, sendo o programa uma noção estática e o processo o programa em execução, ele é criado em armazenamento primário e após isso recebe um espaço na memória. O espaço de memória é dividido em varias partes, uma das partes se chama segmentos de memória, que armazena dados estáticos, e outro se chama segmento de código que guarda instruções do programa. Quando o programa é executado o registrador PC apontará para determinado endereço do segmento de código do processo, que se chama TEXT. Para que se realize a alocação estática o compilador deve saber o total de memória que está livre, mandar esta informação para o SO para que este crie um segmento de dados.

 Alocação Dinâmica: Decisão é adiada até a execução. (Permite Swapping)

Os objetos alocados dinamicamente podem ser criados e liberados a qualquer momento, em qualquer ordem, o que difere dos objetos locais das funções, que são criados e destruídos em uma ordem específica. Dado isto, é preciso organizar a memória para objetos dinâmicos de uma forma que possibilite o gerenciamento do tempo de vida dos objetos por parte do programador. A memória reservada para objetos dinâmica costuma ser chamada de heap, existem várias formas de organizar um heap. Em linguagens sem gerenciamento automático(linguagem C), da memória dinâmica, uma organização usual do heap é uma lista encadeada de blocos livres, porém este tipo de organização pode ter problemas devido à fragmentação dos blocos. Já em linguagens com gerenciamento automático de memória dinâmica (Java), a organização do heap depende da parte do sistema de tempo de execução encarregada deste gerenciamento. Este componente é normalmente chamado de coletor de lixo.

 Alocação Local

Este processo de alocação é usado para variáveis que são locais a funções e sub-rotinas. Isso significa que o processo em execução deve manter acessível as variáveis locais da função ou procedimento que está executando no momento. Além disso, pelas propriedades do escopo em blocos, também devem estar acessíveis as variáveis de blocos mais externos. Em linguagens que permitem a definição de funções aninhadas, acessando as variáveis de quaisquer funções definidas externamente à função atualmente em execução. Como uma função pode chamar outras funções, um número arbitrário de funções pode estar no meio de sua execução em um determinado momento, mesmo que apenas uma esteja realmente sendo executada, isso indica que o contexto de várias funções deve ser mantido enquanto as mesmas não concluíram sua execução.

Fragmentação é o desperdício de páginas de memória alocadas.

Pode ser de dois tipos: interna e externa.

 Fragmentação Interna: Ocorre quando o processo não ocupa inteiramente os blocos de memória (páginas) reservados para ele. Geralmente acontece pois o tamanho do processo não é um múltiplo do tamanho da página de memória, o que acarreta sobra de espaço na última página alocada.  Fragmentação Externa: Ocorre à medida que os programas vão terminando e deixando lacunas cada vez menores de espaços entre as páginas. Dependendo do tamanho que precisa ser escrito em memória, estes espaços podem ser pequenos demais para serem úteis, e assim ficam inutilizados.

Estratégias para "atacar" o problema com o algoritmos First-fit, Best-fit, Worst-fit e Next-fit.

 Gerência de Memória Virtual (VMM)

Memória virtual, é uma técnica que usa a memória principal como uma cache para armazenamento secundário. Houve duas motivações principais: permitir o compartilhamento seguro e eficiente da memória entre vários programas e remover os transtornos de programação de uma quantidade pequena e limitada na memória principal.

Um dos componentes mais importantes do Windows 95, o VMM oferece aos programas um ambiente de máquina virtual, com todas as características de um computador real (CPU, memória, dispositivos I/O...). Ele faz isso ou dividindo o tempo dos dispositivos reais ou simulando características que não existem. Um exemplo de simulação é o caso da memória virtual, quando o VMM dispõe ao programa um ambiente com mais memória disponível para alocação do que realmente há na máquina. O gerenciamento de memória no VMM tem duas partes: um aspecto controla a memória virtual e o outro provê memória extendida para máquinas virtuais DOS, esse último chamado DPMI (DOS Protected Mode Interface). A

 Sistemas de arquivos

Parte do Sistema Operacional responsável pelo gerenciamento de arquivos (estrutura, identificação, acesso, utilização, proteção e implementação).

Quando você salva os arquivos, seu computador utiliza um sistema de arquivos para controlar como arquivos e pastas serão armazenadas em seu disco rígido. Um sistema de arquivos avançado que pode melhorar o desempenho e aumentar o espaço disponível em disco.

Existem diversos sistemas de arquivos diferentes, que vão desde sistemas simples como o FAT16, que utilizamos em cartões de memória, até sistemas como o NTFS, EXT3 e ReiserFS, que incorporam recursos muito mais avançados.

No mundo Windows, temos apenas três sistemas de arquivos: FAT16, FAT32 e NTFS. O FAT16 é o mais antigo, usado desde os tempos do MS-DOS, enquanto o NTFS é o mais complexo e atual.

FAT (File Allocation Table): Tabela de Alocação de Arquivos. É um sistema de arquivos composto por uma tabela, gravada no próprio disco, que indica quais setores estão disponíveis e quais contém dados de arquivos. É através do Fat que o Windows sabe onde o arquivo está localizado dentro de um disco.

O sistema de arquivos Fat32 possui algumas vantagens sobre o Fat16 como, por exemplo: permitir que os programas sejam abertos mais rapidamente; disponibilizar um maior espaço e um melhor desempenho em disco mais eficiente; permitir que um disco rígido de até 2 TB seja formatado como uma unidade única eliminando a necessidade de partição do disco rígido; permitir realocar a pasta raiz e usar copias de backup do Fat, tornando seu computador menos vulnerável a falhas.

Arquivos são mecanismos de abstração para armazenar/recuperar dados em disco. Escondem do usuário os detalhes sobre como a informação está armazenada e como os discos funcionam na realidade.

Seqüência de bytes

 Qualquer significado deve ser imposto pelo programa no nível do usuário;  Grande flexibilidade;  "Estruturação" delegada à aplicação;  Seqüência de registros de mesmo tamanho -- acesso pelo índice do registro;

 Arvores de registros (cada um não necessariamente de mesmo tamanho, e possuindo um campo-chave em posição fixa do registro -- ordenação por esse campo para

facilitar a busca). Seu objetivo é localizar o registro possuindo determinada chave (sem se importar com a posição do registro no arquivo). Usado tipicamente em computadores de grande porte.

 Atributos de arquivos

Atributos além do nome e dados (a lista exata de atributos depende do SO): proteção: rwx, senha necessária para abrir arquivo; criador: ID do criador do arquivo; instante de criação; instante do último acesso; instante da última mudança; tamanho; etc.

 Diretórios É a organização do sistema de arquivos. Um diretório é uma tabela com um conjunto de entradas: uma por arquivo.

Quando um arquivo é aberto, seus atributos e endereços de disco são carregados para a memória. Os próximos acessos para descobrir os endereços dos blocos de dados do arquivo são feitos na memória.

Ao abrir arquivo, o SO usa o nome do arquivo para localizar a entrada no diretório. O diretório possui toda informação necessária para encontrar os blocos de disco correspondentes a cada arquivo:

 Todos os endereços de disco do arquivo (início + tamanho: alocação contígua);  Endereço do primeiro bloco de disco (lista ligada, e FAT);

O objetivo dos diretórios é mapear nomes arquivos em informações para localizar os seus dados.

O sistema de arquivos possui estruturação em forma de árvore genérica.

Os nomes dos arquivos podem ser:

Particularidades

 Modo Real, Modo Protegido e modo Virtual 8086

Processadores acima do 386 possuem dois modos de operação bem distintos: o modo real e o modo protegido.

No modo real o processador funciona como se fosse um 8086, o processador utilizado no primeiro PC. Isto significa que ele utilizará instruções de 16 bits e, o que é pior, conseguirá acessar somente 1 MB de memória (o DOS por exemplo).

No modo protegido, o processador consegue trabalhar no topo de seu desempenho: além de instruções de 32 bits, consegue acessar até 4 Gb de memória, além de diversos outros recursos, em especial a multitarefa, a memória virtual e o modo virtual 8086.

Como o modo real é incompatível em software com o modo protegido, seria impossível executar diretamente um programa escrito para o modo real mantendo o processador em modo protegido.

Para que isso não ocorresse, foi criado um modo de operação chamado Virtual 8086. Podemos abrir quantas sessões Virtual 8086 quisermos, cada uma emulará um processador 8086 com um MB de memória. Cada programa que seja executado em uma sessão Virtual 8086 “pensará” que está sendo executado em um micro 8086 só para ele. Além disso, cada sessão destas é protegida automaticamente em memória.

O Windows 3.x trabalha em modo protegido, e pode operar com memória virtual e com o modo Virtual 8086. Como o seu sistema operacional ainda é o DOS, não pode utilizar proteção de memória e, consequentemente, não permite multitarefa. Daí veio à ideia de escrever um sistema operacional de modo protegido, que não utilizasse o modo real ou o DOS como base. A Microsoft dizia que era assim que seria o Windows 95.

 Arquitetura de Sistemas de 32 bits

O Windows 95 apresenta uma arquitetura de sistemas de arquivos em camadas, suportando vários sistemas de arquivo e fornecendo caminho de modo protegido do aplicativo até o dispositivo de mídia. Isto resulta um melhor desempenho de I/O de disco e de arquivo em relação ao Windows 3.x. A nova arquitetura desse sistema apresenta os seguintes recursos:

 Suportes de API Win32 e nome de arquivo longo;  Sistemas de arquivos FAT e CD-ROM de 32 bits;  Cachê de sistema dinâmica para I/O de arquivo de rede;  Arquitetura aberta para suporte de sistema futuro;  Compatibilidade de driver de dispositivo de disco com o Windows NT.

 Componentes de Arquitetura

O Gerenciador IFS é responsável por arbitrar o acesso aos dispositivos do sistema de arquivos, bem como os outros componentes de dispositivo do sistema de arquivos. No Windows 95 os redirecionadores de rede são implementados também como sistemas de arquivos no IFS para que possam permitir o uso de um número ilimitado de redirecionadores de 32 bits.

Drivers do Sistema de Arquivos: A camada de drivers do sistema de arquivos inclui o acesso aos dispositivos de crescentar mais suporte de dispositivo de disco e de redirecionador de rede.

Subsistema de I/O de bloco: O subsistema de I/O de bloco do Windows 95 é um aprimoramento em relação à arquitetura de acesso a disco de 32 bits utilizada no Windows 3, x, para aumentar o desempenho de todo o sistema de arquivos e para permitir discos baseados na tabela de alocação de arquivos (FAT), acesso aos sistemas de arquivo de CD- ROM e acesso ao suporte de dispositivo de rede redirecionado. O Windows95 é compatível com os seguintes sistemas de arquivos:

Driver da FAT de 32 bits (VFAT): O driver VFAT de 32 bits fornece um caminho de código protegido para a manipulação do sistema de arquivos armazenados em disco. Ele também fornece um desempenho de multitarefa mais suave. O driver de acesso de arquivos de 32 bits é melhor em relação ao fornecido no Windows 3.x e é compatível com mais drivers e dispositivo MS-DOS e controladores de disco rígido. Seus principais benefícios são: o aumento significativo do desempenho; possui software de cachê de disco de modo real; a memória convencional não é utilizada; o aprimoramento da multitarefa quando são acessadas informações em disco e o suporte de cachê dinâmica. O driver VFAT de 32 bits interage com o subsistema de I/O de bloco para permitir o acesso a disco a um numero maior de dispositivos do que são suportados pelo Windows 3.x. A combinação do acesso a disco de 32 bits e dos drivers de acesso a disco de 32 bits resulta um desempenho de I/O de disco e arquivo sensivelmente melhorado.

Driver do Sistema de Arquivo de CD-ROM de 32 bits (CDFS): Os CDFS´s de modo protegido de 32 bits implementado no Windows95 permitiram o aprimoramento no acesso e desempenho do CD-ROM em relação ao apresentado no Windows 3.x. O cachê do driver CDFS é dinâmico, não necessitando de nenhuma configuração ou alocação estática, por parte do usuário. Seus principais benefícios: a não utilização de memória convencional, o aumento do desempenho em relação ao MS-DOS, o aprimoramento da multitarefa quando são acessadas informações no CD-ROM e o suporte de cachê dinâmico, permitindo um melhor compromisso entre o fornecimento de memória para rodar aplicativos, servindo como cachê de disco. Os usuários de CD-ROM se beneficiam enormemente do novo CDFS de 32 bits, pois os seus aplicativos de multimídia rodam mais suavemente e as informações são lidas mais rapidamente, “provocando” um melhor desempenho.