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Este documento aborda a história da grécia e roma antiga, incluindo os períodos pré-homérico, homérico, arcaico, clássico e helenístico na grécia, além da fundação, realeza e república em roma. Discutem-se os aspectos políticos, sociais e econômicos, como a chegada de povos à grécia, a fundação das pólis, a diáspora, a escravidão, as guerras e as conquistas, o sistema de classes e a chegada do cristianismo.
Tipologia: Notas de estudo
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A religião persa denominada Mazdeísmo também merece atenção. Era dualista, haviam duas divindades, uma do bem e outra do mal e o objetivo era o bem vencer o mal. Esta religião foi pregada por Zoroastro.
O que é preciso saber sobre os persas: eficiente sistema de administração, as satrápias, os "olhos e ouvidos do rei", sistema de correio, moeda Darico, religião dualista.
Indianos e chineses Os indianos se fixaram nas margens do rio Indo e do rio Ganges. A sociedade indiana é extremamente imóvel, não é permitida a mobilidade social entre as classes sociais em decorrência da religião bramanista. Filhos de pais de classes diferentes são considerados párias e são excluídos da sociedade. Destacam-se por terem criado os algarismos e desenvolvido a matemática.
Os chineses se fixaram nas margens dos rios Yang-tsé e Hoang-ho. Destacam-se por terem desenvolvido a pólvora, a porcelana, a imprensa e a bússola. Destacam-se também na plantação de amoreiras para o cultivo de bichos da seda, cujos casulos são usados para extrair os fios de seda.
A Antiguidade Clássica
Grécia Período Pré-Homérico A região da Grécia era originalmente habitada pelos pelasgos, mas lentamente foi recebendo outros povos, os eólios e os jônios que chegaram pacificamente e se agruparam aos habitantes originais. Mas quando os dórios, povo de espírito guerreiro e com técnicas de produção de armas de ferro mais avançada, decidiram invadir a Grécia, destruíram diversas cidades provocando uma emigração de gregos para outras áreas costeiras do Mar Mediterrâneo. Esta foi a primeira diáspora grega, e marca o início do Período Homérico.
O que é preciso saber sobre o período pré-homérico: chegada de povos à Grécia, eólios e jônios de forma pacífica, dórios de forma violenta, provocando a primeira diáspora.
Período Homérico Os grupos que preferiram fugir dos dórios indo para a região montanhosa da Grécia fundou os genos. Estes genos eram sociedades de propriedade coletiva, ou seja, todos tinham sempre direito a tudo. Desta forma, os genos prosperaram, mas acabaram encontrando problemas, pois a população dos genos começou a crescer e era impossível dar trabalho e comida para todos. Por isso muitos acabaram saindo dos genos para morarem em outros lugares ou foram simplesmente expulsos.
Os genos acabaram se dividindo, e os que saíam deles se fixavam em outras regiões, o que provocou a segunda diáspora grega. Os genos procuraram então se fortalecer unindo-se em fratrias. As fratrias se uniram em tribos, e as várias tribos se uniram em pólis.
Muito do que sabemos sobre este período vem das obras Ilíada e Odisséia. Estas obras são de autoria atribuída à Homero, a primeira narra a história da Guerra de Tróia (Tróia era chamada de Ilion) e a segunda a vida de Odisseu.
O que é preciso saber sobre o período homérico: invasão dos dórios, fuga (primeira diáspora), fundação dos genos, aumento da população dos genos, desintegração do sistema gentílico (segunda diáspora), fundação das pólis.
Período Arcaico Com a fundação das pólis, surge uma novo período na Grécia. Formaram-se cerca de 110 pólis, mas estuda-se apenas Atenas e Esparta por serem as melhores representantes das características das demais pólis.
- Esparta A pólis grega de Esparta se localizou no Peloponeso, e é de origem dórica. Como os Dórios tinham uma grande tradição guerreira, os espartanos adotaram uma rígida sociedade que enfatizava muito o treinamento militar. Desde cedo as crianças eram preparadas e treinadas para a guerra, e caso apresentassem deficiência que prejudicassem seu desempenho em campo de batalha, era responsabilidade da mãe matar o filho.
Politicamente era dominada pela aristocracia (espartanos), que através da diarquia (governo de dois reis), da Gerúsia (senado) e dos éforos impediam o acesso do povo à política. A aristocracia era de origem dórica, a sociedade inferior constituída pelos hilotas era composta por aqueus, que eram maioria frente aos espartanos.
O que é preciso saber sobre Esparta: localiza-se no Peloponeso, origem dórica, ênfase no treinamento de guerra, governado pelos espartanos (aristocracia) que se usava da Gerúsia, diarquia e dos éforos para dominarem os hilotas, que eram maioria.
- Atenas A pólis grega de Atenas se localizou na Ática, e é de origem jônica. A maior parte das outras pólis gregas seguem o modelo de Atenas. Ao contrário de Esparta, Atenas visava muito a educação cultural de seus habitantes.
A primeira forma de governo de Atenas foi a realeza, quando um rei (basileu) assumiu o governo a pólis. Em seguida, um conselho assumiu o poder nomeando 9 Arcontes, iniciando o período do arcontado. A sociedade ateniense não se sentiu satsfeita com o arcontado, fazendo com que Drácon e Sólon promovessem
Mas a cultura helenística, resultado da fusão da cultura grega com a oriental sobreviveu e foi herdada mais tarde pelos romanos, quando conquistaram a Grécia e a Macedônia.
O que é preciso saber sobre o período Helenístico: Alexandre, filho de Felipe II, educado por Aristóteles, expandiu o império, criou a cultura helenística, fundou Alexandria.
Fundação e Realeza Roma provavelmente se originou de um centro de defesa latino contra ataques etruscos, mas conserva-se também a origem lendária, contada na obra Eneida, do poeta Virgílio. Conta a história que os irmãos Rômulo e Remo, os fundadores de Roma, teriam sido salvos e criados por uma loba, e que depois de crescidos, Rômulo teria se tornado o primeiro rei de Roma. Pouco se sabe sobre o período em que Roma foi governada por reis, sabe-se que a sociedade era dividida em três camadas: patrícios (aristocracia, possuidora de terras), plebeus (homens livres) e escravos (prisioneiros de guerra) e que embora o rei detivesse todos os poderes para governar, era limitado pelo senado.
O que é preciso saber sobre a fundação e a Realeza: origem de um centro de defesa, origem lendária contada na Eneida de Virgílio, classes patrícios (aristocracia) / plebeus (livres) / escravos (prisioneiros de guerra), poder do rei limitado pelo senado.
República romana O último rei de Roma, Tarqüínio, o Soberbo, foi derrubado pelo senado com a ajuda dos patrícios. Roma passou a ser governada por cônsules, sempre em dois, que presidiam o senado e as assembléias centuriais. A assembléia centurial era a mais importante, reunindo plebeus e patrícios em postura militar, enfileirados de cem em cem (por isso centurial).
Os plebeus não tinham representação política, e após uma "greve" (retirada para o Monte Sagrado) exigindo representação, ganham o direito de nomearem os tribunos da plebe. Outras revoltas plebéias acontecem, levando aos direitos de casamento entre classes sociais e a elaboração da Lei das 12 Tábuas, que foi a primeira união de leis romanas na forma escrita.
É durante a República que começa a política de conquistas dos romanos baseada na máxima Mare est nostrum (O mar é nosso) que pretendia transformar o Mar Mediterrâneo em uma lagoa romana. Primeiro conquistou-se toda a península itálica, em seguida conquistam Cartago durante as Guerras Púnicas. Por fim, conquista-se a Grécia, o Egito, a Macedônia e a Península Ibérica.
As guerras provocaram um grande afluxo de riquezas para Roma, levando a uma acentuação na diferença entre as classes sociais. O aumento no número de escravos obtidos nas guerras para trabalhar nas grandes propriedades tornava a concorrência com o pequeno produtor injusta, o que provocava sua falência e o êxodo rural. Nesse período surge a tentativa dos irmãos Graco de conseguir uma reforma agrária, mas nada é conseguido. Tibério Graco foi assassinado em um tumulto no senado e seu irmão Caio Graco foi perseguido e pediu para que seu escravo o matasse.
A desordem cresce, surgem então elementos fortes na sociedade romana que passaram a governar em três. Surge entao o Primeiro Triunvirato que contou com Júlio César, Pompeu e Crasso. Pompeu e Crasso foram mortos, sobrando apenas Júlio César, que tinha a oposição do senado. Criou o mês de julho e recebeu o título de césar (o nome dele era Caio Júlio). Foi morto a punhaladas em pleno senado, não chegando a ser ditador.
Surge o Segundo Triunvirato com Marco Antônio, Otávio e Lépido. Marco Antônio e Lépido acabaram perdendo poder frente a Otávio, que recebeu o título de augusto (o divino), sendo aclamado como imperador (o supremo).
O que é preciso saber sobre a República romana: lutas dos plebeus por maiores direitos, Lei das 12 Tábuas, política do Mare est nostrum, conquistas romanas, aumento no número de escravos, êxodo rural, reforma agrária dos irmãos Graco, primeiro e segundo Triunviratos, ascensão de Otávio Augusto.
Império romano Otávio Augusto assumiu como imperador de Roma, iniciando o período de apogeu do império, chamado Século de Ouro. Cessaram-se as conquistas (pax romana), o que provocou a falta de escravos. Para distrair o povo enquanto os problemas aconteciam adotou a política do "pão e circo". Se o povo estivesse se divertindo e estivesse bem alimentado não reclamariam. Distribuiu trigo ao povo e promovia grandes espetáculos com gladiadores. Foi no seu reinado que nasceu Jesus em Belém de Judá.
Após Otávio Augusto, assumem imperadores que não conseguem controlar a crise em Roma ou assumem simpesmente loucos. Sob o governo de Tibério Jesus é crucificado, Nero ateia fogo em Roma e Calígula nomeia seu cavalo como oficial do exército, embora tenham havido imperadores que conseguiram manter bons reinados como Trajano e Marco Aurélio.
Mas a situação se torna incontrolável. A inflação, o déficit, a falta de mão de obra e o cristianismo em crescimento abalam as estruturas do império. São tomadas atitudes como o congelamento de preços, a Lei do Colonato que obrigava a fixação de pessoas no campo, o que deu início ao trabalho servil que predominou durante toda a Idade Média. O imperador Teodósio acaba dividindo o império em duas partes, a Ocidental teria capital em Roma, e a Oriental teria capital em Bizâncio, que mais tarde passa a se chamar Constantinopla. O cristianismo é