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Artigos produzido por mim e dois colegas, sem esquecer do profº Fábio que nos direcionou até chegarmos a este resultado.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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¹ Discentes do curso de Bacharelado em Enfermagem da Universidade Tiradentes (UNIT-SE) ² Docente da Universidade Tiradentes (UNIT-SE)
Jaiany Menezes da Silva ([email protected])¹ João Araújo Bezerra ([email protected])¹ Thiago Luis Cardoso ([email protected])¹ Fábio Augusto Rodrigues da Nóbrega ([email protected])²
Resumo
Este artigo enfatiza a produção de hormônios, com destaque para produção dos hormônios do crescimento, que pode desencadear varias patologias como acromegalia, gigantismo, entre outros dificultando o desenvolvimento biológico, buscando assim as causas existentes, demonstrando as conseqüências do uso e abuso desses hormônios.
Palavras-chave: hormônios do crescimento – acromegalia – nanismo – gigantismo - complementos hormonais.
Abstract
This article emphasizes the hormone production, givint notability to the growth hormones, witch can unleash a lot of pathologies as acromegaly, nanism, gigantism and others, making the biological development more difficult. In this manner, we try to identify the causes and the reasons of these abnormalities, alerting about the use and abuse of the hormonal complements.
Key-words: growth hormones - acromegaly - nanism - gigantism - hormonal complements.
O crescimento somático é a principal característica para diferenciar a criança e o adolescente do indivíduo adulto. Nesse período, o corpo apresenta inúmeras transformações e a condição imatura do recém-nascido cede gradualmente lugar à conformação madura do individuo adulto.
O crescimento humano, embora apresente diversas fases, mantém um padrão semelhante na maioria dos indivíduos. A velocidade do crescimento, elevada no período perinatal, apresenta rápida desaceleração nos primeiros dois anos de vida extra-uterina, seguindo-se um período de velocidade mais ou menos estável. A velocidade de crescimento acelera durante a puberdade e volta a decrescer à medida que ocorre o final da maturação óssea, com a pessoa atingindo sua estatura final. Durante os primeiros dois anos de vida ocorre a denominada adaptação do crescimento à vida extra-uterina, com a criança ajustando-se a um ritmo próprio de
crescimento e amadurecimento, que pode caracterizá-la como maturador precoce, normal ou tardio.
Essa variabilidade do ritmo de amadurecimento, incluindo a maturação óssea reflete-se também na idade cronológica observada, em ambos os sexos, para o início da puberdade e, conseqüentemente, do estirão puberal. (RODRIGUES, 2005)
As primeiras associações entre crescimento e um hormônio hipofisário data do final do século XIX – início do século XX, quando foi observada a associação entre os quadros de acromegalia/gigantismo e a presença de tumores hipofisários.
No ano de 1956 o hormônio do crescimento (GH) foi isolado e no ano seguinte cientistas e pesquisadores demonstraram que as ações do hormônio de crescimento sobre o crescimento eram indiretas, mediadas por outro fator que deu origem à posteriormente denominada Teoria da Somatomedina para explicar os mecanismos hormonais do crescimento humano.
Embora a participação hormonal seja essencial no processo do crescimento, é importante destacar que é este hormônio é multirregulado e que dessa regulação participam também fatores genéticos, nutricionais, psicológicos e sociais, além da integridade física do organismo. Os fatores genéticos representam os fatores limitantes ou determinantes do potencial de crescimento e junto com os fatores hormonais compõe o grupo que influenciará no crescimento. O estado nutricional do indivíduo representa a fonte de substratos plásticos e energéticos, atua sobre o crescimento principalmente modulando os fatores hormonais e determinando o estado de integridade física e psicológica do ser humano. Por sua vez os fatores psicossociais e as doenças orgânicas também agem de forma indireta nesse processo de vários fatores. (RODRIGUES, 2005)
O crescimento linear dos ossos longos se dá na cartilagem de conjunção (crescimento). As células proliferam formando colunas num eixo longitudinal; ocorrem vacuolização celular e calcificação, adicionando-se assim novas camadas celulares às metáfises dos ossos longos. Esse crescimento é mantido até que a cartilagem de conjugação desapareça e a metáfise se junte à epífise óssea. O principal eixo hormonal envolvido na regulação do crescimento é o denominado eixo somatotrófico ou, mais recentemente, eixo hormônio do crescimento (GH) – sistema de fatores de crescimento insulina-símile (eixo GH-IGF). Esse eixo constitui a via
O crescimento é um processo dinâmico que requer a interação de fatores hormonais, genéticos, ambientais e nutricionais.
Após o nascimento, são importantes na regulação do crescimento somático: o hormônio de crescimento (GH), sintetizado e continuamente secretado pela hipófise em resposta a uma série de estímulos; os hormônios tireoidianos; a insulina e os fatores insulino-símiles; e, mais tarde durante a puberdade, os hormônios sexuais. O GH é regulado por dois peptídeos hipotalâmicos, cujas ações são mediadas através de alterações no AMP cíclico e da concentração de cálcio; o GHRH e a somatostatina ou GHIH. A interação entre esses dois estímulos explica a natureza pulsátil do GH. Estudos sugerem que a quantidade de GHRH liberada determina a amplitude SOS picos, enquanto a somatostatina determina a freqüência e a duração desses picos. Enquanto o GHRH exerce as ações sobre a síntese e a secreção de GH, a somatostatina não interfere na síntese, inibindo apenas a sua secreção. (RABELO, 2003)
6.1- Baixa estatura
Avaliação de baixa estatura é, após o diabetes mellitus , o motivo mais comum para encaminhamento de uma criança ao endocrinologista. A este cabe inicialmente determinar se há, de fato, um problema com o crescimento e, em caso afirmativo, se este problema se deve ou não a um estado de deficiência hormonal específica. Na prática baixa estatura de causa endócrina é infreqüente e a maioria das crianças avaliadas é no que se refere ao crescimento e à maturação, variante do normal. (VILAR, 2006)
A baixa estatura é definida quando a criança apresenta estatura abaixo de dois desvios-padrão ou do percentil três de cuja população de referência. Dentre as principais causas de baixa estatura citamos as genéticas e hormonais. As demais causas convergem para anormalidades no eixo GH – IGFs, causando deficiência absoluta ou relativa de IGF. (RODRIGUES, 2005)
O tratamento é feito através de melhoramento na alimentação, recomendação de prática de exercícios físicos, o uso de vitaminas e sais minerais quando necessário, e tratar as parasitoses intestinais, freqüentemente presentes. (RABELO, 2003)
6.2- Alta estatura
Alta estatura é definida como estatura acima do percentil 97 de uma curva de crescimento de referência ou acima de dois desvios-padrão da média. O crescimento considerado exagerado causa pouca ansiedade na família e na criança, o que torna essa queixa infreqüente nos consultórios médicos.
Várias são as causas de alta estatura, sendo muitas delas encontradas em distúrbios de origem genética e endócrino-metabólicas; entretanto, a causa mais freqüente é representada por variantes da normalidade. (RODRIGUES, 2005)
A alta estatura familial ou idiopática com prognóstico estrutural maior que 1,80m para o sexo feminino e maior que 1,95m para o sexo masculino pode ser tratada. Em meninas, o uso de etenil estradiol reduz a estatura final em cerca de cinco centímetros, quando iniciado com idade óssea entre 10,5 e 12 anos. Em meninos, pode-se usar a testosterona em altas doses. Nos casos secundários a tumor hipofisário, a indicação é cirúrgica. (RABELO, 2003)
6.3- Acromegalia
6.3.1- Definição
O termo acromegalia deriva do grego akron – extremidade e megas – grande, que se referem ao crescimento característico de mãos, pés, nariz e mandíbula.
A acromegalia é uma doença crônica, debilitante, decorrente de produção excessiva do hormônio do crescimento (GH), com elevação secundária do fator de crescimento insulina- like (IGF-1), também conhecido como somatomedina C (Sm C). (RABELO, 2003)
Ela resulta em deformidades, incapacidade e redução da expectativa de vida devido à doença multissistêmica. Mais de 95% dos casos da acromegalia decorrem de um adenoma hipofisário secretor de GH, também denominada somatotropinoma.
Quando a secreção excessivade GH se inicia antes do fechamento das cartilagens de crescimento, acontecem crescimento linear excessivo e gigantismo, enquanto excesso de GH após a fusão epifisária causa apenas acromegalia. (VILAR, 2006)
6.3.2- Epidemiologia
Como se trata de doença de curso lento, o seu início se situa entre os 20-30 anos de idade. Entretanto, o diagnóstico só é feito após alguns anos de doença, entre os 30 e os 40 anos.
A freqüência da acromegalia não difere entre os sexos. A incidência é estimada em 3 a 4 casos novos/milhão/ano, e a prevalência na população é de cerca de 50- casos/milhão.
Estudos epidemiológicos descreveram mortalidade duas vezes maior em acromegálicos quando comparados à população normal da mesma idade, estando esse aumento da mortalidade associado a problemas cardiovasculares, cérebros- vasculares, doenças respiratórias e malignidade. A mortalidade é maior em acromegálicos não tratados em comparação aos tratados.
7.2- Usos Terapêuticos do GH em Crianças
Originalmente, o GH foi desenvolvido com o objetivo de tratar o retardo de crescimento secundário à deficiência clássica de GH, mas gradualmente ele foi sendo testado no tratamento da baixa estatura de diferentes etiologias. Em algumas situações, a indicação de tratamento com GH já está bem consolidada. Em outras, seu uso está em fase de investigação. O fundamento para o uso terapêutico em crianças baixas não-GH-deficientes é que, na maioria das situações, o GH é capaz de promover aumento da velocidade de crescimento. Entretanto, é importante considerar os efeitos de longo prazo sobre o crescimento, o ganho na estatura adulta final e a segurança do tratamento. (VILAR, 2006)
7.1- O uso abusivo do GH
No campo de atletismo competitivo, ocorreram vários casos de atletas olímpicos que usaram injeções de GH para aumento da massa muscular. Com a musculatura mais potente, os resultados seriam superiores aos atletas que não receberam GH. O GH foi associado a agentes anabólicos (hormônio masculino e derivados), com nítidas vantagens nas competições. O Comitê Olímpico pode detectar a presença do GH recombinante por metodologia molecular, diferenciando-o do GH natural. Além disso, dosagens elevadas de IGF1 (produzido no fígado) indicam uso de GH recombinado. Existe notícia, também, que atletas combinam GH com insulina, o que é extremamente perigoso pela possibilidade de hipoglicemia prolongada (queda do açúcar do sangue).
Vários idosos, aconselhados por seus médicos (geriatras, endocrinologistas), estão usando o GH para se sentirem mais jovens, aumentarem massa muscular e diminuir o acúmulo de gordura abdominal. O uso abusivo de GH em idosos pode conduzir ao diabetes, ao aumento da musculatura cardíaca, com sérias alterações das funções das válvulas cardíacas, além de manifestações articulares. O uso de GH em idosos tem sido reconhecido como benéfico em alguns indivíduos com mais de 60 anos, mas não se pode generalizar o uso para todos os idosos. (MEDEIROS;
Conhecer os hormônios do crescimento foi de extrema importância, para se entender alguns problemas relacionados ao crescimento humano, muitas vezes não reconhecido por pessoas leigas, impossibilitando a busca do tratamento. Assim discutimos sobre a acromegalia, gigantismo, nanismo e os padrões aos quais esses podem ser considerados, enfatizando também como ocorre à produção de GH no organismo os horários de pico, ou seja, de maior produção, demonstrando também os problemas oriundos do uso abusivo principalmente em idosos, onde desencadeia varias patologias.
Enfim conhecer esses hormônios do crescimento nos possibilitou conhecer a produção hormonal no organismo, facilitando assim conhecer com maior precisão os
problemas assim existentes, pois passaremos a ver com outros olhos essa realidade existente, sendo de total importância para o momento egresso da universidade reconhecer na comunidade os problemas aqui apresentados.
VILAR, Lúcio; Endocrinologia Clínica; In: VILAR, Lúcio & ROSENBLOOM, Arlan L. / Investigação da Criança com Baixa Estatura ; pag 155; In: BOGUSZEWSKI, César Luiz & BOGUSZEWSKI, Margaret Cristina da Silva / Usos e Abusos do Hormônio do Crescimento ; pag 178-179; IN: MELMED, Shlomo; BONERT, Vivien S. Herman & VILAR, Lucio / Diagnóstico e Tratamento da Acromegalia ; pag 51; 3.ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
RODRIGUES, José Antunes; Neuroendocrinologia básica e aplicada; In: JÚNIOR, Carlos Eduardo Martinelli & OLIVEIRA, Manuel Hermínio Aguiar; Crescimento Normal: Avaliação e Regulação Endócrina; pag 366-374; In: OLIVEIRA, Manuel Hemínio Aguiar; JÚNIOR, C. E. Martinelli & CUSTÓDIO, Rodrigo José; Baixa e Alta Estatura ; pag 390-400; Guanabara Koogan, 2005
RABELO, Maria Marcílio; Manual Prático de Endocrinologia; In: SILVA, Ana Cláudia Couto / Acromegalia; pag 69-72; In: ARAÚJO, Leila Maria Batista & ADAN, Luís Fernando / Distúrbios do Crescimento ; pag 83-90; 2.ed. – São Paulo: Fundo Editorial Byk, 2003
MEDEIROS, Geraldo, Uso e Abuso do Hormônio do Crescimento, set. 2009. Seção Homo Obesus. Disponível em: < http://veja.abril.com.br/blog/nutricao-homo- obesus/cresciment/uso-e-abuso-de-hormonio-de-crescimento/ > Acesso em: 2 nov. 2009