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Identidade de gênero, Notas de estudo de Língua Portuguesa

Resumo para quem quer saber do assunto

Tipologia: Notas de estudo

2019

Compartilhado em 22/11/2019

georgiaeufrasio
georgiaeufrasio 🇧🇷

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Identidade de Gênero
Identidade de gênero: consiste no modo como o indivíduo se identifica com o seu gênero. Em suma,
representa como a pessoa se reconhece: homem, mulher, ambos ou nenhum dos gêneros. O que
determina a identidade de gênero é a maneira como a pessoa se sente e se percebe, assim como a forma
que esta deseja ser reconhecida pelas outras pessoas. A identidade de gênero pode ser medida em
diferentes graus de masculinidade ou feminilidade, sendo que estes podem mudar ao decorrer da vida, de
acordo com alguns psicólogos.
Tipos de identidades de gênero: Existem três principais tipos de identidade de gênero: transgêneros,
cisgêneros e não-binários.
Transgênero: é o indivíduo que se identifica com um gênero diferente daquele que lhe foi atribuído
no nascimento. Por exemplo: uma pessoa que nasce com características masculinas (do ponto de
vista biológico), mas que se sente do gênero feminino; ou o indivíduo que possui características
físicas femininas, mas que se identifica como um homem. Ao contrário do que se pensava
erroneamente no passado, a transgeneridade não é um distúrbio mental e qualquer tentativa de
patologização do transgênero pode representar uma violação dos direitos humanos do indivíduo.
Cisgênero: consiste no indivíduo que se identifica com o seu "gênero de nascença". Por exemplo:
um indivíduo que possui características biológicas típicas do gênero masculino e que se identifica
(socialmente e psicologicamente) como um homem. Desta forma, pode-se dizer que trata-se de um
homem cisgênero.
Não-binário: é a classificação que caracteriza a mistura entre masculino e feminino, ou a total
indiferença entre ambos. Os indivíduos não-binários ultrapassam os papéis sociais que são
atribuídos aos gêneros, criando uma terceira identidade que foge do padrão "homem-mulher".
Diferenças entre identidade de gênero e orientação sexual:
O termo "gênero" é usado para representar a diferença social e psicológica entre homens e mulheres.
Deste modo, a identidade de gênero, com dito, se refere a identificação que a pessoa tem por
determinado gênero - homem, mulher, ambos ou nenhum. Por outro lado, a orientação sexual depende do
gênero que a pessoa sente atração sexual.
Ainda existe a expressão de gênero, que representa o modo como o indivíduo expressa o seu gênero para
a sociedade, seja através das roupas, da linguagem, de atitudes, gestos, etc.
Transfobia e homofobia:
Transfobia é o preconceito e a discriminação em razão da identidade de gênero, contra travestis e
transexuais. Isto é, a transfobia acontece quando um travesti/transexual (pessoa que assume
características do sexo oposto) sofre uma agressão ou é vítima de preconceito por ser travesti e
escolher viver daquela forma.
Homofobia é a palavra normalmente utilizada para se referir ao preconceito e à descriminação em
razão de orientação sexual.
Dados:
Segundo pesquisa feita pela ONG, a cada 20 horas, um(a) LGBT morre no Brasil por serem LGBTs ou seja,
por conta da LGBTfobia. O grupo também registrou um aumento de 30% nas mortes de LGBTs em 2017,
quando 445 pessoas foram mortas, em relação a 2016, ano em que 343 mortes foram motivadas por
LGBTfobia. Já em 2018 esse número caiu, mas ainda se manteve alto, com 420 mortes.
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Identidade de Gênero

Identidade de gênero: consiste no modo como o indivíduo se identifica com o seu gênero. Em suma, representa como a pessoa se reconhece: homem, mulher, ambos ou nenhum dos gêneros. O que determina a identidade de gênero é a maneira como a pessoa se sente e se percebe, assim como a forma que esta deseja ser reconhecida pelas outras pessoas. A identidade de gênero pode ser medida em diferentes graus de masculinidade ou feminilidade, sendo que estes podem mudar ao decorrer da vida, de acordo com alguns psicólogos. Tipos de identidades de gênero: Existem três principais tipos de identidade de gênero: transgêneros, cisgêneros e não-binários.

  • Transgênero: é o indivíduo que se identifica com um gênero diferente daquele que lhe foi atribuído no nascimento. Por exemplo: uma pessoa que nasce com características masculinas (do ponto de vista biológico), mas que se sente do gênero feminino; ou o indivíduo que possui características físicas femininas, mas que se identifica como um homem. Ao contrário do que se pensava erroneamente no passado, a transgeneridade não é um distúrbio mental e qualquer tentativa de patologização do transgênero pode representar uma violação dos direitos humanos do indivíduo.
  • Cisgênero: consiste no indivíduo que se identifica com o seu "gênero de nascença". Por exemplo: um indivíduo que possui características biológicas típicas do gênero masculino e que se identifica (socialmente e psicologicamente) como um homem. Desta forma, pode-se dizer que trata-se de um homem cisgênero.
  • Não-binário: é a classificação que caracteriza a mistura entre masculino e feminino, ou a total indiferença entre ambos. Os indivíduos não-binários ultrapassam os papéis sociais que são atribuídos aos gêneros, criando uma terceira identidade que foge do padrão "homem-mulher". Diferenças entre identidade de gênero e orientação sexual: O termo "gênero" é usado para representar a diferença social e psicológica entre homens e mulheres. Deste modo, a identidade de gênero, com dito, se refere a identificação que a pessoa tem por determinado gênero - homem, mulher, ambos ou nenhum. Por outro lado, a orientação sexual depende do gênero que a pessoa sente atração sexual. Ainda existe a expressão de gênero , que representa o modo como o indivíduo expressa o seu gênero para a sociedade, seja através das roupas, da linguagem, de atitudes, gestos, etc. Transfobia e homofobia:
  • Transfobia é o preconceito e a discriminação em razão da identidade de gênero, contra travestis e transexuais. Isto é, a transfobia acontece quando um travesti/transexual (pessoa que assume características do sexo oposto) sofre uma agressão ou é vítima de preconceito por ser travesti e escolher viver daquela forma.
  • Homofobia é a palavra normalmente utilizada para se referir ao preconceito e à descriminação em razão de orientação sexual. Dados: Segundo pesquisa feita pela ONG, a cada 20 horas, um(a) LGBT morre no Brasil por serem LGBTs – ou seja, por conta da LGBTfobia. O grupo também registrou um aumento de 30% nas mortes de LGBTs em 2017, quando 445 pessoas foram mortas, em relação a 2016, ano em que 343 mortes foram motivadas por LGBTfobia. Já em 2018 esse número caiu, mas ainda se manteve alto, com 420 mortes.

Dentre as 445 vítimas de 2017, 387 foram assassinadas e 58 cometeram suicídio. A maior parte dos assassinatos aconteceu em via pública (56%), mas uma grande parte (37%) ocorreu na casa das vítimas, detalhe que indica que o crime teria sido realizado por conhecidos. Das 445 vítimas de LGBTfobia registradas em 2017, 194 eram gays (43,6%), 191 trans (42,9%), 43 lésbicas (9,7%), 5 bissexuais (1,1%) e 12 heterossexuais (2,7%). O Relatório Mundial da Transgender Europe mostra que, de 325 assassinatos de transgêneros registrados em 71 países nos anos de 2016 e 2017, um total de 52% – ou 171 casos – ocorreram no Brasil. Argumentos sobre o tema:

  • Favoráveis: − Ao não equiparar a LGBTfobia aos demais tipos de discriminação, faz-se uma “hierarquização de opressões”. Ou seja, se alguém pratica discriminação de raça e religião, por exemplo, pode ir preso, mas se pratica discriminação de gênero não. − Não se trata de privilégios, mas de igual proteção penal. − A criminalização da LGBTfobia demonstra a não indiferença do Estado para com o tema e tem valor simbólico, além de contribuir para mecanismos estatais de coleta de dados sobre o tema.
  • Não favoráveis: − A legislação existente (homicídios, agressões, injúrias) cobre os crimes praticados contra os LGBT da mesma forma que cobre sobre toda a população brasileira, produzindo as penalidades legais pelo crime. Não há a necessidade de legislação específica privilegiando o grupo. − Não cabe ao STF interferir em questões referentes à costumes. Ao fazer isso nessa questão o STF pratica ativismo judicial. − Segundo a bancada evangélica a criminalização afeta a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. Na visão de seus membros, ao se mostrar contrários a práticas homossexuais, como pregam suas religiões, as pessoas estariam passíveis de punição.