












































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Esse guia prático mostra de forma clara todos os processos de vacinação de crianças, adolescentes e adultos.
Tipologia: Esquemas
1 / 52
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!













































SUMÁRIO
VACINA TRÍPLICE VIRAL (Sarampo, Caxumba e Rubéola) VACINA TETRA VIRAL (Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela) VACINA TRÍPLICE BACTERIANA - DTP (Difteria, Tétano e Coqueluche) VACINA DUPLA BACTERIANA - dT (Difteria e Tétano) VACINA PAPILOMA VÍRUS HUMANO – HPV VACINA TRÍPLICE BACTERIANA ACELULAR - dTpa (Difteria, Tétano e Coqueluche acelular) VACINA INFLUENZA VACINA PNEUMOCÓCICA 23 POLISSACARÍDICA
CAPÍTULO 4 MEDIDAS DE PREVENÇÃO DOS EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAÇÃO - EAPV NOTIFICAÇÃO E INVESTIGAÇÃO DOS EAPV E ERROS EM IMUNIZAÇÃO
CAPÍTULO 5 ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES NA ROTINA DE VACINAÇÃO
ANEXOS
Formulário dos imunobiológicos com desvio de qualidade Ficha de notificação de eventos adversos pós-vacinação e erros em imunização Ficha de solicitação de imunobiológicos especiais Relação e endereço do Centro de Referência e Imunobiológicos Especiais
CAPÍTULO 1
Conceitos aplicados à vacinação
Uma das principais medidas de prevenção de doenças é pela imunização, em que se objetiva conferir ao indivíduo vacinado a imunidade contra determinada doença. Logo o conceito de vacinação é “ato de vacinar” e imunização a “aquisição de proteção imunológica contra uma doença geralmente infecciosa.”
Imunidade : é o estado de resistência, geralmente associado à presença de anticorpos, que possuem ação específica sobre o organismo responsável por uma doença infecciosa específica ou sobre suas toxinas.
Os imunobiológicos se constituem em vacinas e imunoglobulinas/soros.
Vacinas: são preparações contendo microrganismos atenuados ou inativados ou suas frações, possuidoras de propriedades antigênicas. Induzem o sistema imunológico a produzir anticorpos.
Imunoglobulinas: já contém os anticorpos necessários para combater uma doença ou intoxicação e podem se apresentar na forma homóloga (origem humana) ou heteróloga (origem animal).
A tabela 1 apresenta a classificação das vacinas segundo o tipo de antígeno e suas frações.
Tabela 1: Classificação das vacinas segundo o tipo de antígenos
Tendência de reversão à virulência
Pode reverter Não reverte
Fonte: Ministério da Saúde, 2014
As vacinas do PNI podem ser realizadas simultaneamente, exceto as vacinas atenuadas parenterais como a febre amarela com a tríplice viral/tetra viral em crianças menores de 2 anos primovacinadas com as mesmas. A tabela 3 apresenta o intervalo recomendado para administração de vacinas.
Tabela 3. Intervalo recomendado para administração das vacinas
Tipo de antígeno Intervalo Inativado/Inativado Nenhum Atenuado/Inativado Nenhum Atenuado/Atenuado via parenteral
Intervalo de 30 dias – Vacina Febre Amarela e Tríplice Viral/Tetra Viral em primovacinados para ambas vacinas e menores de 2 anos de idade. Simultaneamente ou com qualquer intervalo – pessoas maiores de 2 anos de idade primovacinados ou não. Fonte: Ministério da Saúde, 2014 As vacinas apresentam contraindicações gerais que se aplicam a todas as vacinas e contra indicações específicas para as vacinas atenuadas. A seguir estão listados estas contraindicações.
Contraindicações gerais à vacinação
Eventos adversos graves após o recebimento de dose anterior; Hipersensibilidade (reação anafilática) aos componentes dos produtos.
Contraindicações na utilização de vacinas de vírus/bactéria viva
Neoplasia maligna; Imunodeficiência congênita ou adquirida; Gravidez, exceto quando a gestante estiver sob alto risco de exposição a algumas doenças virais.
Em algumas situações é necessário o adiamento da vacinação com intuito de não se atribuir as condições vulneráveis à saúde pela vacina e o risco de eventos adversos pós- vacinação. Reforça-se que essas condições se restringem apenas ao adiamento não se perfazendo contraindicações à vacinação.
As falsas contraindicações induzem a oportunidades perdidas de vacinação. Portanto atenção merece ser dada a este item para que seja garantida a vacinação em tempo oportuno à população.
Situações em que se recomenda adiar a vacinação para todas as vacinas
Doenças febris agudas moderadas ou graves, para que os sinais e sintomas da doença não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis eventos adversos relacionados à vacina.
Situações em que se recomenda adiar a vacinação para as vacinas virais vivas atenuadas orais ou injetáveis
Tratamento com corticoesteroides em dose imunossupressora (equivalente a Prednisona de 2 mg/kg/dia, para criança, ou de 20 mg/kg/dia para o adulto por mais de duas semanas adiar a vacinação por 30 dias após a suspensão do tratamento. Outras terapêuticas imunodepressoras como quimioterapia antineoplásica, radioterapia (adiar por 3 meses após a suspensão do tratamento). Transplantados de medula óssea (intervalo de 12 a 24 meses após o transplante).
Situações em que se recomenda adiar a vacinação para as vacinas virais vivas injetáveis
Após a administração intramuscular de imunoglobulinas específicas: Imunoglobulina Humana antitetânica – 250 UI (10 mg de IgG/Kg): adiar por 3 meses;
Falsas contraindicações à vacinação
Doença aguda benigna sem febre Prematuridade ou baixo peso ao nascer – exceto para a vacina BCG
Funções da equipe que trabalha na sala de vacinação
Cuidados com a sala de vacinação
A sala de vacinas deve estar em condições ideais de limpeza e higienização, para tanto, faz-se necessário realização da limpeza diariamente no início e final do turno de trabalho e sempre que necessário. A limpeza apresenta como objetivos: prevenir infecções, proporcionar conforto e segurança à clientela e a equipe de trabalho e a manutenção do ambiente limpo e agradável.
A limpeza terminal deverá ser realizada quinzenalmente e abrangerá tetos, paredes, janelas, luminárias, lâmpadas e portas.
Para executar a limpeza da sala de vacinação, o funcionário deve:
A sala de vacinas para sua boa funcionalidade requer apresentar as seguintes especificidades em seu ambiente como:
Cuidados aplicáveis à rede de frio
Os imunobiológicos para conferirem proteção necessitam estar em condições adequadas de armazenamento e conservação, para tanto, faz-se necessário que sejam conservados em equipamentos de refrigeração exclusivo com temperatura entre +2ºC e +8ºC, preferencialmente +5ºC. Estudos evidenciam que vacinas que tenham em sua composição hidróxido de alumínio, em hipótese alguma pode sofrer temperaturas negativas, pois terá prejuízos na imunogenicidade da mesma e perda de potência.
A conservação dos imunobiológicos, conforme recomendações do PNI é um cuidado imprescindível que os profissionais da sala de vacinação devem ter e requisito importante para vacinação segura.
Cuidados com o refrigerador
Obs.: As salas de vacina que já adquiriram as câmaras refrigeradas, o PNI orienta expressamente a continuidade na utilização das caixas térmicas nas rotinas diárias de vacinação, evitando-se
assim as aberturas constantes das portas e possível exposição dos imunobiológicos armazenados nos equipamentos.
Os imunobiológicos devem estar adequadamente acondicionados no refrigerador. Há imunobiológicos que podem sofrer temperaturas baixas, no entanto também há imunobiológicos que não podem ser congelados, portanto faz-se necessário o monitoramento contínuo e sistemático da temperatura e a disposição correta do imunobiológico no refrigerador.
Cuidados com a bobina de gelo reutilizável
Ambientação das Bobinas Reutilizáveis
A ambientação precede o acondicionamento de imunobiológicos em caixas térmicas, cuja temperatura de conservação está fixada na faixa entre +2ºC e +8ºC, para o transporte ou uso nas atividades de vacinação.
O intervalo de tempo para ambientação das bobinas está diretamente relacionado ao material construtivo da superfície onde serão dispostas, bem como a temperatura do ambiente. Orienta-se o seguinte procedimento:
Concomitantemente, recomenda-se mensurar a temperatura interna da caixa por meio do termômetro de cabo extensor, antes de colocar as vacinas em seu interior.
Organização das Caixas Térmicas de Uso Diário
Na sala de vacinação, recomenda-se o uso de caixa térmica de poliuretano com capacidade mínima de 12 litros.
O modelo mais utilizado é o tipo Capela com botão central com função zeradora de memória. Apresenta duas colunas verticais de mercúrio com escalas inversas, utilizado para verificar as variações de temperatura ocorridas em determinado ambiente, num período de tempo. Fornece três tipos de informação: as temperaturas do momento, máxima e mínima. Procedimentos para a instalação e leitura das temperaturas
Após cada leitura e registro, pressionar o botão central de função zeradora até que os filetes azuis se encontrem com as colunas de mercúrio.
Situações de emergência
O que fazer quando acontecem falhas na Central Municipal de Rede de Frio (CMRF):
Gerenciamento dos Resíduos Serviços de Saúde
O Gerenciamento dos resíduos é normatizado pela RDC nº 306, de 7 de dezembro de
As Unidades que prestam serviços de saúde e geram resíduos sólidos dos serviços de saúde se faz uma obrigatoriedade, conforme legislação vigente a implantação e implementação do Plano de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos dos Serviços de Saúde.
saúde. As precauções padrão, quando corretamente aplicadas, protegem o profissional e os clientes e compreendem: higienização das mãos, uso de equipamentos de proteção individual (luvas, avental, máscara, óculos, protetor facial), descarte adequado dos resíduos, prevenção de acidentes com perfurocortantes, limpeza e desinfecção de superfícies ambientais. O PNI recomenda a utilização de óculos de proteção na administração da vacina BCG e o uso de luvas em situações em que o profissional apresente lesões nas mãos.
Análise da situação de saúde
Um ponto importante nas atividades da sala de vacinação é conhecer, acompanhar, elaborar e implementar estratégias para melhorar a qualidade da vacinação na Unidade de Saúde que trabalha. Além de uma triagem minuciosa, preparação e administração segura dos imunobiológicos, é necessário fidedignidade nos registros de vacinação e monitoramento da situação vacinal das pessoas que frequentam a unidade. É importante acompanhar o comparecimento da população a ser vacinada, identificar e realizar a busca ativa de faltosos, identificar o comparecimento de usuários de outros territórios, disponibilizar informações para o planejamento, monitoramento e avaliação das atividades e subsídio para estudos e pesquisas em vacinação.
O Sistema de Informação do PNI, é um sistema nominal em que confere os dados referentes a identificação do usuário e vacinais. Para comprovação desta vacina no sistema é necessário registro correto e obrigatório da mesma. Esse sistema permite que histórico vacinais sejam resgatados, identificação da dose administrada, além de ser instrumento de avaliação e monitoramento de coberturas vacinais.
CAPÍTULO 3
Procedimentos em sala de vacinação
A vacinação para ser exitosa requer adoção de boas práticas de vacinação segura que é compreendida desde o momento em que a vacina é produzida até a administração. O processo da vacinação requer uma triagem completa e minuciosa do indivíduo, sendo fundamental que o profissional da sala de vacinas conheça a situação de saúde do indivíduo, a situação epidemiológica da região que trabalha, instrumentos básicos da enfermagem e conhecimentos aplicáveis à imunização. As etapas que contemplam o atendimento na sala de vacinação são: acolhimento na unidade de saúde, triagem e coleta de informações do estado de saúde e situação vacinal, preparo e administração segura do imunobiológico, registro de vacinação no Sistema de Informação do PNI e cartão de vacinas e aprazamento das doses subsequentes. Neste momento orientar sobre eventos adversos, cuidados com o sítio de aplicação e, na ocorrência de eventos adversos pós-vacinação orientar a retornar à unidade de saúde.
Momento da triagem: