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Guias e Dicas
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Importância da vacina, Esquemas de Biologia

Esse guia prático mostra de forma clara todos os processos de vacinação de crianças, adolescentes e adultos.

Tipologia: Esquemas

2020

Compartilhado em 28/10/2020

jonata-cunha
jonata-cunha 🇧🇷

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SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE
SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
GERÊNCIA DE IMUNIZAÇÕES E REDE DE FRIO
GUIA PRÁTICO DE IMUNIZAÇÕES PARA
TRABALHADORES DA SALA DE VACINAÇÃO
1ª Edição - 2017
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SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE

SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

GERÊNCIA DE IMUNIZAÇÕES E REDE DE FRIO

GUIA PRÁTICO DE IMUNIZAÇÕES PARA

TRABALHADORES DA SALA DE VACINAÇÃO

1ª Edição - 2017

Secretaria Estadual de Saúde

Leonardo Moura Vilela

Superitendencia de Vigilância em Saúde

Maria Cecília Martins Brito

Gerência de Imunizações e Rede de Frio

Clécia Di Lourdes Vecci Menezes – Gerente

Elaboração:

Ludmila Bastos Mochizuki – Coordenadora de Ações em Imunizações

Joice Kellen Silva Santos Nogueira Dorneles – Coordenadora da Rede de Frio

Ulisses Pinto de Figueiredo – Subcoordenador de Capacitação

Janeth Felicíssima Machado Diniz - Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

Kamili Vieira Borges de Oliveira - Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

Mônica Cristina da Silva - Subcoordenadora de Ações em Imunizações

Neuza Correa Gonçalves - Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

Renata Silva Rocha Moraes – Servidora da Secretaria Estadual da Saúde

Silvânia Peixoto de Alcântara - Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

Colaboradores:

Claudia de Oliveira Villa Real – Servidora da Secretaria Estadual da Saúde

Aline Martins Camargo – Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

Carolina de Paula Nunes Barbosa – Coordenadora de Sistemas de Informação

Ivani Martins da Silva Alencar – Subcoordenadora de Sistemas de Informação

Tânia Cristina Barboza – Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

Alexandre Gomes da Costa – Técnico da Coordenação de Sistemas de Informação

Cristiane da Silva Mendonça Longo – Técnica da Coordenação de Rede de Frio

Genesi Marciana Arruda – Técnica da Coordenação de Sistemas de Informação

Jane Ivone Silva Rosa – Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

Liberato Futema – Técnico da Coordenação de Ações em Imunizações

Liz Jane Ribeiro Silvestre - Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

Nádia Teixeira Gabriel - Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

Rachel Cristina Sousa Braga – Técnica da Gerência de Imunizações e Rede de Frio

Raquel Linhares Melo - Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

Roseny dos Reis Resende – Técnica da Coordenação de Sistemas de Informação

Vera Lúcia de Andrade - Técnica da Coordenação de Ações em Imunizações

SUMÁRIO

CAPÍTULO 1

APRESENTAÇÃO

CONTEXTUALIZAÇÃO E CONCEITOS

CAPÍTULO 2

ORGANIZAÇÃO DA SALA DE VACINAÇÃO

CAPÍTULO 3

PROCEDIMENTOS DE VACINAÇÃO

VACINA BCG

VACINA HEPATITE B

VACINA ORAL ROTAVÍRUS HUMANO

VACINA INATIVADA POLIOMIELITE - VIP

VACINA PENTAVALENTE

VACINA ORAL POLIOMIELITE – VOP

VACINA PNEUMOCÓCICA 10 VALENTE

VACINA MENINGOCÓCICA C CONJUGADA

VACINA FEBRE AMARELA

VACINA HEPATITE A

VACINA TRÍPLICE VIRAL (Sarampo, Caxumba e Rubéola) VACINA TETRA VIRAL (Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela) VACINA TRÍPLICE BACTERIANA - DTP (Difteria, Tétano e Coqueluche) VACINA DUPLA BACTERIANA - dT (Difteria e Tétano) VACINA PAPILOMA VÍRUS HUMANO – HPV VACINA TRÍPLICE BACTERIANA ACELULAR - dTpa (Difteria, Tétano e Coqueluche acelular) VACINA INFLUENZA VACINA PNEUMOCÓCICA 23 POLISSACARÍDICA

CAPÍTULO 4 MEDIDAS DE PREVENÇÃO DOS EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAÇÃO - EAPV NOTIFICAÇÃO E INVESTIGAÇÃO DOS EAPV E ERROS EM IMUNIZAÇÃO

CAPÍTULO 5 ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES NA ROTINA DE VACINAÇÃO

ANEXOS

Formulário dos imunobiológicos com desvio de qualidade Ficha de notificação de eventos adversos pós-vacinação e erros em imunização Ficha de solicitação de imunobiológicos especiais Relação e endereço do Centro de Referência e Imunobiológicos Especiais

CAPÍTULO 1

Conceitos aplicados à vacinação

Uma das principais medidas de prevenção de doenças é pela imunização, em que se objetiva conferir ao indivíduo vacinado a imunidade contra determinada doença. Logo o conceito de vacinação é “ato de vacinar” e imunização a “aquisição de proteção imunológica contra uma doença geralmente infecciosa.”

Imunidade : é o estado de resistência, geralmente associado à presença de anticorpos, que possuem ação específica sobre o organismo responsável por uma doença infecciosa específica ou sobre suas toxinas.

Os imunobiológicos se constituem em vacinas e imunoglobulinas/soros.

Vacinas: são preparações contendo microrganismos atenuados ou inativados ou suas frações, possuidoras de propriedades antigênicas. Induzem o sistema imunológico a produzir anticorpos.

Imunoglobulinas: já contém os anticorpos necessários para combater uma doença ou intoxicação e podem se apresentar na forma homóloga (origem humana) ou heteróloga (origem animal).

A tabela 1 apresenta a classificação das vacinas segundo o tipo de antígeno e suas frações.

Tabela 1: Classificação das vacinas segundo o tipo de antígenos

  • BCG
  • Pólio (VOP/SABIN)
  • Sarampo

Imunidade ativa – Natural (doença)

Artificial (vacinas)

Imunidade passiva – Natural (transplacentária)

Artificial (soros heterólogos e homólogos)

Tendência de reversão à virulência

Pode reverter Não reverte

Fonte: Ministério da Saúde, 2014

As vacinas do PNI podem ser realizadas simultaneamente, exceto as vacinas atenuadas parenterais como a febre amarela com a tríplice viral/tetra viral em crianças menores de 2 anos primovacinadas com as mesmas. A tabela 3 apresenta o intervalo recomendado para administração de vacinas.

Tabela 3. Intervalo recomendado para administração das vacinas

Tipo de antígeno Intervalo Inativado/Inativado Nenhum Atenuado/Inativado Nenhum Atenuado/Atenuado via parenteral

Intervalo de 30 dias – Vacina Febre Amarela e Tríplice Viral/Tetra Viral em primovacinados para ambas vacinas e menores de 2 anos de idade. Simultaneamente ou com qualquer intervalo – pessoas maiores de 2 anos de idade primovacinados ou não. Fonte: Ministério da Saúde, 2014 As vacinas apresentam contraindicações gerais que se aplicam a todas as vacinas e contra indicações específicas para as vacinas atenuadas. A seguir estão listados estas contraindicações.

Contraindicações gerais à vacinação

Eventos adversos graves após o recebimento de dose anterior; Hipersensibilidade (reação anafilática) aos componentes dos produtos.

Contraindicações na utilização de vacinas de vírus/bactéria viva

Neoplasia maligna; Imunodeficiência congênita ou adquirida; Gravidez, exceto quando a gestante estiver sob alto risco de exposição a algumas doenças virais.

Em algumas situações é necessário o adiamento da vacinação com intuito de não se atribuir as condições vulneráveis à saúde pela vacina e o risco de eventos adversos pós- vacinação. Reforça-se que essas condições se restringem apenas ao adiamento não se perfazendo contraindicações à vacinação.

As falsas contraindicações induzem a oportunidades perdidas de vacinação. Portanto atenção merece ser dada a este item para que seja garantida a vacinação em tempo oportuno à população.

Situações em que se recomenda adiar a vacinação para todas as vacinas

Doenças febris agudas moderadas ou graves, para que os sinais e sintomas da doença não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis eventos adversos relacionados à vacina.

Situações em que se recomenda adiar a vacinação para as vacinas virais vivas atenuadas orais ou injetáveis

Tratamento com corticoesteroides em dose imunossupressora (equivalente a Prednisona de 2 mg/kg/dia, para criança, ou de 20 mg/kg/dia para o adulto por mais de duas semanas adiar a vacinação por 30 dias após a suspensão do tratamento. Outras terapêuticas imunodepressoras como quimioterapia antineoplásica, radioterapia (adiar por 3 meses após a suspensão do tratamento). Transplantados de medula óssea (intervalo de 12 a 24 meses após o transplante).

Situações em que se recomenda adiar a vacinação para as vacinas virais vivas injetáveis

Após a administração intramuscular de imunoglobulinas específicas: Imunoglobulina Humana antitetânica – 250 UI (10 mg de IgG/Kg): adiar por 3 meses;

  • Imunoglobulina Humana Anti Hepatite B – 0,06 mL/Kg (10 mg de IgG/Kg): adiar por 3 meses;
  • Imunoglobulina Anti Rábica Humana – 20 UI/Kg (22 mg de IgG/Kg): adiar por 4 meses;
  • Imunoglobulina Anti Varicela Zoster – 125 UI/10 Kg – máximo 625U: adiar por 5 meses. Após administração de imunoglobulina intravenosa: Imunoglobulina intravenosa (reposição) - 300 a 400 de IgG/Kg: adiar por 8 meses;
  • Imunoglobulina intravenosa (terapêutica) - 1.000 mg de IgG/Kg: adiar por 10 meses;
  • Imunoglobulina intravenosa (terapêutica) - 1.600 a 2.000 mg de IgG/Kg: adiar por 11 meses. Após administração de sangue e hemoderivados:
  • Concentrado de hemácias - adiar por 5 meses;
  • Sangue total - adiar por 6 meses.

Falsas contraindicações à vacinação

Doença aguda benigna sem febre Prematuridade ou baixo peso ao nascer – exceto para a vacina BCG

  • Treinar e supervisionar a equipe do setor;
  • Prover e prever insumos, materiais e impressos necessários ao trabalho diário;
  • Conhecer, controlar e garantir a reposição semanal do estoque de vacinas do setor;
  • Fazer o gerenciamento da Rede de Frio;
  • Realizar notificação e investigação de casos de Eventos Adversos possivelmente relacionados à vacinação;
  • Verificar o prazo de validade dos imunobiológicos e identificação dos frascos;
  • Solicitar mudanças e adaptações para que o ambiente da sala de vacinas tenha adequadas condições de trabalho;
  • Conhecer, avaliar e acompanhar as coberturas vacinais de sua área de atuação;
  • Estar apto (a) a tomar decisões a nível local, na liderança da equipe de enfermagem;
  • Fazer a revisão no arquivo de cartões de controle (cartões espelho) para convocação e busca de faltosos;
  • Somar as doses registradas no Mapa Diário de Vacinação e encaminhar Boletim Mensal de Doses Aplicadas ao Serviço de Vigilância em Saúde;
  • Avaliar e monitorar sistematicamente as atividades desenvolvidas e propor medidas para melhorar o trabalho na sala de vacinação.

Funções da equipe que trabalha na sala de vacinação

  • Manter a ordem e a limpeza da sala;
  • Prover, periodicamente o estoque regular de material e de imunobiológicos;
  • Manter as condições ideais de conservação dos imunobiológicos;
  • Manter os equipamentos em boas condições de funcionamento;
  • Encaminhar e dar destino adequado aos imunobiológicos inutilizados e ao resíduo da sala de vacinação;
  • Orientar e prestar assistência à clientela, com segurança, responsabilidade e respeito;
  • Registrar a assistência prestada nos impressos adequados;
  • Manter o arquivo em ordem;
  • Avaliar, sistematicamente, as atividades desenvolvidas.

Cuidados com a sala de vacinação

A sala de vacinas deve estar em condições ideais de limpeza e higienização, para tanto, faz-se necessário realização da limpeza diariamente no início e final do turno de trabalho e sempre que necessário. A limpeza apresenta como objetivos: prevenir infecções, proporcionar conforto e segurança à clientela e a equipe de trabalho e a manutenção do ambiente limpo e agradável.

A limpeza terminal deverá ser realizada quinzenalmente e abrangerá tetos, paredes, janelas, luminárias, lâmpadas e portas.

Para executar a limpeza da sala de vacinação, o funcionário deve:

  • Higienizar as mãos;
  • Organizar os materiais necessários;
  • Preparar a solução desinfetante para a limpeza;
  • Proceder a limpeza de modo unidirecional;
  • Higienizar e guardar o material utilizado.

A sala de vacinas para sua boa funcionalidade requer apresentar as seguintes especificidades em seu ambiente como:

  • Sala com área média a partir de 9 m²;
  • Pisos e paredes lisos, laváveis e sem frestas;
  • Portas e janelas pintadas com tinta lavável;
  • Teto com acabamento resistente à lavagem;
  • Bancada de material não poroso para o preparo dos insumos durante os procedimentos;
  • Pia para lavagem dos materiais;
  • Pia específica para higienização das mãos;
  • Iluminação adequada;
  • tomada exclusiva para cada equipamento;
  • Organizar as vacinas com os seus respectivos diluentes na caixa térmica, cuja temperatura interior deverá ser mantida entre +2ºC e +8ºC.
    • Rotular as vacinas com data de abertura e horário. Respeitar o prazo de validade após aberto, segundo recomendações do laboratório produtor;
    • Organizar a mesa de trabalho com os impressos necessários.

Cuidados aplicáveis à rede de frio

Os imunobiológicos para conferirem proteção necessitam estar em condições adequadas de armazenamento e conservação, para tanto, faz-se necessário que sejam conservados em equipamentos de refrigeração exclusivo com temperatura entre +2ºC e +8ºC, preferencialmente +5ºC. Estudos evidenciam que vacinas que tenham em sua composição hidróxido de alumínio, em hipótese alguma pode sofrer temperaturas negativas, pois terá prejuízos na imunogenicidade da mesma e perda de potência.

A conservação dos imunobiológicos, conforme recomendações do PNI é um cuidado imprescindível que os profissionais da sala de vacinação devem ter e requisito importante para vacinação segura.

Cuidados com o refrigerador

  • Acondicionar no refrigerador apenas imunobiológicos do PNI;
  • Instalar em ambiente climatizado, distantes de fontes de calor, sem incidência da luz solar direta, nivelado e afastado 15 cm da parede;
  • Usar tomada exclusiva e a 1,30 m de altura do piso para cada equipamento (NBR 5410 – instalações prediais elétricas de baixa tensão);
  • Colocar o equipamento sobre suporte com rodinhas para evitar a oxidação das chapas da caixa em contato direto com o piso úmido e facilitar sua limpeza e movimentação;
  • Fazer a leitura da temperatura, diariamente, no início da jornada de trabalho, no início da tarde e no final do dia e anotar no mapa de registro diário de temperatura;
  • Abrir a porta somente para acondicionamento e retirada de imunobiológicos ou bobinas de gelo reutilizável;
  • Fazer degelo a cada 15 dias ou quando a camada de gelo atingir 0,5 cm e limpar o equipamento conforme os procedimentos recomendados.

Obs.: As salas de vacina que já adquiriram as câmaras refrigeradas, o PNI orienta expressamente a continuidade na utilização das caixas térmicas nas rotinas diárias de vacinação, evitando-se

assim as aberturas constantes das portas e possível exposição dos imunobiológicos armazenados nos equipamentos.

Os imunobiológicos devem estar adequadamente acondicionados no refrigerador. Há imunobiológicos que podem sofrer temperaturas baixas, no entanto também há imunobiológicos que não podem ser congelados, portanto faz-se necessário o monitoramento contínuo e sistemático da temperatura e a disposição correta do imunobiológico no refrigerador.

Cuidados com a bobina de gelo reutilizável

  • Caso o material plástico seja danificado, deixando vazar seu conteúdo, no total ou em parte, a bobina deverá ser desprezada;
  • Nunca utilizar água com sal ou outra substância para completar o volume das bobinas. Quando se adiciona sal e água, baixa-se o ponto de congelamento levando os imunobiológicos, em armazenamento, à temperatura negativa;
  • Ao serem retiradas das caixas térmicas, as bobinas deverão ser lavadas, enxugadas e congeladas;
  • Verificar periodicamente o prazo de validade das bobinas à base de celulose vegetal;
  • Certificar que estas não apresentam depósitos ou resíduos no interior, o que representaria a contaminação do produto. Caso isto ocorra, desprezar imediatamente.

Ambientação das Bobinas Reutilizáveis

A ambientação precede o acondicionamento de imunobiológicos em caixas térmicas, cuja temperatura de conservação está fixada na faixa entre +2ºC e +8ºC, para o transporte ou uso nas atividades de vacinação.

O intervalo de tempo para ambientação das bobinas está diretamente relacionado ao material construtivo da superfície onde serão dispostas, bem como a temperatura do ambiente. Orienta-se o seguinte procedimento:

  • Retirar as bobinas reutilizáveis do freezer;
  • Colocá-las sobre uma mesa, pia ou bancada, até que desapareça a “névoa” que normalmente cobre a superfície externa da bobina congelada;
  • Simultaneamente colocar sob uma das bobinas o sensor de um termômetro de cabo extensor, para indicação da temperatura mínima de 0ºC;
  • Após o desaparecimento da “névoa” e a confirmação da temperatura (aproximadamente +1ºC), por meio do termômetro de cabo extensor, colocá-las nas caixas;

Concomitantemente, recomenda-se mensurar a temperatura interna da caixa por meio do termômetro de cabo extensor, antes de colocar as vacinas em seu interior.

Organização das Caixas Térmicas de Uso Diário

Na sala de vacinação, recomenda-se o uso de caixa térmica de poliuretano com capacidade mínima de 12 litros.

O modelo mais utilizado é o tipo Capela com botão central com função zeradora de memória. Apresenta duas colunas verticais de mercúrio com escalas inversas, utilizado para verificar as variações de temperatura ocorridas em determinado ambiente, num período de tempo. Fornece três tipos de informação: as temperaturas do momento, máxima e mínima. Procedimentos para a instalação e leitura das temperaturas

  • Fixar o termômetro em posição vertical na área central do equipamento;
  • MOMENTO: indicada pela extremidade superior da coluna de mercúrio (colunas prateadas) em ambos os lados – registrar no mapa de temperatura
  • MÁXIMA: indicada na extremidade inferior do filete azul na coluna da direita – registrar no mapa de temperatura;
  • MÍNIMA: indicada na extremidade inferior do filete azul na coluna da esquerda – registrar no mapa de temperatura. Após cada leitura e registro, pressionar o botão de função zeradora de memória (RESET) para apagar os registros anteriores e iniciar um novo período de aferição.

Após cada leitura e registro, pressionar o botão central de função zeradora até que os filetes azuis se encontrem com as colunas de mercúrio.

Situações de emergência

  • Regiões Frias ( Risco de congelamento): Armazenamento incorreto, bobinas de gelo em excesso ou ausência de climatização; - Regiões Quentes (Elevação de temperatura) : Inexistência do gerador, bobinas de gelo insuficientes. Os equipamentos de refrigeração podem não funcionar por vários motivos. Para evitar a perda dos imunobiológicos é necessário adotar algumas providências. Falta de Energia Elétrica - Manter o equipamento fechado e monitorar rigorosamente a temperatura interna com termômetro de cabo extensor, no prazo máximo de 8 h (se o refrigerador estiver em boas condições) ou monitorar no máximo por 2 h se a temperatura estiver próxima de +8ºC;
  • Se a energia não se restabelecer ou se a falha não for corrigida, transferir os imunobiológicos para outro equipamento com temperatura adequada (refrigerador ou caixa térmica). O serviço de saúde deve dispor de bobinas de gelo reutilizável congeladas para uso no acondicionamento de emergência dos imunobiológicos em caixas térmicas;
  • É importante identificar no quadro de distribuição de energia elétrica da Instituição a chave especifica do circuito da Rede de Frio e/ou sala de vacinação colocando um aviso em destaque: “NÃO DESLIGAR, VACINAS”;
  • Estabelecer uma parceria com a empresa local de energia elétrica para obter informações prévias sobre interrupções programadas no fornecimento;
  • Quando for observada qualquer alteração (exemplo: temperatura máxima acima do limite), anotar no mapa, no item “observações” e, em seguida, comunicar o fato ao responsável para adoção de condutas padronizadas.

O que fazer quando acontecem falhas na Central Municipal de Rede de Frio (CMRF):

  • Preencher o formulário padronizado “Relatório de Desvio da Qualidade com Alteração de Temperatura”, com os dados obtidos anteriormente;
  • Enviar o relatório para a Gerência de Imunizações e Rede de Frio/coordenação Gerencial de Imunobiológicos/SUVISA/SES, para avaliação.

Gerenciamento dos Resíduos Serviços de Saúde

O Gerenciamento dos resíduos é normatizado pela RDC nº 306, de 7 de dezembro de

  1. O manejo dos resíduos inclui as fases de segregação, acondicionamento, identificação, transporte interno, armazenamento temporário, tratamento, armazenamento externo, coleta e transporte externos e disposição final.

As Unidades que prestam serviços de saúde e geram resíduos sólidos dos serviços de saúde se faz uma obrigatoriedade, conforme legislação vigente a implantação e implementação do Plano de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos dos Serviços de Saúde.

Sala de vacinação

Resíduo gerado

PGRSS

Segregação

Acondicionamento

A- Infectante

B- Químico

C- Radioativo

D- Comum

E- Perfurocortante

Interno

Externo

saúde. As precauções padrão, quando corretamente aplicadas, protegem o profissional e os clientes e compreendem: higienização das mãos, uso de equipamentos de proteção individual (luvas, avental, máscara, óculos, protetor facial), descarte adequado dos resíduos, prevenção de acidentes com perfurocortantes, limpeza e desinfecção de superfícies ambientais. O PNI recomenda a utilização de óculos de proteção na administração da vacina BCG e o uso de luvas em situações em que o profissional apresente lesões nas mãos.

Análise da situação de saúde

Um ponto importante nas atividades da sala de vacinação é conhecer, acompanhar, elaborar e implementar estratégias para melhorar a qualidade da vacinação na Unidade de Saúde que trabalha. Além de uma triagem minuciosa, preparação e administração segura dos imunobiológicos, é necessário fidedignidade nos registros de vacinação e monitoramento da situação vacinal das pessoas que frequentam a unidade. É importante acompanhar o comparecimento da população a ser vacinada, identificar e realizar a busca ativa de faltosos, identificar o comparecimento de usuários de outros territórios, disponibilizar informações para o planejamento, monitoramento e avaliação das atividades e subsídio para estudos e pesquisas em vacinação.

O Sistema de Informação do PNI, é um sistema nominal em que confere os dados referentes a identificação do usuário e vacinais. Para comprovação desta vacina no sistema é necessário registro correto e obrigatório da mesma. Esse sistema permite que histórico vacinais sejam resgatados, identificação da dose administrada, além de ser instrumento de avaliação e monitoramento de coberturas vacinais.

CAPÍTULO 3

Procedimentos em sala de vacinação

A vacinação para ser exitosa requer adoção de boas práticas de vacinação segura que é compreendida desde o momento em que a vacina é produzida até a administração. O processo da vacinação requer uma triagem completa e minuciosa do indivíduo, sendo fundamental que o profissional da sala de vacinas conheça a situação de saúde do indivíduo, a situação epidemiológica da região que trabalha, instrumentos básicos da enfermagem e conhecimentos aplicáveis à imunização. As etapas que contemplam o atendimento na sala de vacinação são: acolhimento na unidade de saúde, triagem e coleta de informações do estado de saúde e situação vacinal, preparo e administração segura do imunobiológico, registro de vacinação no Sistema de Informação do PNI e cartão de vacinas e aprazamento das doses subsequentes. Neste momento orientar sobre eventos adversos, cuidados com o sítio de aplicação e, na ocorrência de eventos adversos pós-vacinação orientar a retornar à unidade de saúde.

Momento da triagem:

Documentos padronizados do registro pessoal de vacinação (cartão, caderneta de

vacinação), cadastro do usuário no SI-PNI.

Histórico clínico do indivíduo