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Imunidade Inata e Adaptativa: Uma Introdução ao Sistema Imune, Resumos de Imunologia

Células, órgãos e tecidos da imunidade inata e adaptativa

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 22/01/2020

rian-sousa-9
rian-sousa-9 🇧🇷

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1.Imunidade inata
2.Estrutura e funcao dos receptores de linfocitos T e B
3.MHC e apresentação de antígenos.
4.Mecanismos efetores da imunidade humoral.
5.Mecanismos editores da imunidade celular.
GD1:
Propriedades e Visão Geral do Sistema Imune;
Células, Tecidos e Órgãos da Imunidade Inata e Adaptativa
1. DEFINIÇÕES
A imunidade é o estado de proteção do organismo frente a agentes
microbianos e não microbianos, como substâncias químicas, poeira, fármacos,
alimentos, entre muitos outros. Esses agentes podem ser imunogênicos, quando
induzem as atividades do sistema imune, ou não-imunogênicos, quando induzem o
corpo a um estado de tolerância e permanece no organismo despercebido. O
sistema imune é composto por células, moléculas que trabalham de modo conjunto e
coordenado com órgãos na tentativa de eliminar moléculas estranhas,
independentemente das consequências fisiológicas ou patológicas. Isto é, a resposta
imune pode restabelecer a homeostasia do organismo sem prejuízo ao hospedeiro,
bem como pode em outras situações causar lesão tecidual e doenças. O sistema
imune como um todo deve trabalhar de forma integrada, ter um início, controle e final,
pois uma resposta inflamatória exacerbada pode levar o indivíduo a um quadro de
sepse/choque anafilático/infecção generalizada.
A defesa contra antígenos é mediada por dois tipos de imunidade: imunidade
inata e imunidade adaptativa.
2. IMUNIDADE INATA
A imunidade inata fornece a primeira linha de defesa contra microrganismos e
células danificadas, pois está em vigor antes mesmo da infecção ocorrer (pré-
existente) e assim, responde prontamente às infecções e prepara a imunidade
adaptativa para dar continuidade à resposta. Ela por si só consegue capturar,
processar e eliminar o antigeno, através dos fagócitos (neutrófilos e macrófagos),
células dendríticas (APC), células NK, sistema complemento (ptns plasmáticas capaz
de lisar o antígeno), barreiras físicas (pele), mecânicas (peristaltismo, movimento ciliar,
tosse, espirro), químicas (pH) e biológicas (microbiota), mediadores inflamatórios
(citocinas). No entanto, a imunidade inata é limitada, pois só reconhece estruturas
comuns a uma determinada classe de microrganismos, estereotipada, apresenta os
mesmos mecanismos de defesa para todos os tipos de microrganismos.
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1.Imunidade inata 2.Estrutura e funcao dos receptores de linfocitos T e B 3.MHC e apresentação de antígenos. 4.Mecanismos efetores da imunidade humoral. 5.Mecanismos editores da imunidade celular. GD1:  Propriedades e Visão Geral do Sistema Imune;  Células, Tecidos e Órgãos da Imunidade Inata e Adaptativa

  1. DEFINIÇÕES A imunidade é o estado de proteção do organismo frente a agentes microbianos e não microbianos , como substâncias químicas, poeira, fármacos, alimentos, entre muitos outros. Esses agentes podem ser imunogênicos , quando induzem as atividades do sistema imune, ou não-imunogênicos , quando induzem o corpo a um estado de tolerância e permanece no organismo despercebido. O sistema imune é composto por células, moléculas que trabalham de modo conjunto e coordenado com órgãos na tentativa de eliminar moléculas estranhas, independentemente das consequências fisiológicas ou patológicas. Isto é, a resposta imune pode restabelecer a homeostasia do organismo sem prejuízo ao hospedeiro, bem como pode em outras situações causar lesão tecidual e doenças. O sistema imune como um todo deve trabalhar de forma integrada, ter um início, controle e final, pois uma resposta inflamatória exacerbada pode levar o indivíduo a um quadro de sepse/choque anafilático/infecção generalizada. A defesa contra antígenos é mediada por dois tipos de imunidade: imunidade inata e imunidade adaptativa.
  2. IMUNIDADE INATA A imunidade inata fornece a primeira linha de defesa contra microrganismos e células danificadas, pois está em vigor antes mesmo da infecção ocorrer (pré- existente) e assim, responde prontamente às infecções e prepara a imunidade adaptativa para dar continuidade à resposta. Ela por si só consegue capturar, processar e eliminar o antigeno, através dos fagócitos (neutrófilos e macrófagos), células dendríticas (APC), células NK, sistema complemento (ptns plasmáticas capaz de lisar o antígeno), barreiras físicas (pele), mecânicas (peristaltismo, movimento ciliar, tosse, espirro), químicas (pH) e biológicas (microbiota), mediadores inflamatórios (citocinas). No entanto, a imunidade inata é limitada, pois só reconhece estruturas comuns a uma determinada classe de microrganismos, estereotipada, apresenta os mesmos mecanismos de defesa para todos os tipos de microrganismos.

As principais reações da resposta imune inata são inflamação e defesa antiviral. A inflamação é o processo de recrutamento de leucócitos para o local da infecção, onde são recrutados neutrófilos e monócitos. Por sua vez, a defesa antiviral é desempenhada pelas células NK, que matam células infectadas sem atingir células saudáveis. Os mecanismos de resposta da imunidade inata são efetivas no controle e na erradicação dos microrganismos. Porém, muitos desses antígenos estranhos sofreram mutações e tornaram-se resistentes a imunidade inata. Assim, a defesa contra esse patógenos necessita de respostas mais potentes e especializadas da imunidade adaptativa.

  1. IMUNIDADE ADAPTATIVA A imunidade adaptativa cursa tardiamente a resposta imune, pois libera moléculas altamente especificas para cada antígeno, seja ele microbiano ou não- microbiano. Apresenta uma diversidade de receptores muito grande e memória imunológica, cujas moléculas têm vida longa. Propriedade importante, que confere especificidade ( repertorio linfocitário ), rapidez e efetividade a cada vez que o organismo for exposto aos mesmo antígenos. Seus componentes são linfócitos nos epitélios e anticorpos secretados nas superfícies epiteliais. Os linfócitos expressam receptores de membrana muito diversos e específicos que entram em contato com antígenos e podem distinguir sutis diferenças nos determinantes antigênicos/epítopos de diferentes antígenos. Quando um linfócito especifico entra em contato com o antígeno, a célula se submete a rápida proliferação ( expansão clonal ) e assim tem-se um clone linfocitário para um determinado antígeno. Quanto ao tipo de respostas imunes adaptativas, há a imunidade humoral e imunidade celular.
  2. TIPOS DE RESPOSTAS IMUNES ADAPTATIVAS A imunidade humoral é mediada por anticorpos presentes nos fluidos humorais, isto é, sangue e secreções mucosas; os a nticorpos são constituídos por glicoproteínas e produzidos pelos linfócitos B (plasmócitos). São capazes de reconhecer, através dos anticorpos ligados a sua superfície, microrganismos extracelulares e antígenos de muitos tipos químicos diferentes. Neutralizam a sua infectividade e focam na eliminação do mesmo, com ajuda dos fagócitos e do sistema complemento. A imunidade celular é mediada por linfócitos T, responsável pelo reconhecimento de microrganismos intracelulares como vírus e bactérias que colonizam a célula. A imunidade celular destrói os microrganismos ou então destrói as células infectadas, eliminando o reservatório de infecção. Os linfócitos T reconhecem apenas os antígenos que estão associados à superfície de outras células do hospedeiro, que estão ligadas nas proteínas denominadas de complexo maior de

Quando o individuo é exposto a um antígeno e o próprio gera naturalmente uma resposta imune, então ele tem imunidade ativa. Mas quando a imunidade é introduzida no corpo de forma artificial ou por intermédio de outra pessoa sem que o indivíduo tenha sido exposto ao antigeno, como e soros e aleitamento materno, ele está imune. E a esse estado chama-se imunidade passiva.




  1. CÉLULAS DO SISTEMA IMUNE  Morfologia  Características funcionais  Como estão organizadas nos tecidos FAGÓCITOS Grupo celular representado por neutrófilos e macrófagos , responsável pela ingestão e destruição dos patógenos, bem como a eliminação de tecidos danificados. Quanto às características funcionais recrutam células para os locais da infecção, reconhecem o antígeno e assim são ativados, ingerem os microrganismos por processo de fagocitose e destroem os mesmos. Comunicam-se com as demais células através da liberação de citocinas. NEUTRÓFILOS Constituem a população mais abundante de células brancas sanguíneas circulantes e medeiam as fases iniciais da inflamação com seu conteúdo microbicida. Porém têm vida curta, com média de 7 a 8 horas. Apresentam núcleos multilobados, citoplasma fracamente acidófilo e grânulos de dois tipos: grânulos específicos (lisozima, colagenase e elastase) e grânulos azurofilos (susbstancias microbicidas). MACRÓFAGOS Chegam ao local da inflamação tão rápido quanto os neutrófilos, a diferença é que eles sobrevivem por mais tempo. Papel central na imunidade inata e adaptativa, são células residentes teciduais , isto é, estão amplamente distribuídos nos tecidos e órgãos. Exemplo: fígado (células de Kupffer), pele (células de Langerhans), cérebro (micróglia). Apresentam formato de feijão com citoplasma finamente granular. Como mecanismo de destruição do patógeno os macrófagos contêm espécies reativas de oxigênio e nitrogênio, cujas substancias são toxicas e induzem a digestão proteolítica dos antígenos. Ingerem ainda células mortas provocadas por trauma e células que sofreram apoptose, caracterizando a limpeza tecidual. Participam do reparo tecidual, estimulando a formação de novos vasos sanguíneos e (angiogênese) produção

de matriz celular (fibrose). Os macrófagos podem ser recrutados por citocinas e ativados por receptores tipo Toll e opsoninas “englobadoras de patógenos”. MASTÓCITOS Estão presentes na pele e mucosa epitelial, contendo grânulos ricos em histamina e outros mediadores inflamatórios. Quando ativado, libera histamina, que irá provocar mudanças nos vasos sanguíneos que causam inflamação. Essas células fornecem defesa contra helmintos e outros microrganismos, mas também são responsáveis pelos sintomas de doenças alérgicas. BASÓFILOS Estruturas e funções similar às dos mastócitos. Constituem menos de 1% dos leucócitos sanguíneos. EOSINÓFILOS Contêm grânulos ricos em enzimas danosas à parede celular de parasitas (helmintos), mas podem danificar o tecido do hospedeiro. Estão presentes em tecidos periféricos, especialmente nas mucosas do trato respiratório, gastrointestinal e geniturinário. Mas podem aumentar em número quando recrutados para o local da inflamação.

9. CELULAS APRESENTADORAS DE ANTIGENOS (APCs) Células responsáveis pela captura e apresentação do antígeno aos linfócitos T, fornecendo sinais para a proliferação e diferenciação de linfócitos T ( expansão clonal ). A principal célula desse grupo são as células dendríticas. Mas há também os macrófagos (imunidade inata) e linfócitos B (imunidade adaptativa). As células dendríticas e os macrófagos também reconhecem e respondem aos patógenos durante a resposta imune inata, associando as reações da imunidade inata às reações da imunidade adaptativa. As células dendríticas têm muitas projeções membranosas e são amplamente distribuídas nos tecidos linfoides, epitélio mucoso e parênquima dos órgãos. Reconhecem moléculas tipicamente produzidas por microrganismos e respondem a estes por meio da secreção de citocinas e migração para os linfonodos. São capazes de reconhecer os ácidos nucleicos de vírus, liberando interferons tipo I, citocinas com potente ação antiviral. 10. LINFÓCITOS São as únicas células a expressar receptores de antígenos específicos para cada determinante antigênico diferente. Pertencem à imunidade imune adaptativa, atuando como mediadores da imunidade celular e imunidade humoral. Apenas os linfócitos expressam receptores clonalmente distribuídos, altamente diversos e específicos para antígenos, graças a recombinação de segmentos de DNA durante a

fase de desenvolvimento de células T, e uma zona medular , onde estão concentrados os macrófagos , células dendríticas , um pouco de linfócitos e células epiteliais medulares com papel fundamental na apresentação de antígenos próprios aos linfócitos T, para criar mecanismo de tolerância aos autoantígenos. c. LINFONODO São órgãos encapsulados distribuídos ao longo dos canais linfáticos por todo o corpo e assim têm acesso aos antígenos encontrados no epitélio e tecidos. Armazenam linfócitos T, macrófagos e células dendríticas. Os centros germinativos se desenvolvem em resposta a estimulação antigênica, são locais de proliferação de LB, seleção de LB produtores de anticorpos e geração de LB de memória. Já os linfócitos T estão concentrados na região paracortical, sendo predominantemente linfócitos auxiliares CD4+, mas se ocorrer uma infecção linfócitos citotóxicos CD8+^ proliferam. A segregação anatômica das células B e T garante que cada população de linfócitos estejam em contato com as APC’s apropriadas e assim são mantidas até que haja necessidade de uma interação funcional. As substancias oriundas da linfa entram no linfonodo e lá são separadas por tamanho e peso molecular e distribuídas para diferentes tipos de células, para iniciar várias respostas imunes. Microrganismos e antígenos de alto peso molecular são presos por macrófagos presentes nos seios capsulares e transferido logo abaixo para os linfócitos B presentes na zona cortical. Já os antígenos solúveis de baixo peso molecular são transportados para fora dos seios capsulares através da malha reticular-fibrosa e transferidas às células dentriticas corticais, as quais fazem o processo de pinocitose. d. BAÇO Trata-se de um órgão altamente vascularizado, localizado no quadrante superior esquerdo do abdômen, que retira da circulação células sanguíneas velhas e danificadas e tbm remove partículas (imunocomplexos e microrganismos opsonizados). Inicia a resposta imune adaptativa para antígenos originados no sangue. O baço recebe sangue de uma única artéria que perfura a capsula do hilo e se divide em ramos progressivamente menores até entender-se a veia esplênica que dá acesso à circulação porta no fígado. Os vasos sanguíneos são protegidos tem apoio pela trabécula fibrosa. Macrófagos da polpa vermelha servem como um filtro para o sangue, removendo da microrganismos, células danificadas e células opsonizadas. Células T e B e APCs estão na polpa branca. Os linfócitos T estão localizados nas bainhas linfoides periarteriolares. Linfócitos B estão localizados nos folículos e zonas marginais