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A importância da proteção florestal contra incêndios, descrevendo os danos causados a árvores, solo, fauna, aspectos recreativos e planejamento florestal. Além disso, discute as referências bibliográficas para uma melhor compreensão do assunto.
Tipologia: Notas de aula
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Instituto Macapaense do Melhor Ensino Superior Curso: Engenharia Florestal Disciplina: Proteção Florestal. Professora: Samyrams Brito Turma: E7TA
Conceito:
É todo fogo sem controle que incide sobre qualquer forma de vegetação, podendo ser tanto provocado pelo homem, ou de causa natural.
Às vezes, o incêndio florestal é confundido com as queimadas controladas, que se trata de uma prática agropecuária ou florestal onde o fogo é utilizado de forma racional, atuando como um fator de produção ou no manejo de combustível seco (vegetação) para evitar a propagação de incêndios florestais, mesmo sendo uma prática proibida pela Lei. Nº 4.771/1965. Art. 27. “É proibido o uso de fogo nas florestas e demais formas de vegetação”.
Danos causados pelos incêndios:
a) Danos às árvores:
São os danos mais visíveis e que mais chamam a atenção após a ocorrência de um incêndio. Variam bastante, dependendo da intensidade e tempo de duração do fogo, da espécie florestal e da idade da árvore
As árvores jovens são muito mais sensíveis ao fogo que as adultas, da mesma maneira que as folhosas resistem menos ao fogo do que as coníferas. A morte das árvores geralmente é provocada pelo câmbio acima da temperatura letal e por este motivo árvores mais velhas, possuem cascas mais espessa, dando maior proteção ao câmbio, são mais resistentes que folhosas. A destruição total das árvores pelo fogo não e muito frequente, a não ser em incêndios de extrema intensidade. Geralmente as árvores de médio e grande porte ainda podem ser parcial ou totalmente aproveitadas após incêndio.
b) Danos ao solo:
Incêndios de grande intensidade, ou mesmo de média intensidade, mas repetindo-se periodicamente em um mesmo local, podem provocar sérios danos.
A destruição da camada orgânica expõe o solo às intempéries, provocando modificações nas suas propriedades físicas, principalmente porosidade e penetrabilidade de água. Solos argilosos tornam-se duros, dificultando a penetração da água. Em ambos os casos há um favorecimento à erosão dos solos.
c) Danos ao caráter protetor da floresta:
A floresta se constitui num importante agente protetor do ambiente, exercendo influência contra deslizamentos, inundações, erosão e invasão de dunas. Também a ação da floresta como reguladora do regime hidrológico. O solo florestal, protegido pelas copas das árvores contra o impacto direto da chuva, coberto de húmus e serapilheira, funciona como uma esponja natural, porosa, absorvendo e facilitando a infiltração da água da chuva. O fogo intendo, principalmente quando destrói a copa das árvores e expõe o solo mineral através da queima da serapilheira e do húmus, modifica toda a situação, expondo a área a vários distúrbios ambientais.
d) Redução da resistência das árvores:
O fogo, acima de certa intensidade, mesmo quando não causa a morte das árvores, pode debilitá-las sensivelmente. Cicatrizes deixadas pelo fogo favorecem o ataque de insetos e fungos, os quais se instalarão e reproduzirão, causando grandes danos à madeira remanescente ao incêndio de grandes proporções, deve-se ficar atento a fim de se evitar surtos de pragas e doenças.
i) Danos à vida humana:
Incêndios de grande intensidade, além de destruírem florestas e outros bens materiais algumas vezes provocam ferimentos e até mesmo a morte de pessoas envolvidas ou não no combate.
SOARES, R. V. BATISTA, A, C. Incêndios Florestais: controle, efeitos e uso do fogo. Curitiba – PR, 2017.