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inconciente coletivo, Notas de estudo de Psicologia

psicologia , inconciente coletivo.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 26/12/2009

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josy-figueiredo-3 🇧🇷

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INTRODUÇÃO
Para muitos pode parecer estranho, esquisito, ou mesmo "herético", forçar a aproximação de termos aparentemente distintos um do outro - tanto no nível da experiência quanto no de sua teorização - na medida em que os termos trazidos a tona em título também sugerem campos conceituais diferentes e, porque não, divergentes. Ao nos aventurarmos por essas fronteiras ainda pouco exploradas, devemos sempre manter vivo o fato de que, ao contrário do que aparece às mentes (como se diz:) "primitivas", as palavras não o as coisas, e que estas últimas recebem de nós nomes que não raro nos levam a confues quanto ao uso que fazemos dos conceitos, quando fora do campo no qual foram forjados.
Acontece, no campo em questão, como se João, filho de José e Maria, fosse o mesmo João, filho de Antônio e Fátima, simplesmente por serem chamados, aqui e acolá, pelo mesmo nome. E aquele que observa fica num impasse ao tentar determinar os traços de personalidade e características físicas de João, sem saber que por esse nome se designa objetos, ou no caso, pessoas diferentes. Ou, ao contrário, como se um sujeito que aqui é chamado por todos de João, acolá o é por Joaquim, por razões que não precisamos discutir e, destarte, o observador desavisado não consegue perceber que aquilo que é feito aqui por um e acolá por outro, segundo o testemunho daqueles que o nomeiam, por ter-se fiado nos nomes, é de fato feito pelo mesmo indivíduo.
Assim, é necessário que ao invés daquilo que tem feito a maioria dos que tem se dedicado ao assunto "Freud e Jung", isto é, ao invés de nos perdermos num esvaziamento vão do sentido dos termos e disputarmos entre nós seus significados, fixemos o olhar nas coisas e exploremos suas variadas facetas através dos termos e descrições destas que nos o dados por nossos predecessores na psicologia do inconsciente. Assim as teorias podem deixar de ser doutrinas, e passar a ser instrumentos.
FREUD E A "HERANÇA ARCAICA"
Se Freud formula a noção de "Id" apenas em 1923 para dar conta daquilo que até então aparecia na teoria "confundido" com a massa total do inconsciente, é pelo fato de ser necessário destacar deste todo um conjunto de fenômenos dotados de uma dinâmica própria que, apesar de "plenamente inconscientes", devem ser diferenciados do restante do material inconsciente para se constituir, então, como o próprio "núcleo" deste.
Sabe-se que na primeira tópica do aparelho psíquico Freud fizera distinção entre inconsciente (incs), pré-consciente (pcs), e consciente (cs). Sabe-se também que este se refere ao inconsciente em mais de um sentido: 1) qualitativo, isto é, o estado de um conteúdo pquico que, no sentido 2) dinâmico pode ser inconsciente ou consciente. Ou seja: o pré-consciente é, qualitativamente falando, inconsciente, embora dinamicamente tenha sua própria ordem, mais próxima à consciência. É o próprio Freud quem escreve:
Neste plano, o "inconsciente" coincide com o "reprimido". Mas não se deve confundir o id com o reprimido, muito menos é numa equivalência ao reprimido que se deve confinar a noção de inconsciente em Freud - embora seja essa uma definição possível, como várias vezes fora criticado, inclusive por Jung, de fazer do inconsciente uma "lata de lixo". Temos assim "inconsciente" enquanto estado de uma representação pquica que pode ser pré-consciente, isto é, submetida à ordem e dinâmica conscientes, ou pode ser inconsciente, isto é, submetida à dinâmica inconsciente. O material, a substância, não se diferencia em nada do que na psicologia geral pode-se entender pelo termo bastante geral: "memória". O diferencial aí é introduzido pela dinâmica dos processos em questão, onde, em relação ao material reprimido, cabe salientar os mecanismos de deslocamento e condensação, ou seja, a metáfora e a metonímia.
Freud observa que os conteúdos psíquicos recalcados caem sob o domínio do id - o que não os faz necessariamente o mesmo, embora haja um estreita relação entre eles. Na sua "topologia do saco", como se expressa Lacan, Freud coloca o reprimido ao lado do id e ao mesmo tempo destacado do ego:
Fig. 01
Vê-se aí tanto o "rompimento", por assim dizer, entre "ego" e "reprimido", quanto a continuidade entre o id e ambos. Isso se deve ao fato de que tanto o ego quanto o reprimido têm sua origem no contato do id com o ambiente externo, como várias vezes Freud ilustra com sua metáfora biológica da lula que desenvolve uma membrana que permeará suas relações com o mundo externo (essa metáfora é especialmente interessante e válida, na medida em que reproduz uma imagem que abre um amplo campo de analogias e que, assim, de uma certa forma, melhor ilustra o desenvolvimento do ego a partir do id.)
Queremos agora introduzir uma forma simplificada do esquema topológico da segunda tópica freudiana - o que também tem o intuito de preparar o caminho para o nosso objetivo:
fig. 02
"Ao latente, que é inconsciente apenas descritivamente [qualitativamente], não no sentido dinâmico, chamamos de pré-consciente; restringimos o termo inconsciente ao reprimido dinamicamente inconsciente..."1
As principais características do ego, segundo Freud, são a coerência de seus processos psíquicos, seu controle sobre a motilidade e, aquilo que afirma ser o seu núcleo, isto é, o sistema perceptivo. Cabe notar que a "substância" do ego não se diferencia da do "reprimido" a não ser pelo destino tomado pelos processos pquicos oriundos do id, em função do contato com a "realidade", ou, mais especificamente, para usar a terminologia lacaniana: com a lei. As catexias libidinais, idéias e desejos que não encontram uma forma de satisfação no real, grosseiramente falando, o colocadas à parte do ego ("split-off"), onde este deixa de exercer sobre aquelas o seu controle, relegando-as ao controle do id. Isto traz algumas questões topológicas acerca da noção de "ego", e tentaremos indicar nossa trilha mais à frente. Tanto no ego quanto no reprimido, trata-se de um precipitado que envolve as pules do id e a "energia" oriunda dessas, a libido
2, assim como os objetos da realidade externa aos quais esta energia esteve ou está ligada (investida), ou seja: simulacros imaginários que compõem a representação do mundo, organizados pelos mecanismos inconscientes, isto é, no que diz respeito ao inconsciente dinâmico, num homo sapiens, o que Lacan chamou o efeito do significante. Enquanto o ego e o inconsciente reprimido o o resultado da experiência individual e única do sujeito, o efeito individual e único do encontro entre um rebro e parte de uma massa pre-articulada de material siginificante provido pela história cultural da comunidade onde vem a ser tal rebro, o id se configura como uma instância psíquica impessoal e independente da experiência individual, ou seja, o conjunto dos trieben, ou pules, universais na espécie humana
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INTRODUÇÃO

Para muitos pode parecer estranho, esquisito, ou mesmo "herético", forçar a aproximação de termos aparen Acontece, no campo em questão, como se João, filho de José e Maria, fosse o mesmo João, filho de Antônio e Assim, é necessário que ao invés daquilo que tem feito a maioria dos que tem se dedicado ao assunto "Freud FREUD E A "HERANÇA ARCAICA" Se Freud formula a noção de "Id" apenas em 1923 para dar conta daquilo que até então aparecia na teoria " Sabe-se que na primeira tópica do aparelho psíquico Freud fizera distinção entre inconsciente (incs), pré-con Neste plano, o "inconsciente" coincide com o "reprimido". Mas não se deve confundir o id com o reprimido, m Freud observa que os conteúdos psíquicos recalcados caem sob o domínio do id - o que não os faz necessari Fig. 01 Vê-se aí tanto o "rompimento", por assim dizer, entre "ego" e "reprimido", quanto a continuidade entre o id e Queremos agora introduzir uma forma simplificada do esquema topológico da segunda tópica freudiana - o q fig. 02

"Ao latente, que é inconsciente apenas descritivamente [qualitativamente], não no sentido dinâmico, chamamos de pré

As principais características do ego, segundo Freud, são a coerência de seus processos psíquicos, seu contro

Chamemo-la, em homenagem ao esquema freudiano, de "topologia do ovo", ou "topologia da célula" se for p Abordaremos mais sucintamente a questão das diferenciações internas do ego num outro espaço. Por hora, é Dificilmente se encontrará, mesmo em Jung, melhor definição de "inconsciente coletivo" e sua formação, do Há também as forma próprias de relações imaginárias, de identificações, projeções e etc, onde o termo imag "Não deixamos de reconhecer, é fato, que o núcleo do ego, que compreende a 'herança arcaica' da mente Pode causar uma certa estranheza ou um sentimento de ambigüidade a idéia de "núcleo do ego", sobretudo Pode-se perceber aí que isso que Freud está destacando como "herança arcaica" se situa, nessa tripartição q Devemos nos deter um pouco no sentido que se deve dar ao que Freud está aí chamando "simbolismo", em Há um outro aspecto que Freud destaca nesse mesmo texto que estamos trazendo à tona, que é a dimensão JUNG E A ANIMA MUNDI

"... nenhuma vicissitude externa pode ser experimentada ou sofrida pelo id, exceto por via do ego, que é o representante

Neste trecho de seu "O Ego e o Id", Freud quer salientar que na formação do superego 5 , onde entram em jog

Numa nota de rodapé que Freud introduz na segunda parte de seu Psicologia das Massas e Análise do Eu7, discutindo a de

Não é a toa que vemos surgir nesse momento, pela pena de Freud, formulações que concernem a essa "herança arcaica" e

"A resposta imediata e mais certa é que ela consiste em certas disposições [inatas], características de todos os organism

"Temos, em primeiro lugar, a universalidade do simbolismo na linguagem. A representação simbólica de determinado o

ologia da célula" se for preferível, desde que se entenda que se trata de uma topologia, e nada mais. E devemos notar que outro espaço. Por hora, é necessário focalizar esses aspectos do "id", de que nos fala Freud, e que se referem aos "resíduo vo" e sua formação, do que aquilo que frisamos na citação acima. etc, onde o termo imaginário se aproxima da noção de "instinto" e "natural". Trata-se aí daquilo que o animal humano trás rança arcaica' da mente humana é inconsciente; além disso, porém, distinguimos o 'reprimido inconsciente', que surgiu de cleo do ego", sobretudo por se tratar aí de uma afirmação isolada e rara, na medida em que o núcleo do ego é tomado qua itua, nessa tripartição que Lacan faz da experiência analítica, nessa espécie de 'espectrômetro' inventado por ele, justame ando "simbolismo", em especial porque neste ponto o termo se distancia bastante da noção de símbolo usada por Lacan, a tona, que é a dimensão externa dessa herança. Quem já se deteve aí deve lembrar que Freud supõe, em relação ao estud

ego, que é o representante do mundo externo para o id. Entretanto, não é possível falar de herança direta no ego. É aqui que o abismo ent

o^5 , onde entram em jogo tanto o material pulsional edípico quanto as restrições impostas pelo ambiente, onde mais tarde

se do Eu7, discutindo a descrição que Le Bon faz da "mente grupal", em especial seu uso do termo inconsciente, bem próximo àquele de Ju

a essa "herança arcaica" e "coletiva" da espécie, pois esse período marca uma certa guinada em seu pensamento, se dermos crédito ao tes

ticas de todos os organismos vivos: isto é, na capacidade e tendência de ingressar em linhas específicas de desenvolvimento e de reagir, de

mbólica de determinado objeto por outro - a mesma coisa aplica-se a ações - é familiar a todos os nossos filhos e lhes vem, por assim dizer

de sua teorização - na medida em que os termos trazidos a tona em título também sugerem campos conceituais diferente nome. E aquele que observa fica num impasse ao tentar determinar os traços de personalidade e características físicas de entido dos termos e disputarmos entre nós seus significados, fixemos o olhar nas coisas e exploremos suas variadas faceta sário destacar deste todo um conjunto de fenômenos dotados de uma dinâmica própria que, apesar de "plenamente incon nconsciente em mais de um sentido: 1) qualitativo, isto é, o estado de um conteúdo psíquico que, no sentido 2) dinâmico p oção de inconsciente em Freud - embora seja essa uma definição possível, como várias vezes fora criticado, inclusive por J opologia do saco", como se expressa Lacan, Freud coloca o reprimido ao lado do id e ao mesmo tempo destacado do ego: m sua origem no contato do id com o ambiente externo, como várias vezes Freud ilustra com sua metáfora biológica da célu

sciente..."

ema perceptivo. Cabe notar que a "substância" do ego não se diferencia da do "reprimido" a não ser pelo destino tomado p

mpos conceituais diferentes e, porque não, divergentes. Ao nos aventurarmos por essas fronteiras ainda pouco exploradas e características físicas de João, sem saber que por esse nome se designa objetos, ou no caso, pessoas diferentes. Ou, ao remos suas variadas facetas através dos termos e descrições destas que nos são dados por nossos predecessores na psico esar de "plenamente inconscientes", devem ser diferenciados do restante do material inconsciente para se constituir, entã e, no sentido 2) dinâmico pode ser inconsciente ou consciente. Ou seja: o pré-consciente é, qualitativamente falando, inco ra criticado, inclusive por Jung, de fazer do inconsciente uma "lata de lixo". Temos assim "inconsciente" enquanto estado d tempo destacado do ego: a metáfora biológica da célula que desenvolve uma membrana que permeará suas relações com o mundo externo (essa me o ser pelo destino tomado pelos processos psíquicos oriundos do id, em função do contato com a "realidade", ou, mais espe

urt Lewin. Seguindo tal inspiração, digamos que, num primeiro momento, aquele campo em "1" que chamamos 'ego' sofre é necessário dizer que no homem a plasticidade, a abertura de tais disposições, ou para já adiantar um termo que nos será a este núcleo é dado o atributo de conter a herança arcaica, é com o id que devemos identificá-lo, o que além disso dará vés das quais o animal humano, ou não, é capturado em sua relação com o mundo, e que encaminham algo dele num sen ação redutivista". O fato de dizer que "... o simbolismo despreza as diferenças de linguagem ..." não contrapõe Freud e Lac " do suposto assassinato de Moisés teria sobrevivido especificamente entre alguns grupos ou homens, nomeadamente os

disso, não se deve tomar a diferença entre ego e id num sentido demasiado rígido, nem esquecer que o ego é uma parte especialmente dif

cadeia significante, entram em jogo também conteúdos provenientes da experiência acumulada da espécie. Não há razão

ia, etc. e esse texto é um dos seus últimos grandes trabalhos teóricos, que tem a virtude de preparar o caminho para desenvolvimentos po

sentam o que identificamos como sendo o fator constitucional dos indivíduos."

o sentido]. Não podemos demonstrar, em relação a eles, como aprenderam, e temos de admitir que, em muitos casos, aprendê-la é imposs

que chamamos 'ego' sofre progressivas diferenciações em seu interior, formando compartimentos semi-independentes que ntar um termo que nos será útil depois de criticado, tais arquétipos, é infinitamente maior que nos organismos mais simple á-lo, o que além disso dará pleno sentido à topologia proposta acima. minham algo dele num sentido que é aquele que se sedimentou ao longo da história evolutiva de seus semelhantes. Freud não contrapõe Freud e Lacan. A noção de símbolo aí usada é aquela de uma analogia, de algo que, de alguma forma, prod omens, nomeadamente os profetas, que constantemente, através de seu discurso, revigoravam a memória do povo em ge

uma parte especialmente diferenciada do id. As experiências do ego parecem, a princípio, estar perdidas para a herança; mas, quando se

a da espécie. Não há razão para restringir a operação desses "resíduos arcaicos" à formação do superego, na medida em q

ho para desenvolvimentos posteriores. Freud retoma a questão da "herança arcaica" em Moisés e o Monoteísmo8, uma das melhores obr

os casos, aprendê-la é impossível. Trata-se de um conhecimento original que os adultos, posteriormente, esquecem. É verdade que o adult

arece às mentes (como se diz:) "primitivas", as palavras não são as coisas, e que estas últimas recebem de nós nomes que acolá o é por Joaquim, por razões que não precisamos discutir e, destarte, o observador desavisado não consegue percebe s, e passar a ser instrumentos. xima à consciência. É o próprio Freud quem escreve: ubmetida à ordem e dinâmica conscientes, ou pode ser inconsciente, isto é, submetida à dinâmica inconsciente. O materia roduz uma imagem que abre um amplo campo de analogias e que, assim, de uma certa forma, melhor ilustra o desenvolv as libidinais, idéias e desejos que não encontram uma forma de satisfação no real, grosseiramente falando, são colocadas

recebem de nós nomes que não raro nos levam a confusões quanto ao uso que fazemos dos conceitos, quando fora do cam sado não consegue perceber que aquilo que é feito aqui por um e acolá por outro, segundo o testemunho daqueles que o n ca inconsciente. O material, a substância, não se diferencia em nada do que na psicologia geral pode-se entender pelo ter melhor ilustra o desenvolvimento do ego a partir do id.) nte falando, são colocadas à parte do ego ("split-off"), onde este deixa de exercer sobre aquelas o seu controle, relegando

nos permeáveis, como em "2" a do eu e do reprimido, onde, segundo Freud, há um rompimento da continuidade dos proce tal hiância que tem sentido, em Freud, uma distinção entre der Instinkt e das Trieb. do, isto é, naquilo que Lacan chamou a conjunção do imaginário e do simbólico. Trata-se da mesma concepção de Jung, em encial quando, ao mesmo tempo em que situa a herança arcaica no "id" imaginário, situa-a na exterioridade do discurso. T

víduos, em gerações sucessivas, transformam-se, por assim dizer, em experiências do id, cujas impressões são preservadas por herança. De

nça em sua formação. Isso se dá porque o ego deve ser entendido como um prolongamento ligeiramente diferenciado do

preza as diferenças de linguagem; investigações provavelmente demonstrariam que ele é ubíquo - o mesmo para todos os povos. Aqui, en

da continuidade dos processos psíquicos, chamado "recalque" e mantido pela "resistência". sma concepção de Jung, embora as conclusões sejam divergentes. Já Lacan isola com o termo símbolo, mais especificamen exterioridade do discurso. Trata-se de duas dimensões (adianto: o imaginário e o simbólico) que, como já salientamos, terã

o preservadas por herança. Dessa maneira, no id, que é capaz de ser herdado, acham-se abrigados resíduos das existências de incontáveis

eiramente diferenciado do id, um "precipitado", onde se imiscuem as relações objetais deste com as formas do instinto (ou

para todos os povos. Aqui, então, parecemos ter um exemplo seguro de uma herança arcaica a datar do período em que a linguagem se d

âmica dos processos em questão, onde, em relação ao material reprimido, cabe salientar os mecanismos de deslocamento a noção de "ego", e tentaremos indicar nossa trilha mais à frente. Tanto no ego quanto no reprimido, trata-se de um preci

canismos de deslocamento e condensação, ou seja, a metáfora e a metonímia. mido, trata-se de um precipitado que envolve as pulsões do id e a "energia" oriunda dessas, a libido^2 , assim como os objet

demos chamar "a letra". E mostra que o significado, seja ele qual for, se produz na concatenação, na ligação entres os sign Freud não desprezava a "herança arcaica", inclusive nos trás importantes observações sobre sua dinâmica, questão que n

nas revivendo formas de antigos egos e ressuscitando-as."

ação posterior no sistema id-ego. Pode-se extrair exemplos dessa "herança arcaica", no nível animal, todos aqueles compo