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psicologia , inconciente coletivo.
Tipologia: Notas de estudo
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Para muitos pode parecer estranho, esquisito, ou mesmo "herético", forçar a aproximação de termos aparen Acontece, no campo em questão, como se João, filho de José e Maria, fosse o mesmo João, filho de Antônio e Assim, é necessário que ao invés daquilo que tem feito a maioria dos que tem se dedicado ao assunto "Freud FREUD E A "HERANÇA ARCAICA" Se Freud formula a noção de "Id" apenas em 1923 para dar conta daquilo que até então aparecia na teoria " Sabe-se que na primeira tópica do aparelho psíquico Freud fizera distinção entre inconsciente (incs), pré-con Neste plano, o "inconsciente" coincide com o "reprimido". Mas não se deve confundir o id com o reprimido, m Freud observa que os conteúdos psíquicos recalcados caem sob o domínio do id - o que não os faz necessari Fig. 01 Vê-se aí tanto o "rompimento", por assim dizer, entre "ego" e "reprimido", quanto a continuidade entre o id e Queremos agora introduzir uma forma simplificada do esquema topológico da segunda tópica freudiana - o q fig. 02
As principais características do ego, segundo Freud, são a coerência de seus processos psíquicos, seu contro
Chamemo-la, em homenagem ao esquema freudiano, de "topologia do ovo", ou "topologia da célula" se for p Abordaremos mais sucintamente a questão das diferenciações internas do ego num outro espaço. Por hora, é Dificilmente se encontrará, mesmo em Jung, melhor definição de "inconsciente coletivo" e sua formação, do Há também as forma próprias de relações imaginárias, de identificações, projeções e etc, onde o termo imag "Não deixamos de reconhecer, é fato, que o núcleo do ego, que compreende a 'herança arcaica' da mente Pode causar uma certa estranheza ou um sentimento de ambigüidade a idéia de "núcleo do ego", sobretudo Pode-se perceber aí que isso que Freud está destacando como "herança arcaica" se situa, nessa tripartição q Devemos nos deter um pouco no sentido que se deve dar ao que Freud está aí chamando "simbolismo", em Há um outro aspecto que Freud destaca nesse mesmo texto que estamos trazendo à tona, que é a dimensão JUNG E A ANIMA MUNDI
Neste trecho de seu "O Ego e o Id", Freud quer salientar que na formação do superego 5 , onde entram em jog
ologia da célula" se for preferível, desde que se entenda que se trata de uma topologia, e nada mais. E devemos notar que outro espaço. Por hora, é necessário focalizar esses aspectos do "id", de que nos fala Freud, e que se referem aos "resíduo vo" e sua formação, do que aquilo que frisamos na citação acima. etc, onde o termo imaginário se aproxima da noção de "instinto" e "natural". Trata-se aí daquilo que o animal humano trás rança arcaica' da mente humana é inconsciente; além disso, porém, distinguimos o 'reprimido inconsciente', que surgiu de cleo do ego", sobretudo por se tratar aí de uma afirmação isolada e rara, na medida em que o núcleo do ego é tomado qua itua, nessa tripartição que Lacan faz da experiência analítica, nessa espécie de 'espectrômetro' inventado por ele, justame ando "simbolismo", em especial porque neste ponto o termo se distancia bastante da noção de símbolo usada por Lacan, a tona, que é a dimensão externa dessa herança. Quem já se deteve aí deve lembrar que Freud supõe, em relação ao estud
o^5 , onde entram em jogo tanto o material pulsional edípico quanto as restrições impostas pelo ambiente, onde mais tarde
de sua teorização - na medida em que os termos trazidos a tona em título também sugerem campos conceituais diferente nome. E aquele que observa fica num impasse ao tentar determinar os traços de personalidade e características físicas de entido dos termos e disputarmos entre nós seus significados, fixemos o olhar nas coisas e exploremos suas variadas faceta sário destacar deste todo um conjunto de fenômenos dotados de uma dinâmica própria que, apesar de "plenamente incon nconsciente em mais de um sentido: 1) qualitativo, isto é, o estado de um conteúdo psíquico que, no sentido 2) dinâmico p oção de inconsciente em Freud - embora seja essa uma definição possível, como várias vezes fora criticado, inclusive por J opologia do saco", como se expressa Lacan, Freud coloca o reprimido ao lado do id e ao mesmo tempo destacado do ego: m sua origem no contato do id com o ambiente externo, como várias vezes Freud ilustra com sua metáfora biológica da célu
ema perceptivo. Cabe notar que a "substância" do ego não se diferencia da do "reprimido" a não ser pelo destino tomado p
mpos conceituais diferentes e, porque não, divergentes. Ao nos aventurarmos por essas fronteiras ainda pouco exploradas e características físicas de João, sem saber que por esse nome se designa objetos, ou no caso, pessoas diferentes. Ou, ao remos suas variadas facetas através dos termos e descrições destas que nos são dados por nossos predecessores na psico esar de "plenamente inconscientes", devem ser diferenciados do restante do material inconsciente para se constituir, entã e, no sentido 2) dinâmico pode ser inconsciente ou consciente. Ou seja: o pré-consciente é, qualitativamente falando, inco ra criticado, inclusive por Jung, de fazer do inconsciente uma "lata de lixo". Temos assim "inconsciente" enquanto estado d tempo destacado do ego: a metáfora biológica da célula que desenvolve uma membrana que permeará suas relações com o mundo externo (essa me o ser pelo destino tomado pelos processos psíquicos oriundos do id, em função do contato com a "realidade", ou, mais espe
urt Lewin. Seguindo tal inspiração, digamos que, num primeiro momento, aquele campo em "1" que chamamos 'ego' sofre é necessário dizer que no homem a plasticidade, a abertura de tais disposições, ou para já adiantar um termo que nos será a este núcleo é dado o atributo de conter a herança arcaica, é com o id que devemos identificá-lo, o que além disso dará vés das quais o animal humano, ou não, é capturado em sua relação com o mundo, e que encaminham algo dele num sen ação redutivista". O fato de dizer que "... o simbolismo despreza as diferenças de linguagem ..." não contrapõe Freud e Lac " do suposto assassinato de Moisés teria sobrevivido especificamente entre alguns grupos ou homens, nomeadamente os
cadeia significante, entram em jogo também conteúdos provenientes da experiência acumulada da espécie. Não há razão
que chamamos 'ego' sofre progressivas diferenciações em seu interior, formando compartimentos semi-independentes que ntar um termo que nos será útil depois de criticado, tais arquétipos, é infinitamente maior que nos organismos mais simple á-lo, o que além disso dará pleno sentido à topologia proposta acima. minham algo dele num sentido que é aquele que se sedimentou ao longo da história evolutiva de seus semelhantes. Freud não contrapõe Freud e Lacan. A noção de símbolo aí usada é aquela de uma analogia, de algo que, de alguma forma, prod omens, nomeadamente os profetas, que constantemente, através de seu discurso, revigoravam a memória do povo em ge
a da espécie. Não há razão para restringir a operação desses "resíduos arcaicos" à formação do superego, na medida em q
arece às mentes (como se diz:) "primitivas", as palavras não são as coisas, e que estas últimas recebem de nós nomes que acolá o é por Joaquim, por razões que não precisamos discutir e, destarte, o observador desavisado não consegue percebe s, e passar a ser instrumentos. xima à consciência. É o próprio Freud quem escreve: ubmetida à ordem e dinâmica conscientes, ou pode ser inconsciente, isto é, submetida à dinâmica inconsciente. O materia roduz uma imagem que abre um amplo campo de analogias e que, assim, de uma certa forma, melhor ilustra o desenvolv as libidinais, idéias e desejos que não encontram uma forma de satisfação no real, grosseiramente falando, são colocadas
recebem de nós nomes que não raro nos levam a confusões quanto ao uso que fazemos dos conceitos, quando fora do cam sado não consegue perceber que aquilo que é feito aqui por um e acolá por outro, segundo o testemunho daqueles que o n ca inconsciente. O material, a substância, não se diferencia em nada do que na psicologia geral pode-se entender pelo ter melhor ilustra o desenvolvimento do ego a partir do id.) nte falando, são colocadas à parte do ego ("split-off"), onde este deixa de exercer sobre aquelas o seu controle, relegando
nos permeáveis, como em "2" a do eu e do reprimido, onde, segundo Freud, há um rompimento da continuidade dos proce tal hiância que tem sentido, em Freud, uma distinção entre der Instinkt e das Trieb. do, isto é, naquilo que Lacan chamou a conjunção do imaginário e do simbólico. Trata-se da mesma concepção de Jung, em encial quando, ao mesmo tempo em que situa a herança arcaica no "id" imaginário, situa-a na exterioridade do discurso. T
nça em sua formação. Isso se dá porque o ego deve ser entendido como um prolongamento ligeiramente diferenciado do
da continuidade dos processos psíquicos, chamado "recalque" e mantido pela "resistência". sma concepção de Jung, embora as conclusões sejam divergentes. Já Lacan isola com o termo símbolo, mais especificamen exterioridade do discurso. Trata-se de duas dimensões (adianto: o imaginário e o simbólico) que, como já salientamos, terã
eiramente diferenciado do id, um "precipitado", onde se imiscuem as relações objetais deste com as formas do instinto (ou
âmica dos processos em questão, onde, em relação ao material reprimido, cabe salientar os mecanismos de deslocamento a noção de "ego", e tentaremos indicar nossa trilha mais à frente. Tanto no ego quanto no reprimido, trata-se de um preci
canismos de deslocamento e condensação, ou seja, a metáfora e a metonímia. mido, trata-se de um precipitado que envolve as pulsões do id e a "energia" oriunda dessas, a libido^2 , assim como os objet
demos chamar "a letra". E mostra que o significado, seja ele qual for, se produz na concatenação, na ligação entres os sign Freud não desprezava a "herança arcaica", inclusive nos trás importantes observações sobre sua dinâmica, questão que n
ação posterior no sistema id-ego. Pode-se extrair exemplos dessa "herança arcaica", no nível animal, todos aqueles compo