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Documento incluindo resumo sobre as revoltas liberais no Brasil durante o Período Joanino e o Primeiro reinado, informações sobre o Período Joanino e início do Primeiro Reinado.
Tipologia: Resumos
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A inconfidência mineira: Ocorreu no fim do século XVIII. Enquanto a economia inglesa crescia muito, Portugal e Espanha estavam estagnados e dependentes da riqueza colonial. Com isso, haviam crescentes tensões entre as metrópoles e as colônias. Em 1789, ocorreu a crise aurífera, junto com a crise de arrecadação de impostos e o endividamento dos colonos. Antes, em 1788, surge boatos de reuniões secretas organizadas por diferentes grupos, como fazendeiros, mineiros ou advogados, inspirados pela Independência dos Estados Unidos, porém, não havia um projeto claro e único. Decidiram que queriam instaurar uma república, mas sem a abolição da escravidão. Mas a rebelião não chegou a se concretizar pois foram delatados. Tiradentes, um dos membros, é morto e mais tarde, com a necessidade de heróis nacionais, consideram ele uma figura heroica na luta por uma república. A conjuração baiana: Foi um movimento emancipatório que aconteceu em 1798 que pode ser conhecido como a “Revolta dos alfaiates”. Os motivos foram a ocupação de terras (de subsistência) por lavoura de cana (nova expansão). O movimento surge na elite, mas logo conta também com a participação popular. Os rebeldes foram inspirados pelas ideias iluministas, além da Revolução Francesa. Ocorre então, a Independência da Bahia e é instaurada uma república. A escravidão é abolida e o principal princípio é a igualdade. Porém, espiões acabam com a conjuração, e os líderes populares são enforcados, e os demais são presos, desterro ou açoite. Revolução liberal de Pernambuco: Foi um movimento além dos movimentos anteriores. Essa revolução aconteceu tempos depois das outras. Existia muita prosperidade no Brasil, e os filhos dos donos de terra viajavam para a Europa para frequentar faculdades. Em 1817, há rumores de uma conspiração e ocorre a prisão de vários líderes. Então, os rebeldes prendem o rei e proclamam uma república. O principal líder era o conhecido Frei Caneca. Pela primeira vez, D João age com violência para impedir um agravamento. A vinda da família real para o Brasil e o Período Joanino: Com o bloqueio continental imposto por Napoleão em 1806, Portugal se recusou a cortar o contato com a Inglaterra. Porém, a França decide atacar Portugal com seu exército, mas o rei decide fugir para a sua maior colônia, o Brasil. Com isso, começou o Período Joanino (1808-1821) que marcou a estadia de D. João no Brasil. Logo com a chegada da família real, ocorre a abertura dos portos às nações amigas (1808) e com isso o fim do monopólio comercial. O rei se instala no Rio de Janeiro, onde há uma modernização dos espaços: criação do Banco do Brasil, imprensa régia, Casa da Moeda, Academia Militar, faculdades... Mas no país de Portugal, os portugueses exigiam o retorno do rei desde 1815. Para o descontentamento de todos os que residiam no país, D. João é proclamado rei em terras brasileiras. Então, em 1820, acontece a revolução do porto, exigindo a volta do rei.
Com o ultimato, D. João finalmente volta, mas deixa seu filho, o sucessor, D. Pedro I como príncipe regente do Brasil. Mas o rei deixa uma estrutura administrativa boa para que tivesse a possibilidade de uma independência no Brasil. Até as Cortes de Lisboa exigirem o retorno do príncipe, mas em 9 de janeiro de 1822, conhecido como Dia do Fico, D. Pedro se recusa a voltar para Portugal. Meses depois, em setembro, as cortes enviam um ultimato, dizendo que se o príncipe não retornasse, Portugal mandaria o exército para atacar o Brasil. D Leopoldina, diante da urgência, se reúne com o conselho de Estado e assina o decreto da independência. Apenas 5 dias depois, acontece o famoso grito de D Pedro “Independência ou morte”. Mesmo após a declaração, houveram diferentes conflitos até um tratado com Portugal, em que a Inglaterra emprestou 3 milhões de libras para o Brasil pagar Portugal pela sua liberdade. Primeiro reinado (1822-1831): O Brasil já surgiu com uma boa estrutura administrativa, mas nasceu com dívidas, principalmente com a Inglaterra. A primeira constituição ficou conhecida como Constituição da Mandioca, onde o voto era censitário pela quantidade de farinha que alguém possuía. Porém, a maioria concordava em limitar os poderes do imperador, o que não o agradou e então dissolveu a constituinte (Noite da Agonia). A Constituição Outorgada surgiu em 1824, em que D Pedro nomeou um conselho de Estado para a elaboração. Nesse documento, a monarquia era constitucional e hereditária, com o voto censitário e a proteção da propriedade privada. Foram divididos os três poderes, mas havia a inclusão de um quarto, o poder moderador, em que o rei poderia interferir nos outros três se não estivesse de seu agrado. Essa constituição ficou em vigor por 65 anos. O Primeiro Reinado ficou conhecido por ser um período de atritos entre o Partido Brasileiro (queriam a descentralização política- estados) e o Partido Português (centralização política). Houve um descontentamento com a constituição outorgada, junto com a crise econômica, altos impostos e negligencia do poder central. Com isso, acontece a Confederação do Equador, um movimento separatista liderado por Frei Caneca que também queria o fim do tráfico de escravos. Outras regiões aderem e se revoltam contra o imperador. Após isso, o líder é condenado a morte.