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RESUMO SOBRE INFARTO DO MIOCARDIO
Tipologia: Notas de estudo
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É a morte de uma área do músculo cardíaco (miocárdio), cujas células ficaram sem receber sangue com oxigênio e nutrientes; ou seja, é uma lesão isquêmica do miocárdio, que deve à falta de oxigênio e nutrientes. A interrupção do fluxo sanguíneo para o coração pode acontecer de várias maneiras. Os vasos sanguíneos que irrigam o miocárdio, chamados artérias coronárias, podem apresentar depósito de gordura e cálcio, levando a uma obstrução e comprometendo a irrigação do coração. A gordura vai se acumulando nas paredes das artérias coronárias e, com o passar do tempo, formam-se placas (calcificadas ou não), denominadas placas de ateroma impedindo que o sangue flua livremente. Então, basta um espasmo, provocado pelo estresse por exemplo, para que a passagem da circulação se feche. Também pode ocorrer de a placa crescer tanto que obstrui o caminho sanguíneo completamente, ou seja, quando as placas de gordura ou ateromas entopem completamente a artéria e o sangue não passa. Dessa forma, as células no trecho que deixou de ser banhado pela circulação acabam morrendo. A interrupção da passagem do sangue nas artérias coronárias também pode ocorrer devido contração de uma artéria parcialmente obstruída ou à formação de coágulos (trombose).
lt. "in fartu" = cheio, atulhado; "infarcire"= inchar. Existem dois tipos de infarto do miocárdio, cada um exibindo morfologia e significado clínico distinto. O tipo mais comum é o infarto transmural, no qual a necrose isquêmica envolve a totalidade ou quase- totalidade da espessura da parede ventricular no trajeto de uma única parede coronária. Este padrão de infarto está usualmente associado a aterosclerose coronário, ruptura de placa e trombose superposta. Em contraste, o infarto subendocárdico (não transmural) consiste em uma área de necrose isquêmica limitada ao terço interno, ou, no máximo, metade da parede ventricular, estendendo-se, com frequência, lateralmente, além do território de perfusão de uma artéria coronária. SINTOM AS O principal sinal é a dor muito forte no peito, que pode se irradiar pelo braço esquerdo e pela região do estômago. Dor fixa no peito, que pode variar de fraca a muito forte, ou sensação de compressão no peito que geralmente dura cerca de 30 minutos; Ardor no peito, muitas vezes confundido com azia, que pode ocorrer associado ou não à ingestão de alimentos; Dor no peito que se irradia pela mandíbula e/ou pelos ombros ou braços (mais frequentemente do lado esquerdo do corpo); Ocorrência de suor, falta de ar, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento; Ansiedade, agitação e sensação de morte iminente. Cerca de ⅓ das pessoas não sente a dor típica do infarto. Esse grupo é formado principalmente por mulheres, idosos, negros e pessoas com diabetes ou insuficiência cardíaca.
Evite o cigarro, o estresse, os alimentos ricos em colesterol e o sedentarismo, que são os principais fatores de risco. Também não deixe de controlar a pressão arterial.
Em primeiro lugar, deve-se correr contra o relógio, procurando um atendimento imediato — a área do músculo morta cresce feito uma bola de neve com o passar do tempo. Se ficar grande demais, o coração não terá a menor chance de se recuperar. Conforme a situação, os médicos podem optar pela angioplastia, em que um cateter é introduzido no braço e levado até a coronária entupida. Ali, ele infla para eliminar o obstáculo gorduroso. Outra saída é a cirurgia: os médicos constroem um desvio da área infartada — a ponte — com um pedaço da veia safena da perna ou da artéria radial ou das artérias mamárias. ANA BEATRIZ PEREIRA FARIA – ENFERMAGEM/UFMS