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INFARTO DO MIOCARDIO, Notas de estudo de Patologia

RESUMO SOBRE INFARTO DO MIOCARDIO

Tipologia: Notas de estudo

2020

Compartilhado em 13/11/2020

beatrzfaria
beatrzfaria 🇧🇷

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PATOLOGIA
INFARTO DO M IOCÁRDIO O QUE É?
É a morte de uma área do músculo cardíaco
(miocárdio), cujas células ficaram sem receber sangue
com oxigênio e nutrientes; ou seja, é uma lesão
isquêmica do miocárdio, que deve à falta de oxigênio
e nutrientes.
A interrupção do fluxo sanguíneo para o coração pode
acontecer de várias maneiras. Os vasos
sanguíneos que irrigam o miocárdio,
chamados artérias coronárias, podem apresentar
depósito de gordura e cálcio, levando a uma
obstrução e comprometendo a irrigação do coração.
A gordura vai se acumulando nas paredes das artérias
coronárias e, com o passar do tempo, formam-se
placas (calcificadas ou não), denominadas placas de
ateroma impedindo que o sangue flua livremente.
Então, basta um espasmo, provocado pelo estresse
por exemplo, para que a passagem da circulação se
feche.
Também pode ocorrer de a placa crescer tanto que
obstrui o caminho sanguíneo completamente, ou seja,
quando as placas de gordura ou ateromas entopem
completamente a artéria e o sangue não passa. Dessa
forma, as células no trecho que deixou de ser banhado
pela circulação acabam morrendo.
A interrupção da passagem do sangue nas artérias
coronárias também pode ocorrer devido contração de
uma artéria parcialmente obstruída ou à formação de
coágulos (trombose).
ETIOLOGI A
lt. "in fartu" = cheio, atulhado; "infarcire"= inchar.
Existem dois tipos de infarto do miocárdio, cada um
exibindo morfologia e significado clínico distinto. O
tipo mais comum é o infarto transmural, no qual a
necrose isquêmica envolve a totalidade ou quase-
totalidade da espessura da parede ventricular no
trajeto de uma única parede coronária. Este padrão de
infarto está usualmente associado a aterosclerose
coronário, ruptura de placa e trombose superposta.
Em contraste, o infarto subendocárdico (não
transmural) consiste em uma área de necrose
isquêmica limitada ao terço interno, ou, no máximo,
metade da parede ventricular, estendendo-se, com
frequência, lateralmente, além do território de
perfusão de uma artéria coronária.
SINTOM AS
O principal sinal é a dor muito forte no peito, que pode
se irradiar pelo braço esquerdo e pela região do
estômago.
Dor fixa no peito, que pode variar de fraca a
muito forte, ou sensação de compressão no
peito que geralmente dura cerca de 30
minutos;
Ardor no peito, muitas vezes confundido com
azia, que pode ocorrer associado ou não à
ingestão de alimentos;
Dor no peito que se irradia pela mandíbula
e/ou pelos ombros ou braços (mais
frequentemente do lado esquerdo do corpo);
Ocorrência de suor, falta de ar, náuseas,
vômito, tontura e desfalecimento;
Ansiedade, agitação e sensação de morte
iminente.
Cerca de ⅓ das pessoas não sente a dor típica
do infarto. Esse grupo é formado
principalmente por mulheres, idosos, negros e
pessoas com diabetes ou insuficiência
cardíaca.
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 PATOLOGIA

INFARTO DO MIOCÁRDIO – O QUE É?

É a morte de uma área do músculo cardíaco (miocárdio), cujas células ficaram sem receber sangue com oxigênio e nutrientes; ou seja, é uma lesão isquêmica do miocárdio, que deve à falta de oxigênio e nutrientes. A interrupção do fluxo sanguíneo para o coração pode acontecer de várias maneiras. Os vasos sanguíneos que irrigam o miocárdio, chamados artérias coronárias, podem apresentar depósito de gordura e cálcio, levando a uma obstrução e comprometendo a irrigação do coração. A gordura vai se acumulando nas paredes das artérias coronárias e, com o passar do tempo, formam-se placas (calcificadas ou não), denominadas placas de ateroma impedindo que o sangue flua livremente. Então, basta um espasmo, provocado pelo estresse por exemplo, para que a passagem da circulação se feche. Também pode ocorrer de a placa crescer tanto que obstrui o caminho sanguíneo completamente, ou seja, quando as placas de gordura ou ateromas entopem completamente a artéria e o sangue não passa. Dessa forma, as células no trecho que deixou de ser banhado pela circulação acabam morrendo. A interrupção da passagem do sangue nas artérias coronárias também pode ocorrer devido contração de uma artéria parcialmente obstruída ou à formação de coágulos (trombose).

ETIOLOGIA

lt. "in fartu" = cheio, atulhado; "infarcire"= inchar. Existem dois tipos de infarto do miocárdio, cada um exibindo morfologia e significado clínico distinto. O tipo mais comum é o infarto transmural, no qual a necrose isquêmica envolve a totalidade ou quase- totalidade da espessura da parede ventricular no trajeto de uma única parede coronária. Este padrão de infarto está usualmente associado a aterosclerose coronário, ruptura de placa e trombose superposta. Em contraste, o infarto subendocárdico (não transmural) consiste em uma área de necrose isquêmica limitada ao terço interno, ou, no máximo, metade da parede ventricular, estendendo-se, com frequência, lateralmente, além do território de perfusão de uma artéria coronária. SINTOM AS O principal sinal é a dor muito forte no peito, que pode se irradiar pelo braço esquerdo e pela região do estômago.  Dor fixa no peito, que pode variar de fraca a muito forte, ou sensação de compressão no peito que geralmente dura cerca de 30 minutos;  Ardor no peito, muitas vezes confundido com azia, que pode ocorrer associado ou não à ingestão de alimentos;  Dor no peito que se irradia pela mandíbula e/ou pelos ombros ou braços (mais frequentemente do lado esquerdo do corpo);  Ocorrência de suor, falta de ar, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento;  Ansiedade, agitação e sensação de morte iminente. Cerca de ⅓ das pessoas não sente a dor típica do infarto. Esse grupo é formado principalmente por mulheres, idosos, negros e pessoas com diabetes ou insuficiência cardíaca.

PREVENÇÃO

Evite o cigarro, o estresse, os alimentos ricos em colesterol e o sedentarismo, que são os principais fatores de risco. Também não deixe de controlar a pressão arterial.

TRAT AM ENTO

Em primeiro lugar, deve-se correr contra o relógio, procurando um atendimento imediato — a área do músculo morta cresce feito uma bola de neve com o passar do tempo. Se ficar grande demais, o coração não terá a menor chance de se recuperar. Conforme a situação, os médicos podem optar pela angioplastia, em que um cateter é introduzido no braço e levado até a coronária entupida. Ali, ele infla para eliminar o obstáculo gorduroso. Outra saída é a cirurgia: os médicos constroem um desvio da área infartada — a ponte — com um pedaço da veia safena da perna ou da artéria radial ou das artérias mamárias. ANA BEATRIZ PEREIRA FARIA – ENFERMAGEM/UFMS