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Introdução às Tecnologias da Informação: Computadores, Internet e Redes, Notas de estudo de Informática

Uma introdução básica sobre computadores, internet e redes. Aborda os recursos de um computador, a representação binária dos dados, o salvamento de arquivos, a navegação na internet, os serviços da internet, o sistema de nomes de domínio e os protocolos tcp/ip e ftp. Além disso, trata-se de alguns termos relacionados a segurança na internet, como spam e firewall.

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 15/04/2012

emerson-calixto-cantanhede-6
emerson-calixto-cantanhede-6 🇧🇷

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Informática

SEMIEXTENSIVO

AVULSO

1. O QUE É INFORMÁTICA?

Informática pode ser considerada como significando “informação automática”, ou seja, a utilização de métodos e técnicas no tratamento automático da informação. Para tal, é preciso uma ferramenta adequada: o computador eletrônico.

Máquina Analítica de Charles Babbage

ENIAC (Electronic Numerical Integrator And Calculator) foi o primeiro computador eletrônico, inventado pelos professores John Eckert e John Mauchly da Universidade da Pennsylvania (E.U.A.), em 1946. Tinha cerca de 18000 válvu- las, ocupava três andares e queimava uma válvu- la a cada dois minutos. John Von Newman, matemático húngaro, formula nos Estados Unidos a proposição prática para computadores universais, que armazenam (^) ENIAC programas em memórias, melhorando o método inicialmente utilizado pelo ENIAC. Esse princípio é utilizado nos computadores até hoje. Em 1951 se inicia a produção em série de computadores (IBM/UNIVAC).

2.3. Gerações Primeira geração. Computadores constituídos de válvulas eletrônicas. Exemplos: ENIAC, UNIVAC I, IBM 701. Segunda geração. Com início nos fins dos anos 50, engloba computadores equipados com transistores organizados em circui-tos impressos. Exemplo: IBM 1401. Começaram a surgir também as linguagens de programação alto nível: Fortran (1957), Cobol (1960), Basic (1964). Terceira geração. Com início em meados da década de 60, Válvulas compreende computadores constituídos de circuitos integrados. Escalas de integração: SSI - Small Scale of Integration MSI - Middle Scale of Integration. Exemplos: IBM /360 e IBM /370. Quarta geração. Com início no princípio da década de 70, são os computadores constituídos de circuitos integrados nas Transistores (^) seguintes escalas:

LSI - Large Scale of Integration VLSI - Very Large Scale of Integration. Exemplos: Os computadores atuais, incluindo os microcomputadores.

3. PEQUENA CRONOLOGIA DA MICROINFORMÁTICA

1975 - Lançamento do primeiro microcomputador: Altair 8080. 1976 - Steve Wozniak e Steve Jobs lançam o computador Apple. No ano seguinte, o Apple II é lançado. 1978 - A Intel lança o microprocessador 8086, que dá início a série de microprocessadores conhecidos como 80x86, que incluem o Intel 80486 e o Pentium. 1979 - Primeiro programa comercial para microcomputadores: a planilha eletrônica VisiCalc. 1980 - Surge o MS-DOS (sistema operacional) da Microsoft (Bill Gates e Paul Allen). 1981 - A IBM apresenta o IBM Personal Computer - o PC. 1982 - É lançado o Lotus 1-2-3, planilha eletrônica que reinou absoluta por vários anos. 1983 - Lançamento do PC-XT (Extended) pela IBM, e do Turbo Pascal pela Borland (Philippe Kahn). 1984 - Lançamento do Macintosh da Apple e do PC-AT (Advanced) da IBM. 1985 - É lançado o Windows 1.0. Surgem os primeiros computadores 386. 1986 - A IBM apresenta o primeiro laptop (computador portátil). 1987 - A Novell passa a dominar o mercado de redes com seu produto NetWare. 1988 - IBM e Microsoft lançam o OS/2 1.0 (sistema operacional). 1989 - Surgem os primeiros computadores 486. 1990 - Lançamento do Windows 3.0, num dos eventos mais “badalados” da história do Software 1992 - Ao adquirir a Fox Software (produtora do sistema gerenciados de banco de dados Foxbase), a Microsoft torna-se a maior figura de todo o mercado de software para PCs. É lançado o OS/2 2.0. 1993 - Surge o Pentium. É lançado o Windows NT e o OS/2 2.1. 1994 - Início do “boom” da Internet. A Internet é uma rede global/mundial de computa- dores. 1995 - Lançamento do Windows 95, primeiro sistema operacional genuíno baseado em janelas da Microsoft. 1996 - O foco da informática passa para a Internet e a Web.

4.3.2. Processamento de Dados Os dados fornecidos ao computador podem ser armazenados para processamento imediato ou posterior. Esse armazenamento de dados é feito na memória do computador, que pode ser volátil (isto é, desaparece quando o computador é desligado), referenciada como memória RAM (Random Access Memory - memória de acesso aleatório), ou pode ser permanente (enquanto não é “apagada” por alguém) através do armazenamento dos dados em unidades como as de disco fixo, que são meios físicos (meio magnético) localizadas no interior do gabinete do computador. Há também os disquetes, que são discos “removíveis”, e mais recentemente os CDs graváveis. O processamento dos dados é feito na CPU - Central Process Unit - unidade de processamento central (ou simplesmente processador, como o Pentium), onde a informação é tratada, sendo lida, gravada ou apagada da memória, sofrendo transformações de acordo com os objetivos que se deseja atingir com o processamento delas.

4.3.3. Saída de Dados Os dados resultantes do processamento das informações pelo computador podem ser apresentadas de inúmeras formas, e por meio de diversos dispositivos. O monitor de vídeo é um dos principais meios para se obter dados de saída do computador: tanto texto normal ou formatado (como em tabelas ou formulários) e gráficos podem ser apresentados ao usuário através desse dispositivo. Se quisermos que os resultados sejam apresentados em papel, podemos fazer uso de impressoras e/ou plotters (para “plotagem” de desenhos); se quisermos levar esses dados para outros computadores, podemos fazer uso, por exemplo, dos disquetes, ou então conectar os computadores em rede (resumidamente, ligá-los através de cabos).

5. HARDWARE BÁSICO

5.1. Unidades de Entrada Para nos comunicarmos com o computador, utilizamos fundamentalmente um teclado (conjuntamente com o monitor), um mouse ou algum outro dispositivo de entrada. Veja- mos.

5.1.1. O Teclado (Keyboard) É o dispositivo de entrada mais utilizado nos computadores. O teclado possui um conjunto de teclas alfabéticas, numéricas, de pontuação, de símbolos e de controles. Quando uma tecla é pressionada, o teclado envia um código eletrônico à CPU, que o interpreta, enviando um sinal para outro periférico que mostra na tela o caractere correspondente. O teclado de um computa- dor é muito semelhante ao de uma máquina de escrever, com algumas teclas especiais, mostradas na tabela a seguir.

TECLA FUNÇÃO

Tecla utilizada para a entrada de dados (confirmar um comando)

Tecla utilizada para alterar o estado de outras teclas: se estiver em maiúsculo inverte para minusculo e vice-versa.

Movimenta entre as paradas de tabulação ou campos.

Provoca o retrocesso dp cursor, apagando os caracteres a esquerda.

Liga ou desliga a opção de maiúsculas do teclado. Só afeta as letras.

No Windows, envia as informações da tela para a área de tranferência.

5.1.2. O Mouse Dispositivo de entrada equipado com dois ou três botões. O mouse é utilizado para posicionar uma seta nas opções da tela, executando-a em seguida com um clique de seu botão, facilitando a operação.

5.1.3. O Scanner Dispositivo de entrada que captura imagens, fotos ou desenhos, transferindo-os para arquivos gráficos, o que permite sua visualização na tela do computador, onde podem ser trabalhados (editados) e depois impressos de volta para o papel, ou armazenados em disco.

5.2. Unidade de Processamento A Unidade Central de Processamento, a UCP (ou CPU - Central Processing Unit), atua como o cérebro do sistema, processando e analisando todas as informações que entram e saem do microcomputador. A UCP é representada pelo microprocessador, também chama- do de Chip, e ele determina o modelo do microcomputador em uso (286, 386, 486, Pentium). Sua velocidade é medida em Hertz (hz), conhecida também como clock do microcomputador. O microprocessador é o cérebro de todo o microcomputador: nele ocorrem os cálculos, operações de movimentação e comparação de dados. Daí a importância de sua velocida- de de operação. Cabe lembrar que a relação entre o clock e a velocidade efetiva de processamento não é linear: existem outros fatores que influenciam na velocidade do equipamento.

5.3. Unidades de Saída Apresentam os resultados finais do processamento, através dos monitores de vídeo, impressoras, etc.

5.3.1. O Vídeo ou Monitor de Vídeo Dispositivo de saída que apresenta imagens na tela, incluindo todos os circuitos necessários de suporte interno. Os monitores de vídeo devem ser cuidado- samente escolhidos, pois são um dos maiores causadores de cansaço no trabalho com o microcomputador. Eles têm sua qualidade medida por Pixels ou pontos. Quanto maior for a densidade desses pontos (quanto menor a distância entre eles), mais precisa será a imagem. Monitor de vídeo Antigamente, o formato mais popular era o CGA (Color Graphics Array), encontrado na maioria dos primeiros microcomputadores. Trata-se do tradicio- nal monitor verde ou âmbar. Hoje o padrão de vídeo é o SVGA (Super Video Graphics Array). O formato CGA, apesar de ser suficiente para aplicações

baseadas em caracteres, como eram a maioria dos programas para o DOS, é totalmente incompatível com produtos baseados em ambientes gráficos, notadamente o ambiente Windows. Programas de ilustração ou de desenho para engenharia exigem o vídeo SVGA.

5.3.2. As Impressoras São dispositivos de saída que passam para o papel o resultado do trabalho desenvolvido no microcomputador, como textos, relatórios, gráficos. Para diferentes tipos de impressão existem diferentes impressoras.

Impressoras Matriciais São ainda bastante comuns no mercado, utilizando um sistema de impressão por impacto de agulhas (normalmente, 9 ou 24) contra uma fita sobre um papel. São bem rápidas, com qualidade de impressão regular. O preço é baixo e sua velocidade é medida em CPS (Caracter Por Segundo), indo até cerca de 800 CPS, coloridas ou não. Muito úteis para impressão de formulários em mais de uma via com papel carbono.

Jato de Tinta Funciona com borrifamento de jatos de tinta, formando minúsculos pontos sobre o papel. São silenciosas e possuem ótima qualidade de impressão, chegando a 1200 DPI (Dot Per Inch, pontos por polegada) ou mais, tornando-se uma boa alternativa para quem não pode comprar uma laser. São relativamente lentas, se comparadas à LaserJet, e geralmente são coloridas. Possuem boa qualidade de impressão, e seu preço é acessível.

Laser Produz cópias de alta qualidade com absoluto silêncio, sendo sua velocidade medida em PPM (Páginas Por Minuto). Existem no mercado impressoras de 4 até 16 PPM. São muito difundidas apesar do custo elevado, tanto em equipamento como em seu material de consumo. Podem ser coloridas, mas nesse caso o preço torna-se proibitivo para aplica- ções não profissionais.

5.4. Memória

5.4.1. Como Funciona Da mesma forma que o cérebro humano, o computador também possui uma memória onde são armazenadas as informações enquanto ele está ligado. A menor unidade utilizá- vel para representação de informações em um computador é o Bit, que assume os valores 0 ou 1. Essa representação, dita binária, está relacionada com o fato da informação ser armazenada fisicamente no computador na forma de uma polaridade elétrica (positivo ou negativo) ou magnética (norte ou sul nos imãs). Como um único bit é insuficiente para representar informações mais complexas, eles são agrupados e combinados. Num primeiro agrupamento, eles são reunidos em conjuntos de oito, recebendo a denominação de Byte (8 bits). Um byte pode representar 256 caracteres diferentes (2 8 ). Quando nos referimos às informações armazenadas em um computador utilizamos, portanto, o termo byte, que corresponde a um caractere. Tendo em vista que a unidade byte é consideravelmente pequena quando indicamos valores mais extensos, utilizamos múltiplos do byte: kilobyte, megabyte, gigabyte, terabyte, etc.

que ocorra uma avaria algum dia, é importantíssimo prevenir-se quanto à perda dessas informações realizandose periodicamente cópias de segurança de seus arquivos, o que é conhecido tecnicamente como back-up.

CD-ROM Os CD-ROMs prestam-se ao armazenamento de grandes volumes de informação, tais como enciclopédias. A tecnologia utilizada nos acionadores encontrados nos microcomputadores ainda não permite sua regravação devido ao alto custo envolvido. Os acionadores ou drives de discos CD-ROM podem reproduzir normalmente os CDs de áudio (o que significa que podemos ouvir músicas enquanto trabalhamos em nossos micros).

DVD - Digital Versatile (Video) Disc Os DVDs são a última tecnologia em armazenamento de dados. Sua capacidade pode chegar a aproximadamente 18 Gb. É o futuro dos discos óticos digitais, a evolução da tecnologia Compact Disc. Assim como o CD (áudio) e o CD-ROM, o sistema DVD é composto de um CD player para ser ligado a TV, ou um DVD-ROM drive para uso em computadores. Além dos discos terem o mesmo tamanho e espessura dos atuais CDs, o DVD mais simples terá capacidade para 18 Gb (capacidade equivalente a mais do que 28 CD-ROMs), que é suficiente para conter mais de 8 horas de filme com alta qualidade de som e de imagem, além de áudio em vários idiomas distintos e vários conjuntos diferentes de legendas.

6. SOFTWARE - PROGRAMAS DE COMPUTADOR

Um programa de computador pode ser definido como uma série de instruções ou declara- ções, em forma aceitável pelo computador, preparada de modo a obter certos resultados. Também chamado de software, esse termo é utilizado para indicar a parte funcional de um computador. Podemos classificar os softwares ou programas em alguns tipos. A seguir é apresentada uma classificação genérica, que não é exaustiva.

6.1. Sistemas Operacionais Como o próprio nome sugere, são softwares destinados à operação do computador. Tem como função principal controlar os diversos dispositivos do computador e servir de comunicação intermediária entre o computador e os outros programas normalmente utilizados, o que permite que esses possam ser executados. O Windows95/98/2000/NT/XP e o DOS são exemplos de sistemas operacionais para microcomputadores. Também podemos citar o OS/2, da IBM, e o UNIX. Um computador, qualquer que seja o seu porte, não funciona sem um sistema operacional.

6.2. Programas Utilitários São programas destinados a facilitar e agilizar a execução de certas tarefas. Existem utilitários, por exemplo, para diagnosticar a situação do computador e seus diversos dispositivos (como o Norton Utilities), para compactar arquivos (como o WinZip), para realização de cópias de segurança (“backups”), etc.

6.3. Programas Aplicativos São os programas destinados a nos oferecer certos tipos de serviços, e podemos incluir nesta categoria os processadores de texto, as planilhas eletrônicas, os programas gráficos e os sistema gerenciadores de banco de dados.

6.3.1. Processadores de Texto Esses aplicativos não se limitam a oferecer uma maneira informatizada de “datilografar” textos. Também podem realizar verificação ortográfica, pré-visualização da impressão, inserção e formatação de figuras e tabelas, geração de etiquetas e cartas para mala direta e a utilização de modelos de documentos, o que os tornam bastante úteis. Uma vez armazenado o texto em um arquivo, que ficará gravado em um disco, ele pode ser alterado livremente e impresso quantas vezes for necessário. Dentre os vários editores disponíveis no mercado, destacamos os seguintes: Word (Microsoft) e WordPerfect (Corel).

6.3.2. Planilhas Eletrônicas ou Planilhas de Cálculo Esses aplicativos trabalham como se fossem “tabelas automáticas” dispostas em folhas (“sheets”), onde diversos dados podem ser armazenados e cálculos efetuados sobre eles, tais como orçamentos, previsões, folhas de pagamento e controle de notas dos alunos. No micro, as folhas transformam-se em uma imagem no vídeo, que pode ser bem maior do que as folhas de papel comumente utilizadas para esse fim. Possuem ainda funções de banco de dados, inserção de figuras e a possibilidade de geração de diversos tipos de

6.5.2. Prevenção Existem vários utilitários para procurar e retirar virus de seu sistema, como o ViruScan (McaFee), AVG (Grisoft) e o Norton AntiVirus (Symantec), mas nada melhor que a prevenção. Para isso, recomenda-se o seguinte: evite utilizar programas piratas; sempre que for utilizar um programa novo, pesquise antes a existência de vírus; se encontrar algum, remova-o; proteja seus disquetes contra gravações indevidas (no disquete de 3½”, use a trava contra gravação); faça sempre cópias de segurança (backup) de seus arquivos, pois assim você terá como recuperá-los em caso de ataque de vírus ou de danos no disco; controle seu sistema quanto ao seu uso por pessoas estranhas ou não autorizadas; sempre verifique seu equipamento logo após terem sido efetuadas nele apresentações de novos programas/sistemas, ou após a intervenção do pessoal da assistência técnica; se for possível, deixe instalado um programa anti-vírus funcionando em “background”, ou seja, enquanto você utiliza o computador - ele irá intervir toda vez que algum vírus se manisfestar ou for encontrado.

Se você ainda não possuiu um anti-virus instalado em seu micro, faça isso o mais breve possível. Existem programas desse tipo disponíveis gratuitamente na Internet: basta reali- zar uma pesquisa. Um bom anti-vírus disponíveis para download gratuíto é o AVG (www.grisoft.com).

7. OPERAÇÃO BÁSICA DO MICROCOMPUTADOR

7.1. Armazenando Dados em um Computador

7.1.1. Arquivos e Pastas Quando realizamos algum trabalho em papel, como escrever um documento, fazer um desenho, um gráfico ou um projeto, ao terminá-lo tomamos o cuidado de guardá-lo em algum lugar, como uma pasta, e posteriormente também guardarmos essa pasta em algum lugar, como uma gaveta de um armário. Além de proteger o trabalho feito, isso permite que possamos recuperá-lo rapidamente quando precisarmos utilizá-lo novamente. Quando produzimos um trabalho em um computador, a mesma situação ocorre: precisa- mos guardar nosso trabalho para podermos utilizá-lo posteriormente. O arquivo eletrônico (ou simplesmente arquivo) é a estrutura lógica utilizada para guardar os nossos dados no computador, da mesma forma que o papel guarda os trabalhos feitos à mão (com canetas ou lápis), datilografados em máquinas de escrever, etc. O ato de guardar um arquivo no computador é denominado salvamento - salvar um arquivo. Salvar trabalhos em computa- dor tem uma grande vantagem em relação ao papel: uma vez salvo um trabalho, ele pode- rá ser impresso ou alterado quantas vezes for necessário, e de forma extremamente fácil, o que não ocorre com os trabalhos feitos em meios não eletrônicos. Os arquivos são salvos em dispositivos denominados discos (que são um meios de armazenamento mag- néticos) e, por uma questão de organização, os arquivos são “colocados” em comparti- mentos denominados pastas ou diretórios. Uma pasta ou diretório (nome utilizado em versões anteriores ao Windows 95, como o Windows 3.xx ou MS-DOS) é um local onde podem ser armazenados arquivos de progra- mas, de documentos, etc. Imagine o disco rígido do computador como uma grande gaveta cheia de pastas. A melhor forma de arrumar a gaveta é etiquetar cada pasta e colocar dentro de cada uma os documentos referentes a ela. Da mesma forma funcionará seu HD (“Hard Disk” - disco rígido, em inglês), porém com uma característica adicional: as pastas em um disco podem conter outras pastas, nesse caso chamadas de subpastas (ou subdiretórios).

7.1.2. Nomes de Arquivos e Pastas Todos os Arquivos e Pastas possuem um nome e uma extensão, separados por um ponto. O nome é obrigatório, a extensão é opcional. Somados o tamanho do nome e da extensão do arquivo pode-se chegar até 256 caracteres.

7.1.3. Extensões de Arquivos A maioria dos programas coloca a extensão automaticamente ao salvar seus arquivos. Os nomes dos arquivos normalmente são convencionados pelo próprio usuário, mas embora as extensões também possam ser, é melhor deixar que o aplicativo que gera o arquivo a coloque automaticamente no nome que você fornecer, pois geralmente elas identificam o tipo de programa que manipula o arquivo em questão, como mostram o exemplos na tabela ao lado. Além disso, se você mudar a extensão de um arquivo o programa que o gerou provavelmente não mais o reconhecerá, e não será mais possível trabalhar com ele. Para que isso não acontecer, basta nunca colocar ponto (.) no nome que definir para o arquivo, deixando o próprio programa colocar a extensão.

7.2.2. Barra de Tarefas

A Barra de Tarefas fica na parte inferior da tela. Ao se executar um programa (uma “tare- fa”), o Windows cria um botão para o programa com a sua descrição (nome) nessa barra. Quando existirem vários programas “abertos” (isto é, sendo utilizados), você poderá ir de um para outro clicando o botão correspondente na barra de tarefas. O Programa sendo utilizado tem seu botão realçado, como é o caso do botão do Word no exemplo mostrado abaixo.

7.2.3. Botão Iniciar É através desse botão que você pode “iniciar” uma série de tarefas em seu computador. Ao clicar sobre ele (uma vez com o botão esquerdo do mouse), aparece normalmente um menu contendo as seguintes opções: Programas: exibe uma lista de programas existentes no equipamento e que podem ser utilizados/executados. Documentos: exibe uma lista de documentos (arquivos) que foram abertos recentemente por diversos tipos de aplicativos. Configurações: permite o acesso a aplicativos de configuração do sistema. Localizar: permite encontrar um arquivo ou uma pasta em algum disco ou drive. Ajuda: inicia a função de ajuda, para tirar dúvidas. Executar: executa programas selecionados. Desligar: executa os procedimentos para finalização ou reinício do uso do computador. Note que ao lado de algumas das opções de menu citados acima existe uma seta. Exem- plo: Programas. Isso indica que ao clicar em Programas, aparecerá um novo menu com todos os programas (ou quase todos) disponíveis no computador.

7.2.4. Executando um Programa Existem duas formas de executar um programa: clicar duas vezes (rapidamente) com o botão esquerdo do mouse sobre o ícone do programa na área de trabalho, se ele existir; clicar no botão Iniciar (uma vez com o botão esquerdo do mouse), selecionar a opção Programas, e procurar pelo programa desejado no menu. Como exemplo, o caminho para se chegar ao programa Paint (um editor gráfico simples) é o seguinte: Iniciar/Programas/Acessórios/Paint.

7.2.5. Janelas dos Programas Nas janelas dos diversos programas utilizados no Windows, alguns elementos são comuns, como os descritos a seguir. Barra de Título. É a barra localizada na parte superior da janela, contendo o nome do aplicativo, e do arquivo por ele sendo manipulado. Posicionando-se o cursor do mouse sobre ela, é possível arrastar toda a janela para outra posição. Moldura. Possibilita que você mude o tamanho de uma janela posicionando o cursor do mouse nas suas bordas. Quando isso acontece, a forma do cursor se altera (para 1 ou 2 ) indicando que é possível mover a borda.

Barra de rolagem Vertical/Horizontal. Situada normalmente à direita/embaixo da janela, ela possibilita visualizar um documento maior que a janela. Para isso, basta posicionar o cursor do mouse sobre a barra e arrastá-la. Barra de Menus. Presente em todos os programas, contém as principais opções disponíveis no aplicativo em questão. Para ter acesso a essas opções, pode ser utilizado o mouse ou o teclado.Caso queira utilizar o teclado, pressione a tecla [Alt] e a letra sublinhada da opção desejada. Para fechar um Programa, clique no ícone [X]. Note que o seu botão na barra de tarefas desaparecerá.

7.3. Windows Explorer

O Windows Explorer é um programa para Windows 95/98/NT que nos permite visualizar, mover, copiar, renomear, excluir, localizar ou criar arquivos ou pastas. Para executar o Windows Explorer, basta clicar com o botão direito sobre a opção Iniciar na barra de tarefas, e em seguida selecionar a opção Explorar. Note que essa janela apresenta à esquerda a estrutura hierárquica das pastas, ou árvore de diretório. À direita, mostra o conteúdo do item selecionado (“clicado”) na árvore à esquerda. Nessa mesma figura o item selecionado é a pasta C:\Arquivos de Programas\Microsoft FrontPage, que está em azul. À direita pode-se ver todo o conteúdo dessa pasta, que inclui tanto arquivos como outras pastas.