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Informatica basica, Notas de estudo de Informática

Informatica basica

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 16/12/2011

fabiano-fanni-10
fabiano-fanni-10 🇧🇷

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PRINCÍPIOS DE INFORMÁTICA UNEMAT-Cáceres
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P RINCÍPIOS DE INFORMÁTICA UNEMAT-Cáceres

CCo Coonnnccceeeiiitttooosss BBBááásssiiicccooosss dddeee IIInnnfffooorrrmmmááátttiiicccaaa

Conteúdo

1. O Q UE É INFORMÁTICA?

Informática pode ser considerada como significando “informação automática”, ou seja, a utilização de métodos e técnicas no tratamento automático da informação. Para tal, é preciso uma ferramenta adequada: o computador eletrônico.

2. O C OMPUTADOR

2.1. O Que é?

O computador é uma máquina que processa dados, orientada por um conjunto de instruções e destinada a produzir resultados completos, com um mínimo de intervenção humana. Entre vários benefícios, podemos citar:

� grande velocidade no processamento e disponibilização de informações;

� precisão no fornecimento das informações;

� próprio para execução de tarefas repetitivas;

� propicia a redução de custos em várias atividades.

2.2. Breve Histórico

� O Ábaco , um instrumento para auxiliar nos cálculos, foi inventado por volta do ano 2000 A.C. Conhecido em chinês como Suan-pan e em japonês como Soroban, ainda é muito utilizado nos países asiáticos e em alguns centros de ensino pelo mundo. Antigo ábaco romano

Blaise Pascal , matemático francês, inventou a primeira máquina de somar (máquina Pascalina) em 1642; construída com rodas dentadas, seu intuito era simplificar o ofício do pai, que era contador. � Gottfried Wilhelm Von Leibnitz , matemático alemão, aperfeiçoou a máquina Pascalina em torno de 1670, introduzindo um mecanismo capaz de multiplicar e dividir.

Joseph Marie Jacquard , técnico de tecelagem francês, criou o tear automático controlado por cartões perfurados, em 1801.

Charles P. Babbage , matemático inglês, projetou a Máquina das Diferenças em 1822, e a Máquina Analítica, em 1833. É considerado o precursor do computador eletrônico digital, pois sua máquina analítica possuia três estágios fundamentais (como os computadores atuais): (a) entrada (com cartões perfurados), (b) processamento utilizando memória (de engrenagens), abrigando o programa em execução e (c) saída. (^) Tear automático de Jacquard � Herman Hollerith , engenheiro americano, inventou um conjunto de máquinas de processamento de dados que operava com cartões perfurados (baseado no tear de Jacquard) para processar o Censo Americano de 1890. � Mark I foi o primeiro computador eletro-mecânico, inventado pelo professor Howard H. Aiken da Universidade de Harvard, nos E.U.A., em 1944;

Máquina Pascalina

Máquina de diferenças de Babagge

ENIAC (Electronic Numerical Integrator And Calculator) foi o primeiro computador eletrônico, inventado pelos professores John Eckert e John Mauchly da Universidade da Pennsylvania (E.U.A.), em 1946. Tinha cerca de 18000 válvulas, ocupava três andares e queimava uma válvula a cada dois minutos.

John Von Newman , matemático húngaro, formula nos Estados Unidos a proposição prática para computadores universais, que armazenam programas em memórias, melhorando o método inicialmente utilizado pelo ENIAC. Esse princípio é utilizado nos computadores até hoje.

� Em 1951 se inicia a produção em série de computadores (IBM/UNIVAC).

Ada Byron King, a condessa de Lovelace, filha de Lord Byron, junto com seu companheiro Charles Babbage, iniciou o ambicioso projeto de construção da Máquina Analítica. Ada é uma das poucas mulheres a figurar na história do processamento de dados. Matemática talentosa, compreendeu o funcionamento da Máquina Analítica e escreveu os melhores relatos sobre o processo. Criou programas para a máquina, tornando-se a primeira programadora de computador do mundo.

2.3. Gerações

Primeira geração. Computadores constituídos de válvulas eletrônicas. Exemplos: ENIAC, UNIVAC I, IBM 701.

Segunda geração. Com início nos fins dos anos 50, engloba computadores equipados com transistores organizados em circuitos impressos. Exemplo: IBM 1401. Começaram a surgir também as linguagens de programação alto nível: Fortran (1957), Cobol (1960), Basic (1964). Válvulas � Terceira geração. Com início em meados da década de 60, compreende computadores constituídos de circuitos integrados. Escalas de integração: � SSI - Small Scale of IntegrationMSI - Middle Scale of Integration. Exemplos: IBM /360 e IBM /370.

ENIAC

ENIAC

Voce sabia?

Transistores

Quarta geração. Com início no princípio da década de 70, são os computadores constituídos de circuitos integrados nas seguintes escalas: � LSI - Large Scale of IntegrationVLSI - Very Large Scale of Integration. Exemplos: Os computadores atuais, incluindo os microcomputadores.

� A programação é elaborada através do uso de uma linguagem de programação. � São usados em aplicações científicas e comerciais. � Possuem a característica de “contar” (por serem discretos - 0 ou 1).

Computadores híbridos

� Reúnem as características dos dois anteriores.

4.2. Organização

Um sistema baseado em computador é, na verdade, composto por hardware e software. Hardware é o nome que se dá para a parte física do computador. É tudo que você pode tocar (mouse, teclado, caixas de som, placas, fios, componentes em geral). Software é o nome que se dá a toda parte lógica do computador. Ou seja, são os programas que você vê funcionar na tela do micro e que dão "vida" ao computador. Sem um software adequado à suas necessidades, o computador, por mais bem equipado e avançado que seja, é completamente inútil.

4.3. Princípio de Funcionamento

O computador não é uma máquina com inteligência^2. Na verdade, é uma máquina com uma grande capacidade para processamento de informações, tanto em volume de dados quanto na velocidade das operações que realiza sobre esses dados. Basicamente, o computador é organizado em três grandes funções ou áreas, as quais são: entrada de dados , processamento de dados e saída de dados.

4.3.1. Entrada de Dados

Para o computador processar nossos dados, precisamos ter meios para fornecê-los a ele. Para isso, o computador dispõe de recursos como o teclado (para digitação, por exemplo, do texto que define um programa de computador), o mouse (para selecionar opções e executar algumas operações em um software qualquer), disquetes e CDs^3 para entrada de dados (gerados provavelmente em algum outro computador), mesas digitalizadoras (muito utilizadas por programas CAD^4 e aplicativos gráficos em geral) e outros.

Perfuradora de Cartões Hollerith. Até não muito tempo atrás (em torno de 1980), quando a utilização de mainframes era comum, a forma de se entrar dados no computador era através de cartões perfurados numa máquina como essa.

4.3.2. Processamento de Dados

Os dados fornecidos ao computador podem ser armazenados para processamento imediato ou posterior. Esse armazenamento de dados é feito na memória do computador, que pode ser volátil (isto é, desaparece quando o computador é desligado), referenciada como memória RAM (Random Access Memory - memória de acesso aleatório), ou pode ser permanente (enquanto não é "apagada" por alguém) através do armazenamento dos dados em unidades como as de disco fixo, que são meios físicos (meio magnético) localizadas no interior do gabinete do computador. Há também os disquetes, que são discos “removíveis”, e mais recentemente os CDs graváveis.

(^2) Existe o conceito de inteligência artificial, que pode ser implementada no computador, porém ela está muito aquém da

inteligência natural 3.

4 Compact Disc. Computer Aided Design, ou Projeto Auxiliado por Computador.

O processamento dos dados é feito na CPU - Central Process Unit - unidade de processamento central (ou simplesmente processador, como o Pentium), onde a informação é tratada, sendo lida, gravada ou apagada da memória, sofrendo transformações de acordo com os objetivos que se deseja atingir com o processamento delas.

4.3.3. Saída de Dados

Os dados resultantes do processamento das informações pelo computador podem ser apresentadas de inúmeras formas, e por meio de diversos dispositivos.

O monitor de vídeo é um dos principais meios para se obter dados de saída do computador: tanto texto normal ou formatado (como em tabelas ou formulários) e gráficos podem ser apresentados ao usuário através desse dispositivo. Se quisermos que os resultados sejam apresentados em papel, podemos fazer uso de impressoras e/ou plotters (para "plotagem" de desenhos); se quisermos levar esses dados para outros computadores, podemos fazer uso, por exemplo, dos disquetes , ou então conectar os computadores em rede (resumidamente, ligá-los através de cabos).

5. H ARDWARE B ÁSICO

Disquetes CD-Rom Teclado/Vídeo Mouse Mesa digitalizadora

Seção de Controle

Seção de Aritmética e lógica

U C P (1)

(input)

Entrada (output)

Saída

Memória Principal Envio dos dados para serem processados

Obtenção dos resultados requeridos

Monitor de vídeo Impressoras Plotters Disquetes

Processamento de Dados

Organização e estrutura básica do microcomputador - hardware.

5.1. Unidades de Entrada

Para nos comunicarmos com o computador, utilizamos fundamentalmente um teclado (conjuntamente com o monitor), um mouse^5 ou algum outro dispositivo de entrada. Vejamos.

5.1.1. O Teclado (Keyboard)

É o dispositivo de entrada mais utilizado nos computadores. O teclado possui um conjunto de teclas alfabéticas, numéricas, de pontuação, de símbolos e de controles. Quando uma tecla é pressionada, o teclado envia um código eletrônico à CPU , que o interpreta, enviando um sinal para outro periférico que mostra na tela o caractere correspondente. O teclado de um computador é muito semelhante ao de uma máquina de escrever, com algumas teclas especiais, mostradas na tabela a seguir. Teclado

TECLA 6 FUNÇÃO

Enter ,

Tecla utilizada para a entrada de dados (encerrar um comando).

Shift ,

Tecla usada para alterar o estado de outras teclas: se estiver em maiúsculo inverte para minúsculo e vice-versa. Tab , Movimenta-se entre as paradas de tabulação automaticamente. Back , Provoca o retrocesso do cursor, apagando os caracteres à esquerda.

(^5) Em inglês, teclado é keyboard. Mouse significa rato: esse dispositivo parece com um. (^6) A formas das teclas podem mudar de um equipamento para outro. Porém, as teclas aqui mostradas sempre existirão: é só

descobrir a tecla equivalente se você não encontrar alguma exatamente igual às mostradas nessa tabela.

Na tabela abaixo temos a relação de alguns microprocessadores e suas velocidades (ou clocks) de operação. O microprocessador é o cérebro de todo o microcomputador: nele ocorrem os cálculos, operações de movimentação e comparação de dados. Daí a importância de sua velocidade de operação. Cabe lembrar que a relação entre o clock e a velocidade efetiva de processamento não é linear: existem outros fatores que Chip do microprocessador influenciam na velocidade do equipamento.

Nome popular do micro que utiliza o microprocessador Micro Processador^ Velocidades disponíveis (MHz) PC 8086 4,77/8/ PC/XT 8088 4,77/8/ PC/AT 80286 8/10/12, 386 80386-SX 16/20/33/ 386 80386-DX 12,5/16/20/25/33/ 486 80486-SX 25/33/ 486 80486-SX2 50/ 486 80486-DLC* 40/ 486 80486-DX 33/

486 80486-DX2 50/66/

DX$ DX4 75/100/120/ PENTIUM PENTIUM 75/90/120/150/166/ PENTIUM II PENTIUM II 200/ : : :

5.3. Unidades de Saída

Apresentam os resultados finais do processamento, através dos monitores de vídeo, impressoras, etc.

5.3.1. O Vídeo ou Monitor de Vídeo

Dispositivo de saída que apresenta imagens na tela, incluindo todos os circuitos necessários de suporte interno. Os monitores de vídeo devem ser cuidadosamente escolhidos, pois são um dos maiores causadores de cansaço no trabalho com o microcomputador. Eles têm sua qualidade medida por Pixels ou pontos. Quanto maior for a densidade desses pontos (quanto menor a distância entre eles), mais precisa será a imagem. Monitor de vídeo

Antigamente, o formato mais popular era o CGA ( Color Graphics Array ), encontrado na maioria dos primeiros microcomputadores. Trata-se do tradicional monitor verde ou âmbar. Hoje o padrão de vídeo é o SVGA ( Super Video Graphics Array ). O formato CGA , apesar de ser suficiente para aplicações baseadas em caracteres, como eram a maioria dos programas para o DOS , é totalmente incompatível com produtos baseados em ambientes gráficos, notadamente o ambiente Windows. Programas de ilustração ou de desenho para engenharia exigem o vídeo SVGA.

5.3.2. As Impressoras

São dispositivos de saída que passam para o papel o resultado do trabalho desenvolvido no microcomputador, como textos, relatórios, gráficos. Para diferentes tipos de impressão existem diferentes impressoras.

1 KiloByte= 1 Kb = 1024 bytes 1 MegaByte = 1 Mb = 1024 Kb 1 GigaByte = 1 Gb = 1024 Mb

Impressoras Matriciais

São ainda bastante comuns no mercado, utilizando um sistema de impressão por impacto de agulhas (normalmente, 9 ou 24) contra uma fita sobre um papel. São bem rápidas, com qualidade de impressão regular. O preço é baixo e sua velocidade é medida em CPS (Caracter Por Segundo), indo até cerca de 800 CPS, coloridas ou não. Muito úteis para impressão de formulários em mais de uma via com papel carbono.

Jato de tinta - Deskjet Funciona com borrifamento de jatos de tinta, formando minúsculos pontos sobre o papel. São silenciosas e possuem ótima qualidade de impressão, chegando a 1200 DPI ( Dot Per Inch , pontos por polegada) ou mais, tornando-se uma boa alternativa para quem não pode comprar uma laser. São relativamente lentas, se comparadas à LaserJet, e geralmente são coloridas. Possuem boa qualidade de impressão, e seu preço é acessível.

Laser - LaserJet

Produz cópias de alta qualidade com absoluto silêncio, sendo sua velocidade medida em PPM (Páginas Por Minuto). Existem no mercado impressoras de 4 até 16 PPM. São muito difundidas apesar do custo elevado, tanto em equipamento como em seu material de consumo. Podem ser coloridas, mas nesse caso o preço torna-se proibitivo para aplicações não profissionais.

5.4. Memória

5.4.1. Como Funciona

Da mesma forma que o cérebro humano, o computador byte também possui uma memória onde são armazenadas as (^) bit informações enquanto ele está ligado. A menor unidade

utilizável para representação de informações em um = A= A

computador é o Bit , que assume os valores 0 ou 1. 0 1 0 0 0 0 0 1 ( código ASCII

Memória do Computador byte byte byte

byte byte byte

byte byte byte

Memória do Computador byte byte byte

byte byte byte

byte byte byte

byte byte byte

byte byte byte

byte byte byte

Essa representação, dita binária, está relacionada com o fato da informação ser armazenada fisicamente no computador na forma de uma polaridade elétrica (positivo ou negativo) ou magnética (norte ou sul nos imãs). Como um único bit é insuficiente para representar informações mais complexas, eles são agrupados e combinados. Num primeiro agrupamento, eles são reunidos em conjuntos de oito, recebendo a denominação de Byte (8 bits). Um byte pode representar 256 caracteres diferentes (2^8 )

Quando nos referimos às informações armazenadas em um computador utilizamos, portanto, o termo byte , que corresponde a 1 KiloByte = 1 Kb = 1024 bytes um caractere. Tendo em consideravelmente pequena

vista que a unidade byte é quando indicamos valores mais

1 MegaByte = 1 Mb = 1024 Kb

extensos, utilizamos múltiplos do byte : kilobyte, megabyte, 1 GigaByte = 1 Gb = 1024 Mb gigabyte, terabyte, etc.

5.4.2. Memória RAM

Para efetuar os cálculos, comparações, rascunhos e outras operações necessárias ao seu funcionamento, os computadores possuem uma memória de trabalho chamada de RAM ( Random Access Memory , ou memória de acesso aleatório). A informação armazenada nessa memória é apenas temporária. Se você quiser preservar essa informação, que pode representar horas de

DVD - Digital Versatile (Video) Disc

Os DVDs são a última tecnologia em armazenamento de dados. Sua capacidade pode chegar a aproximadamente 4,7 Gb. Por ser uma tecnologia nova, podemos afirmar que ainda não existe um consenso dos fabricantes quanto a sua utilidade, porém ele tem uma característica importante, que é a regravação. Especula-se que eles substituirão as fitas de vídeo. É o futuro dos discos óticos digitais, a evolução da tecnologia Compact Disc.

Assim como o CD (áudio) e o CD-ROM, o sistema DVD é composto de um CD player para ser ligado a TV, ou um DVD-ROM drive para uso em computadores. Além dos discos terem o mesmo tamanho e espessura dos atuais CDs, o DVD mais simples terá capacidade para 4,7 Gb (capacidade equivalente a mais do que 7 CD-ROMs), que é suficiente para conter mais de 2 horas de filme com alta qualidade de som e de imagem, além de áudio em 3 idiomas distintos e 4 conjuntos diferentes de legendas.

Capacidades dos Discos

A tabela a seguir apresenta as diferentes capacidades de armazenamento de informações dos diferentes discos existentes. Note que as capacidades são sempre propostas em termos de bytes , cada byte correspondendo a um caractere (letra, número ou símbolo). Quanto maior a capacidade do disco, maior a quantidade de informações que podemos armazenar.

Dispositivo Tamanho Capacidade

Disquete 3½" 1,44 Mbytes Winchester Vários 6 Gbytes já é comum CD-ROM 5¼" Cerca de 650 Mbytes DVD 5¼" Mais ou Menos 4,7 G bytes

6. S OFTWARE - PROGRAMAS DE C OMPUTADOR

Um programa de computador pode ser definido como uma série de instruções ou declarações, em forma aceitável pelo computador, preparada de modo a obter certos resultados. Também chamado de software, esse termo é utilizado para indicar a parte funcional de um computador.

Podemos classificar os softwares ou programas em alguns tipos. A seguir é apresentada uma classificação genérica, que não é exaustiva.

6.1. Sistemas Operacionais

Como o próprio nome sugere, são softwares destinados à operação do computador. Tem como função principal controlar os diversos dispositivos do computador e servir de comunicação intermediária entre o computador e os outros programas normalmente utilizados, o que permite que esses possam ser executados. O Windows95/98/2000/NT/XP e o DOS são exemplos de sistemas operacionais para microcomputadores. Também podemos citar o OS/2, da IBM, e o UNIX.

Um computador, qualquer que seja o seu porte, não funciona sem um sistema operacional.

6.2. Programas Utilitários

São programas destinados a facilitar e agilizar a execução de certas tarefas. Existem utilitários, por exemplo, para diagnosticar a situação do computador e seus diversos dispositivos (como o Norton Utilities), para compactar arquivos (como o WinZip), para realização de cópias de segurança ("backups"), etc.

6.3. Programas Aplicativos

São os programas destinados a nos oferecer certos tipos de serviços, e podemos incluir nesta categoria os processadores de texto, as planilhas eletrônicas, os programas gráficos e os sistema gerenciadores de banco de dados.

6.3.1. Processadores de Texto

Esses aplicativos não se limitam a oferecer uma maneira informatizada de “datilografar” textos. Também podem realizar verificação ortográfica, pré-visualização da impressão, inserção e formatação de figuras e tabelas, geração de etiquetas e cartas para mala direta e a utilização de modelos de documentos, o que os tornam bastante úteis. Uma vez armazenado o texto em um arquivo, que ficará gravado em um disco, ele pode ser alterado livremente e impresso quantas vezes for necessário.

Dentre os vários editores disponíveis no mercado, destacamos os seguintes: Word (Microsoft) e WordPerfect (Corel).

6.3.2. Planilhas Eletrônicas ou Planilhas de Cálculo

Esses aplicativos trabalham como se fossem “tabelas automáticas” dispostas em folhas (“sheets”), onde diversos dados podem ser armazenados e cálculos efetuados sobre eles, tais como orçamentos, previsões, folhas de pagamento e controle de notas dos alunos. No micro, as folhas transformam-se em uma imagem no vídeo, que pode ser bem maior do que as folhas de papel comumente utilizadas para esse fim. Possuem ainda funções de banco de dados, inserção de figuras e a possibilidade de geração de diversos tipos de gráficos.

Dentre as mais comuns, destacamos o MS-Excel, o Lotus 1-2-3 e o Quatro Pro.

6.3.3. Programas Gráficos

Permitem a criação de figuras e desenhos, sendo que alguns possuem recursos extras para animação. Podem ser conjugados com programas que adicionam sons juntos às imagens. Existem desde os mais simples em termos de recursos e de facilidade de utilização até os altamente complexos, capazes de produzir desenhos detalhados de peças mecânicas e plantas de edifícios.

Dentre os mais simples, temos o Paint (antigamente Paintbrush ) e o Photo Editor , fornecidos junto com o Windows. Dentre os mais sofisticados destacam-se o Corel Draw , o Adobe PhotoShop e o 3D Studio , para uso artístico, e os programas CAD (como o AutoCad ), utilizado para projetos mecânicos, arquitetônicos, etc.

6.3.4. Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados

Trata-se de uma coleção de programas que prestam-se ao controle de grandes volumes de informações. Permitem efetuar cálculos com os dados por eles gerenciados, criação de gráficos e de relatórios. Para uso em microcomputadores, podemos citar o Paradox, o MS-Access e o Personal Oracle.

6.4. Compiladores e Interpretadores

São programas utilizados para construir outros programas, e se caracterizam pelo tipo de linguagem utilizada para realizar essa tarefa. Os softwares citados anteriormente foram criados a partir do uso de compiladores ou de interpretadores, que são programas que analisam e traduzem para a linguagem do computador (linguagem de máquina) um conjunto específico de comandos ou instruções escritos em uma linguagem de programação, permitindo o controle do funcionamento da máquina. Exemplos dessas linguagens: Fortran, Assembly, Basic, Delphi, Visual Basic, C, C++, Java, HTML.

6.5. Vírus Eletrônico de Computador

6.5.1. O Que é?

Um vírus eletrônico é um programa ou fragmento de programa que se instala em uma máquina sem que o usuário perceba, e nela começa a se reproduzir (gerar cópias de si mesmo). A forma de "contágio" mais comum era, até pouctempo, a execução de programas piratas^7 , de origem

(^7) Cópia não autorizada de um programa de computador.

7. O PERAÇÃO B ÁSICA DO M ICROCOMPUTADOR

7.1. Armazenando Dados em um Computador

7.1.1. Arquivos e Pastas

Quando realizamos algum trabalho em papel, como escrever um documento, fazer um desenho, um gráfico ou um projeto, ao terminá-lo tomamos o cuidado de guardá-lo em algum lugar, como uma pasta, e posteriormente também guardarmos essa pasta em algum lugar, como uma gaveta de um armário. Além de proteger o trabalho feito, isso permite que possamos recuperá-lo rapidamente quando precisarmos utilizá-lo novamente.

Quando produzimos um trabalho em um computador, a mesma situação ocorre: precisamos guardar nosso trabalho para podermos utilizá-lo posteriormente. O arquivo eletrônico (ou simplesmente arquivo ) é a estrutura lógica utilizada para guardar os nossos dados no computador, da mesma forma que o papel guarda os trabalhos feitos à mão (com canetas ou lápis), datilografados em máquinas de escrever, etc. O ato de guardar um arquivo no computador é denominado salvamento - salvar um arquivo. Salvar trabalhos em computador tem uma grande vantagem em relação ao papel: uma vez salvo um trabalho, ele poderá ser impresso ou alterado quantas vezes for necessário, e de forma extremamente fácil, o que não ocorre com os trabalhos feitos em meios não eletrônicos. Os arquivos são salvos em dispositivos denominados discos (que são um meios de armazenamento magnéticos) e, por uma questão de organização, os arquivos são “colocados” em compartimentos denominados pastas ou diretórios. Uma pasta ou diretório (nome utilizado em versões anteriores ao Windows 95, como o Windows 3.xx ou MS-DOS) é um local onde podem ser armazenados arquivos de programas, de documentos, etc. Imagine o disco rígido do computador como uma grande gaveta cheia de pastas. A melhor forma de arrumar a gaveta é etiquetar cada pasta e colocar dentro de cada uma os documentos referentes a ela. Da mesma forma funcionará seu HD (“Hard Disk” - disco rígido, em inglês), porém com uma característica adicional: as pastas em um disco podem conter outras pastas, nesse caso chamadas de subpastas (ou subdiretórios).

7.1.2. Nomes de Arquivos e Pastas

Todos os Arquivos e Pastas possuem um nome e uma extensão, separados por um ponto. O nome é obrigatório e pode possuir até 256 caracteres (no Windows 95); a extensão é nome do arquivo ou pasta extensão opcional e pode conter até 3 caracteres.

7.1.3. Extensões de Arquivos

A maioria dos programas coloca a extensão automaticamente ao salvar seus arquivos. Os nomes dos arquivos normalmente são

Extensão Significado .BAK (^) arquivo de cópia de reserva ( backup ) .BMP arquivo de figura (imagem bitmap) convencionados pelo próprio usuário, mas embora as extensões também possam ser, é melhor deixar que o aplicativo que gera o arquivo a coloque automaticamente no nome que você fornecer, pois geralmente elas identificam o tipo de programa que manipula o arquivo em questão, como mostram o exemplos na tabela ao lado.

Disco Rígido / “Winchester”

Relatório. doc � �

.DOC (^) arquivo de documento Word .EXE (^) arquivo executável - programa .HLP arquivo de ajuda (HELP) .TXT (^) arquivo texto .XLS (^) arquivo gerado pela planilha Excel .ZIP (^) arquivo compactado gerado pelo Winzip

Além disso, se você mudar a extensão de um arquivo o programa que o gerou provavelmente não mais o reconhecerá, e não será mais possível trabalhar com ele. Para que isso não acontecer, basta nunca colocar ponto (.) no nome que definir para o arquivo, deixando o próprio programa colocar a extensão.

7.2. Windows

Como já foi visto, o Windows é um sistema operacional, sendo um dos primeiros programas a serem executados pelo computador. Sua função é deixar o computador pronto para operação. Através de um ambiente multitarefa, o Windows gerencia todo o processamento do computador, permitindo ao usuário executar vários programas simultaneamente.

7.2.1. Tela Inicial - Área de Trabalho

Após a inicialização do computador (procedimento de entrada em funcionamento), aparece uma tela semelhante à mostrada ao lado: é o que se denomina Área de Trabalho ( “DeskTop” ).

Os Ícones presentes na Área de Trabalho dependem dos recursos disponíveis e da configuração estabelecida pelo usuário, variando, portanto, de equipamento para equipamento. Porém, alguns ícones estão sempre presentes, como os seguintes:

Meu Computador (1) – permite o acesso aos discos existentes no equipamento, às impressoras e a aplicativos de configuração do computador.

Lixeira (2) – local de armazenamento temporário para os arquivos excluídos. Caso tenha se arrependido de excluir (apagar) algum arquivo, é possível recuperá-lo. Isso é detalhado mais adiante.

7.2.2. Barra de Tarefas

A Barra de Tarefas fica na parte inferior da tela. Ao se executar um programa (uma “tarefa”), o Windows cria um botão para o programa com a sua descrição (nome) nessa barra. Quando existirem vários programas “abertos” (isto é, sendo utilizados), você poderá ir de um para outro clicando o botão correspondente na barra de tarefas. O Programa sendo utilizado tem seu botão realçado, como é o caso do botão do Word no exemplo mostrado abaixo (Windows 98).

7.2.3. Botão Iniciar

É através desse botão que você pode “iniciar” uma série de tarefas em seu computador. Ao clicar sobre ele (uma vez com o botão esquerdo do mouse), aparece normalmente um menu contendo as seguintes opções:

Programas : exibe uma lista de programas existentes no equipamento e que podem ser utilizados/executados.

Documentos : exibe uma lista de documentos (arquivos) que foram abertos recentemente por diversos tipos de aplicativos.

Configurações : permite o acesso a aplicativos de configuração do sistema.

Localizar : permite encontrar um arquivo ou uma pasta em algum disco ou drive.

7.3. Windows Explorer

O Windows Explorer é um programa para Windows 95/98/NT que nos permite visualizar, mover, copiar, renomear, excluir, localizar ou criar arquivos ou pastas. Para executar o Windows Explorer, basta clicar com o botão direito sobre a opção Iniciar na barra de tarefas, e em seguida selecionar a opção Explorar.

Note que essa janela apresenta à esquerda a estrutura hierárquica das pastas, ou árvore de diretório. À direita, mostra o conteúdo do item selecionado (“clicado”) na árvore à esquerda. Nessa mesma figura o item selecionado é a pasta C:\Arquivos de Programas\Microsoft FrontPage , que está em azul. À direita pode-se ver todo o conteúdo dessa pasta, que inclui tanto arquivos como outras pastas.

7.3.1. Drives

Na figura ao lado é possível observar na árvore de diretório algumas letras seguidas de dois pontos (:). Essa é a forma de se identificar drives (acionadores, ou dispositivos acionadores) de disco, ou unidades de disco. Geralmente, cada letra está associada a um único acionador de disco: A: indica o drive de disquete de 3½” na figura ao lado.

Entretanto, não necessariamente isso é verdade sempre. No caso de discos rígidos (“winchester”) é possível associar dois ou mais “ drives lógicos” a um único drive físico (o disco): C: e D: podem referenciar-se a um mesmo acionador de disco rígido, com as informações ou dados particionados no disco.

C: D: E:

Disco

Disco com vários “drives lógicos” para um mesmo “drive físico”.

Associando-se um mesmo drive lógico a mais de um disco (ou drive físico) pode significar uma melhor performance no processo de acesso aos dados no disco, pois duas cabeças de leitura e gravação estarão disponíveis nessa situação.

“Drive lógico” associado a dois discos (“drives físicos”) diferentes.

C:

Disco 1

Disco 2

7.3.2. Principais Operações

Na tabela abaixo estão resumidas as principais operações que podem ser realizadas através do Windows Explorer. Os procedimentos mostrados são aplicáveis às várias versões do Windows.

Operação Procedimento Observações

Copiar Pasta ou Arquivo entre Pastas

Selecionar a pasta ou arquivo desejado, clicar em editar/copiar. Ir até o local de destino e clicar em editar/colar.

O arquivo ou pasta será copiado do local de origem para o de destino.

Copiar um Disquete Colocar o disquete no drive A:, clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone correspondente (Disquete de 3½” ( A: ) ) e selecionar a opção Copiar disco.... Seguir as instruções.


Criar Pasta (^) Selecionar o local (pasta) em que a pasta será criada. Selecionar a opção Arquivo/Novo/Pasta

Digite o nome da pasta desejada e tecle enter.

Excluir Pasta ou Arquivo

Selecionar o arquivo ou pasta desejada e pressionar a tecla [Del] ou [Delete].


Formatar um Disquete

Colocar o disquete na unidade A: e clicar com o botão direito sobre Disquete de 3½” ( A:). No menu que aparecer, selecionar Formatar. Em seguida, Selecionar a opção Completa (recomendável) e clicar no botão Iniciar.

Se o programa avisar que não é possível formatar a unidade por ela estar em uso (Windows NT), selecione outra qualquer (c:, por exemplo) com o botão esquerdo, e só depois clique apenas o botão direito com o mouse sobre Disquete de 3½” ( A: ).