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ICSI: Técnica de Reprodução Assistida para Infertilidade Masculina, Esquemas de Biologia

A injeção intracitoplasmática (icsi) é uma técnica de reprodução assistida utilizada principalmente para resolver infertilidade masculina. Consiste na fecundação artificial de um espermatozoide com um oócito ii, que depois é transferido para o útero da mulher. Neste documento, aprenderemos sobre o procedimento, quais são os casos em que é escolhida, e quais são os riscos associados.

Tipologia: Esquemas

2022

Compartilhado em 30/05/2022

laura-marques-46
laura-marques-46 🇵🇹

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Resumo: A Injeção Intracitoplasmática (ICSI) é uma técnica de reprodução assistida utilizada sobretudo para solucionar a infertilidade masculina.
Este método consiste na fecundação em laboratório de um espermatozoide com um oócito II, ambos previamente recolhidos, sendo depois o embrião
transferido para o útero da mulher. (1)
Abstract: Intracytoplasmatic Injection (ICSI) is an assisted reproduction technique mostly used to overcome male infertility. This method consists of
laboratory fertilization of a spermatozoon with an oocyte II, which were previously collected. Later the embryo is transferred to the woman’s uterus.
INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA
António Novo, Laura Marques e Rafael Vieira
A injeção intracitoplasmática (ICSI) é uma técnica de reprodução assistida e está associada à reprodução
In Vitro. Consiste na introdução artificial de um espermatozoide dentro de um oócito II, provocando a
fecundação. Posteriormente, o embrião é transferido para o útero ou para as Trompas de Falópio.
Objetivos:
-Dar a conhecer ao público a existência desta técnica de reprodução ;
-Explicar e descrever o seu procedimento;
-Informar em que casos esta técnica é elegida para os pacientes;
-Instruir as pessoas sobre os riscos associados à ICSI
Homens cujo esperma possua uma baixa concentração de
espermatozoides; (4)
Homens cujas vias genitais estão obstruídas;
Homens com astenozoospermia;
Esperma de baixa qualidade;
Se a mulher usar esperma de um dador;
Se a mulher usar óvulos ou esperma congelados;
Se a membrana externa do óvulo da mulher for demasiado espessa ou
forte.
Efeitos secunrios/riscos:
Risco de ocorrer hiperestimulação ovariana (3)
Risco de uma gravidez Múltipla (leva ao abandono do tratamento)
Transmissão de anomalias para a próxima geração
Bibliografia:
1-
https://www.fertility.com/pt-pt/fertilizacao-in-vitro/fase-2-no-laboratorio/injecao-intracitoplasmatica-e
spermatozoides.html
(11/11/2021)
2- https://arturdzik.com.br/injecao-intracitoplasmatica-icsi/ (24/11/2021)
3-
https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/ovarian-hyperstimulation-syndrome-ohss/symptoms-
causes/syc-20354697
(10/12/2021)
Descrição:
O procedimento da ICSI inicia-se pela estimulação ovárica, que
tem como objetivo o desenvolvimento de múltiplos folículos
prontos para múltiplas ovulações.
De maneira a estimular o desenvolvimento dos folículos e a
impedir que a ovulação ocorra precocemente, faz-se um
tratamento conjugado com gonadoestimulinas e agonistas ou
antagonistas, mantendo os níveis de FSH e LH altos e dentro de
concentrações restritas ao longo de todo o ciclo. Isto previne a
degradação de folículos nos ovários e ainda certifica a maturação
destes no momento de recolha.
Para induzir a ovulação é geralmente utilizado citrato de
clomifeno, que é administrado por injeção. 36 a 38 horas depois
dá-se a colheita de oócitos, que consiste na introdução de uma
sonda ecográfica na vagina, seguida da introdução de uma agulha
muito fina que a atravessa até aos folículos para recolher os
oócitos II. Caso não seja possível remover gâmetas com este
procedimento pode ser utilizada uma cirurgia abdominal ou
laparoscopia para guiar a agulha.
Os óvulos recuperados são então analisados ao microscópio, sendo
os mais saudáveis levados para laboratório onde serão preparados
para a fertilização.
No dia da colheita de óvulos é necessário proceder à recolha de
sémen, geralmente por masturbação. Caso o esperma obtido não
contenha gâmetas (azoospermia), pode fazer-se a extração
testicular de espermatozóides (TESE), a aspiração microcirúrgica
de espermatozóides do epidídimo, MESA, ou a aspiração
percutânea de espermatozoides do epidídimo, PESA. (2) Os
espermatozoides podem ser utilizados mesmo se não possuírem
mobilidade.
Tendo os gâmetas masculino e feminino prontos, o
embriologista injeta um único espermatozóide diretamente dentro
do óvulo, podendo vários ovos serem fertilizados. Após a
fecundação, os embriões têm de se desenvolver fora do corpo
antes de estarem prontos para serem transferidos para o útero.
Crescem, assim, dentro de uma incubadora ao longo de 3-5 dias,
pois são muito frágeis e a menor alteração no ambiente de
incubação pode afetar o seu desenvolvimento.
Após este processo, um ou dois embriões são transferidos para o
útero. O clínico introduz um espéculo na vagina para manter as
paredes vaginais afastadas e introduz um cateter aatravessar o
orifício cervical. O tubo será ligado a uma seringa que contém o
embrião ou embriões selecionados. O especialista em fertilidade
injeta então o conteúdo no útero através do cateter. (1)
A duração pode variar dependendo do casal e do número de
ciclos que pretende realizar.
Casos em que se aplica:
12
4- Elisa Ribeiro, João Carlos Silva, Óscar Oliveira (2019). Biodesafios 12, 1º edição, 10º Tiragem
(21/11/2021)
5- https://modernfertility.com/blog/icsi-success-rates/ (01/08/2021)
6- https://www.fertilityclinicsabroad.com/ivf-abroad/ivf-portugal/ (01/12/2021)
7- https://www.cnpma.org.pt/cidadaos/Paginas/faqs.aspx (08/12/2021)
Conclusão:
Apesar da ICSI apresentar, de acordo com a American Society for
Reproductive Medicine, taxas de sucesso de fertilização de 50-80% (5),
a taxa de sucesso efetiva é muito menor. Com base num estudo de
2019, observa-se que, na verdade, este valor ronda os 25%, ou seja,
apenas 1 em cada 4 rondas de ICSI resulta num nascimento. Isto deve-
se, maioritariamente, ao facto dos ovos não se tornarem embriões
viáveis ou poderem ser danificados. Além disso, mesmo que a
fecundação seja bem sucedida, nem sempre se dá a nidação.
Em Portugal, os preços para a realização deste procedimento podem
variar entre os 3350€ e os 8,000 (6). No entanto, os casais podem
proceder à ICSI após tentarem outras técnicas de procriação menos
invasivas. De acordo com a lei portuguesa, para a realização da ICSI é
necessária a assinatura do consentimento informado. Além disso, é
estipulado que apenas deve haver fecundação dos oócitos a inseminar
em cada processo, que deve ter em conta a situação clínica do casal.
Além disso é ilegal uma mulher ser inseminada com sémen de um
falecido, ainda que este haja consentido no ato de inseminação. (7)
Concluindo, apesar da ICSI ter uma percentagem de sucesso
semelhante quando comparada com casais com esperma normal, esta
deve ser utilizada apenas como último recurso.
Efeitos secundários/riscos:

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Resumo: A Injeção Intracitoplasmática (ICSI) é uma técnica de reprodução assistida utilizada sobretudo para solucionar a infertilidade masculina.

Este método consiste na fecundação em laboratório de um espermatozoide com um oócito II, ambos previamente recolhidos, sendo depois o embrião transferido para o útero da mulher. ( 1 )

Abstract: Intracytoplasmatic Injection (ICSI) is an assisted reproduction technique mostly used to overcome male infertility. This method consists of

laboratory fertilization of a spermatozoon with an oocyte II, which were previously collected. Later the embryo is transferred to the woman’s uterus.

INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA

António Novo, Laura Marques e Rafael Vieira

A injeção intracitoplasmática (ICSI) é uma técnica de reprodução assistida e está associada à reprodução

In Vitro. Consiste na introdução artificial de um espermatozoide dentro de um oócito II, provocando a

fecundação. Posteriormente, o embrião é transferido para o útero ou para as Trompas de Falópio.

Objetivos:

-Dar a conhecer ao público a existência desta técnica de reprodução ; -Explicar e descrever o seu procedimento; -Informar em que casos esta técnica é elegida para os pacientes; -Instruir as pessoas sobre os riscos associados à ICSI

  • (^) Homens cujo esperma possua uma baixa concentração de espermatozoides; (4)
  • (^) Homens cujas vias genitais estão obstruídas;
  • (^) Homens com astenozoospermia;
  • (^) Esperma de baixa qualidade;
  • (^) Se a mulher usar esperma de um dador;
  • (^) Se a mulher usar óvulos ou esperma congelados;
  • (^) Se a membrana externa do óvulo da mulher for demasiado espessa ou forte.

Efeitos secundários/riscos:

  • (^) Risco de ocorrer hiperestimulação ovariana (3)
  • (^) Risco de uma gravidez Múltipla (leva ao abandono do tratamento)
  • (^) Transmissão de anomalias para a próxima geração

Bibliografia:

1- https://www.fertility.com/pt-pt/fertilizacao-in-vitro/fase-2-no-laboratorio/injecao-intracitoplasmatica-e spermatozoides.html (11/11/2021) 2- https://arturdzik.com.br/injecao-intracitoplasmatica-icsi/ (24/11/2021) 3- https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/ovarian-hyperstimulation-syndrome-ohss/symptoms-

Descrição:

O procedimento da ICSI inicia-se pela estimulação ovárica, que tem como objetivo o desenvolvimento de múltiplos folículos prontos para múltiplas ovulações. De maneira a estimular o desenvolvimento dos folículos e a impedir que a ovulação ocorra precocemente, faz-se um tratamento conjugado com gonadoestimulinas e agonistas ou antagonistas, mantendo os níveis de FSH e LH altos e dentro de concentrações restritas ao longo de todo o ciclo. Isto previne a degradação de folículos nos ovários e ainda certifica a maturação destes no momento de recolha. Para induzir a ovulação é geralmente utilizado citrato de clomifeno, que é administrado por injeção. 36 a 38 horas depois dá-se a colheita de oócitos, que consiste na introdução de uma sonda ecográfica na vagina, seguida da introdução de uma agulha muito fina que a atravessa até aos folículos para recolher os oócitos II. Caso não seja possível remover gâmetas com este procedimento pode ser utilizada uma cirurgia abdominal ou laparoscopia para guiar a agulha. Os óvulos recuperados são então analisados ao microscópio, sendo os mais saudáveis levados para laboratório onde serão preparados para a fertilização. No dia da colheita de óvulos é necessário proceder à recolha de sémen, geralmente por masturbação. Caso o esperma obtido não contenha gâmetas (azoospermia), pode fazer-se a extração testicular de espermatozóides (TESE), a aspiração microcirúrgica de espermatozóides do epidídimo, MESA, ou a aspiração percutânea de espermatozoides do epidídimo, PESA. (2) Os espermatozoides podem ser utilizados mesmo se não possuírem mobilidade. Tendo já os gâmetas masculino e feminino prontos, o embriologista injeta um único espermatozóide diretamente dentro do óvulo, podendo vários ovos serem fertilizados. Após a fecundação, os embriões têm de se desenvolver fora do corpo antes de estarem prontos para serem transferidos para o útero. Crescem, assim, dentro de uma incubadora ao longo de 3-5 dias, pois são muito frágeis e a menor alteração no ambiente de incubação pode afetar o seu desenvolvimento. Após este processo, um ou dois embriões são transferidos para o útero. O clínico introduz um espéculo na vagina para manter as paredes vaginais afastadas e introduz um cateter até atravessar o orifício cervical. O tubo será ligado a uma seringa que contém o embrião ou embriões selecionados. O especialista em fertilidade injeta então o conteúdo no útero através do cateter. (1) A duração pode variar dependendo do casal e do número de ciclos que pretende realizar.

Casos em que se aplica:

12 4- Elisa Ribeiro, João Carlos Silva, Óscar Oliveira (2019). Biodesafios 12, 1º edição, 10º Tiragem (21/11/2021) 5- https://modernfertility.com/blog/icsi-success-rates/ (01/08/2021) 6- https://www.fertilityclinicsabroad.com/ivf-abroad/ivf-portugal/ (01/12/2021) 7- https://www.cnpma.org.pt/cidadaos/Paginas/faqs.aspx (08/12/2021)

Conclusão:

Apesar da ICSI apresentar, de acordo com a American Society for Reproductive Medicine, taxas de sucesso de fertilização de 50-80% (5), a taxa de sucesso efetiva é muito menor. Com base num estudo de 2019, observa-se que, na verdade, este valor ronda os 25%, ou seja, apenas 1 em cada 4 rondas de ICSI resulta num nascimento. Isto deve- se, maioritariamente, ao facto dos ovos não se tornarem embriões viáveis ou poderem ser danificados. Além disso, mesmo que a fecundação seja bem sucedida, nem sempre se dá a nidação. Em Portugal, os preços para a realização deste procedimento podem variar entre os 3350€ e os 8,000 € (6). No entanto, os casais só podem proceder à ICSI após tentarem outras técnicas de procriação menos invasivas. De acordo com a lei portuguesa, para a realização da ICSI é necessária a assinatura do consentimento informado. Além disso, é estipulado que apenas deve haver fecundação dos oócitos a inseminar em cada processo, que deve ter em conta a situação clínica do casal. Além disso é ilegal uma mulher ser inseminada com sémen de um falecido, ainda que este haja consentido no ato de inseminação. (7) Concluindo, apesar da ICSI ter uma percentagem de sucesso semelhante quando comparada com casais com esperma normal, esta deve ser utilizada apenas como último recurso.

Efeitos secundários/riscos: