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Termoelectricidade: Termopares e Termometros de Resistência Elétrica, Notas de estudo de Mecatrônica

A termoelectricidade, um fenômeno físico relacionado à vibração de átomos e moléculas, e explica o conceito básico de temperatura e calor. O texto detalha o experimento de seebeck, que descobriu a força eletromotriz termoelétrica, e o uso de termopares para medir temperaturas. Além disso, são discutidos termômetros de resistência elétrica, seus aspectos construtivos e como medir suas resistências.

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 02/04/2014

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jean-zatti-11 🇧🇷

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Fernando C. P. Gomes
Instrumentação Industrial
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Baixe Termoelectricidade: Termopares e Termometros de Resistência Elétrica e outras Notas de estudo em PDF para Mecatrônica, somente na Docsity!

Fernando C. P. Gomes

Instrumentação Industrial

TERMOELETRICIDADE

Instrumentação Industrial

x

y

i

T

2

=T. ambiente

T

1

“a”

“b”

Em 1821, o físico alemão Thomas Johann

Seebeck observou que, unindo as extremidades de

dois metais diferentes “x” e “y” e submetendo as

junções “a” e “b” a temperaturas diferentes T

1

e T

2

surge uma f.e.m. (força eletromotriz, normalmente

da ordem de mV) entre os pontos a e b, denominada

“tensão termoelétrica”.

Figura 2 - Experimento de Seebeck

TERMOELETRICIDADE

1. TERMOPARES

Figura 2 - Dois metais

diferentes, “x” e “y” com as

extremidades unidas e

mantidas a temperaturas

diferentes

Figura 3 - Abrindo o

circuito em qualquer ponto e

inserindo um instrumento

adequado, tem-se o valor da

f.e.m.

x

y

i

T 2

=T. ambiente

T

1

“a”

“b”

x

y

i

T

2

=T. ambiente

T

1

“a”

“b”

x

TERMOELETRICIDADE

TERMOPARES

TERMOELETRICIDADE

TERMOPARES – CIRCUITOS DE TERMOPARES E
MEDIÇÕES DE F.E.M.

A Figura mostra um termopar usado para medir a

temperatura T

1

; o instrumento indicara uma voltagem proporcional

a diferença (T

1

  • T

2

) .T

2

pode ser medida com um termômetro

convencional.

x

y

a

b

T 1

T 2

R

T

R

v

Figura 4 - Circuito equivalente, R

v

é a resistência interna do

voltímetro. R

T

é a resistência dos fios do termopar acrescido dos

fios que levam o sinal ao instrumento.

TERMOELETRICIDADE

TERMOPARES – POTENCIA TERMOELÉTRICA

Ao se medir a f.e.m. termoelétrica de um par termoelétrico em função

da temperatura, obtém-se, em geral, uma relação do tipo mostrado no gráfico

da figura 5. A curva mostrada no gráfico é denominada de curva de calibração

do par termoelétrico.

A relação da f.e.m. termoelétrica com a temperatura, normalmente,

não é linear, mas para algumas faixas de temperatura, pode ser considerada

como se o fosse (veja a reta 1 da Figura 5 ).

Figura 5 - Curva de calibração de um par termoelétrico

TERMOELETRICIDADE

TERMOPARES – FIOS DE COMPENSAÇÃO

Termopar

y

T 1

T 2

Fios de compensação

T 3

x

Na maioria dos casos, sobretudo em aplicações industriais, o

instrumento de medida e o termopar necessitam estar

relativamente afastados. Desta forma, os terminais do termopar

poderão ser conectados a uma espécie de cabeçote, e, a partir

deste cabeçote são adaptados fios de compensação

(praticamente com as mesmas características dos fios do

termopar, porém mais baratos) até o instrumento, conforme

mostra a Figuras 6.

Figura 6 - Termopar com fios de compensação

TERMOELETRICIDADE

ALGUNS TIPOS DE TERMOPARES

Figura 7 - Diversos termopares com

finalidades aplicativas diferentes.

Figura 8 - Terminais para termopares -

conexão com cabos de compensação.

Figura 9 - Termopares com proteção

diversa (bainha de inox, tubo de inox).

Figura 10 - Termopar especial com

base magnética para fixação em

dispositivos metálicos.

TERMOELETRICIDADE

Potência Termoelétrica

Os “termômetros de

resistência” funcionam

baseados no fato de que a

resistência de uma grande

gama de materiais varia com

a temperatura; de um modo

geral, os metais aumentam a

resistência com a

temperatura, ao passo que os

semicondutores diminuem a

resistência com a

temperatura.

2. TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA

Fig. 2 - Variação da resistência com a

temperatura para vários materiais;

observe-se que para uma mesma variação

de temperatura, a variação de resistência

do metal (Rm) é significativamente

menor do que a no NTC (Rs).

TERMOELETRICIDADE

Atualmente, as termoresistências de Platina mais

usuais são:

Pt-25,5

PT-100
PT-120,
PT-130/PT-500,

TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA

sendo que o mais conhecido e usado industrialmente é o

PT-100 (a 0C). Sua faixa de uso vai de -200 a 650 C,

conforme a norma ASTM E1137; entretanto, a norma DIN

IEC 751 padronizou sua faixa de -200 a 850 C.

Normalmente, o bulbo de resistência é

montado em uma bainha de aço inox,

totalmente preenchida com óxido de

magnésio, de tal maneira que haja uma ótima

condução térmica e proteção do bulbo com

relação a choques mecânicos. A isolação

elétrica entre o bulbo e a bainha obedece a

mesma norma ASTM E 1137.

TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA

ASPECTOS CONSTRUTIVOS

A leitura da resistência é feita diretamente

num ohmímetro, de preferência digital.

  • Os principais metais usados nestes

termoresistores são a Platina (Pt) e o níquel (Ni);

uma das famílias mais famosas é a do Pt100; este

número indica que o resistor tem 100  a 0 C.

Também os semicondutores podem ser usados

como sensores de temperatura: são os sensores

do tipo PTC e NTC.

TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA