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Programação de Automação Industrial utilizando o Software Siemens Step 7 – Micro/Win, Notas de estudo de Cultura

Um guia sobre a programação de automação industrial utilizando o software siemens step 7 – micro/win para o micro-clp s7-200. Aprenda sobre a lógica de funcionamento do programa, editores de programação, aplicativos de apoio, atribuição de nomes e comentários às entradas, saídas e variáveis de programa, configuração de parâmetros do clp, comunicação, depuração e ferramentas avançadas de auxílio ao programador.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 15/09/2008

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jefferson-andre-gernhardt-9 🇧🇷

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Não perca as partes importantes!

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F A C E N S Faculdade de Engenharia de Sorocaba
FACENS INSTRUMENTAÇAO E CONTROLE Prof. Willerson Moreira Ferraz
Software STEP 7 Micro/Win
1. Introdução
O STEP 7 Micro/Win é o software criado pela Siemens para implementações utilizando o micro
CLP S7-200. O ambiente do software é divido basicamente em barra de navegação, árvore de instruções
e área de trabalho. Como em outros programas para Windows, os menus são alterados de acordo com a
tarefa que esta sendo executada.
Barra de Barra de Árvore de Área de
Menus navegação ferramentas instruções trabalho
Figura 1.1 Software STEP7 MicroWin
Barra de Janela de
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Software STEP 7 –Micro/Win

1. Introdução

O STEP 7 – Micro/Win é o software criado pela Siemens para implementações utilizando o micro CLP S7-200. O ambiente do software é divido basicamente em barra de navegação, árvore de instruções e área de trabalho. Como em outros programas para Windows, os menus são alterados de acordo com a tarefa que esta sendo executada. Barra de Barra de Árvore de Área de Menus navegação ferramentas instruções trabalho

Figura 1.1 – Software STEP7 MicroWin Barra de Janela de status processamento

1.1. Descrição

Barra de navegação – apresenta dois grupos de ícones que proporcionam a navegação entre os aplicativos do software. Árvore de instruções – apresenta uma visão geral da estrutura do projeto, bem como todo o conjunto de instruções da linguagem ladder. Área de trabalho – região da tela onde são carregados os principais aplicativos de programação, visualização e simulação. Barra de status – indica o status do sistema. Janela de processamento – apresenta informações gerais de processamento, avisos, erros, etc.

Figura 2.2 – Editor Ladder

2.2. Editor STL

É a ferramenta disponível para implementação de programas utilizando a linguagem STL. Apesar de ser uma linguagem de baixo nível, o STL ainda é utilizado por alguns programadores em implementações avançadas. A principal característica da linguagem STL é sua proximidade com o hardware.

2.3. Editor de blocos de funções

É a ferramenta disponível para elaboração de programas utilizando blocos de funções. A lógica de funcionamento do programa é baseada nas conexões entre os diversos blocos de funções.

3. Visão geral dos Menus

3.1. Menu File

No Menu File encontramos comandos padrões do Windows e comandos específicos para troca de informações entre PC e CLP, entre os quais destacamos:

  • • Upload - transfere o programa armazenado no CLP para o PC;
  • • Download – transfere o programa em edição para o CLP.

Figura 3.1 – Menu File

3.2. Menu Edit

Este menu também é muito similar ao padrão Windows. Além das tarefas básicas de copiar, recortar, colar e desfazer; temos:

  • • Insert / Delet – inserir (deletar) linhas, colunas, networks, interrupções e subrotinas no editor de programação;
  • • Find – localizar textos, networks, instruções e símbolos;
  • • Replace – localizar e substituir textos e símbolos;

3.3.1 Aplicativos de apoio

Editor de símbolos Através deste editor o usuário atribui nomes e comentários às entradas, saídas e variáveis de programa. Os nomes definidos neste editor serão exibidos na área de trabalho dos editores Ladder e STL.

Acesso 1º Opção

  • Barra de navegação o Symbol Table

2º Opção

  • Menu View o Opção Symbol Table

Figura 3.4 – Editor de símbolos (Symbol Table)

Figura 3.5 – Endereçamento simbólico no Editor Ladder

Editor de estados Este editor permite monitorar as variáveis de processo ou definir novos valores para as mesmas. Quando o usuário define um novo valor para uma variável, este valor permanece válido até que o programa o sobrescreva. Para que a variável permaneça inalterada existe a opção Force que garante que o valor atribuído permanecerá válido independente da lógica do programa.

Acesso 1º Opção

  • Barra de navegação o Status Chart

2º Opção

  • Menu View o Opção Status Chart

Figura 3.6 – Editor de estados (Status Chart)

Bloco de dados Através deste aplicativo o usuário pode definir valores iniciais às suas variáveis. Ao iniciar a execução do programa, o CLP atribuirá às variáveis os valores e estados pré-definidos neste editor.

Acesso 1º Opção

  • Barra de navegação o Data Block

2º Opção

  • Menu View o Data Block

Figura 3.8 – Bloco de sistema (System Block)

Referência Cruzada Localiza e apresenta todas as áreas de memória do CLP (variáveis, entradas, saídas, temporizadores, etc.) e as respectivas networks em que são utilizadas. É uma ferramenta extremamente útil durante a elaboração do programa, bem como em atividades de manutenção e expansão.

Acesso 1º Opção

  • Barra de navegação o Cross Reference

2º Opção

  • Menu View o Cross Reference

Figura 3.9 – Referência Cruzada (Cross Reference)

Comunicação É o aplicativo utilizado para configuração dos parâmetros de comunicação do CLP. Os principais parâmetros a serem configurados são: o Endereço remoto – CLP; o Endereço local – PC; o Módulo de transmissão – meio físico utilizado; o Protocolo; o Taxa de transmissão; o Modo;

Acesso 1º Opção

  • Barra de navegação o Communications

2º Opção

  • Menu View o Communications

b) Symbolic information table – se estiver selecionado, os símbolos definidos no symbol editor (editor de símbolos) serão mostrados no fim de cada network na forma de tabelas.

Figura 3.12 – Symbol information table

c) Sort ascending / Sort descending – opção disponível para os aplicativos Symbol Table e Status Chart que permite a ordenação crescente ou decrescente das variáveis, entradas, saídas, etc.

d) Toolbars – permite a visualização das barras de ferramentas do aplicativo.

e) Navigation bar, instruction tree, output window – através destas três opções pode-se configurar o visual da área de trabalho, determinando-se quais serão as janelas ativas.

3.4. Menu PLC

Neste menu encontramos as principais opções de configuração e operação da CPU.

  • Run – o CLP inicia a execução do programa;
  • Stop – o CLP interrompe a execução do programa;
  • Compile – o software transforma o programa criado pelo usuário em linguagem de máquina.
  • Compile all – compila o programa do usuário e os aplicativos de apoio em uso;
  • Clear – apaga total ou parcialmente o conteúdo da CPU (Programa, dados e configuração).
  • Power up reset – comando usado para resetar erros fatais e retornar ao modo de operação.
  • Information – através desta opção o usuário pode visualizar uma série de parâmetros do CLP, tais como: modo de operação, modelo da CPU, versão de firmware, tempo de varredura, mensagens de erro, configuração, etc.
  • Program Memory Cartridge – copia o programa armazenado na CPU para o cartão de memória EEPROM. A cópia de segurança inclui o programa, os blocos de dados, a configuração da CPU e as variáveis em modo FORCE.
  • Create Data Block from RAM – armazena a região de memória RAM destinada às variáveis na memória EEPROM. O conteúdo armazenado pode ser usado posteriormente na forma de bloco de dados.
  • Time of Day clock – permite visualizar e alterar as configurações de relógio e data do CLP.
  • Compare – compara o projeto corrente com o projeto armazenado na CPU. Recurso muito útil em operações de manutenção e atualização do software.
  • Type – define a CPU a ser utilizada.

Figura 3.13 – Menu PLC

  • Force – força o estado de uma entrada ou saída física. O programa não consegue sobrescrever enquanto a opção Force estiver sendo utilizada.
  • Unforce – desabilita a função Force de uma determinada entrada ou saída, permitindo que o programa atualize-a novamente.
  • Unforce all – desabilita a função Force de todas as entradas e saídas disponíveis.
  • Read all forced – faz a leitura do estado atual de todas as entradas e saída “forçadas”.
  • Program Edit in run – permite a edição on-line do programa em execução. Esta opção pode causar sérios danos às instalações e só deve ser usada por usuários avançados.
  • Write Force Outputs in STOP – permite escrever e “forçar” saídas, mesmo com o CLP em STOP. Assim como a opção anterior, o Write Force Outputs in Stop deve ser usado com cautela.

3.6. Menu Tools

Este menu possui avançadas ferramentas de auxílio ao programador na configuração de funções e interfaces PID, redes de comunicação, filtros de entradas analógicas, IHM´s, etc. O menu Tools subdivide-se em:

Figura 3.15 – Menu Tools

Instruction Wizard – auxílio passo a passo na configuração de funções PID, redes de comunicação, filtros de entradas analógicas, etc. TD200 Wizard – auxílio passo a passo na configuração de IHM´s TD

Customize – permite alterar a aparência da área de trabalho e adicionar aplicativos freqüentemente utilizados pelo operador na barra de ferramentas do software. Options – permite alterar as principais configurações do software, tais como: editor de programação padrão, forma de representação, cores das janelas, tamanho e formato dos símbolos, etc.

3.7. Help

Através deste menu temos acesso a um poderoso banco de dados com informações de hardware, software, linguagens de programação e exemplos de aplicação.

Figura 3.16 – Menu Help

d. Os contatos de verificação dentro do programa invertem de estado quando a respectiva entrada for energizada; e. A saída é energizada apenas quando todos os contatos anteriores a ela estão fechados.

4.1 Lógica matemática e binária

A lógica matemática ou simbólica visa superar as dificuldades e ambigüidades de qualquer linguagem. Para evitar essas dificuldades, criou-se uma linguagem lógica artificial (linguagem binária) que possui apenas dois valores possíveis : 0 e 1. A partir desses conceitos foram criadas as portas lógicas, circuitos utilizados para combinar níveis lógicos digitais de formas específicas. A tabela abaixo apresenta as portas lógicas primárias: AND, OR e NOT.

Figura 4.2 – Portas lógicas primárias

4.2 Implementando lógicas combinacionais

Podemos desenvolver programas para CLPs que correspondam às operações lógicas combinacionais básicas da álgebra de Boole, tal como a operação AND. Na eletricidade a operação AND corresponde à associação em série de contatos, como indicado na figura abaixo.

Figura 4.3 – Operação AND

Outra operação lógica básica que pode ser implementada é a função OR, que corresponde à associação em paralelo de contatos, como indicado na figura a seguir.

Figura 4.4 – Operação OR

Assim podemos afirmar que todas as funções lógicas combinacionais podem ser desenvolvidas em programação e executadas por CLPs, uma vez que as mesmas derivam das operações básicas: NOT, AND e OR. Com as informações vistas até o presente momento podemos comprovar que as alterações lógicas podem ser efetuadas com grande facilidade sem que sejam necessárias alterações do hardware ou inclusão de componentes eletrônicos ou elétricos. Esta é a principal característica dos sistemas de automação flexíveis e o que faz dos CLPs ferramentas de grande aplicação nas estruturas de automação.