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Introdução à Análise Matemática: Integração de Funções, Notas de estudo de Matemática

Conceitos básicos da análise matemática, especificamente sobre a integração de funções. O texto aborda diferentes métodos de integração, como a regra da cadeia, o método de substituição e o método de substituição trigonométrica. Além disso, são apresentados exemplos de cálculo de integrais e a importância de determinar as raízes de um polinômio para a integração.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/10/2007

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bg1
Capítulo 6
Integração Indefinida
6.1 Introdução
Na primeira parte do capítulo mostraremos como obter uma função conhecendo apenas a sua
derivada. Este problema é chamado de integração indefinida.
Definição 39. Uma função

é chamada uma primitiva da função

no intervalo
se para todo

, tem-se:


Muitas vezes não faremos menção ao intervalo
, mas a primitiva de uma função sempre será
definida sobre um intervalo.
Exemplos 93.
[1] Seja

, então

é uma primitiva de
em
, pois


.

 "!
é também uma primitiva de
em
, pois
#$%

. Na verdade,

'&
, para todo
&
é primitiva de
pois
(

.
[2] Seja
)
&+*-,

, então
.
,0/1

2&
, para todo
&
é uma primitiva de
. De fato,
.
&+*-,
.

.
[3] Seja
)4365
%87 9:<;<=
>
'?87 9:<;<=
.
Não existe função definida em todo
cuja derivada seja igual a

. Por outro lado, considere
a seguinte função:
 @A
B
AC
>
%DE9
F9 %87 9:<;<=
;GF9 %HI;0J

é uma função contínua em todo
e
K

se
2I9:<;+
. Logo,
é uma primitiva
de
em
9L:<;M
.
Em geral, uma função
admite uma infinidade de primitivas sobre um intervalo. É o que
assegura a seguinte proposição:
227
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e

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Baixe Introdução à Análise Matemática: Integração de Funções e outras Notas de estudo em PDF para Matemática, somente na Docsity!

Capítulo 6

Integração Indefinida

6.1 Introdução

Na primeira parte do capítulo mostraremos como obter uma função conhecendo apenas a sua

derivada. Este problema é chamado de integração indefinida.

Definição 39. Uma função

é chamada uma primitiva da função 

no intervalo se para todo 

, tem-se:

Muitas vezes não faremos menção ao intervalo , mas a primitiva de uma função sempre será

definida sobre um intervalo.

Exemplos 93.

[1] Seja 

, então

é uma primitiva de  em  , pois

.

    "! (^) é também uma primitiva de  em  , pois

. Na verdade,

    '& (^) , para todo &  é primitiva de  pois

.

[2] Seja 

, então

2& (^) , para todo &  é uma primitiva de . De fato,

. & +*-,

.

[3] Seja 

Não existe função definida em todo  cuja derivada seja igual a 

. Por outro lado, considere

a seguinte função:

 @A

B

A

C

%DE

F9 % 87 9 :<;<=

;GF9 %HI;0J

é uma função contínua em todo  e

K

se

2 I9:<;+

. Logo,

é uma primitiva

de  em

9L:<;M

.

Em geral, uma função  admite uma infinidade de primitivas sobre um intervalo. É o que

assegura a seguinte proposição:

227

228 CAPÍTULO 6. INTEGRAÇÃO INDEFINIDA

Proposição 14. Seja

uma primitiva da função  no intervalo. Então,

, &  , é

também primitiva de  no intervalo.

A pergunta natural que surge, a seguir, é: se

e são primitivas de uma função  sobre um

intervalo, será que

e estão relacionadas de alguma forma? A resposta a esta questão é dada

pela seguinte proposição:

Proposição 15. Se

e são primitivas de uma função  num intervalo , então existe &  tal que

'& (^) , para todo

.

Prova: Seja 

. )F

; então, para todo

, temos que: 

  F

 F

. Como consequência do Teorema do Valor Médio, para todo

, 

;

então, para todo

,

 F

J

Em outras palavras, duas primitivas de uma função diferem por uma constante. Logo, se co-

nhecemos uma primitiva de uma função, conhecemos todas as primitivas da função. De fato,

basta somar uma constante à primitiva conhecida para obter as outras.

Exemplos 94.

[1] Seja 

. Uma primitiva desta função é

G

M

; logo, toda primitiva de 

é do tipo

-6 -4 -2 2 4 6

1

2

3

Figura 6.1: Gráficos de  e algumas primitivas de &+*^ ,

.

[2] Seja 



. Uma primitiva desta função é



; logo, toda primitiva de 

é do tipo



Definição 40. Seja

uma primitiva da função 

no intervalo. A expressão

é

chamada a integral indefinida da função  e é denotada por:

Note que

230 CAPÍTULO 6. INTEGRAÇÃO INDEFINIDA

imediatas. Esta lista pode ser comprovada derivando cada resultado da integral e consultando

a tabela de derivada. Por exemplo, na tabela de derivadas do capítulo anterior temos que:



 então

 

 &



J

No entanto, não incluimos como imediatas, por exemplo, integrais do tipo  1

, pois não

é evidente encontrar uma função que tem como derivada ^1

. Para resolver este impasse,

estudaremos os chamados métodos de integração , que nos permitirão calcular integrais não

imediatas.

6.2 Tabela

Usaremos como variável independente .

 

  ^1



  1. 

 





F

 F



 

^  !

L9#" >

, (

  5 )

 

6. ,0/^

(^) 

 

 F

(^) 



 

(^) 

8. ,0/^ &

(^) 

 



9. &* ,/&^

(^) 

 (^) 

F

 (^)

(^) 

10. ,0/^ &

(^) 

 (^)

(^) 

 (^) 

(^) 

11. &* ,/&^

(^) 

 (^)

(^) 

 (^) 

F

(^) 



 $ %

 & M, /M

(^) 





%

 &





  % $

 & +, /&

(^) 

15. ,/M1'&^

(^) 

 

(^) 

16. &+*^ ,(&^

(^) 

 

M1'&

(^) 

17. ,/&)&^

(^) 

 

&



18. &+^ ,0/^ &&^

(^) 

 

 F

 (^) &

(^) 

19. ,/&)&^

(^) 

 (^) &

(^) 

 (^) 

F

(^) 

20. &+^ ,0/^ &&^

(^) 

 (^) &

(^) 

 (^) 

F

(^) 



 

(%^



(^) 

  %$



&

(^) 



 $ (%

F

K9

(^) 

Métodos de Integração

Nas próximas seções apresentaremos os métodos mais utilizados que nos permitirão determi-

nar uma grande quantidade de integrais não imediatas. O primeiro a ser estudado se baseia na

regra da cadeia.

6.3 Método de Substituição

Sejam

uma primitiva de  num intervalo e uma função derivável tal que

,+ esteja

definida. Usando a regra da cadeia; temos,

 

. Logo,

6.3. MÉTODO DE SUBSTITUIÇÃO 231

é uma primitiva de 

, então:



fazendo 

, tem-se

 

; substituindo na expressão anterior:







Exemplos 96.

Calcule as seguintes integrais:

[1]

 

  J Fazendo 

, então

 

   

. Substituindo na integral:

 



^1



^1

J

[2] , /M^

   J

Fazendo 

,0/^

, então

 

&+*^ ,

. Substituindo na integral:

,/M



 



 ,0/^



J

[3]

 



 (^). Fazendo 

  ^ , então

 

   ou, equivalentemente,





 

. Substi-

tuindo na integral:

 





   (^) 





 

(^) 



F

F

  

J

[4]

  

 

. Fazendo 

  , então

 

   . Substituindo na integral:

  

    , / &

(^) 

 



  (^)

    '&

J

[5]



 

. Fazendo 

^1

, então

 

  (^) . Substituindo na integral:

^1

   

 









J

[6]





  

. Reescrevemos a integral fazendo:





  (^)  !   !

. Se 



,

então

 

F

 ,/M^

(^) 

ou, equivalentemente,

F

  ,/M^

(^) 

. Substituindo na integral:





   ,/M^

(^) 



   F 5



 



 F 5







F



(^) 

J

6.3. MÉTODO DE SUBSTITUIÇÃO 233

6.3.2 Integrais que Envolvem Produtos e Potências de Funções Trigonométricas

Exemplos 98.

Calcule as seguintes integrais:

[1] ,0/^

(^) 

   

. Se 

   , utilizamos ,/M^

(^) 

M

   

 



(^) $ !

!

$ ^





!

! ;

então:

M

(^) 

M

     5 



  (^) 

F

   )F & +* ,

  (^)  

     



 ,0/

  (^) 

F

   



F 

F

M

  (^)  

   

^ 



 J

Se 

 , utilizamos ,/M^

(^) 

) $ ^ 

! ; então:

,/M

(^) 





F

 



 F , /M^

 



[2] , /M^

. Como ,0/^





F

, fazendo



, temos

 

e:

, /M

M

F

M



F







F 







F

 







 , /M^



F

 , 0/1 (^) 

M

  



J

[3]



. Fatorando





)F

 ;



 

)F 



 

 

   & +*-,

   &

J

[4] , /&^

  J

  (^)

E,0/ &



E,0/ &

    ,0/^ &

E,0/ &



  J

Fazendo 

,/&^



, temos

 

,0/^ &

. Substituindo na integral:



E,0/ &

  

 



^1



2&^



J

Estes exemplos nos mostram que para determinar a primitiva de uma integral que envolve

produtos ou potências de funções trigonométricas é necessário, em primeiro lugar, transfor-

mar a função a integrar por meio de identidades trigonométricas conhecidas, para depois usar

alguns dos métodos.

234 CAPÍTULO 6. INTEGRAÇÃO INDEFINIDA

6.4 Método de Integração por Partes

Sejam  e funções deriváveis no intervalo. Derivando o produto 

:



ou, equivalentemente, 

  F

. Integrando ambos os lados:

F



fazendo: 

e

  

, temos:

 

e

. Logo:





F 



Este método de integração nos permite transformar a integração de 

  na integração de

 .

É importante saber “escolher” a substituição  e

  na integral de partida. Devemos escolher

tal que permita determinar

. As expressões de  e

devem ser mais simples que as de  e , respectivamente.

Exemplos 99.

Calcule as seguintes integrais:

[1] ^1

. Façamos 

^1

e

    ; então,

 

 

 e

; logo:

^1





F 





)F (



 F 

J

[2]

 

. Façamos 

e

   /

; então,

 

  e

 ; logo:





F 





F 5





F /



J

[3]

, /M^

. Façamos 

e

   , / M

; então,

 

    e

F

&+*^ ,

; logo:

, /M





F 



 FK

  J

Calculemos agora

&+*^ ,

, novamente por partes. Fazendo 

e

   & +* ,

, temos





e

,/M^

; logo:





F 



 F

M

 J

Então:

,/M^

   F 

J

236 CAPÍTULO 6. INTEGRAÇÃO INDEFINIDA

Integrando por partes: fazemos 

 e

   /

  ; então,

 

  e



:

%   5 

 /

 







F 





  /

 F

 



 F

%



 F

J

[7]

, /M^

. Aqui usamos, novamente, os dois métodos:

Substituição: seja

   ; então,

  .    ou

  

e

 ;



 , / M

    J

Integrando por partes: fazemos 

 e

   , 0/

    ; então,

 

  e

F

  :

,/M



 , 0/

   ) 5











F 







   F  

J

6.5 Método de Substituição Trigonométrica

Este método é usado quando a expressão a integrar envolve alguns dos seguintes tipos de

radicais:

 9 F 

 9  





F

onde

"

.

Caso 1:

  .

Para

F

  

 , seja 

,/M^

(^) ; então,

 

&+*^ ,



. Logo

 9 F 

&+*^ ,

(^).

Denotando por &

 9 F  :

θ

a u

c

Figura 6.2: Caso 1

Caso 2:

   .

Para

F

 D D  , seja 



; então,

 

,0/^ &



. Logo

 9  

, /&^

(^).

Denotando por

   9   :

6.5. MÉTODO DE SUBSTITUIÇÃO TRIGONOMÉTRICA 237

θ a

d u

Figura 6.3: Caso 2

Caso 3:

  

.

Para



D

 ou

 

D

 , seja 

, /&^

(^) ; então,

 

,0/^ &



. Logo 



F9  9 

. Denotando por /





F

:

θ a

u e

Figura 6.4: Caso 3.

Exemplos 100.

Calcule as seguintes integrais:

[1]

 9 F    .

Seja

M

(^) ; então,

   9 & +* ,

 ;

 F   

  e

 9 F   9 &+*^ ,

(^).

 9 F    9 & +* ,

 5 



  





M









 J

,/M

(^) e

F

 (^)  

 ; então,

 & M,0/

(^) ; estamos no caso 1: θ

a x

c (^)  onde

  9 F 

; logo, , /M^



e &*,







. Substituindo no resultado da integral:

 9 F   



 9  & M,0/

 

 

 9 F   '&

J

[2]

 

. Seja^

  

; então,

  E   , 0/ &

 ;

 F  D D  

. Em tal caso

  

(^) :

  , / &

  % , /&

  5 



, /&^





M

J

6.5. MÉTODO DE SUBSTITUIÇÃO TRIGONOMÉTRICA 239

Se

"  , então ,/&^

" (^5) e

 & M,0/ &

  

 (^) , onde

D

D



. Se

ED F 

, então , /&^

D F

5 e

 & +, /&

  

 (^) , onde

 D D 

. Mas



D

D

 e ,/&^

 

F  

(^) ; logo, para  D F 

,

 

F

M,0/ &

  

 (^) , onde 

D

D

 ; substituindo no resultado da integral:

i)

"  :

 

    F

(^) 

 

 9  & M, /&

 

(^) 

 

   F 5



 '&

J

ii)

%D F 

:

 

   F

(^) 

 

 F 9  & M,0/ &

 M



 

   F



  '&

(^) onde &



 '&^.

[6]

 

F

 )F   %

. Primeiramente completamos os quadrados:!

F

 )F  F( 

;

fazendo 

 , temos

 

 

. Substituindo na integral:

F  )#F  

%

 

 F 

%

J

Seja 

 ,/M^

(^) ; então

 

 &+*^ ,

 ;



F





D

D





 e

F 

 %

  &+*^ ,

(^).

F  )F  

%

 (^)

J

Estamos no caso 1:



  $ %

 



$

$  %

. Substituindo no resultado da integral:

F  )F  

%



 !

F )#F^ 

J

[7]



 

. Completando os quadrados:^

   

(!^

 L  5

; fazendo



, temos

 

 

. Substituindo na integral:

  )  

  



F

  

 

J

Seja 

   ! ; então

 

,/&^

 e

    5

,0/^ &

(^) :



F

 

^  5

 



 

F

 ,/&



F



 (^)

)   '&

J

Estamos no caso 2:





e ,/&^



'! (^). Substituindo no resultado

da integral:

  )  

E!

   5 

  )  

F 5

 

  )  

    5

J

240 CAPÍTULO 6. INTEGRAÇÃO INDEFINIDA

6.6 Método para Integração de Funções Racionais

Um polinômio

 de coeficientes reais pode ser sempre expresso como um produto de fatores

lineares e/ou quadráticos. Naturalmente esta decomposição depende essencialmente do grau

de

 .

i)

 #F9 F9 JJJJJJJJJJ F 89 

ou

ii)

. F9 #F8; JJJJJJJJF ;  ou

iii)

 9  

F  JJJJJJ F 



ou

iv)

. 9. 

  #F  JJJJJJF  

.

Exemplos 101.

[1]

( F  

  F F

.

[2]

( 

.

[3]

(GF  

F

F

.

[4]

( 

  F 



F  

  F 

F



F  

.

Seja uma função racional

  !   !

. A decomposição de uma função racional em frações mais sim-

ples, depende do modo em que o polinômio 

se decompõe em fatores lineares e/ou qua-

dráticos. Se numa função racional o grau de

 é maior ou igual ao grau de 

, então

podemos dividir os polinômios. De fato, se

9 

 KH





então



onde

  • 

   D





; então,

  !   !

   

!   !

J

Logo, basta estudar o caso em que:



  D





pois, caso contrário efetuamos a divisão dos polinômios.

Caso 1: 

se decompõe em fatores lineares distintos.



 F9 +F9 JJJJJJ F



onde

são distintos dois a dois; então







#F9  



F9  

J

J

J

J

J

J

J

J

J

J

 

F 

onde

 :  : JJJJJJJ  são constantes a determinar.





  

 

F9  



 

#F9  

J

J

J

J

J

J

J

J

J

J

 

 

#F 9



J

Calculemos

 

F 9  .

242 CAPÍTULO 6. INTEGRAÇÃO INDEFINIDA

Aplicando o método à última parcela da direita, calculemos

  K

  F  

F



  F   F



 

. Primei-

ro observemos que

GF   F



( #F  

:

 ) F 



F



  F   F







#F  

   



  F   

 

 F 

  F   F



J

Comparando os numeradores:

 ) F  

 F

 F  

 

  F  

;

as raízes do polinômio 

são

,

e

 F 

; agora substituimos cada raiz na última

expressão.

Se

, então,

   ; se

então,

  F  e se

F

 , então,

 

. A fração inicial

pode ser decomposta em:

 ) F 



F



  F   F





F

   F  



J

Pelo Caso 1, temos:

  K  

  )F

  

 F  



. A integral procurada é:

 ^1

   F 

 ^1

 #F  



 

J

Nos exemplos anteriores a forma de determinar os coeficientes é equivalente a resolver um

sistema de equações.

Consideremos o exemplo 2.

 ) F  

F

 F  

 

 F  

.

Ordenando o segundo membro em potências de

, temos:

 ) F  

KF

 

 

F  

  F  

 6F



 Comparando os polinômios e sabendo que dois polinômios são

iguais se e somente se os coeficientes dos termos do mesmo grau são iguais, temos que resolver

o seguinte sistema:

A

B

AC

 

 .

 



  F  

  

 (^) 



  5

 :

que tem como solução:

   ,

  F  e

 

[3]

 



F^

 

(^).





 D







; e 

F



F 89 



; aplicando o método:



F





F9 





  

  

F



F 89

J

Comparando os numeradores: 5

   

  

F

E9 

; as raízes do polinômio 



são



e 

F

K

; agora substituimos cada raiz na última expressão. Se 

, então,

 



e

se 

F

, então,

  F



. A fração inicial pode ser decomposta em:



F 89



F9 

F



J

Pelo Caso 1, temos:

6.6. MÉTODO PARA INTEGRAÇÃO DE FUNÇÕES RACIONAIS 243

 



F 89



^1



F

9 )F





 9 

  

F

^ 

(^)     '&

Aplicamos esta última fórmula para completamento de quadrados.

Exemplos 103.

Calcule as seguintes integrais:

[1]

 

 F . Como

F

   #F  F  :

 

 F 

 

#F   F 

J

Fazendo 

(#F 

,

temos

 

 

. Substituindo:

 F  

 



F



 ^1

   

F



^ 



    '&

  

F 

    '&

onde as últimas igualdades são obtidas pela fórmula anterior.

[2]

 

F  F . Completando os quadrados!

F

% F   FE

e fazendo 

 ,

temos

 

 

. Substituindo:

F  F  

 F

 



F



F

 ^1

   

F







   '&^

F

  

#F

    '&

onde as últimas igualdades são obtidas pela fórmula anterior.

Caso 2 : 

se decompõe em fatores lineares, alguns deles repetidos.

Seja

F89

o fator linear de 

de multiplicidade

e

a maior potência da fatoração. Então,

a cada fator linear repetido associamos uma expressão do tipo:

F9  

F89  

J

J

J

J

J

J

J

J

J

J

 F9 

onde

:  : JJJJJJJ  são constantes a determinar. Em tal caso, integrando esta expressão obte-

mos:

^1

F89   F

#F9  

J

J

J

J

J

J

J

  5

F +F89 $

Os fatores lineares não repetidos são tratados como no caso 1.

Exemplos 104.

Calcule as seguintes integrais:

[1]

  

 ) 



 

. Como

9 

  D





e

. O fator

  5

tem multiplicidade 2 e o fator

é como no caso 1.





J

6.6. MÉTODO PARA INTEGRAÇÃO DE FUNÇÕES RACIONAIS 245

onde

:  são constantes a determinar. Os fatores lineares são tratados como no caso 1 e 2.

Exemplos 105.

Calcule as seguintes integrais:

[1] Calcule

  

  





  .

Primeiramente observamos que

9 

  D





. Fatorando

 ) 

. O único fator quadrático irredutível é

 ; o fator

 5 é como no caso 1.









J

Comparando os numeradores:



^ 





   (^). A raiz

real do polinômio 

é

 F

; agora substituimos esta raiz na última expressão. Se

 F

,

então

  !. Formamos o sistema de equações, obtido da comparação dos coeficientes dos

polinômios:

 

 , logo

  e

^

 (^) implica em 

.







J

Portanto:

 6 ! 









  

'& (^) , onde a última inte-

gral é resolvida usando substituição simples.

[2] Calcule

 

   !



F 

  .

Primeiramente observamos que

9 

  D





. Fatorando

#F  

  F

. O único fator quadrático irredutível é

  



. O fator

F

5 é como

no caso 1.

   E!



F 



F

  



J

Comparando os numeradores:

  !



 F

L

  

  F



  F  ;

a raiz real do polinômio 

é

5 ; substituindo esta raiz na última expressão: Se

I

,

então

 

. Formamos o sistema de equações, obtido da comparação dos coeficientes dos

polinômios:

 

  ; logo

 e

  F 

 ; logo 

. Então:

E!



F 

 #F



  



 (^) 

logo:

246 CAPÍTULO 6. INTEGRAÇÃO INDEFINIDA

 ^1

   F 5

  



  



onde a última integral é resolvida usando substituições; de fato:

  

     5

 .

Então, considere 

; logo

 

  e:



   ^ 



^ 



 



^ 



 ^ 



^ 



 

J

A segunda integral é imediata, pois:



^ 



 

 

 &



   

  '&

  

 &



   5  

  '&

J

Na primeira integral fazemos

  

 ; logo

   

  :



^ 



 



 



 ^1

  

   &

e:

  5 5  ^1

    #F 5

  

 

   

(^) 

  

  





   5  

  '& (^).

[3] Calcule

 

    5 5

F



 

. Observemos que

  • 

  D





;

e

 )  5

 são fatores quadráticos irredutíveis. Temos:

^  

F



   5

   

(^) 

J

Comparando os numeradores:

   5 5

F

 

  

  

  )

(^).

Formando o sistema de equações, obtido da comparação dos coeficientes dos polinômios:

@A

A

A

A

B

A

A

A

AC



   

^ 

  

 5 5

   

F



Resolvendo o sistema:

 5 , 

F

  e 

F

 ; logo:

^  

F



F

 #F 



J

Integrando, após a decomposição da função integranda, obtemos quatro integrais, a primeira é

resolvida por substituição simples, a segunda é imediata, a terceira e quarta são resolvidas por

completamento de quadrados.

^1

   5

 F 





 M 





 KF9 &



J