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Intemperismo
Tipologia: Notas de estudo
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Por definição, o intemperismo encerra o conjunto de processos operantes na super�cie terrestre que ocasionam a desagregação e/ou decomposição da super�cie das rochas. É em essência uma adaptação dos minerais das rochas às condições superficiais, bastante diferentes, daquelas em que elas se formaram.
O intemperismo ocorre porque minerais formados de uma maneira par�cular (digamos em alta temperatura no caso das rochas ígneas) são freqüentemente instáveis quando expostas à varias condições que afetam a super�cie da Terra. Devido o intemperismo envolver interação das rochas com a atmosfera e hidrosfera, ele varia com o clima.
As propriedades �sicas ou mecânicas das rochas sedimentares dependem grandemente da sua composição química, textura, estrutura, bem como de sua matriz.
As rochas suportam bem grandes esforços compressionais, porém a pequenos tensionais. Este conceito não é tão simples quanto parece. Por exemplo, duas rochas, com a mesma resistência compressional, podem se comportar de modo completamente diferente quanto à abrasão ou à tensão.
O intemperismo tem maior ou menor atuação sobre as rochas da crosta, a depender do �po ou composição da rocha, da topografia, do clima e do tempo.
Diversos são os fenômenos que agem em ín�ma correlação para a efe�vação do intemperismo. Eles podem ser de natureza �sica, química ou biológica, separados ou conjuntamente, a depender das condições climá�cas e da própria rocha em si.
A ação do intemperismo, através de seus processos, é a de transformar a rocha em solo.
a) INTEMPERISMO FÍSICO
A desagregação ocorre na super�cie da rocha, enquanto em profundidade a rocha mantém-se isolada dos agentes de intemperismo.
O intemperismo �sico é a desintegração das rochas, enquanto em profundidade a rocha mantém-se isolada dos agentes de intemperismo.
O intemperismo �sico é a desintegração das rochas da crosta terrestre pela atuação de processos inteiramente mecânicos. É o processo predominante em regiões áridas, de precipitação anual muito baixa, tais como desertos e zonas glaciais. Nestas regiões de condições climá�cas extremas a desagregação das rochas é controlada por variações bruscas de temperatura, insolação, alívio de pressão, crescimento de cristais, congelamento, etc.
Variação de temperatura
As rochas são compostas por diversos minerais, que se dilatam e contraem de maneira
diferente (coeficientes de dilatação e contração diferentes). Quando vários minerais estão
unidos na massa da rocha e são subme�dos à variações de temperatura, se dilatam e contraem
em direções e com intensidades diferentes.
Este fenômeno cria tensões no corpo da rocha, levando à fadiga do material e seu
fraturamento. Nas rochas máficas (de coloração escura, como o basalto) este processo é ainda
mais intenso devido à maior absorção de calor.
Cada mineral possui um coeficiente de dilatação diferenciado, provocando a
desagregação da rocha devido as tensões de dilatação e compressão internas no maciço
rochoso.
As rochas, nestas condições:
As tensões geradas na super�cie do bloco se transmi�rão para as arestas, e das arestas
para os vér�ces. Logo, a ordem de fraturamento deve ser primeiro os vér�ces e depois as
arestas, dando um aspecto arredondado ao material.
Crescimento de raízes
Espécies pioneiras arbus�vas e arbóreas podem exercer grandes pressões sobre as
rochas, através do crescimento das raízes entre as fendas. Exemplos �picos desta força são os
danos causados pelas raízes de algumas árvores ao calçamento e às fundações das
construções.
Gelo
Apesar de não ser comum no clima atual do Brasil, a formação de gelo na água
acumulada em fendas nas rochas também pode levar à sua fragmentação. A água no estado
sólido ocupa um volume 10 % maior que no estado líquido.
hidróxidos. Os elementos mais susce�veis à oxidação são: carbono, nitrogênio, fósforo, ferro e manganês. Assim, por exemplo, o ferro bivalente (Fe+2) passa para a forma trivalente (Fe +3) provocando modificações na estrutura dos minerais ricos em ferro. O aparecimento nas rochas de cores amareladas e avermelhadas é caracterís�co das reações de oxidação do ferro.
SOLUÇÃO
É a reação através da qual os íons das estruturas cristalinas passam para a solução,
gerando perdas e ganhos locais. O depósito final destes íons é o oceano, mas seu acúmulo em
algum local neste trajeto (que pode durar séculos) pode gerar depósito geológicos, como as
minas de potássio em Shaskatown, no Canadá.
Uma mudança climá�ca para um regime de maior umidade, por exemplo, pode
solubilizar estes depósitos e trazer o sais à super�cie por capilaridade (veja salinização, a
seguir). Na super�cie do solo a água evapora e os sais se cristalizam, formando as chamadas
eflorescências.
HIDRÓLISE
É a reação dos minerais com a água. Tem-se o ataque , pela acidez da água, nas
estruturas dos cristais. O H +1 subs�tui o metal, colapsando a estrutura e desintegrando-a. É
uma reação tão importante para silicatos e carbonatos, que baseado na intensidade desta
reação no solo, associado com a lixiviação.
c) INTEMPERISMO BIOLÓGICO São os processos de decomposição e desagregação de rochas relacionadas à a�vidade de organismos vivos. Geralmente atua aumentando a efe�vidade dos processos químicos e �sicos. Exemplos: atuação de raízes e escavação de animais �po minhocas: a segregação de gás carbônico, nitrato e ácidos orgânicos como produtos finais do metabolismo de organismos, etc.