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Interações alélicas e gênicas, Resumos de Genética

Para alunos cursando as disciplinas de biologia molecular e/ou genética nos cursos de medicina, biomedicina, biologia, nutrição e outros cursos da saúde.

Tipologia: Resumos

2019

Compartilhado em 31/07/2019

l.ucian.a
l.ucian.a 🇧🇷

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Projeto'GRR'-'Material'Suplementar' ' 'Luciana'de'Brito'Vargas'
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Interações alélicas
- Dominância: a presença do alelo (dose simples) é suficiente para determinar uma
característica. Ou seja, o alelo dominante se manifesta mesmo em heterozigose. Os alelos
dominantes geram fenótipo preferencial, em detrimento do fenótipo do alelo recessivo.
- Recessividade: alelo cujo fenótipo é observado quando na ausência de um alelo
dominante (de fenótipo preferencial), ou seja, o alelo somente se manifesta em homozigose
(dose dupla);
- Dominância incompleta: o alelo dominante tem efeito de dose, ou seja, o alelo dominante
pode não ser completo, mas vai sempre prevalecer. Nessa interação, existe um fenótipo
intermediário entre duas formas alélicas de um gene.
- Codominância: os dois alelos se manifestam simultaneamente (ex: sistema ABO e o
fenótipo AB). O fenótipo do heterozigoto é a soma do fenótipo dos homozigotos
(contribuição independente).
- Sobredominância: se caracteriza pelo fenótipo mais acentuado do heterozigoto em relação
ao homozigoto para o alelo dominante. Ex: W+W+ (pouco pigmento), W+w, (muito
pigmento), ww (sem pigmento).
Além dos tipos clássicos de interações alélicas, existem variáveis como a
penetrância gênica, que pode ser reduzida/incompleta. A penetrância incompleta é quando
os genes estão presentes mas não há expressão do fenótipo correspondente. Isso pode
acontecer por exemplo na epistasia, onde o fenótipo gerado por um determinado genótipo
não se manifesta de forma adequada devido a interferência de um outro produto gênico.
- Proporções fenotípicas alélicas
Tipo de interação/
Proporção
Genotípica
Fenotípica
Descrição
Dominância completa
3/4 : 1/4
2/4 : 2/4
A domina sobre a
Dominância
incompleta
1/4 : 2/4 :
1/4
1/4 : 2/4 :
1/4
Aa é intermediário
Codominância
1/4 : 2/4 :
1:4
Aa expressa as duas
características (independentes)
Alelos letais
2/3 : 1/3
(-1/4
mortos)
Um dos fenótipos não chega a existir
Sobredominância
¼: 2/4 : ¼
¼: 2/4: ¼
O fenótipo do heterozigoto é mais
acentuado do que dos homozigotos
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Interações alélicas

  • Dominância : a presença do alelo (dose simples) é suficiente para determinar uma característica. Ou seja, o alelo dominante se manifesta mesmo em heterozigose. Os alelos dominantes geram fenótipo preferencial , em detrimento do fenótipo do alelo recessivo.
  • Recessividade: alelo cujo fenótipo só é observado quando na ausência de um alelo dominante (de fenótipo preferencial), ou seja, o alelo somente se manifesta em homozigose (dose dupla);
  • Dominância incompleta: o alelo dominante tem efeito de dose , ou seja, o alelo dominante pode não ser completo, mas vai sempre prevalecer. Nessa interação, existe um fenótipo intermediário entre duas formas alélicas de um gene.
  • Codominância: os dois alelos se manifestam simultaneamente (ex: sistema ABO e o fenótipo AB). O fenótipo do heterozigoto é a soma do fenótipo dos homozigotos (contribuição independente).
  • Sobredominância: se caracteriza pelo fenótipo mais acentuado do heterozigoto em relação ao homozigoto para o alelo dominante. Ex: W+W+ (pouco pigmento), W+w, (muito pigmento), ww (sem pigmento). Além dos tipos clássicos de interações alélicas, existem variáveis como a penetrância gênica , que pode ser reduzida/incompleta. A penetrância incompleta é quando os genes estão presentes mas não há expressão do fenótipo correspondente. Isso pode acontecer por exemplo na epistasia, onde o fenótipo gerado por um determinado genótipo não se manifesta de forma adequada devido a interferência de um outro produto gênico.
  • Proporções fenotípicas alélicas Tipo de interação/ Proporção Genotípica Fenotípica Descrição Dominância completa 3/4 : 1/4 2/4 : 2/4 A domina sobre a Dominância incompleta

Aa é intermediário Codominância 1/4 : 2/4 : 1: Aa expressa as duas características (independentes) Alelos letais 2/3 : 1/ (-1/ mortos) Um dos fenótipos não chega a existir Sobredominância ¼: 2/4 : ¼ ¼: 2/4: ¼ O fenótipo do heterozigoto é mais acentuado do que dos homozigotos

Interações gênicas Como vimos anteriormente, os diferentes alelos de cada gene podem apresentar interações alélicas entre si, como por exemplo a dominância completa ou recessividade. Para determinar o padrão das interações alélicas em um cruzamento di-híbrido, não importam os fenótipos da geração parental, e sim de F1, que é heterozigoto e portanto evidencia qual o fenótipo predominante quando os dois alelos estão presentes. Porém, há exceções para essa regra quando ocorrem interações não alélicas. Nas interações gênicas, ou não-alélicas, os produtos gênicos de dois genes diferentes podem influenciar uma mesma característica, e assim alterar os seus fenótipos esperados. Isso é comum, por exemplo, em vias metabólicas. Na ausência de interações não alélicas (o genótipo de um gene A não interfere no fenótipo de um gene B) as proporções fenotípicas da prole F2, de um cruzamento de linhagens puras contrastantes para as duas características e que apresentam dominância completa e segregação independente é de 9:3:3:1 (num total de 16 possibilidades, segundo o quadrado de Punnett). As interações não alélicas, por sua vez, apresentam proporções fenotípicas derivadas de 9:3:3:1 , de acordo com o tipo de interação que ocorre (FIGURA 1), podendo se somar certos componentes dessas variações onde ocorre interação. Assim, os genótipos de cada componente fenotípico são:

  • 9 : A_B_
  • 3 : A_bb
  • 3 : aaB_
  • 1 : aabb FIGURA 1. Proporções fenotípicas de interações alélicas e não alélicas (Carvalho, 2016).