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interpolação, Notas de estudo de Cálculo

Interpolação de Função - Cálculo Numérico

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 29/06/2011

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
Instituto de Ciências Exatas e Biológicas
Departamento de Computação
José Álvaro Tadeu Ferreira
Cálculo Numérico – Notas de aulas
Interpolação Polinomial
Ouro Preto
2009
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

Instituto de Ciências Exatas e Biológicas

Departamento de Computação

José Álvaro Tadeu Ferreira

Cálculo Numérico – Notas de aulas

Interpolação Polinomial

Ouro Preto

Sumário

  • 1 - Introdução.....................................................................................................................
  • 2 - Existência e unicidade do polinômio interpolador
  • 3 - Erro de truncamento......................................................................................................
  • 4 - Métodos de obtenção do polinômio interpolador
    • 4.1 – Método de Lagrange
    • 4.2 – Método das diferenças divididas
      • 4.2.1 – O operador diferença dividida
      • 4.2.2 – O polinômio interpolador com diferenças divididas
    • 4.3 – Método das diferenças finitas ascendentes
      • 4.3.1 – O Operador Diferença Finita Ascendente
      • 4.3.2 – O polinômio interpolador com diferenças finitas ascendentes........................
  • 5 – Complexidade dos métodos de interpolação
  • 6 – Considerações finais...................................................................................................
  • Anexos.............................................................................................................................
    • a) Teorema do Valor Médio
    • b) Operador linear

exemplo, para a obtenção de valores intermediários em tabelas, na integração numérica, no

cálculo de raízes de equações e na resolução de equações diferenciais ordinárias.

Portanto é vantajoso substituir uma função complicada por um polinômio que a represente.

Além disto, o teorema de Weierstrass afirma que: “ Toda função contínua pode ser arbitra-

riamente aproximada por um polinômio”.

Objetivo

Sendo (xi, yi), i = 0, 1, ..., n; pontos, com abscissas distintas, de uma função y = f(x), obter

o polinômio, y = p(x) tal que:

p(xi) = f(xi) = yi, i = 0, 1, ..., n

2 - Existência e unicidade do polinômio interpolador

Teorema 2.

Se (xi, yi) i = 0, 1, ..., n; são (n + 1) pontos com abscissas distintas, relativos a uma função,

y = f(x), então existe um, e só um, polinômio, y = p(x), de grau máximo n,tal que:

p(xi) = f(xi) = yi, i = 0, 1, ..., n

Demonstração

O objetivo é aproximar uma função, y = f(x), por um polinômio, y = p(x), ou seja, deseja-

se obter

p( x) a x a x ... a 1 x a 0 y

n 1 n- 1

n  (^) n     

tal que p(xi) = f(xi) = yi para todo i = 0, 1, 2, ..., n

Com esta condição, tem-se:

1 n 0 n

n 1

n- 1 n

n

n n n

1 1 0 1

n 1

n- 1 1

n

1 n 1

1 0 0 0

n 1

n- 1 0

n

0 n 0

p(x ) a x a x ... ax a y

p(x) a x a x ... ax a y

p(x ) a x a x ... a x a y

Que é um sistema de (n + 1) equações lineares com (n + 1) incógnitas a 0 , a 1 , a 2 , ..., an. A

sua matriz dos coeficientes é dada por:

x x ...x 1

x x ...x 1

x x ...x 1

X

n

n 1

n

n

n

1

n 1

1

n

1

0

n 1

0

n

0

Trata-se de uma ma matriz de Vandermonde. O seu determinante é calculado da seguinte

maneira

det(X) = (x 0 – x 1 ) (x 0 – x 2 ) ... (x 0 – xn) (x 1 – x 2 ) (x 1 – x 3 ) ... (x 1 – xn) ... (xn - 1 – xn)

Como, por condição, x 0 , x 1 , ..., xn são valores distintos, então tem-se que det(X)  0 e o

sistema linear admite solução única. Portanto, existe um único polinômio, y = p(x), tal que:

p(xi) = f(xi) = yi, i = 0, 1, ..., n. Conclui-se, ainda, que o polinômio tem grau máximo n,

uma vez que os coeficientes, ai, i = 0, 1, ..., n; podem assumir qualquer valor real, zero in-

clusive.

3 - Erro de truncamento

Teorema 3.

Seja:

(i) (xi, yi), i = 0,1, ..., n pontos com abscissas distintas relacionados a uma função y = f(x);

(ii) y = f(x) uma função com (n + 1) derivadas contínuas no intervalo [x 0 , xn].

Então, para cada x  [x 0 , xn], existe um número ξ  (x 0 , xn), que depende de x, tal que

(n 1)!

f ((x )) f(x)-p(x) E (x) (x-x ).(x-x)...(x-x ).

n 1

t 0 1 n 

Onde f

n + 1 (.) é a derivada de ordem (n + 1) de y = f(x) e y = p(x) é o polinômio que a in-

terpola nos pontos (xi, yi), i = 0, 1, ..., n.

A expressão (3.1) é chamada de termo do erro ou erro de truncamento. É o erro que se

comete, no ponto x, quando se substitui a função pelo polinômio que a interpola.

A importância do Teorema 3.1 é mais teórica do que prática, uma vez que não é possível

determinar o ponto ξ de tal modo que seja válida a igualdade (3.1). Na prática, para estimar

o erro cometido ao aproximar o valor da função, num ponto, pelo seu polinômio de inter-

polação, é utilizado o corolário a seguir.

Corolário 3.

Se f(x) e suas derivadas até a ordem (n + 1) são contínuas no intervalo [x 0 , xn], então:

(n 1)!

M

E (^) t (x) (x-x 0 ).(x-x 1 )...(x-xn).

Onde M = max f (x)

n  1 no intervalo [x 0 , xn].

4 - Métodos de obtenção do polinômio interpolador

4.1 – Método de Lagrange

Neste método, o polinômio, y = L(x), que interpola uma função, y = f(x), em um conjunto

de pontos (xi, yi), i = 0, 1, ..., n é considerado na forma

L( x) y 0 .L 0 (x)y 1 .L 1 (x) yn.Ln(x ) (4.1)

Onde os Li(x), i = 0,1, 2, ..., n; são polinômios de grau n tais que

Li(xi) = 1

Li(xj) = 0; i, j = 0,1, 2, ..., n; j  i

É simples verificar que, com estas duas condições, tem-se que

L(xi) = f (xi) = yi, i = 0, 1, ..., n.

Para determinar cada Li(x), i = 0,1, ..., n; basta considerar que todo xj, j = 0, 1, ..., n; é um

zero de Li(x) quando i  j.

Seja, a título de exemplo, a determinação de L 0 (x). Tem-se, por condição, que

L 0 (x 0 ) = 1

L 0 (xj) = 0; j = 1, 2, ..., n

Portanto, conhecendo os zeros de L 0 (x), pode-se representá-lo da forma

L 0 (x) = c 0 .(x – x 1 ).(x – x 2 ) ... (x – xn)

Para determinar o coeficiente c 0 basta considerar o valor numérico de L 0 (x) em x = x 0 que,

por condição, é igual a 1. É obtido então

L 0 (x 0 ) = c 0 .(x 0 – x 1 ).(x 0 – x 2 ) ... (x 0 – xn) = 1

(x x)(x x ) (x x )

c

0 1 0 2 0 n

0   

Tem-se, então, que

(x x)(x x ) (x x )

(x x)(x x ) (x x ) L (x )

0 1 0 2 0 n

1 2 n 0   

Seja, agora, a determinação de L 1 (x). Por condição, tem-se que

L 1 (x 1 ) = 1

L 1 (xj) = 0; j = 0, 2, ..., n

E, então, L 1 (x), pode ser representado da forma

L 1 (x) = c 1 .(x – x 0 ).(x – x 2 ) ... (x – xn)

De modo análogo ao que foi feito anteriormente, para determinar o coeficiente c 1 basta

considerar o valor numérico de L 1 (x) em x = x 1 que, por condição, é igual a 1, obtendo-se

então

L 1 (x 1 ) = c 1 .(x 1 – x 0 ).(x 1 – x 2 ) ... (x 1 – xn) = 1

(x x )(x x ) (x x )

c

1 0 1 2 1 n

1   

Tem-se, então, que

(x x )(x x ) (x x )

(x x )(x x ) (x x )

L(x )

1 0 1 2 1 n

0 2 n

1   

Considerando os resultados 4 .2 e 4. 3 , conclui-se que

(x x )(x x ) (x x )(x x ) (x x )

(x x )(x x) (x x )(x x ) (x x ) L(x )

i 0 i 1 i i 1 i i 1 i n

0 1 i 1 i 1 n

i     

 

 

, i = 0, 1, ..., n (4.4)

Exemplo 4.

Seja y = f(x) uma função dada nos pontos a seguir. Utilize o método de Lagrange para de-

terminar o polinômio que a interpola. Retenha nos cálculos quatro casas decimais.

i 0 1 2 3

xi 0 1 2 4

yi 4 11 20 44

Solução

O polinômio interpolador é:

L(x) = y 0 .L 0 (x) + y 1 .L 1 (x) + y 2 .L 2 (x) + y 3 .L 3 (x)

Seja, então, a obtenção de Li(x), i = 0, 1, 2, 3

x -7.x 14.x- 8

(x-1).(x-2).(x- 4)

(x -x)(x -x )(x -x )

(x-x)(x-x )(x-x )

L (x )

3 2

0 1 0 2 0 3

1 2 3

0

(ii) Sabendo-se que os pontos dados são relativos à função y = cos(x), estime o erro de

truncamento máximo cometido no item (i).

Solução

Sabe-se que o erro de truncamento máximo cometido é dado por:

(n 1)!

M

E (x) (x-x ).(x-x)...(x-x ). t 0 1 n 

onde M = máx|f

n + 1 (x)| no intervalo [x 0 , xn].

Tem-se que f ´´´(x) = sen(x), cujo módulo é máximo no intervalo [0,9; 1,1] para x = 1,1 e

f ´´´(1,1) = 0,8912 = M. Sendo assim,

E( 1 , 07 ) 5,3x 10 0,

3!

E ( 1 , 07 ) |(1,07-0,9).(1,07- 1 ).(1,07-1,1)|.

  • 5

t t

4.2 – Método das diferenças divididas

4.2.1 – O operador diferença dividida

Definição 4.

Dada uma função, y = f(x), a sua primeira derivada é definida como:

h

f(x h)- f(x)

f '(x) lim

h 0

Sendo (xi, yi), i = 0, 1, ..., n; um conjunto de pontos da função, então:

h

f(x h)-f(x )

f '(x ) lim

i i

h 0

i

Seja

xi + h = xi + 1  h = xi + 1 - xi

Sendo assim

i 1 i

i 1 i

x x

i

x -x

f(x )-f(x )

f'(x ) lim

i i 1 

Definição 4.

Sendo (xi, yi), i = 0, 1, ..., n; um conjunto de pontos, cujas abscissas são distintas, de uma

função y = f(x), define-se o operador diferença dividida de primeira ordem, sobre os pontos

(xi, yi) e (xi + 1, yi + 1), como:

i 1 i

i 1 i

i 1 i

i 1 i

i

x -x

y - y

x - x

f(x )-f(x )

Dy

  , i = 0, 1, ..., n – 1 (4. 7 )

Observe-se que este operador nada mais é do que uma aproximação do valor numérico da

primeira derivada de uma função em um ponto.

Pode ser demonstrado que as diferenças divididas de ordem superior, definidas a seguir,

são aproximações para as derivadas de ordem superior.

A diferença dividida de segunda ordem, sobre os pontos (xi, yi), (xi + 1, yi + 1) e (xi + 2, yi + 2),

é definida como:

i 2 i

i 1 i i

2

x - x

Dy -D y D y

  , i = 0, 1, ..., n – 2 (4. 8 )

A diferença dividida de terceira ordem, sobre os pontos (xi, yi), (xi + 1, yi + 1), (xi + 2, yi + 2), e

(xi + 3, yi + 3), é definida como:

i 3 i

i

2

i 1

2

i

3

x - x

D y -D y

D y

  , i = 0, 1, ..., n^ –^3 (4.9)

Considerando as definições (4.7), (4.8) e (4.9), tem-se que a diferença dividida de ordem k,

é definida como:

i 0,1,...,n- k

k 1,2,..., n

,

x - x

D y -D y

D y

i k i

i

k- 1

i 1

k- 1

i

k (4.10)

Sendo a diferença dividida de ordem zero definida como:

D

0 yi = yi, i = 0, 1, ..., n (4.11)

4.2.2 – O polinômio interpolador com diferenças divididas

Neste método a idéia é obter o polinômio, y = p(x), que interpola uma função, y = f(x), em

um conjunto de pontos (xi, yi), i = 0, 1, ..., n; na forma

p(x) = a 0 + a 1 .(x – x 0 ) + a 2 .(x – x 0 )(x – x 1 ) + ... + an.(x – x 0 )(x – x 1 ) ... (x – xn - 1 ) (4. 12 )

Tendo em vista que y = p(x) deve ser tal que p(xi) = f(xi) = yi, i = 0, 1, ..., n

Então

p(x 0 ) = a 0  a 0 = y 0 = Dy 0 (4.13)

p(x 1 ) = y 0 + a 1 .(x 1 – x 0 ) = y 1

2 0

1 0

1 0

2 1

2 1

2 x -x

x - x

y - y

x - x

y - y

a 

Portanto

2 0

1 0

2 x -x

Dy - Dy

a  (4. 19 )

Com base na definição 4. 8 , conclui-se que 4. 19 é a diferença dividida de segunda ordem,

(x 0 , y 0 ), (x 1 , y 1 ) e (x 2 , y 2 ), ou seja,

a 2 = D

2 y 0 (4. 20 )

Portanto, pode-se concluir que ai = D

i y 0 , i = 0, 1, ... n; e, então, 4. 12 é um polinômio da

forma:

p(x) = y 0 + (x – x 0 ) .Dy 0 + (x – x 0 )(x – x 1 ) .D

2 y 0 + ... + (x – x 0 )(x – x 1 ) ... (x – xn - 1 ).D

n y 0

Teorema 4.1 (Valor Médio de Lagrange Generalizado)

Se y = f(x) é uma função com n derivadas contínuas em intervalo [x 0 , xn], então existe um

pon to ξ ∈[x 0 , xn] tal que

n!

f ( ) D y

n

0

n  

Demonstração

Seja

e(x) = f(x) – p(x)

Onde p(x) é o polinômio que interpola f(x) nos pontos dados. Assim sendo, a função e(x)

tem n + 1 zeros distintos, o que implica, pelo Teorema de Rolle Generalizado, que e`(x)

tem n zeros em [x 0 , xn] e, assim, sucessivamente. Assim, conclui-se que existe um ξ ∈ [a,b]

tal que e

n (ξ) = 0. Ou seja

0 = f

n (ξ) – p

n (ξ) ⇒ 0 = f

n (ξ) – D

n y 0 .n!

c.q.d.

Portanto, de acordo com este teorema, na ausência de informação sobre f

n + 1 (x), uma esti-

mativa para o erro pode ser obtida utilizando D

n + 1 y 0 caso as diferenças divididas de ordem

n + 1 não variem muito.

Corolário 4.

Sob as hipótese do teorema anterior, tem-se que

k!

f (x ) D f(x )

k k 

Corolário 4. 2

Se y = f(x) e suas derivadas até a ordem (n + 1) são contínuas no intervalo [x 0 , xn], então:

ET(x) ≤ |(x – x 0 ). (x – x 1 ). .... (x – xn)|.máx|D

n + 1 f(x)|

Exemplo 4.

A tabela a seguir apresenta valores da voltagem, V, em função da corrente elétrica, I. Utili-

zando interpolação polinomial, método das diferenças divididas, estime o valor de V quan-

do I = 3A.

i 0 1 2 3

I = xi 1 2 4 8

V = yi 120 94 75 62

Solução

Inicialmente, são determinados os valores das diferenças divididas.

i I = xi V = yi Dyi D

2 yi D

3 yi

Tem-se, então:

p(x) = y 0 + (x - x 0 ).Dy 0 + (x - x 0 ).(x – x 1 ).D

2 y 0 + (x - x 0 ).(x – x 1 ).(x – x 2 ).D

3 y 0

p( 3 ) = 120 + ( 3 - 1 ).(- 26) + (3 - 1).(3 – 2).(5,5) + (3 - 1).(3 – 2).( 3 – 4 ).(- 0,64)

p(3) = 80,28V

Exemplo 4.

Uma barra de metal encontra-se presa em duas paredes separadas pela distância de 12 m. A

5 m da parede A (ver figura), um corpo apoiado sobre a barra faz com que esta toque no

solo. Os pontos de engate nas duas paredes estão a 8 m (parede A) e 3 m (parede B) do solo,

conforme mostra a figura a seguir. Usando interpolação polinomial, Método das Diferen-

ças Divididas, pede-se estimar

a) a altura, em relação ao solo, de um ponto da barra localizado a 2m da parede A;

4.3 – Método das diferenças finitas ascendentes

4.3.1 – O Operador Diferença Finita Ascendente

Definição 4.

Sendo (xi, yi), i = 0, 1,... , n; pontos de uma função, y = f(x), tais que xi + 1 – xi = h = cons-

tante para todo i = 0, 1,... , n – 1 ; define-se a diferença finita ascendente de primeira or-

dem como:

∆f(x) = f(x + h) – f(x) (4. 24 )

Em um ponto xi tem-se que

∆f(xi) = f(xi + h) – f(xi)

∆yi = yi + 1 – yi, i = 0, 1, 2, ..., n – 1 (4.25)

Da definição (4. 24 ), verifica-se que o operador ∆(.) é linear (ver anexo), sendo assim, as

diferenças finitas ascendentes de ordem superior são definidas, por recorrência, da seguinte

maneira.

Segunda ordem.

∆[∆yi] = ∆[yi + 1 – yi]

2 yi = ∆yi + 1 – ∆yi, i = 0, 1, 2, ..., n – 2 (4. 26 )

Terceira ordem.

∆[∆

2 yi] = ∆[∆yi + 1 – ∆yi,]

3 yi = ∆

2 yi + 1 – ∆

2 yi, i = 0, 1, 2, ..., n – 3 (4.2 7 )

Generalizando, tem-se que a diferença finita ascendente de ordem r é definida como:

k yi = ∆

k - 1 yi + 1 – ∆

k - 1 yi

i 0,1,...,n- k

k 1,2,..., n

(4.28)

Sendo a diferença finita ascendente de ordem zero definida como:

0 yi = yi; i = 0, 1, 2, ..., n (4.2 9 )

As diferenças finitas ascendentes estão intimamente relacionadas com as derivadas de uma

função. Tendo em vista as definições 4.1 e 4.3, verifica-se que

h

f (x ) é uma aproximação

para a primeira derivada de uma função y = f(x). O teorema a seguir generaliza esta idéia.

Teorema 4.

Sendo y = f(x) uma função com derivadas contínuas até a ordem k, tem-se que:

k f(x) = h

k .f

(k) (k) para algum k ∈ (x, x + k.h) (4.30)

Demonstração

A demonstração será feita por indução sobre k.

Base de indução: a relação vale para k = 1

∆f(x) = f(x + h) – f(x) = h.f ’(ξ) (Teorema do Valor Médio)

Hipótese de indução

Admita-se que a relação vale para k – 1.

k – 1 f(x) = h

k – 1 .f

k – 1 (ξk – 1 ), ξk – 1 ∈ (x, x + (k – 1).h)

Passagem de indução

Provar que a relação é válida para k.

k [f(x)] = ∆

k - 1 [∆[f(x)]] = ∆

k - 1 [f(x + h) − f(x)]

k - 1 [f(x + h)] − ∆

k - 1 [f(x)]

k - 1 [f(x + h)] = h

k - 1 f

(k−1) (μ 1 ) com μ 1 ∈ (x + h, x + h + (k − 1)h) = (x + h, x + h.k)

k− [f(x)] = h

k− f

(k−1) (μ 2 ) com μ 2 ∈ (x, x + (k − 1)h)

Usando agora o (T.V.M) para f

(k−1) tem-se

∃ ξk ∈ (μ 1 , μ 2 ) ou (μ 2 , μ 1 ) : f

(k−1) (ξ 1 ) − f

(k−1) (ξ 2 ) = hf

(k) (ξk)

Vem, então, que

k [f(x)] = ∆

k− [f(x + h)] − ∆

k− [f(x)]

= h

k− (f

(k−1) (μ 1 ) − f

(k−1) (μ 2 ))

= h

k− hf

(k) (ξk), ξk ∈ (μ 1 , μ 2 )

= h

k f

(k) (ξk), ξk ∈ (x, x + k.h)

c.q.d.

Corolário 4. 3

[∆

k f(x) / h

k ].é uma aproximação para f

(k) (x) e o erro cometido tende a zero quando h → 0.

Seja, agora, a seguinte variável

h

x- x z

0  (4. 3 2)

De onde vem que

x = x 0 + h.z

x - x 0 = h.z

x – x 1 = x – (x 0 + h) = x – x 0 – h = h.z – h = h.(z – 1)

x – x 2 = x – (x 0 + 2.h) = x – x 0 – 2.h = h.z – 2.h = h.(z – 2)

x – xn - 1 = h.[z – (n - 1)]

Efetuando as substituições no polinômio interpolador com diferenças divididas, 4. 21 , ob-

tém-se que o polinômio interpolador com diferenças finitas ascendentes é:

0

n

0

3

0

2

0 0 0

y

n!

z(z 1 )...[z (n 1 )] y ...

3!

z(z 1 )(z 2 ) y

2!

z(z 1 ) p( x h.z) y z. y 

Exemplo 4. 5

Os pontos a seguir relacionam a solubilidade, S, da água no óleo mineral, em partes por

milhão, com a temperatura, t, em graus centígrados. Utilizando interpolação polinomial,

método das diferenças finitas ascendentes, estime o valor de t quando S = 200ppm.

S t

i xi yi Δyi Δ

2 yi Δ

3 yi

Sabe-se que

h

x- x

z

0   1,

100

z  

Logo

0

3

0

2

0 0 0

y

3!

z(z 1 )(z 2 ) y

2!

z(z 1 ) p( x h.z) y z. y 

z(z 1 )(z 2 ) .( 19 )

2!

z(z 1 ) p( x h.z) 15 z.( 35 ) 0

Sendo assim, o polinômio interpolador é dado por:

p(x 0 + h.Z) = 2.17.Z

3

  • 16 .Z

2

  • 48, 83 .Z + 15

Tem-se, então, que p(200) = 62,

o

C

Exemplo 4. 6

Uma hidroelétrica tem capacidade máxima de 60MW, que é determinada por três gerado-

res de 30MW, 15MW e 15MW, respectivamente. A demanda de energia varia num ciclo

de 24h, sendo que a demanda mínima ocorre entre 2h e 5h e a máxima entre 14h e 17h.

Utilizando interpolação polinomial, método das diferenças finitas ascendentes, estime a

demanda mínima e a máxima e o horário em que cada uma ocorre, considerando os dados

a seguir.

i 0 1 2 3

Hora (xi) 2 3 4 5

Demanda (yi) 16,4 15,2 14,9 16,

i 0 1 2 3

Hora (xi) 14 15 16 17

Demanda (yi) 36,5 43,0 34,0 31,

Solução

Demanda mínima

Inicialmente, são calculados os valores das diferenças finitas ascendentes.

i xi yi yi 

2 yi 

3 yi Sendo

h

x- x

z

0 

então z = x – 2 e x = 2 + z

O polinômio interpolador tem a forma

0

3

0

2

0 0 0

y

3!

z(z 1 )(z 2 ) y

2!

z(z 1 ) p( x h.z) y z. y 

Assim,

z(z 1 )(z 2 ) ( 0 , 9 )

2!

z(z 1 ) p( 2 z) 16 , 4 z.( 1 , 2 )

p( 2 z) 0 , 08 .z 0 , 2 .z -1,48.z 16,

3 2    