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interpretação, Notas de estudo de Língua Portuguesa

Interpretação de Texto

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 14/03/2013

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fran-concurseira-lisa-4 🇧🇷

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Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo
Ano 2012
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Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

SUMÁRIO

Apresentação..........................................................................................

Textos e Questões..................................................................................

Respostas............................................................................................

Bibliografia..........................................................................................

“Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes.” (Lucas 16,10)

“E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?” (Lucas 16,12).

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Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

TEXTO 1

Durante dezenas de milhares de anos, as sociedades baseadas na caça e pesca dependeram do mundo natural ao seu redor para obter alimentos. Hoje em dia, alguns povos indígenas ainda vivem dessa forma e consomem elementos da vida selvagem de uma maneira sustentável. Seria uma idiotice da parte deles destruírem as florestas e as planícies que lhes proporcionam víveres. Mas, ironicamente, na nossa sociedade ―avançada‖, fazemos exatamente isso. No mar, cada vez mais são empregadas técnicas de pesca indiscriminadas, negligentes e completamente insustentáveis. Essas técnicas destroem os habitats que produzem e reabastecem os recursos. A pesca comercial tem causado danos significativos a ecossistemas marítimos em grande parte desconhecidos, exaurido inúmeras espécies de peixes, pássaros e mamíferos marinhos e condenado muitas outras à extinção. Com o esgotamento de reservas pesqueiras costeiras no mundo inteiro, como a pesca do bacalhau no nordeste dos Estados Unidos, a indústria da pesca se transferiu para os altos-mares – os 64% do oceano que se estendem além das jurisdições nacionais. Imensas redes de arrasto presas a traineiras indicam a escala colossal do ataque e o dano infligido. Redes instaladas em maciços roletes são arrastadas através do leito do mar, varrendo tudo em seu percurso, deixando um deserto submarino estéril e desolado. Um relatório da ONU, divulgado há pouco, analisa medidas para proteger os altos-mares e observa que o uso de redes de arrasto é de particular preocupação, por danificar ecossistemas vulneráveis. Na preservação, muitas vezes a ação só vem depois que ocorreu a destruição. Nesse caso, a ONU está numa posição privilegiada para atuar antes que danos irreparáveis sejam feitos. Com essa decisão, podemos prevenir a extinção de incontáveis espécies e ecossistemas que somente agora começam a ser descobertos e que ainda não são compreendidos.

1. A afirmativa correta, de acordo com o texto, é: a) Nos Estados Unidos a pesca transferiu-se para o alto-mar para evitar a destruição das reservas costeiras, como a do bacalhau, no mundo todo. b) Hábitos de consumo de alguns povos indígenas levaram à destruição de florestas que lhes ofereceriam alimentos, comprometendo sua sobrevivência. c) A única maneira de preservar as reservas pesqueiras em todo o mundo é interrompendo as atividades de pesca, mesmo as que se desenvolvem de modo sustentável.

Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

d) A ONU mostra-se preocupada com a preservação do ecossistema marinho atualmente em risco devido a práticas como o uso de redes de arrasto no fundo do mar. e) A pesca comercial, atualmente, tem-se desenvolvido de forma a preservar o ecossistema marinho, apesar de retirar dele grande quantidade de recursos naturais.

2. Mas, ironicamente, na nossa sociedade “avançada”, fazemos exatamente isso (início do 2º parágrafo). De acordo com o texto, o segmento grifado acima significa, em outras palavras: a) Estamos destruindo os recursos naturais que nos proporcionam alimentos. b) Dependemos do mundo natural para sobreviver, pois nele encontramos alimento; c) Ficamos mais preocupados com os possíveis danos causados ao ambiente marinho. d) Desenvolvemos técnicas mais seguras de exploração sustentável do meio ambiente. e) Vivemos hoje em dia como os povos indígenas, que conservam elementos da vida selvagem. 3. O uso das aspas na palavra “ avançada” ( início do 2º parágrafo). a) Indica utilização de palavras de origem estrangeira no contexto. b) Aponta emprego de gíria no contexto redigido em norma culta. c) Assinala reprodução fiel de uma opinião alheia ao contexto. d) Reforça o sentido próprio da palavra, referente ao mundo moderno. e) Assinala no contexto o sentido irônico atribuído a ela. 4. ... Analisa medidas para proteger os altos-mares... (inicio do 4º parágrafo) A palavra composta que faz o plural da mesma forma que a grifada acima está também grifada na frase: a) Ave oceânica e migradora, o albatroz-de-nariz-amarelo é encontrado no litoral do sudeste e do sul do Brasil. b) O leão-marinho é uma das várias espécies ameaçadas de extinção, por danos provocados a seu habitat. c) O peixe-boi-da-amazônia é um mamífero encontrado em rios e lagoas dessa região brasileira. d) Andorinha-do mar é o nome dado a uma espécie de aves marinhas, conhecida popularmente por trinta réis.

Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

e) Com o extermínio das espécies do mar profundo, que ainda não está bem conhecida, temos a pesca comercial que são feitas com redes de arrasto.

TEXTO 2

A vida humana como valor jurídico

Vivemos sob a égide de uma Constituição que orienta o Estado no sentido da dignidade da pessoa humana, tendo como normas a promoção do bem comum, a garantia da integridade física e moral do cidadão e a proteção incondicional do direito à vida. Essa proteção é de tal forma solene que o atentado a essa integridade eleva-se à condição de ato de lesa-humanidade: um atentado contra todos os homens. Afirma-se que a Constituição do Brasil protege a vida e que tudo aquilo que soa diferente é contrário ao Direito e por isso não pode realizar-se. Todavia, dizer que a vida depende da proteção da Carta Maior é superfetação porque a vida está acima das normas e compõe todos os artigos, parágrafos, incisos e alíneas de todas as constituintes. A cada dia que passa, a consciência atual, despertada e aturdida pela insensibilidade e pela indiferença do mudo tecnicista, começa a se reencontrar com a mais lógica de suas normas: a tutela da vida. Essa consciência de que a vida humana necessita de uma imperiosa proteção vai criando uma série de regras que se ajustam mais e mais com cada agressão sofrida, não apenas no sentido de se criar dispositivos legais, mas como maneira de estabelecer formas mais fraternas de convivência. Este, sim, seria o melhor caminho. Tudo isso vai sedimentando a ideia de que a vida de todo ser humano é ornada de especial dignidade, o que deve ser colocado de forma clara em defesa da proteção das necessidades e da sobrevivência de cada um. Esses direitos fundamentais e irrecusáveis da pessoa humana devem ser definidos por um conjunto de normas que possibilitem que cada um tenha condições de desenvolver suas aptidões e suas possibilidades.

1. Considerando as ideias e a estrutura do texto acima, julgue os itens de 1 a 5. 1. O texto defende que a sociedade brasileira, apesar de vítima da violência do contexto tecnológico atual, tem por valor superafetado a proteção do direito à vida, garantido constitucionalmente. 2. Entre os pilares que sustentam a Carta Magna brasileira – a dignidade da pessoa, o respeito ao cidadão, a garantia da sua integridade, o fortalecimento do bem comum e o resguardo do direito à vida – , sobreleva-se este último, pela qualidade de incondicional.

Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

3. É redundante afirmar que a Constituição do Brasil dá especial ênfase à defesa à existência no país, uma vez que a vida sobreleva-se a constituições sociais e está pressuposta em vários dispositivos legais. 4. O texto argumenta que é universal e incontestável a consciência de que urge o estabelecimento de formas mais fraternas de convivência no mundo atual. 5. O texto estrutura-se de forma dissertativa, com léxico predominantemente denotativo, apesar de haver palavras empregadas em sentido conotativo, a exemplo de ―soa‖ e ―ornada‖.

TEXTO 3

BUROCRATAS CEGOS

A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzoto, da 7ª Vara Federal do Rio, determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus aos consumidores de energia que reduziram o consumo entre 100 kWh e 200 kWh fez justiça.

A liminar vale para todos os brasileiros. Quando o Governo se lançou nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com tamanha solidariedade dos consumidores. Por isso, deixou essa questão dos bônus em suspenso. Preocupada com os recursos que o Governo federal terá que desembolsar com os prêmios, a Câmara de Gestão da Crise de Energia tem evitado encarar essa questão, muito embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já tenha dito que o bônus será pago.

Decididamente, os consumidores não precisavam ter lançado mão da Justiça para poder ter a garantia desse direito. Infelizmente, o permanente desrespeito ao contribuinte ainda faz parte da cultura dos burocratas brasileiros. Estão constantemente preocupados em preservar a máquina do Estado. Jamais pensam na sociedade e nos cidadãos. Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as barreiras de mais essa crise.

(Editorial de O Dia, 19/08/01)

1. De acordo com o texto: a) A juíza expediu a liminar porque as companhias de energia elétrica se negaram a pagar os bônus aos consumidores. b) A liminar fez justiça a todos os tipos de consumidores. c) A Light e a Cerj ficarão desobrigadas de pagar os bônus se o governo fizer a sua parte. d) O excepcional retorno dado pelos consumidores de energia tomou de surpresa o Governo.

Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

c) Receber o pagamento dos bônus é um direito do contribuinte, desde que tenha reduzido o consumo satisfatoriamente. d) Os contribuintes não deveriam ter recorrido à Justiça, porque a Câmara de Gestão garantiu o pagamento dos bônus. e) A atuação dos burocratas brasileiros deixou a Câmara de Gestão preocupada.

TEXTO 4

O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 55, item 1, da Constituição Federal,

DECRETA:

Art. 1º. A Carreira Policial Federal far-se-á nas categorias funcionais de Delegado de Polícia Federal, Perito Criminal Federal, Censor Federal, Escrivão de Polícia Federal, Agente de Polícia Federal e Papiloscopista Policial Federal, mediante progressão funcional, de conformidade com as normas estabelecidas pelo Poder Executivo. Art. 2º. A hierarquia na Carreira Policial Federal se estabelece primordialmente das classes mais elevadas para as menores e, na mesma classe, pelo padrão superior. Art. 3º. O ingresso nas categorias funcionais da Carreira Policial Federal ocorrerá sempre no padrão I das classes iniciais, mediante nomeação ou progressão funcional.

1. Quanto ao texto acima, julgue os itens a seguir. 1. A colocação e a grafia de ―DECRETA:‖ e a repetição de ―Art.‖ Nos parágrafos, alterando o padrão regular, indica que se trata de um tipo específico de redação: é um texto legal, oficial. 2. No ―Art. 1.º‖, a expressão verbal ―far-se-á‖ equivale, sintática e semanticamente, ao desdobramento é feita. 3. No texto, as expressões grafadas com inicial maiúscula constituem unidades de sentido, classificadas como substantivos compostos, em que o recorrente adjetivo ―Federal‖ faz parte do nome próprio. 4. A palavra ―mediante‖, nos artigos 1.° e 3.°, está empregada com o sentido de por intermédio de. 5. Confrontando a redação dos dois últimos períodos, constata-se não haver paralelismo sintático com referência ao tempo verbal, uma vez que em um está sendo empregado o presente e no outro, o futuro do presente do modo indicativo.

TEXTO 5

Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

Os recursos tecnológicos que tornam os carros cada vez mais seguros costumam ser implantados primeiros nos modelos de luxo e nos superesportivos – cujos proprietários podem pagar pela novidade. Depois, à medida que a tecnologia é aprimorada e se toma mais barata, as fábricas passam a incorporá-la nos veículos vendidos em larga escala. Foi assim com o sistema de freios ABS, que impede o travamento das rodas em freadas bruscas. Lançado em 1978, esse tipo de freio só apareceu em carros comuns dez anos mais tarde. Uma série de modelos de porte médio lançados recentemente nos Estados Unidos, na Europa e no Japão mostra que esse ciclo de transferência tecnológica está ficando cada vez mais curto. Os modelos incorporam equipamento de segurança antes reservados aos carros mais caros. Eles tornam o veiculo mais ―inteligente‖, auxiliando o motorista nas manobras e corrigindo falhas humanas que possam resultar em acidentes. Entre esses novos equipamentos, o que vem se popularizando mais rapidamente é o controle eletrônico de estabilidade. Consiste num sistema que aciona cada um dos freios de forma independente e distribui a força da frenagem entre as quatro rodas, evitando que o veículo derrape. A queda nos preços desses equipamentos tem sido tão acentuada que eles se tornaram meio fácil e rápido de sedução dos consumidores. Segundo um analista do mercado, sai bem mais barato utilizá-los do que projetar um automóvel novo ou um novo tipo de motor. Equipamentos como o controle eletrônico de estabilidade são chamados de itens de segurança ativa. Ao contrário das barras de proteção lateral e dos airbegs que protegem os ocupantes do veículo quando o desastre já é fato consumado, eles previnem os acidentes interferindo em situações de colisão iminente e de perda do controle da direção. Essa ―inteligência‖ é possível graças a sistemas computadorizados que cruzam informações, como a velocidade do carro, as condições da pista e a aderência dos pneus. Em situações que ofereçam risco à segurança, eles tomam decisões em frações de segundos, sem a necessidade da ação do motorista. Parece ser uma tendência irreversível que os veículos possam agir mais rápido do que o ser humano.

1. Segundo o texto, avançados recursos tecnológicos a) São empregados em carros superesportivos para garantir a segurança dos profissionais em corridas, que têm meios para cobrir os seus altos custos. b) Chegam cada vez mais rapidamente aos modelos de carros menos luxuosos, porque estão com preços mais acessíveis aos consumidores desses carros. c) Oferecem mais segurança aos motoristas, mas têm preço extremamente elevados, fato que impede sejam utilizados em veículos de porte médio. d) Acabam sendo pouco utilizados, muitas vezes, por ter havido alterações nessa tecnologia, provocando mudanças nos modelos de carros. e) Podem até mesmo aumentar o número de consumidores, porém seus altos custos impedem a popularização dos modelos em que são aplicadas.

Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

O segmento grifado acima aparece reescrito com outras palavras, porém conservando o sentido original, da seguinte maneira:

a) Embora existam sistemas computadorizados. b) Devido à existência de sistemas computadorizados. c) Conquanto existam sistemas computadorizados. d) Caso seja possível a existência de sistemas computadorizados. e) De modo que possam existir sistemas computadorizado.

6. ... sai bem mais barato utilizá-los do que projetar um automóvel novo... (3º parágrafo)

É correto afirmar que a forma pronominal grifada na frase acima está se referindo, considerando-se contexto, a

a) Automóveis que seduzem os consumidores. b) Meios fáceis e rápidos nos novos projetos de carros. c) Novos tipos de motor a serem desenvolvidos. d) Sistemas de segurança de avançada tecnologia. e) Acessórios mais baratos em novos modelos.

7. As palavras que recebem acento gráfico pela mesma norma gramatical estão reunidas em a) Transferência, série, contrário. b) Fácil, veículos, tecnológica. c) Tecnológicos, médio, possível. d) Eletrônico, automóvel, rápido. e) Aderência, fábricas, irreversível. 8. A frase corretamente pontuada é: a) Nas situações, em que há perigo de derrapagem um sistema, chamado controle eletrônico de estabilidade freia o carro, automaticamente e corrige sua trajetória. b) Nas situações em que, há perigo de derrapagem um sistema chamado controle eletrônico de estabilidade freia, o carro automaticamente e corrige sua trajetória. c) Nas situações em que há perigo de derrapagem, um sistema chamado controle eletrônico de estabilidade freia o carro automaticamente e corrige sua trajetória.

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d) Nas situações em que há perigo de derrapagem um sistema chamado, controle eletrônico de estabilidade freia o carro, automaticamente e corrige sua trajetória. e) Nas situações em que há perigo de derrapagem um sistema chamado controle eletrônico de estabilidade freia, o carro automaticamente e, corrige sua trajetória.

TEXTO 6

Perito, com orgulho

Ben Hur, um senhor de aspecto venerando, prepara-se para comemorar os seus 86 anos de vida. Homem grande e de olhar calmo, perito aposentado da Polícia Federal, é um perito à moda antiga: entrou para a Polícia Federal em 1955, após um curso ministrado pelo PCF Villanova (hoje, uma referência para os profissionais da área). Foram 71 anos dedicados ao serviço público, pois antes trabalhou como guarda civil patrulhando o trânsito em uma motocicleta. Uma de suas memórias mais queridas foi ter participado da inauguração de um dos maiores estádios de futebol do mundo – o Maracanã – , em 1950. — A Polícia Federal foi minha casa, minha vida, orgulha-se o perito aposentado. Ele diz ainda que gostava muito do trabalho que realizava: ―Fazia com muito amor e respeito‖. Das 1.260 perícias realizadas, nenhum laudo cancelado. ―Apenas um foi contestado, mas fui ao juiz e expliquei tudo. Deu tudo certo‖, afirmou. Ben Hur lembra que as técnicas periciais eram outras. ―A perícia no meu tempo era feita à mão. Também não tínhamos máquina fotográfica para auxiliar no trabalho‖, disse ele. Entre uma lembrança e outra, não esquece de elogiar seus atuais colegas. ―Os peritos sempre foram muito respeitados‖. Depois de tantos anos servindo a sociedade, hoje o perito aposentado aproveita seu descanso curtindo os netos, sem nunca deixar de reverenciar a querida esposa, falecida no início da década de 90, a quem ele, até hoje, dedica muito amor e carinho.

1. Os fragmentos seguintes, na ordem em que são apresentados, correspondem a reescrituras sucessivas dos parágrafos do texto acima. Julgue-os quanto à correção gramatical e à manutenção das ideias originais. 2. Ben Hur, um senhor de olhar calmo e venerável aparência, perito aposentado, ingressou na Polícia Federal à maneira de antigamente: depois de um curso ministrado por um profissional mais experiente que hoje é considerado uma referência na área da perícia. 3. Ben Hur trabalhou, inicialmente como guarda civil, patrulhando o trânsito de motocicleta. Desta época, uma de suas recordações mais queridas foi ter tomado parte da inauguração do Maracanã, em 1950.

Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

3. Pelo texto, verifica-se que: a) Alguns países têm sua economia impulsionada pelo setor automobilístico. b) O PIB brasileiro seria melhor sem o setor automobilístico. c) Para os economistas, o setor automobilístico tem importância relativa na economia brasileira. d) Cinco milhões de brasileiros têm seu sustento no setor automobilístico. e) Em 1998, três quartos da economia brasileira não tinham relação com o setor automobilístico. 4. “A começar pelo mercado de trabalho.” Das alterações feitas na passagem acima, aquela que lhe altera basicamente o sentido é: a) a princípio pelo mercado de trabalho b) começando pelo mercado de trabalho c) em princípio pelo mercado de trabalho d) principiando pelo mercado de trabalho e) iniciando pelo mercado de trabalho 5. Segundo o texto, o setor automobilístico: a) está presente em segmentos diversos da sociedade. b) limita-se às fábricas de veículos. c) no ano de 1988 gerou salários de aproximadamente 216 bilhões de dólares. d) ficou imune à maxidesvalorização. e) gera, pelo menos, 47 empregos por fábrica de automóveis. 6. A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é: a) qualquer b) gera c) até d) na ponta do lápis e) no país

TEXTO 8

Quem não lê não pensa e quem não pensa será sempre um servo

A grande e principal tese de Paulo Prado – tese perturbadora – residia na sua convicção acerca da tristeza como traço definidor do caráter nacional. Tristeza resultante de causas profundas, a exemplo do estilo português de colonizar, dos povos que aqui se mesclaram, das atitudes dos que ocuparam a terra, bem como dos gestos de seus habitantes originais. Tristeza consolidada pelo espírito romântico de viver e pensar o mundo, consagrado no século XIX, a ensejar hipocrisias e a inibir iniciativas criadoras. Tristeza alastrada pelo território, de norte a sul, e a atravessar a sociedade de alto a baixo, ricos ou pobres. Tristeza, imobilismo e arcaísmo somente superáveis por meio de uma revolução.

1. Em relação ao texto acima, assinale a opção incorreta. a) Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir ―acerca da‖ por cerca da. b) O recurso enfático de iniciar a maior parte dos períodos com a mesma palavra, como ocorreu no texto acima, é inadequado para textos de correspondência oficial. c) As expressões ―a ensejar‖, ―a inibir‖ e ―a atravessar‖ podem, sem prejuízo para a correção gramatical, ser substituídas por ensejando, inibindo e atravessando , respectivamente. d) O emprego de vírgula após ―Tristeza‖ (l.11) justifica-se para isolar aposto.

TEXTO 9

Por ser um local abrigado e com muitos nutrientes, o manguezal atrai uma diversidade de espécies de caranguejos, peixes, moluscos, mariscos, aves e até mamíferos. Muitos desses animais não vivem exatamente lá. A maior parte usa o manguezal como refúgio ou como local de alimentação. Localizados em regiões tropicais e subtropicais, os manguezais encontram-se numa faixa entre a terra e o mar e sofrem influência direta do regime das marés. Na maré alta eles se enchem de água e na baixa, secam, transformando-se num grande lodaçal, com camadas de lama que podem atingir até quinze metros de profundidade. Uma condição indispensável para sua existência é que eles estejam longe da zona de arrebentação do mar, pois a violência das ondas impediria o crescimento de árvores. Outros fatores essenciais são a pequena variação da temperatura e uma boa quantidade de chuvas anuais. O Brasil conta com uma das maiores extensões de manguezais do mundo: do Amapá a Santa Catarina, são cerca de dez mil quilômetros quadrados desse habitat. Três tipos de árvores constituem a maior parte da vegetação desses locais, acompanhadas por pequeno número de outras plantas, como gramíneas, samambaias, bromélias e hibiscos. O emaranhado das raízes forma um abrigo natural para

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c) De camadas de lama. d) Da zona de arrebentação. e) De quinze metros de profundidade.

5. A concordância verbo-nominal está inteiramente correta na frase: a) Nesse ecossistema pode ser encontrado algumas espécies de mamíferos que vão até lá em busca de alimentos e também na época do acasalamento. b) Algumas espécies de peixes, que vem para o manguezal para se reproduzir, volta para o mar ou para os rios quando atinge a idade adulta. c) Os caranguejos são a espécie mais comum nos manguezais, pois passam grande parte de sua vida em troncos e nas raízes, ou escondidos na lama. d) Muitas espécies de aves, como a garça, utiliza os manguezais para alimento e reprodução, assim como as aves migratórias, como local de descanso. e) Quando os camarões crescem, após sua fase larval e juvenil, aproveita o vaivém das águas das marés para se deslocar rumo ao oceano. 6. Quando as águas invadem o lamaçal, peixes e camarões se juntam ...... aves e caranguejos, ...... procura de alimento fácil e abundante e de refúgio necessário ...... reprodução. As lacunas da frase acima estão corretamente preenchidas, respectivamente, por a) À – à - à b) A – à – à c) A – a – à d) À – a – a e) A – à – a

TEXTO 10

No caso de Raízes do Brasil , é mesmo possível traçar certo paralelismo entre a nostalgia que, para Sérgio Buarque, marcava os portugueses no trópico, e o ―desamor à terra‖ que Paulo Prado, seguindo Capistrano, viu nos mesmos portugueses, agregando evidência à sua convicção sobre a melancolia que grassava no Brasil. Por outro lado, se é verdade que a noção de ―homem cordial‖ como traço de caráter do brasileiro desenvolvida por Sérgio Buarque é bem mais complexa e diferente do que o ―brasileiro melancólico‖ de Paulo Prado, aludindo aquele à recusa aos formalismos e ritualismos em favor de

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relações pessoais e emotivas, é possível estabelecer diálogo entre os dois conceitos. Estabelecer oposições e diferenças, mais que aproximações, pois em Raízes fala-se na dificuldade do brasileiro em aceitar autoridades e em Retrato pinta-se um brasileiro submisso.

1. Em relação às ideias do texto acima, assinale a opção incorreta****. a) O ‗desamor à terra‘ por parte dos portugueses agrega evidência à convicção de Paulo Prado em relação à melancolia do brasileiro. b) A nostalgia destacada por Sérgio Buarque é comparável ao ―desamor à terra‖ visto por Paulo Prado nos portugueses. c) A noção de ―homem cordial‖ desenvolvida por Sérgio Buarque envolve preferência por formalismos e ritualismos e recusa a relações pessoais e emotivas. d) Há diferenças entre Raízes e Retrato, pois o primeiro focaliza a dificuldade do brasileiro em aceitar autoridade, e o segundo fala de um brasileiro submisso.

TEXTO 11

Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio. Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos ainda mais antigos, como os babilônios. Apesar de sua semelhança com as estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da Antiguidade graças a duas características que os diferenciavam. Primeiro: as estrelas, em curtos períodos, não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser percebido com facilidade. Segundo: as estrelas, têm uma luz que, por ser própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do sol, têm um brilho fixo. Os planetas mais distantes da terra só puderam ser descobertos bem mais tarde, com a ajuda de aparelhos ópticos como o telescópio. ―O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781 pelo astrônomo inglês William Herschel‖, afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro.

(Superinteressante, agosto/01)

1. Com relação às ideias contidas no texto, não se pode afirmar que: a) os gregos não conheciam o planeta Urano. b) os gregos, bem como outros povos da Antiguidade, conheciam vários planetas do Sistema Solar. c) A olho nu, os planetas se assemelham às estrelas. d) os povos da Antiguidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para identificar certos planetas. e) os povos antigos sabiam diferençar os planetas das estrelas, mesmo sem aparelhos ópticos.