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Interpretação de textos, Exercícios de Língua Portuguesa

exercícios de português

Tipologia: Exercícios

2011

Compartilhado em 09/06/2011

roberta-andreatta-2
roberta-andreatta-2 🇧🇷

4.2

(4)

17 documentos

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INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
(IBGE) Texto para as questões 1 a 6:
§1º Uma diferença de 3.000 quilômetros e 32 anos de vida separa as
margens do abismo entre o Brasil que vive muito, e bem, e o Brasil que vive
pouco, e mal. Esses números, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística, IBGE, e pela Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco,
referem-se a duas cidades situadas em pólos opostos do quadro social
brasileiro. Num dos extremos está a cidade de Veranópolis, encravada na Serra
Gaúcha. As pessoas que nascem ali têm grandes possibilidades de viver até os
70 anos de idade. Na outra ponta fica Juripiranga, uma pequena cidade do
sertão da Paraíba. Lá, chegar à velhice é privilégio de poucos. Segundo o
IBGE, quem nasce em Juripiranga tem a menor esperança de vida do país:
apenas 38 anos.
§2º A estatística revela o tamanho do abismo entre a cidade serrana e a
sertaneja. Na cidade gaúcha, 95% das pessoas são alfabetizadas, todas usam
água tratada e comem, em média, 2.800 calorias por dia. Os moradores de
Juripiranga não têm a mesma sorte. Só a metade deles recebe água tratada, os
analfabetos são 40% da população e, no item alimentação, o consumo médio
de calorias por dia não passa de 650.
§3º O Brasil está no meio do trajeto que liga a dramática situação de
Juripiranga à vida tranqüila dos veranenses. A média que aparece nas
estatísticas internacionais dá conta de que o brasileiro tem uma expectativa de
vida de 66 anos.
§4º Veranópolis, como é comum na Serra Gaúcha, é formada por pequenas
propriedades rurais em que se planta uva para a fabricação de vinhos. Tem um
cenário verdejante. Seus moradores - na maioria descendentes de imigrantes
europeus - plantam e criam animais para o consumo da família. Na cidade
paraibana, é óbvio, a realidade é bem diferente. Os sertanejos vivem em
cenário árido. Juripiranga não tem calçamento e o esgoto corre entre as
casas, a céu aberto. Não hospitais. A economia gira em torno da cana-de-
açúcar. Em época de entressafra, a maioria das pessoas fica sem trabalho.
§5º No censo de 1980, os entrevistadores do IBGE perguntaram às
mulheres de Juripiranga quantos de seus filhos nascidos vivos ainda
sobreviviam. O índice geral de sobreviventes foi de 55%. Na cidade gaúcha, o
resultado foi bem diferente: a sobrevivência é de 93%.
§6ºContrastes como esses são comuns no país. A estrada entre o país rico
e o miserável está sedimentada por séculos de tradições e culturas econômicas
diferentes. Cobrir esse fosso custará muito tempo e trabalho.
(Revista Veja - 11/05/94 - pp. 86-7 - com adaptações)
1. Os 32 anos referidos no texto como um dos indicadores do abismo
existente entre as cidades de Veranópolis e Juripiranga corresponde à
diferença entre:
a) suas respectivas idades, considerando a época da fundação
b) as idades do morador mais velho e do mais jovem de cada cidade
c) as médias de idade de seus habitantes
d) a expectativa de vida das duas populações
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

(IBGE) Texto para as questões 1 a 6: §1º Uma diferença de 3.000 quilômetros e 32 anos de vida separa as margens do abismo entre o Brasil que vive muito, e bem, e o Brasil que vive pouco, e mal. Esses números, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, e pela Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, referem-se a duas cidades situadas em pólos opostos do quadro social brasileiro. Num dos extremos está a cidade de Veranópolis, encravada na Serra Gaúcha. As pessoas que nascem ali têm grandes possibilidades de viver até os 70 anos de idade. Na outra ponta fica Juripiranga, uma pequena cidade do sertão da Paraíba. Lá, chegar à velhice é privilégio de poucos. Segundo o IBGE, quem nasce em Juripiranga tem a menor esperança de vida do país: apenas 38 anos. §2º A estatística revela o tamanho do abismo entre a cidade serrana e a sertaneja. Na cidade gaúcha, 95% das pessoas são alfabetizadas, todas usam água tratada e comem, em média, 2.800 calorias por dia. Os moradores de Juripiranga não têm a mesma sorte. Só a metade deles recebe água tratada, os analfabetos são 40% da população e, no item alimentação, o consumo médio de calorias por dia não passa de 650. §3º O Brasil está no meio do trajeto que liga a dramática situação de Juripiranga à vida tranqüila dos veranenses. A média que aparece nas estatísticas internacionais dá conta de que o brasileiro tem uma expectativa de vida de 66 anos. §4º Veranópolis, como é comum na Serra Gaúcha, é formada por pequenas propriedades rurais em que se planta uva para a fabricação de vinhos. Tem um cenário verdejante. Seus moradores - na maioria descendentes de imigrantes europeus - plantam e criam animais para o consumo da família. Na cidade paraibana, é óbvio, a realidade é bem diferente. Os sertanejos vivem em cenário árido. Juripiranga não tem calçamento e o esgoto corre entre as casas, a céu aberto. Não há hospitais. A economia gira em torno da cana-de- açúcar. Em época de entressafra, a maioria das pessoas fica sem trabalho. §5º No censo de 1980, os entrevistadores do IBGE perguntaram às mulheres de Juripiranga quantos de seus filhos nascidos vivos ainda sobreviviam. O índice geral de sobreviventes foi de 55%. Na cidade gaúcha, o resultado foi bem diferente: a sobrevivência é de 93%. §6ºContrastes como esses são comuns no país. A estrada entre o país rico e o miserável está sedimentada por séculos de tradições e culturas econômicas diferentes. Cobrir esse fosso custará muito tempo e trabalho. ( Revista Veja - 11/05/94 - pp. 86-7 - com adaptações)

  1. Os 32 anos referidos no texto como um dos indicadores do abismo existente entre as cidades de Veranópolis e Juripiranga corresponde à diferença entre: a) suas respectivas idades, considerando a época da fundação b) as idades do morador mais velho e do mais jovem de cada cidade c) as médias de idade de seus habitantes d) a expectativa de vida das duas populações

e) os índices de sobrevivência dos bebês nascidos vivos.

  1. Segundo o texto, Veranópolis e Juripiranga encontram-se em pólos opostos. Assinale a única opção cujos elementos não caracterizam uma oposição entre essas duas cidades: a) Norte x Sul d) Verdejante x Árido b) Serra x Sertão e) Plantação x Consumo c) Dramática x Tranqüila
  2. Analise as afirmações abaixo e assinale V para as que, de acordo com o texto, considerar verdadeiras e F para as falsas: ( ) A cidade paraibana não tem sequer a metade dos privilégios de que goza a cidade gaúcha. ( ) O Brasil, como um todo, encontra-se numa posição intermediária entre as duas cidades. ( ) Apesar de afastadas pelas estatísticas, Veranópolis e Juripiranga se unem pelas tradições culturais. ( ) Embora com resultados diferentes, a base da economia das duas cidades é a agricultura. ( ) De seus ancestrais europeus os sertanejos adquiriram as técnicas rurais. A seqüência correta é: a) V - V - V - F – F d) F - F - V - F - V b) V - V - F - F – F e) F - F - V - V - V c) V - V - F - V - F
  3. "Cobrir esse fosso custará muito tempo e trabalho." O fosso mencionado no texto diz respeito ao (à): a) abismo entre as duas realidades b) esgoto que corre a céu aberto c) calçamento deficiente das estradas brasileiras d) falta de trabalho durante a entressafra e) distância geográfica entre os dois pólos
  4. Numa análise geral do texto, podemos classificá-lo como predominantemente: a) descritivo d) narrativo b) persuasivo e) sensacionalista c) informativo
  5. Em "a cidade de Veranópolis, encravada na Serra Gaúcha"... e "A estrada ... está sedimentada por séculos...", os termos sublinhados alterariam o sentido do texto se fossem substituídos, respectivamente, por: a) cravada e assentada d) enfiada e fixada
  1. A expressão "para inglês ver" (5§º) significa que: a) a Inglaterra estava vigiando os navios negreiros b) o Brasil obedeceu ao Bill Alberdeen, do Parlamento inglês c) os ingleses viram a Lei de 1831, que terminou com o tráfico negreiro d) a Lei de 1831, criada e anunciada aos ingleses, não foi cumprida e) em 1831, a Inglaterra viu que a abolição do tráfico era uma realidade
    1. A Lei de 1831 foi uma tentativa para extinguir o tráfico negreiro porque (§4º): a. proibia a entrada de negros no país b. permitia o confisco dos navios negreiros que aqui aportassem c. dava aos negros o direito à liberdade, desde que a desejassem d. considerava livres os negros que entrassem no Brasil após aquela data e. não permitindo que os navios negreiros aportassem, gerava prejuízo aos traficantes
  2. Assinale a afirmativa incorreta a respeito do fim do tráfico de escravos: a. Levou a economia brasileira ao caos b. Chegou a afetar a soberania brasileira c. Só ocorreu quando a pressão britânica chegou ao máximo d. Demorou dezenove anos para se efetivar, após a primeira tentativa em 1831 e. Gerou alterações na economia brasileira
  3. Após a leitura do texto, concluímos que o Brasil: a. preocupado com sua independência em relação a Portugal, esquecia-se dos direitos humanos b. necessitava dos escravos como mão-de-obra assalariada na lavoura para fazer-se independente c. cedeu às pressões inglesas porque obedecia a instruções de Portugal, do qual era colônia d. só teria sua independência reconhecida pela Inglaterra se extinguisse o tráfico negreiro e. resistiu às pressões, pois o tráfico de escravos era fundamental para a sua economia
  4. (IBGE) Nos textos abaixo, os parágrafos foram colocados, de propósito, fora de sua seqüência normal. Numere os parênteses de 1 a 5, de acordo com a ordem em que os parágrafos devem aparecer para que o texto tenha sentido: ( ) "Não conseguindo fazer a reposição da energia física e mental, os trabalhadores de baixa renda tornam-se as maiores vítimas de doenças, comprometendo até mesmo a sua força de trabalho. ( ) Quando realizamos um trabalho, gastamos certa quantidade de energia física e mental.

( ) E a situação torna-se ainda mais grave quando o trabalhador se vê forçado a prolongar sua jornada de trabalho a fim de aumentar seus rendimentos e atender às suas necessidades. ( ) Portanto, quanto maior a jornada de trabalho, maior será seu desgaste físico e mental, afetando, desse modo, ainda mais, a sua saúde. ( ) A energia despendida precisa ser reposta através de uma alimentação adequada, do descanso em moradia ventilada e higiênica e outros fatores." (Melhem Adas. Geografia. Vol. 2. São Paulo, Moderna, 1984, p. 33) A seqüência correta é: a) 3 - 5 - 1 - 4 – 2 d) 1 - 4 - 5 - 3 - 2 b) 3 - 1 - 4 - 5 – 2 e) 2 - 1 - 4 - 5 - 3 c) 2 - 3 - 1 - 5 - 4 (IBGE) Texto para as questões 13 a 16: §1º O Brasil é um país cuja história e cultura foram e seguem sendo uma construção do trabalho de "três raças": os índios, habitantes originais de todo o território nacional, os pretos trazidos da África e os brancos vindos de Portugal a partir de 1500. §2º De acordo com a maioria dos estudiosos do assunto na atualidade, os fragmentos de "contribuição cultural" de diferentes grupos étnicos não são o mais relevante. Pretender mensurar a participação do indígena ou do negro brasileiros em uma cultura dominantemente branca e de remota origem européia, através do seu aporte à culinária, à tecnologia agrícola, ao artesanato, ou à vida ritual do país, é ocultar, sob o manto da pitoresca aparência, aquilo que é fundamentalmente essencial. §3º Isto porque em toda a nação que, como o Brasil, resulta do encontro, dos conflitos e das alianças entre grupos nacionais e étnicos, sempre a principal lição que se pode tirar é o aprendizado da convivência cotidiana com a diferença, com o direito "do outro" e com o fraterno respeito pelas minorias quaisquer que sejam. Não é possível esquecermos que negros e indígenas participaram sempre da vida brasileira com servos e escravos, como sujeitos e povos espoliados e que, apesar de tudo souberam lutar e resistir. Sepé Tiaraju, um líder guerreiro indígena, e Zumbi, um guerreiro tornado escravo e que preferiu morrer guerreiro no seu Quilombo dos Palmares a voltar a ser um escravo, talvez sejam os melhores exemplos de contribuição dos povos minoritários à cultura brasileira, do que todos os pequenos produtos que negros e índios acrescentaram a uma cultura nacional. (Carlos Rodrigues Brandão. Índios, negros e brancos: a construção do Brasil. In: Correio, Rio de janeiro, Fundação Getúlio Vargas, ano 15, fevereiro de 1987)

  1. Assinale a opção que está de acordo com as idéias expressas no texto: a. A construção da história e da cultura do Brasil resulta do trabalho de índios, pretos e brancos.

a. a racionalização comunicativa valorizou o trabalho b. o homem pôde decidir quais seriam os novos valores aceitáveis c. o advento da racionalidade emancipou o homem do jugo da tradição e da autoridade d. o homem, ao perder a tradição, perdeu a autoridade e. a racionalidade impeliu o homem ao jugo da tradição

  1. A racionalização do mundo vivido permitiu: a) a tríplice dimensão da verdade d) um aumento da autonomia b) a aceitação da autoridade e) a busca da justiça social c) a valorização do trabalho
  2. A modernidade gerou dois processos da racionalização: a) a do mundo vivido e a sistêmica b) a subjetiva e a objetiva c) a instrumental e a da Economia d) a da tradição e a da autoridade e) a da comunicação e a do mundo vivido
  3. A racionalização regida pela razão institucional: a) veio explicar a tradição e a autoridade b) é imprescindível para a comunicação humana c) impõe aos indivíduos a comunicação das ações d) ganhou dimensão maior por causa do Estado e) fez decrescer a liberdade (ETF-SP) Instruções para as questões de números 22 e 23. Essas questões referem-se a compreensão de leitura. Leia atentamente cada uma delas e assinale a alternativa que esteja de acordo com o texto apresentado. Baseie-se exclusivamente nas informações nele contidas. Para fazer uma boa compra no ramo imobiliário, não basta ter dinheiro na mão. É imprescindível que o comprador seja frio, calculista e bem informado. Na hora de comprar um imóvel, a emoção é um dos maiores inimigos de um bom negócio. Assim, por mais que se goste de uma casa, convém manter sempre um certo ar de contrariedade. Se o vendedor perceber qualquer sinal de emoção, isso poderá custar dinheiro ao comprador. Não é por outra razão que quem compra para especular ou apenas para investir costuma conseguir um melhor negócio do que quem está à procura de um lugar para morar.
  4. Segundo o texto: a. Os vendedores, via de regra, buscam ludibriar os compradores, e vice-versa. b. O vendedor costuma aumentar o preço do imóvel quando o comprador não está bem informado sobre o mercado de valores. c. O mercado imobiliário oferece bons investimentos apenas para quem pretende especular.

d. No ramo imobiliário, uma atitude que aparente indiferença pode propiciar negócio mais vantajoso para o comprador. e. No mercado imobiliário, o comprador realiza melhor negócio adquirindo uma propriedade de que não tenha gostado muito.

  1. Segundo o mesmo texto: a. Quanto maior a disponibilidade financeira do comprador, maior a probabilidade de sucesso no negócio imobiliário. b. Disponibilidade econômica não é o único fator que possibilita a realização de um bom negócio. c. O vendedor, por preferir negociar com investidores, desfavorece o comprador da casa própria. d. (^) Gostar de uma casa é psicologicamente importante em qualquer tipo de compra, seja ela para residência ou para investimento. e. O mercado imobiliário oferece oportunidades mais seguras para o investidor que para o especulador. (TRT) As questões 24 a 27 referem-se ao texto abaixo: "Sete Quedas por nós passaram / E não soubemos amá-las / E todas sete foram mortas, / E todas sete somem no ar. / Sete fantasmas, sete crimes / Dos vivos golpeando a vida / Que nunca mais renascerá." (Carlos Drummond de Andrade
  2. Por fantasmas, no texto, entende-se: a) entes sobrenaturais que aparecem aos vivos b) imagens dos que existem no além c) imagens de culpa que iremos carregar d) imagens que assombram e causam medo e) frutos da imaginação doentia do homem
  3. A repetição do conectivo "e" tem efeito de marcar: a. que existe uma seqüência cronológica dos fatos b. um exagero do conectivo c. que existe uma descontinuidade de fatos d. que existe uma implicação natural de conseqüência dos dois últimos fatos em relação ao primeiro e. que existe uma coordenação entre as três orações
  4. A afirmação: "Sete Quedas por nós passaram / E não soubemos amá- las." Faz-nos entender que: a) só agora nos damos conta do valor daquilo que perdemos b) enquanto era possível, não passávamos por Sete Quedas c) Sete Quedas pertence agora ao passado d) Todos, antigamente, podiam apreciar o espetáculo; agora não e) Os brasileiros costumam desprezar a natureza
  1. O texto só nos apresenta elementos suficientes para afirmarmos que: a. Não há método científico aplicável em psicologia, porque a MENTE é material e não pode ser sujeita a experimentos materiais. b. Não podendo estudar cientificamente a "PSIQUÊ", os psicólogos estudam o comportamento; mas o comportamento não é a pessoa toda, por isso a psicologia não pode ser científica. c. A psicologia não tem por objeto o estudo da ALMA, mas sim do comportamento, que é mensurável. d. Para haver ciência, é preciso haver observação e medida; não se pode medir diretamente a MENTE, logo, não há CIÊNCIA DA MENTE. e. É suficientemente conhecido pela maioria das pessoas que o estudo do comportamento não abrange importantes qualidades da natureza humana; a Psicologia é, pois, questão mais filosófica que científica.
  2. Assinale a alternativa que se baseia exclusivamente nas informações que o texto lhe dá: a. A objeção de que o estudo do comportamento não abrange todos os aspectos da natureza humana pode ser verdadeira por muito tempo ainda. b. Se é verdade que o estudo do comportamento não abrange todos os aspectos da natureza, a psicologia pode ser considerada de natureza mais filosófica do que científica. c. Não adianta discutir se a psicologia é filosófica ou ciência; o melhor é concordar que há limitações no estudo do comportamento. d. (^) Verdadeiro ou não o estudo do comportamento impõe limitações ao conhecimento da natureza humana, certo é que há muito campo para estudo científico, considerando-se apenas o comportamento. e. Muitas pessoas não acreditam na psicologia porque ela não consegue estudar importantes qualidades e aspectos da natureza humana. (USP) Texto para as questões 32 e 33: A vaidade me faz marcar uma corrida de cem metros, que eu já sei de antemão que posso correr; corro, venço, e a vaidade se satisfaz, pequenina. O orgulho não: é audacioso e me faz marcar uma corrida de quilômetro, que eu ainda não sei se poderei correr; corro, e só consigo alcançar 600 metros. Torno a correr e faço 620. Corro outra vez e espantadamente faço 720! E continuarei correndo. Se conseguir quilômetro, imediatamente meu orgulho ficará descontente e dirá que foi pouco, e transporá a meta para 2 quilômetros. E hei de morrer um dia tendo apenas (apenas!) conseguido um quilômetro e meio.
  3. Segundo o texto: a. Vaidade e orgulho são sentimentos negativos, porque fazem o homem agir apenas em função de seus espectadores e não de seus sentimentos íntimos. b. O homem vaidoso é um ser insatisfeito, pois sempre acha que pode ir além do que realizou.

c. A vaidade faz-nos estabelecer objetos que estão além do nosso nível de realização; daí ser ela fonte contínua de insatisfação. d. Movido pela vaidade, o homem estabelece para si objetivos que sabe poder realizar. e. O orgulho, ao contrário da vaidade, impulsiona o homem à ação.

  1. Segundo o mesmo texto: a. O orgulho, por despertar necessidades muito ambiciosas, faz do homem um escravo de seus desejos. b. O orgulho impulsiona o homem a estabelecer níveis de realização cada vez mais altos. c. A vaidade é sentimento antagônico ao orgulho, pois enquanto este conduz ao progresso aquela destrói o desenvolvimento do homem. d. O orgulho, diferentemente da vaidade, faz que o homem se prepare emocionalmente a fim de evitar sentimentos de frustração. e. Vaidade e orgulho são sentimentos positivos, pois levam o homem à realização plena de seus desejos. (FUVEST) Leia com atenção e responda as questões de números 34 a 36: "Quando os jornais anunciaram para o dia 1º deste mês uma parede de açougueiros, a sensação que tive foi mui diversa da de todos os meus concidadãos. Vós ficastes aterrados; eu agradeci ao céu. Boa ocasião para converter esta cidade ao vegetarianismo. Não sei se sabem que eu era carnívoro por educação e vegetariano por princípio. Criaram-me a carne, mais carne, ainda carne, sempre carne. Quando cheguei ao uso da razão e organizei o meu código de princípios, incluí nele o vegetarianismo; mas era tarde para a execução. Fiquei carnívoro. Era sorte humana; foi a minha. Certo, a arte disfarça a hediondez da matéria. O cozinheiro corrige o talho. Pelo que respeita ao boi, a ausência do vulto inteiro faz esquecer que a gente come um pedaço do animal. Não importa, o homem é carnívoro. Deus, ao contrário, é vegetariano. Para mim a questão do paraíso terrestre explica-se clara e singelamente pelo vegetarianismo. Deus criou o homem para os vegetais, e os vegetais para o homem; fez o paraíso cheio de amores e frutos, e pôs o homem nele." (Machado de Assis)
  2. Segundo o texto a população ficou aterrorizada porque: a. o autor queria convertê-la ao vegetarianismo. b. a parede poderia alastrar-se e vir a prejudicar o abastecimento geral da cidade. c. a Teologia condenava o uso da carne; Deus é vegetariano. d. (^) os jornais incentivavam a prática do vegetarianismo. e. sabia que a carne iria faltar.
  3. Do texto ainda se pode deduzir que: a) a arte dos cozinheiros facilita ao homem ser carnívoro. b) o autor considera-se homem de sorte por ser carnívoro. c) o uso da razão não aconselhava ao autor alimentar-se de vegetais.

b. para advertir que não estamos mais em tempo de dar vazão aos nossos sentimentos. c. porque ela ainda é "o astro dos loucos e dos enamorados". d. para criticar a ausência de sentimento do mundo contemporâneo. e. apesar de despojada de metáfora e de mito.

  1. Indique qual dos seguintes trechos do poema contradiz a passagem "Sem show para disponibilidades sentimentais": a) "Gosto de ti assim" b) "Despojada do velho segredo de melancolia" c) "Não é agora o golfão de cismas" d) "A Lua baça / Paira" e) "Demissionária das atribuições românticas"
  2. Assinale a alternativa em que a expressão extraída do texto pode ser substituída por "exclusivamente", mantendo-se a máxima fidelidade ao sentido do poema: a) "cosmograficamente" d) "Sem show" b) "agora" e) "assim" c) "tão somente"
  3. No contexto do poema as palavras "plúmbeo" e "baça" devem ser entendidas respectivamente como: a) cinzento e fosca d) opaco e baixa b) lustrosos e brilhante e) emplumado e embaçada c) molesto e brilhante
  4. (FUVEST) Leia atentamente: "Nas carreiras em que o número de inscritos for inferior ao triplo do número de vagas oferecidas, todos os candidatos inscritos serão convocados para a 2a^ fase, independentemente do comparecimento à 1a^ fase ou do resultado obtido." (Manual de Informações da Fuvest, 1980). Segundo o texto acima, pode-se dizer que: a. Todos os candidatos serão convocados para a 2 a^ fase, independentemente do resultado obtido na prova da 1a^ fase b. Serão impedidos de comparecer à prova da 1a^ fase os candidatos às carreiras em que o número de inscritos for inferior ao triplo do número de vagas c. Os candidatos serão convocados tanto na 1a^ quanto na 2a^ fase desde que correspondam à terça parte do total de inscritos d. O candidato pode comparecer tão-somente a 2a^ fase dos exames, desde que, na carreira por ele escolhida, o número de inscritos não seja superior ao triplo do número de vagas e. O número de vagas oferecidas na 2 a^ fase é o triplo do número oferecido na 1a^ fase, independentemente das notas obtidas na carreira escolhida
  5. (FUVEST)

I - Uma andorinha não faz verão. II - Nem tudo que reluz é ouro. III - Quem semeia ventos, colhe tempestades. IV - Quem não tem cão caça com gato. As idéias centrais dos provérbios acima são, respectivamente: a) solidariedade - aparência - vingança - dissimulação b) cooperação - aparência - punição - adaptação c) egoísmo - ambição - vingança - falsificação d) cooperação - ambição - conseqüência - dissimulação e) solidão - prudência - punição - adaptação (FUVEST) Texto para as questões 44 a 46: "Podemos gostar de Castro Alves ou Gonçalves Dias, poetas superiores a ele; mas ele só é dado amar ou repelir. Sentiu e concebeu demais; escreveu em tumulto, sem exercer devidamente o senso crítico, que possuía não obstante mais vivo do que qualquer poeta romântico, excetuado Gonçalves Dias. Mareiam a sua obra poemas sem relevo nem músculo, versalhada que escorre desprovida de necessidade artística. O que resta, porém, basta não só para lhe dar categoria, mas, ainda, revelar a personalidade mais rica da geração." (Antônio Cândido, Formação da Literatura Brasileira )

  1. Com relação a gostar e amar ou repelir, podemos depreender que: a. gostar de, não pressupõe, no texto, nenhuma diferença quanto a amar. b. é possível gostar de Castro Alves ou Gonçalves Dias, mas não se pode apreciar o autor não nomeado. c. amor ou repulsa implicam envolvimento mais afetivo que racional. d. se gosta de Castro Alves ou Gonçalves Dias porque são superiores ao autor em questão. e. se ama ou se repele ao autor não citado por ele ser inferior aos dois citados.
  2. Assinale a expressão que melhor denota o juízo pejorativo de Antônio Cândido acerca de boa parte da poesia do autor não nomeado: a) "a ele só nos é dado (...) repelir" d) "versalhada" b) "sentiu e concebeu demais" e) "o que resta" c) "escreveu em tumulto"
  3. Com respeito ao senso crítico de que fala o texto, pode-se dizer que: a. o poeta não citado não possuía o menos senso crítico, a julgar pelas suas poesias. b. Castro Alves possuía pouco senso crítico.

c) papagaio de papel - uma cousa soberba d) papagaio de papel - bojava no ar e) papagaio de papel - alto e largo

  1. (TFC) Abaixo você tem cinco frases que formam o parágrafo inicial de um texto. Ordene-as de maneira a obter um parágrafo coeso e coerente:
  2. Assim também, se você decidir chamar a rosa por um outro nome, ainda assim ela continuará sendo uma rosa.
  3. (^) Quem quiser dizer o contrário que o faça.
  4. Em resumo, o nosso país é o que é.
  5. (^) Isso em nada mudará essa realidade.
  6. O Brasil é um país de Terceiro Mundo. a) 1, 2, 3, 4, 5 d) 5, 2, 4, 1, 3 b) 3, 5, 1, 4, 2 e) 2, 4, 3, 5, 1 c) 4, 5, 1, 2, 3 (FUVEST) Texto para as questões 51 a 54: Fantasmas primitivos e superstições cibernéticas O Brasil é um país de contrastes. Enquanto diplomatas do Itamaraty pretendiam explicar aos americanos do Departamento de Estado como funciona a reserva de mercado para fabricantes brasileiros de equipamentos de informática, políticos ilustres - entre os quais um governador, um ministro de Estado, um prefeito e dois candidatos ao governo de um grande Estado da Federação - reuniram-se num ato público impressionante: o enterro da Mãe Menininha do Gantois. Mãe Menininha do Gantois era a mais famosa sacerdotisa de cultos espíritas de origem africana, no Brasil. Sua morte foi pranteada por compositores de rock, romancistas cotados para o Prêmio Nobel, artistas plásticos respeitados, cantores de música popular, boêmios notórios e notáveis do poder das repúblicas Nova e Velha. Seu enterro parou a vida de uma das maiores cidades do Pais, Salvador, capital da Bahia, ao som dos atabaques e sob os olhares comovidos de milhares de pessoas que se enfileiraram nas calçadas das ruas do centro da cidade, por onde o cortejo passou. Diante do cortejo imenso e da importância política que presenças ilustres deram ao ato, resta-nos raciocinar sobre o imenso esforço de educação que é necessário para que o Brasil se transforme numa nação moderna, em condições de competir com os maiores países do mundo. A importância exagerada dada a uma sacerdotisa de cultos afro-brasileiros é a evidência mais chocante de que não basta ao Brasil ser catalogado como a oitava maior economia do mundo, se o País ainda está preso a hábitos culturais arraigadamente tribais. Na era do chip , no tempo da desenfreada competição tecnológica, no momento em que a tecnologia desenvolvida pelo homem torna a competição de mercados uma guerra sem quartel pelas inteligências mais argutas e pelas competências mais especializadas, o Brasil, infelizmente, exibe a face tosca de limitações inatas, muito dificilmente corrigíveis por processos normais de educação a curto prazo. Enquanto o mundo lá fora desperta para o futuro, continuamos aqui presos a conceitos culturais que datam de antes da existência da civilização. ( O Estado de São Paulo - 17/08/86)
  1. De acordo com o texto: a. a reserva de mercado de equipamentos de informática pertence a políticos ilustres. b. o ato público impressionou os políticos ilustres. c. Mãe Menininha do Gantois era uma política ilustre. d. o Itamaraty explicou que o Brasil é um país de contrastes. e. o enterro de Mãe Menininha do Gantois foi um ato público.
  2. Segundo o texto: a) reserva de mercado é bom para políticos ilustres. b) Mãe Menininha do Gantois era africana. c) alguns romancistas foram cortados do Prêmio Nobel. d) milhares de pessoas assistiram ao enterro. e) Salvador é a maior cidade do País.
  3. Conforme o texto: a. presenças ilustres deram importância política ao enterro. b. a guerra pelo mercado se desenvolve nos quartéis. c. os hábitos culturais do Brasil fazem dele a oitava maior economia do mundo. d. com a informática, os processos de educação serão corrigidos a curto prazo. e. para que o Brasil se transforme em nação moderna, precisa competir com os maiores países do mundo.
  4. Pelo texto, o Brasil "está preso a hábitos culturais arraigadamente tribais", porque: a. ainda faz reserva de mercado para fabricantes brasileiros de equipamentos de informática. b. seus políticos vão a funerais de todas as figuras públicas do País. c. continuamos presos a valores culturais anteriores à civilização. d. os diplomatas insistem em explicar aos americanos o funcionamento da reserva de mercado de equipamentos de informática. e. (^) os políticos tiram proveito das cerimônias fúnebres. (FUVEST) Texto para as questões 55 a 58: "Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: a diferença radical entre este livro e o Pentateuco ." (Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas )
  1. Por que é que o pessoal desceu em debandada quando o mensageiro gritou " - Verdejou, pessoal!"?: a) O mensageiro deu um sinal de perigo. b) Havia chegado o dinheiro do pagamento. c) O pessoal entendeu que tinha chovido. d) Foram lançar as redes de pesca. e) Ia começar a festa da cobertura.
  2. O construtor "amaldiçoava a chuva" porque: a) ela impedia a saída das jangadas para o mar. b) chovia no Nordeste e não no local da construção. c) a chuva fizera o construtor perder os trabalhadores. d) não seria possível tocar a obra debaixo de chuva. e) num átimo, os trabalhadores largaram-se das redes.
  3. Indique a alternativa em que todas as palavras ou expressões se referem a um mesmo tema presente no texto: a) cimento armado, nostalgia, trabalhadores b) terra ressecada, cimento armado, construtor c) mar sem jangadas, vigia solitário, construtor d) cantavam, construtor, operários e) chuva, terra ressecada, verdejou (FUVEST) Texto para as questões 63 e 64:
  • Primo Argemiro! E, com imenso trabalho, ele gira no assento, conseguindo pôr-se de-banda, meio assim. Primo Argemiro pode mais: transporta uma perna e se escancha no cocho.
  • Que é, Primo Ribeiro?
  • Lhe pedir uma coisa... Você faz?
  • Vai dizendo, Primo.
  • Pois então, olha: quando for a minha hora, você não deixe me levarem p’ra o arraial... Quero ir mas é p’ra o cemitério do povoado... Está desdeixado, mas ainda é chão de Deus... Você chama o padre, bem em-antes... E aquelas coisinhas que estão numa capanga bordada, enroladas em papel-de-venda e tudo passado com cadarço, no fundo da canastra... se rato não roeu... você enterra junto comigo... Agora eu não quero mexer lá... Depois tem tempo... Você promete?...
  • Deus me livre e guarde, Primo Ribeiro... O senhor ainda vai durar mais do que eu.
  • Eu só quero saber é se você promete...
  • Pois então, se tiver de ser desse jeito de que Deus não há-de querer, eu prometo.
  • Deus lhe ajude, Primo Argemiro.

E Primo Ribeiro desvira o corpo e curva ainda mais a cara. Quem sabe se ele não vai morrer mesmo? Primo Argemiro tem medo do silêncio.

  • Primo Argemiro, o senhor gosta d’aqui?...
    • Que pergunta! Tanto faz... É bom, p’ra se acabar mais ligeiro... O doutor deu prazo de um ano... Você lembra?
  • Lembro! Doutor apessoado, engraçado... Vivia atrás dos mosquitos, conhecia as raças lá deles, de olhos fechados, só pela toada da cantiga... Disse que não era das frutas e nem da água... Que era o mosquito que punha um bichinho amaldiçoado no sangue da gente... Ninguém não acreditou... Nem o arraial. Eu estive lá, com ele...
  • Primo Argemiro, o que adianta...
  • ... E então ele ficou bravo, pois não foi? Comeu goiaba, comeu melancia da beira do rio, bebeu água do Pará, e não teve nada...
  • Primo Argemiro...
  • ... Depois dormiu sem cortinado, com janela aberta... Apanhou a intermitente; mas o povo ficou acreditando..
  • Escuta! Primo Argemiro... Você está falando de-carreira, só para não me deixar falar!
  • Mas, então, não fala em morte, Primo Ribeiro!... Eu, por nada que não queria ver o senhor se ir primeiro do que eu...
  • P’ra ver!... Esta carcaça bem que está agüentando... Mas, agora, já estou vendo o meu descanso, que está chega-não-chega, na horinha de chegar...
  • Não fala isso, Primo!... Olha aqui: não foi pena ele ter ido s’embora? Eu tinha fé em que acabava com a doença...
  • Melhor ter ido mesmo... Tudo tem de chegar e de ir s’embora outra vez... Agora é a minha cova que está me chamando... Aí é que eu quero ver! Nenhumas ruindades deste mundo não têm poder de segurar a gente p’ra sempre, Primo Argemiro...
  • Escutas, Primo Ribeiro: se alembra de quando o doutor deu a despedida p’ra o povo do povoado? Foi de manhã cedo, assim como agora... O pessoal estava todo sentado nas portas das casas, batendo queixo. Ele ajuntou a gente... Estava muito triste... Falou: - "Não adianta tomar remédio, porque o mosquito torna a picar... Todos têm de se mudar daqui... Mas andem depressa, pelo amor de Deus!"... - Foi no tempo da eleição de seu Major Vilhena... Tiroteio com três mortes...
  1. "Disse que não era das frutas e nem da água... Que era o mosquito que punha um bichinho amaldiçoado no sangue da gente..." "O pessoal estava todo sentado nas portas das casas, batendo o queixo." Estas duas passagens apresentam a causa e os sintomas da doença nomeada: "Apanhou a intermitente". Qual das alternativas identifica a doença? a) febre amarela d) esquistossomose b) maleita e) doença de Chagas c) tifo (FUVEST) Texto para as questões 65 a 70: