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Introdução a Parasitologia, Notas de estudo de Parasitologia

Uma introdução à parasitologia, abordando conceitos como parasitismo, dependência metabólica, adaptações parasitárias, especificidade parasitária, ciclo biológico e determinantes e frequência de doenças parasitárias. São discutidos fatores como distribuição geográfica, mecanismos de transmissão, formas parasitárias infectantes, presença de reservatórios e veículos de transmissão. Também são apresentadas medidas de ocorrência de eventos em epidemiologia, como número absoluto, prevalência, incidência, taxa de mortalidade e taxa de letalidade.

Tipologia: Notas de estudo

2022

À venda por 26/01/2022

Stellamazioli
Stellamazioli 🇧🇷

27 documentos

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Parasitologia
Introdução a parasitologia
Parasitismo
É uma relação ecológica entre
dois indivíduos de espécies
diferentes, onde um é
dependente do outro e essa
dependente é uma dependência
metabólica, ou seja, depende em
algum grau daquele indivíduo
daquele ser que está sendo
parasitado, para a minha
sobrevivência
Não necessariamente precisa
ocorrer um dano no parasitado
para ser considerado
parasitismo, no entanto, na área
médica, considera-se
parasitismo o ser que tira
algo do parasitado e isso vai
causar um dano
Dependência metabólica:
geralmente de natureza nutritiva
o parasita geralmente se
alimenta dos seus hospedeiros,
ele utiliza o seu hospedeiro como
fonte de alimentação
Há situações que o parasita
necessita de uma enzima, de
uma determinada substancia
específica
A dependência muitas vezes é
específica parasitas que só são
capazes de parasitar humanos ou
poucas espécies em especial
Nem todo parasita é patogênico
por exemplo: linhagens de
trypanosma cruzi, Entamoeba
coli, porém, caso surja condições
adequadas como uma baixa de
imunidade, esses parasitas se
tornam patogênicos
Adaptações parasitárias
Hipótese da rainha vermelha
os parasitas vao
desenvolvendo mecanismos
para ficarem cada vez mais
eficientes, enquanto o
hospedeiro (ser humano) vai
desenvolvendo mecanismos
para ficar cada vez mais
eficiente em combater o
parasita
A forma mais eficiente de
combater os parasitas é por
meio do sistema imune
Esses parasitas dispõem de
órgão de fixação: ventosas,
cápsulas bucais, dentes, etc
Há parasitas que tem a
capacidade de penetração,
ex: cercarias
Possuem membranas que
fazem com que eles sejam
extremamente resistentes a
moléculas do sistema imune.
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Introdução a parasitologia

Parasitismo

➡ É uma relação ecológica entre

dois indivíduos de espécies diferentes, onde um é dependente do outro e essa dependente é uma dependência metabólica, ou seja, depende em algum grau daquele indivíduo daquele ser que está sendo parasitado, para a minha sobrevivência

➡ Não necessariamente precisa

ocorrer um dano no parasitado para ser considerado parasitismo, no entanto, na área médica, considera-se parasitismo o ser que tira algo do parasitado e isso vai causar um dano Dependência metabólica: geralmente de natureza nutritiva

  • o parasita geralmente se alimenta dos seus hospedeiros, ele utiliza o seu hospedeiro como fonte de alimentação Há situações que o parasita necessita de uma enzima, de uma determinada substancia específica A dependência muitas vezes é específica – parasitas que só são capazes de parasitar humanos ou poucas espécies em especial Nem todo parasita é patogênico – por exemplo: linhagens de trypanosma cruzi, Entamoeba coli, porém, caso surja condições adequadas como uma baixa de imunidade, esses parasitas se tornam patogênicos

Adaptações parasitárias

Hipótese da rainha vermelha

  • os parasitas vao desenvolvendo mecanismos para ficarem cada vez mais eficientes, enquanto o hospedeiro (ser humano) vai desenvolvendo mecanismos para ficar cada vez mais eficiente em combater o parasita A forma mais eficiente de combater os parasitas é por meio do sistema imune Esses parasitas dispõem de órgão de fixação: ventosas, cápsulas bucais, dentes, etc Há parasitas que tem a capacidade de penetração , ex: cercarias Possuem membranas que fazem com que eles sejam extremamente resistentes a moléculas do sistema imune.

Introdução a parasitologia

Essas membranas mudam constantemente a fim de mudar a capa desse parasita para evitar que o sistema imune reconheça Falando principalmente de helmintos, eles dotam de um aparelho reprodutor muito desenvolvido produzindo milhares de ovos por dia

Especificidade Parasitária

Parasitas obrigatório – é aquele que é incapaz de viver fora do hospedeiro. Ex: Schistosoma mansoni Parasitas facultativos – é aquele que pode viver ou não dentro de um hospedeiro e quando não estão parasitando são chamados de vida livre. Ex: Naegleria fowleri Parasitas protelianos – é aquele em que uma fase do seu ciclo é de vida livre e outra fase é parasitária Parasitas estenoxenos – é aquele que se restringe apenas a um tipo de hospedeiro (somente humanos) Parasitas eurixenos – é aquele que pode habitar vários tipos de hospedeiros (humanos e outros animais) Parasitas monóxeno – é aquele em que todo o seu ciclo de desenvolvimento é dentro do mesmo hospedeiro Parasitas heteróxeno – é aquele que exige ao menos dois hospedeiros para completar seu ciclo Especificidade fisiológica – o hospedeiro deve suprir fisiologicamente o parasita Especificidade ecológica – hospedeiro e parasita devem viver no mesmo biótopo (ao menos temporariamente)

Ciclo Biológico

Em parasitas heteróxenos vai haver um hospedeiro definitivo onde vai abrigar a fase adulta do parasita (sua forma sexualmente ativa) e também há um hospedeiro intermediário que é aquele que abriga os estágios larvários ou as formas juvenis (não ocorre a reprodução sexuada) OBS: na maioria das vezes o humano é o hospedeiro definitivo, no entanto há exceções

  • Vetor é aquele sujeito do ciclo que vai transmitir o agente

Introdução a parasitologia

  • Temperatura corporal
  • Proteção química
  • Ausência de fatores de crescimento, enzimas, receptores e outras substancias necessárias para o crescimento, reprodução
  • Resposta imunológica inespecífica: inflamação, sistema complemento e a liberação de oxido nítrico
  • Fagocitose: macrófagos e células dendríticas
    • Resposta imunológica adquirida: linfócitos T e B

Poder patogênico dos

parasitas

Esse poder é variável e depende de fatores:

  • Espécie do parasita
  • Linhagem do parasita
  • Número de parasitas
  • Condições de resistência e imunidade do hospedeiro
  • Estado nutricional do hospedeiro
  • Localizações atípicas (não habituais)

Algumas definições

  • Habitat: ecossistema local ou órgão onde determinada espécie ou população vive
  • Antroponose: infecção transmitida exclusivamente entre os homens
  • Endemia: é quando determinada infecção tem sua transmissão mantida em determinada área de forma regular em relação ao número de casos esperado
  • Epidemia: é a ocorrência em determinado local, região ou país de número de casos autóctone superior ao esperado para aquela época do ano - Zoonose: infecção transmitida em condições naturais entre outros animais vertebrados e o homem. Alguns autores dividem as zoonoses em: antropozoonose X zooantroponose - Profilaxia: conjunto de medidas que visam a prevenção, erradicação, ou controle de doenças ou fatos prejudiciais aos seres vivos

Epidemiologia

Conjunto de fatores de importância no estudo dos

Introdução a parasitologia

determinantes e da frequência de uma doença parasitária, a nível local, regional e mundial São fatores de importância neste campo:

  • Distribuição geográfica
  • Mecanismo (s) de transmissão
  • A (s) formas (s) parasitária (s) infectante (s)
  • Presença ou não de reservatórios
  • Se a infectividade ou virulência são influenciadas por faixa etária, sexo ou raça
  • Veículos de transmissão: água, alimentos, fômites (qualquer objeto e vestimenta que possibilite a transmissão)

Algumas medidas de

ocorrência de eventos em

epidemiologia

  • Número absoluto: mede a ocorrência de eventos. EX: número de nascimentos vivos, óbitos ou número de doentes - Prevalência: a proporção de acometidos por uma doença ou outro problema de saúde em uma determinada população em um dado momento de tempo. Prevalência = número de casos / total de indivíduos que constituem a população em estudo - Incidência: a incidência de uma doença ou agravo é definida como o número de casos novos que surgem durante um período específico de tempo em uma população em risco de desenvolver tal doença Incidência = número de casos novos/ total de indivíduos que constituem a população em estudo - Taxa de mortalidade: número de mortes por determinada ou por qualquer doença dividido pela população- tempo em risco de morrer Mortalidade = número de óbitos / total de indivíduos que constituem a população em estudo - Taxa de letalidade: divisão de número de mortos pela população-tempo em risco de morrer, onde somente contribuem para este cálculo os acometidos pela doença em estudo Letalidade = número de óbitos determinada doença/ número de