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Neste capítulo, aprenda sobre a história, funcionalidades e benefícios de javascript, uma linguagem de programação essencial para criar páginas web interativas e dinâmicas. Saiba como javascript funciona em navegadores e servidores, e como manipular objetos html e eventos do usuário. Aprenda também a escrever código javascript e utilizar diferentes maneiras de incluí-lo em suas páginas.
Tipologia: Notas de estudo
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Capítulo 1 – Introdução a JavaScript
JS11-01-1999/01 A4 - © 1999 Helder L. S. da Rocha 1-
A LINGUAGEM HTML – HYPERTEXT MARKUP LANGUAGE, foi criada exclusivamente para definir a estrutura de uma página. Esforços para usar HTML como linguagem de formatação de página, visando uma melhor apresentação gráfica resultaram ineficazes^1. De forma semelhante, HTML não é linguagem de programação. Não possui as estruturas essenciais para realizar operações e controle de fluxo. É uma linguagem declarativa criada para estruturar páginas de hipertexto através de marcadores que descrevem a função de blocos de texto. Com HTML, é fácil criar interfaces do usuário sofisticadas, usando recursos de formulário como botões, caixas de seleção, etc. A coleção de componentes de formulário conta com dois tipos de botões que respondem a eventos do usuário. Um dos botões, ao ser apertado, provoca um evento permite enviar os dados coletados no formulário para um programa no servidor (CGI^2 ) para processamento remoto. Não há processamento local. Os componentes de formulário existem desde HTML 1.1 (1994) e com eles surgiram as primeiras “aplicações Web”. Essas aplicações sempre tinham que se comunicar com o servidor para realizar qualquer operação. Para fazer uma simples conta era necessário enviar os dados para o servidor, rodar um programa na máquina remota e aguardar uma nova página retornada com o resultado. Isso era necessário porque não havia como fazer contas simples em HTML. Plug-ins proprietários foram os primeiros a introduzir aplicações Web executando do lado do cliente. Depois vieram os applets Java, que tiveram mais sucesso que os plug-ins por não se limitarem a uma única plataforma. Os plug-ins e os applets usam o HTML apenas como base para aparecerem no browser. Utilizam uma interface própria que ocupa uma subjanela, toda a janela ou parte de uma janela do browser. Não aproveitam os recursos do HTML. É preciso desenvolver sua interface usando uma outra linguagem, o que torna o desenvolvimento bem mais complexo que a criação de formulários HTML.
(^1) Várias versões do HTML continham descritores de apresentação. Eles foram considerados obsoletos pela última recomendação do W3C: HTML 4. A linguagem CSS (folhas de estilo em cascata) é a atual recomendação do W3C para a formatação de páginas HTML (^2) Common Gateway Interface – especificação que define o formato de programas cuja execução é iniciada por um servidor Web.
Desenvolvendo Web Sites Interativos com JavaScript
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A primeira tecnologia proposta como extensão verdadeira do HTML foi JavaScript. Como é extensão, faz parte da página e pode interagir com todos os seus componentes, como formulários e imagens, inclusive com os plug-ins e applets. É a melhor solução para realizar tarefas simples que não compensam o esforço de desenvolver um applet ou plug-in. Em geral, apresenta um desempenho melhor que esses componentes de browser. Hoje, com mais recursos e mais estável, JavaScript tem ocupado lugares antes ocupados por applets e plug-ins em vários serviços on-line.
JAVASCRIPT É UMA LINGUAGEM de programação interpretada criada em 1995 por Brendan Eich da Netscape como uma extensão do HTML para o browser Navigator 2.0. Hoje existem implementações JavaScript nos browsers dos principais fabricantes. Mas o uso de JavaScript não tem se limitado aos browsers. Tem sido usado, em menor escala, como linguagem de suporte a tecnologias de gateway para servidores HTTP e até como linguagem de roteiro de propósito geral. Embora ainda seja mantida e estendida pela Netscape, parte da linguagem JavaScript já é padrão proposto pela ECMA – organização européia para padrões em comunicações, que visa transformá-la em padrão Web^3. JavaScript do lado do browser ( client-side JavaScript) tem evoluído e alcançado uma estabilidade razoável como um padrão da Web. É hoje (1998), suportada pelas principais versões de browser que povoam a Web e é a linguagem de programação mais popular do mundo, com presença em 35 milhões de páginas Web^4. JavaScript no servidor ( server-side JavaScript) é uma linguagem que possui o mesmo núcleo que o JavaScript do lado do cliente, mas acrescenta estruturas exclusivas para interação com entidades do servidor. Não tem ainda a estabilidade necessária para ser considerada um padrão pois suas implementações são praticamente restritas à extensões Netscape, como a tecnologia LiveWire. O núcleo da linguagem JavaScript também está presente na tecnologia ASP (Active Server Pages) da Microsoft, mas LiveWire e ASP são incompatíveis entre si. Este curso trata exclusivamente do client-side JavaScript, que roda no browser. No restante deste livro, chamaremos client-side JavaScript simplesmente de “JavaScript”. JavaScript é uma linguagem de programação baseada em objetos. Trata suas estruturas básicas, propriedades do browser e os elementos de uma página HTML como objetos (entidades com propriedades e comportamentos) e permite que sejam manipulados através de eventos do usuário programáveis, operadores e expressões. JavaScript oferece recursos interativos que faltam no HTML e permite a criação de páginas interativas e dinâmicas, que são interpretadas localmente pelo browser, sem precisar recorrer a execução remota de programas no servidor.
(^3) http://www.ecma.ch/stand/ecma-262.htm[5] (^4) http://home.netscape.com/newsref/pr/newsrelease599.html
Desenvolvendo Web Sites Interativos com JavaScript
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Para garantir uma maior segurança, todos os scripts devem sempre ser testados nos os browsers, versões e plataformas utilizadas pelo público-alvo de um site ou página.
Com JavaScript pode-se fazer diversas coisas que antes não era possível apenas com a limitada linguagem HTML como:
Nas seções seguintes, daremos início à apresentação da linguagem JavaScript. Para editar código HTML ou JavaScript, não é preciso mais que um simples editor de texto, como o Bloco de Notas (Windows) ou Vi (Unix). Pode-se também usar um editor HTML. Alguns editores colocam cores ou dão destaque ao código JavaScript. Outros até permitem a geração de código ou a verificação de sintaxe. O editor HTML pode ser qualquer um, mas deve expor o código HTML. Editores que escondem e dificultam o acesso ao código HTML devem ser evitados. É preciso que o editor tenha pelo menos uma janela de edição de código. O ideal é usar um editor de código como o Allaire HomeSite, Sausage HotDog (para Windows), HotMetal (para Unix, Mac e Windows) e BBEdit (para Mac). Este livro é compatível com qualquer editor de texto ou de código. Existem ferramentas que facilitam o desenvolvimento de JavaScript, porém elas não serão exploradas aqui. As mais conhecidas são a Microsoft Script Debugger, que funciona embutido no Microsoft Internet Explorer (é uma extensão com distribuição separada) e o Netscape Visual JavaScript. Ambos os produtos podem ser descarregados dos sites de seus respectivos fabricantes. Os arquivos utilizados neste capítulo estão no subdiretório cap1/, do disquete distribuído com este livro. Para acompanhar e repetir os exemplos das seções seguintes, abra um arquivo HTML qualquer (ou use a página em branco cap1/intro.html disponível no disquete) e repita os exemplos, testando-os no seu browser. Qualquer editor de código ou de texto pode ser usado.
Capítulo 1 – Introdução a JavaScript
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Há três^5 maneiras de incluir JavaScript em uma página Web: ß Dentro de blocos HTML em várias partes da página: para definir funções usadas pela página, gerar HTML em novas páginas ou alterar o procedimento normal de interpretação do HTML da página pelo browser. ß Em um arquivo externo, importado pela página: para definir funções que serão usadas por várias páginas de um site. ß Dentro de descritores HTML sensíveis a eventos: para tratar eventos do usuário em links, botões e componentes de entrada de dados, durante a exibição da página. As três formas podem ser usadas em uma mesma página.
O descritor
A versão 1.1 de JavaScript possui estruturas inexistentes nas versões anteriores. Um browser Netscape 2.0 ou Internet Explorer 3.0 que tentar interpretar o código entre pode provocar erros. O atributo LANGUAGE com o valor “JavaScript1.1” pode ser usado para identificar um bloco que só será usado por browsers que suportem JavaScript 1.1:
Última modificação:
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function soma(a, b) { return a + b; }
Para carregar esta função e permitir que seja usada em outra página, usa-se o atributo SRC do descritor (...)
É preciso que o servidor Web esteja configurado para relacionar a extensão .js como o tipo MIME application/x-javascript para que a carga, de um arquivo externo seja possível.
A linguagem JavaScript introduziu no HTML como extensão 13 novos atributos^8 , que permitem a captura de eventos disparados pelo usuário, como o arrasto de um mouse, o clique de um botão, etc. Quando ocorre um evento, um procedimento de manuseio do evento é chamado. O que cada procedimento irá fazer pode ser determinado pelo programador. A linguagem HTML já possui três eventos nativos não programáveis, que são:
mostra um trecho de código HTML que fará aparecer um botão na tela (figura).
(^8) Refere-se ao JavaScript1.1/JScript 3.
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Tudo o que aparece entre as aspas duplas do atributo ONCLICK é JavaScript. ONCLICK é um atributo HTML, criado como extensão para dar suporte ao evento de clicar o botão. O código JavaScript que está em negrito será interpretado quando o usuário apertar o botão com o mouse (onclick). A instrução alert() cria uma janela de alerta (acima) com a mensagem passada como parâmetro (entre parênteses e aspas no código em negrito). Observe que as aspas usadas dentro do método alert() são aspas simples já que aspas duplas já estão sendo usadas para representar o atributo HTML. Código JavaScript também pode ser acionado através de eventos nativos do HTML, como links e botões de submissão de formulários usando uma URL “javascript:”:
link O código acima fará com que o evento HTML (clicar no link) provoque a execução do código JavaScript após o prompt “javascript:”. Este prompt também pode ser usado na barra de Location do browser. Oferece acesso direto ao interpretador. Nem todos os elementos HTML suportam atributos de eventos. Também nem todas as operações JavaScript que são possíveis em blocos, como escrever na página, são possíveis após a carga completa da página, se acionados por um evento. Os treze procedimentos de manuseio de eventos introduzidos por JavaScript são:
Atributo HTML
Quando o procedimento é executado
Descritores HTML onde é suportado onclick Quando um objeto é clicado pelo mouse , onselect Quando um objeto é selecionado^ , ,
onfocus Quando um componente de formulário ou janela se torna ativa
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c) A data de hoje deve ser mostrada na página no formato ilustrado na figura.
Não é preciso construir o HTML. Use o arquivo cap1/formcad.html que já contém um esqueleto da aplicação (somente os descritores HTML). A solução será apresentada na página seguinte.
O arquivo sem JavaScript está listado abaixo. Os botões estão presentes mas não respondem a eventos. Não aparece a data de hoje.
Inscrição
Cadastro
A primeira alteração, para cumprir o requisito (a), consiste na programação dos eventos ONCLICK dos dois primeiros botões. É preciso coletar uma linha de texto do usuário e armazená-la em uma variável global. Para declarar uma variável globalmente accessível em JavaScript, usamos a palavra-chave var antes do nome escolhido. As declarações devem estar em um bloco **
As alterações estão mostradas em negrito. O próximo passo é programar o evento. A instrução prompt ("texto da janela", "texto inicial do campo de entrada")
Capítulo 1 – Introdução a JavaScript
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é um método JavaScript que abre uma janela de diálogo contendo um campo de entrada de dados (como o da figura). O usuário pode digitar texto no campo disponível e este será devolvido como valor de retorno, caso o OK seja apertado. Para colocar o valor na variável nome, podemos fazer:
nome = prompt("Digite o Nome", "") Fazemos isto dentro do atributo ONCLICK de cada botão, para os dois valores, para que o comando só seja executado quando o usuário apertar o botão:
O segundo requisito requer instruções para o atributo ONCLICK do terceiro botão. Mas é necessário realizar diversas operações:
O “+”, como vimos antes, concatena strings. O valor da variável num é incrementado com “++num”, que é equivalente à expressão “num = num + 1”. A atribuição “+=” acrescenta o texto do lado direito à variável info, sem apagar o texto existente. “\n” representa uma quebra de linha. São armazenadas em info quatro linhas de informação, sendo a última em branco. Falta ainda imprimir os resultados no campo de textos. Alteramos a função escrever() para que receba, como argumento, uma referência ao campo de textos (quadro), que será passado na chamada da função. Todo campo de textos em JavaScript tem uma propriedade value, que dá acesso à sua área editável. A
Capítulo 1 – Introdução a JavaScript
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retornam propriedades específicas dos objetos onde são invocados. Usamos o operador “.” para ter acesso a eles, assim como fizemos com as propriedades:
Tivemos que somar 1 ao valor retornado pelo método getMonth() porque ele retorna os meses contados a partir de 0 e terminando em 11. Somamos 1900 ao valor retornado por getYear() porque o método retorna o número de anos desde 1900. A última instrução, imprime os valores na página. Veja o código completo no arquivo formcodsol.html.
1.1 Faça com que a propriedade window.status (texto da barra de status do browser) seja redefinida com a string ‘Um Link’ quando o usuário passar o mouse sobre o link (use qualquer página HTML). Utilize os atributos eventos onmouseover e onmouseout em ). 1.2 Altere o exercício resolvido para que os dados digitados sejam mostrados em uma janela de alerta (instrução alert(“string”)) em vez de serem mostrados no campo de texto.