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Características e Benefícios de Laminados Cerâmicos em Odontologia, Resumos de Anatomia Dentária

Este documento discute as vantagens de usar laminados cerâmicos em odontologia, incluindo sua alta estética, longevidade, resistência e redução necessária do dente em comparação com outras restaurações. Além disso, o texto aborda as diferentes resistências da porcelana, a conservação do dente e a correção de deficiências dentárias. O documento também discute a importância de preparar adequadamente os dentes para laminados cerâmicos e a utilização de provisórios.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 06/10/2021

robbson-sousa-1
robbson-sousa-1 🇧🇷

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RESTAURAÇÕES EM DENTES POSTERIORES UTILIZANDO LAMINADOS CERÂMICOS
Introdução
Restaurações em cerâmica do tipo porcelana foram introduzidas no século XIX, mas não
tiveram muita popularidade, devido à sua inerente friabilidade, o que as contraindicava para áreas
de concentração de tensões. A ausência de adesão tornava a adaptação das restaurações falha,
provocando exposição da linha de cimentação. O cimento poderia ser lixiviado pelos fluidos orais,
provocando assim lesão cariosa na dentina exposta.
Com o surgimento dos cimentos de silicato no início do século, eles passaram a ser mais
utilizados, devido à sua capacidade de liberar flúor. Posteriormente, as resinas acrílicas tiveram
destaque, apesar de apresentarem contração de polimerização e retenção puramente mecânica.
Com a divulgação da técnica de condicionamento ácido e surgimento dos procedimentos
adesivos, as cerâmicas odontológicas voltaram a ter destaque, inicialmente associada a ligas
metálicas, e posteriormente, com o surgimento de cerâmicas reforçadas, em restaurações livres
de metal.
A princípio, as cerâmicas eram utilizadas apenas em reabilitações de coroa total. Com o
surgimento de cerâmicas com reforço na matriz cristalina, elas passaram a ter indicações mais
amplas, como em facetas de dentes anteriores. Ao contrário das facetas diretas em resina
composta, que demandam tempo e extrema técnica do clínico, as facetas indiretas em cerâmica
são produzidas em laboratório, e apresentam alta estética e longevidade de cor, além de serem
mais resistentes. A constante evolução das cerâmicas fez com que facetas cada vez menos
espessas fossem produzidas, surgindo assim em 1983 os laminados cerâmicos, que combinam a
estética da porcelana e resistência através de procedimentos adesivos coma conveniência de
restaurações fabricadas em laboratório.
Vantagens dos laminados cerâmicos
As principais vantagens dos laminados cerâmicos são as seguintes:
1. Excelente estética. A porcelana oferece uma estética insuperável. Ao contrário das facetas
diretas, os laminados de porcelana dependem menos da habilidade estética do clínico.
2. Excelente durabilidade em longo prazo. A porcelana é resistente à abrasão e tem cor estável.
Além disso, a porcelana possui excelente resistência à absorção de fluidos.
3. Força inerente da porcelana. A porcelana exibe excelentes resistências à compressão, tração e
cisalhamento quando adequadamente ligada à estrutura do dente.
4. Integridade marginal. Restaurações de porcelana aderidas ao esmalte exibem excepcional
integridade marginal.
5. Compatibilidade com tecidos moles. A porcelana devidamente polida é altamente
biocompatível com o tecido gengival.
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Baixe Características e Benefícios de Laminados Cerâmicos em Odontologia e outras Resumos em PDF para Anatomia Dentária, somente na Docsity!

RESTAURAÇÕES EM DENTES POSTERIORES UTILIZANDO LAMINADOS CERÂMICOS

Introdução Restaurações em cerâmica do tipo porcelana foram introduzidas no século XIX, mas não tiveram muita popularidade, devido à sua inerente friabilidade, o que as contraindicava para áreas de concentração de tensões. A ausência de adesão tornava a adaptação das restaurações falha, provocando exposição da linha de cimentação. O cimento poderia ser lixiviado pelos fluidos orais, provocando assim lesão cariosa na dentina exposta. Com o surgimento dos cimentos de silicato no início do século, eles passaram a ser mais utilizados, devido à sua capacidade de liberar flúor. Posteriormente, as resinas acrílicas tiveram destaque, apesar de apresentarem contração de polimerização e retenção puramente mecânica. Com a divulgação da técnica de condicionamento ácido e surgimento dos procedimentos adesivos, as cerâmicas odontológicas voltaram a ter destaque, inicialmente associada a ligas metálicas, e posteriormente, com o surgimento de cerâmicas reforçadas, em restaurações livres de metal. A princípio, as cerâmicas eram utilizadas apenas em reabilitações de coroa total. Com o surgimento de cerâmicas com reforço na matriz cristalina, elas passaram a ter indicações mais amplas, como em facetas de dentes anteriores. Ao contrário das facetas diretas em resina composta, que demandam tempo e extrema técnica do clínico, as facetas indiretas em cerâmica são produzidas em laboratório, e apresentam alta estética e longevidade de cor, além de serem mais resistentes. A constante evolução das cerâmicas fez com que facetas cada vez menos espessas fossem produzidas, surgindo assim em 1983 os laminados cerâmicos, que combinam a estética da porcelana e resistência através de procedimentos adesivos coma conveniência de restaurações fabricadas em laboratório. Vantagens dos laminados cerâmicos As principais vantagens dos laminados cerâmicos são as seguintes:

  1. Excelente estética. A porcelana oferece uma estética insuperável. Ao contrário das facetas diretas, os laminados de porcelana dependem menos da habilidade estética do clínico.
  2. Excelente durabilidade em longo prazo. A porcelana é resistente à abrasão e tem cor estável. Além disso, a porcelana possui excelente resistência à absorção de fluidos.
  3. Força inerente da porcelana. A porcelana exibe excelentes resistências à compressão, tração e cisalhamento quando adequadamente ligada à estrutura do dente.
  4. Integridade marginal. Restaurações de porcelana aderidas ao esmalte exibem excepcional integridade marginal.
  5. Compatibilidade com tecidos moles. A porcelana devidamente polida é altamente biocompatível com o tecido gengival.
  1. Redução dentária mínima. Laminados cerâmicos conservam consideravelmente mais a estrutura do dente do que restaurações de coroas totais de metalocerâmicas ou cerâmica pura. Desvantagens dos laminados cerâmicos As principais desvantagens dos laminados cerâmicos são as seguintes: 1 Tempo. São necessárias várias visitas ao consultório.
  2. Custo. O envolvimento do laboratório e o tempo adicional na cadeira odontológica são necessários em comparação com as restaurações diretas, resultando em custos mais elevados para o paciente e o clínico.
  3. Fragilidade. Embora fortes quando aderidas ao dente, as restaurações de porcelana não aderidas são extremamente frágeis durante os estágios de experimentação e cimentação.
  4. Falta de reparos. As restaurações de porcelana são difíceis, senão impossíveis, de reparar.
  5. Dificuldade na combinação de cores. Embora as restaurações de porcelana tenham cores estáveis, a combinação precisa da cor desejada ou de um dente adjacente pode ser difícil. Além disso, a alteração da cor é impossível após a cimentação.
  6. Irreversibilidade. A redução do dente, embora geralmente mínima, é necessária. Indicações Laminados cerâmicos podem ser indicados em áreas tradicionalmente restauradas com coroas totais ou facetas de resina composta para os seguintes casos:
  7. Correção de diastemas
  8. Mascarar dentes descoloridos ou manchados
  9. Mascarar defeitos de esmalte
  10. Correção de dentes mal alinhados ou malformados Contraindicações Laminados cerâmicos podem ser contraindicados para os seguintes casos:
  11. Pacientes que apresentam desgaste dentário como resultado de bruxismo
  12. Dentes curtos
  13. Dentes com esmalte insuficiente ou inadequado para retenção (por exemplo, abrasão severa)
  14. Grandes restaurações existentes ou dentes tratados endodonticamente com pouca estrutura dentária remanescente
  15. Pacientes com hábitos orais que causam estresse excessivo na restauração (por exemplo, roer unhas, roer lápis) Planejamento de Tratamento

● Esmalte mínimo para colagem. ● Mudanças importantes na cor do dente. ● Mudanças importantes nas posições dos dentes, como apinhamento severo. ● Grandes restaurações dentro do dente, esmalte mínimo e rigidez dentária reduzida. ● Bruxismo (desprotegido) ou outros hábitos parafuncionais, por exemplo mastigar caneta, morder gelo ● Psicológico. Enceramento diagnóstico ou mock-up A utilização de um enceramento diagnóstico pode ajudar a planejar a aparência estética desejada. Isso deve incorporar os desejos do paciente que foram expressos nas discussões iniciais do planejamento do tratamento. O enceramento diagnóstico fornece a visualização do tratamento desejado e um projeto das restaurações finais. Além disso, um enceramento permite a fabricação de guias de silicone para confecção de restaurações provisórias e guias de redução para o preparo dos dentes. Os contornos e a forma dos dentes finais podem ser transferidos do enceramento para os provisórios, permitindo ao paciente ter uma prévia da aparência desejada e reconfirmar que está satisfeito com as mudanças planejadas. É certamente vantajoso para o paciente ver as mudanças antes de construir os laminados, devido ao custo de refazer as restaurações se os pacientes não estiverem satisfeitos. Escolhas de materiais Existem diferentes tipos de cerâmicas disponíveis para fabricar laminados, mas existem dois tipos básicos de materiais usados: porcelana feldspática de baixa fusão e cerâmica de dissilicato de lítio ou reforçada com leucita. Porcelana Feldspática Está disponível na forma de pó e líquido e é confeccionada através de condensação da suspensão obtida sobre uma matriz de folha de platina adaptada ao troquel. É usada na técnica de estratificação ou de construção da maioria das porcelanas modernas. Este material contém principalmente sílica e feldspato. Os componentes adicionais incluem pigmentos e agentes opacificadores. Não há resistência inerente excelente, mas a porcelana feldspática é duas vezes mais forte que o esmalte humano. Na forma de laminado aderido ao esmalte, ela ganha muito de sua resistência com a estrutura dentária subjacente, o chamado efeito de laminação. Uma das vantagens da porcelana feldspática é a possibilidade de construir dentro de cada laminado cores, características e até opacidades diferentes. Outra vantagem é a capacidade de usar um laminado de espessura mínima com uma redução de profundidade de 0,3 mm. Esta preparo é mais

conservadora e tem maior probabilidade de permanecer no esmalte, especialmente se uma abordagem redutora for necessária na preparo. Cerâmica Reforçada por Dissilicato de Lítio ou Leucita Essas cerâmicas foram introduzidas na década de 1990 e são feitas de lingotes pré- sinterizados, que consistem em vidros de silicato contendo uma fase de cristal. Elas podem ser fabricadas usando uma abordagem de injeção, onde a restauração é criada em cera e a técnica de cera perdida é usada para criar a restauração final. O procedimento de injeção consiste em um lingote de cerâmica homogêneo sendo aquecido e então forçado sob pressão em um vazio formado por cera (revestimento). O processo elimina o encolhimento, a porosidade e as inconsistências da porcelana que podem estar presentes nas técnicas de construção de pincel. A técnica alternativa é o uso da tecnologia CAD/CAM e a fresagem da cerâmica vítrea. As cerâmicas fresadas têm várias vantagens, incluindo maior resistência à flexão. Devido a esta capacidade de resistência superior, é possível até aumentar o comprimento incisal. Foi relatado que até 4 mm de estrutura dentária perdida podem ser restaurados com cerâmica reforçada por leucita. Esses materiais têm boa integridade marginal e compatibilidade de desgaste. Também estão disponíveis em diferentes translucidez e opacidade, permitindo ao ceramista melhor mascaramento da cor. Considerações Periodontais O estado periodontal do paciente deve ser ideal antes do tratamento. Isso garante estabilidade a longo prazo dos tecidos periodontais e minimiza qualquer chance de recessão gengival marginal. A terapia periodontal deve ser concluída, bem como os métodos adequados de controle de placa praticados com o paciente para manutenção a longo prazo. Isso também permite que o clínico trabalhe com tecidos periodontais saudáveis e não tenha sangramento excessivo devido à inflamação enquanto trabalha no paciente. O conceito de espaço biológico deve ser respeitado, com as margens do preparo não invadindo o espaço mínimo de 3 mm entre o nível mais coronal do osso alveolar e o nível gengival. A correção cirúrgica das assimetrias gengivais, recessão gengival, exposição gengival excessiva (sorriso gengival) e erupção passiva alterada deve ser concluída e deve ser concedido tempo para a maturação dos tecidos antes da confecção dos laminados. Isso pode variar de 3 a 6 meses, dependendo do caso. Consentimento Informado Os laminados de porcelana são frequentemente um procedimento estético e eletivo e, como tal, requerem uma discussão completa sobre os benefícios e riscos, com os objetivos funcionais e estéticos definidos neste processo. Meios alternativos de atingir os objetivos do paciente devem ser mencionados e uma discussão sobre os procedimentos envolvidos, incluindo

Dicas ● Para comunicar claramente a orientação final correta do plano incisal das facetas planejadas, é importante que o ceramista receba um registro de mordida em silicone como guia. Esse registro é utilizado para registrar a linha média e a linha interpupilar até os dentes. Existem também ferramentas comerciais disponíveis para realizar este procedimento, incluindo o Kois Dento-Facial Analyzer e o Symmetry Facial Plane Relator. ● É importante explicar aos pacientes que os laminados podem fraturar; eles são como os dentes naturais, pois podem lascar e quebrar. Embora as falhas no laminado sejam raras, são possíveis, embora deva ser explicado que os laminados podem ser facilmente reparados ou substituídos. ● É importante explicar aos pacientes os cuidados posteriores necessários com laminados. Instruções pós-operatórias sobre os cuidados com laminados cerâmicos Mudanças temporárias na fala A sensação dos dentes será diferente para os lábios e a língua quando você fechar a boca pela primeira vez. Isso é normal e esperado quando alterações são feitas na forma e no tamanho dos dentes. Às vezes, sua fala pode mudar ou ser afetada no início, até que sua língua se adapte às mudanças. Mesmo que as mudanças sejam pequenas (mensuráveis apenas em milímetros), sua boca é extremamente sensível e vai exagerar essas sensações no início. Normalmente, depois de alguns dias, as sensações diminuem e sua boca volta ao normal. Higiene diária Recomendamos que você escove com uma escova de dentes ultra macia duas vezes ao dia e use fio dental à noite para estender a vida útil do laminado. Tal como acontece com os dentes naturais, o laminado pode reter manchas de tabaco, café, chá, vinho tinto, refrigerantes, etc. Fazer limpezas dentais regulares geralmente removerá essas manchas. Não use bicarbonato de sódio ou qualquer pasta de dente abrasiva. Evite enxaguar rotineiramente com colutórios que contenham álcool. O álcool suaviza a união da porcelana. Selecione bochechos sem álcool ou uma solução feita de peróxido de hidrogênio e água. Dieta e hábitos a evitar Tal como acontece com os dentes naturais, evite mastigar alimentos excessivamente duros nos dentes estratificados, pois isso pressiona o laminado e pode resultar em fratura ou lasca. Não morda objetos extremamente duros.

Praticar esportes Força extrema ou trauma podem quebrar facetas de porcelana, assim como a mesma força pode quebrar dentes naturais. Tenha cuidado ao praticar esportes ou outras situações potencialmente traumáticas. Recomendamos o uso de um protetor bucal esportivo nesses casos. Cuidado continuado Visite-nos para exames e cuidados continuados em períodos regulares de exame de seis meses. Frequentemente, os problemas que estão se desenvolvendo com as facetas podem ser encontrados em um estágio inicial e reparados facilmente, enquanto a espera por mais tempo pode exigir refazer todas as restaurações. Preparo dos dentes para laminados cerâmicos Princípios Em relação às coroas, as facetas laminadas de porcelana (PLVs) são uma opção de tratamento conservador para melhorar a estética anterior e têm uma longa história de sucesso documentado. O preparo para deve ser baseado no desenho final do sorriso, levando-se em consideração a cor e a posição da margem das restaurações. É importante que qualquer redução dentária necessária seja baseada no enceramento definitivo/resultado planejado e não no dente original. Deixar de fazer isso pode resultar na remoção excessiva e desnecessária do esmalte do dente. Todos os esforços devem ser feitos para conter o preparo dentro do esmalte, pois isso oferece oportunidade para uma adesão confiável e durável entre a restauração e o tecido dentário remanescente. O preparo em dentina deve ser evitado devido à adesã menos confiável à dentina e à diferença no módulo de elasticidade e flexibilidade entre dentina e porcelana. Isso coloca a porcelana em risco de fratura quando colocada sob carga de tração. Em um estudo de 12 anos por Gurel de 583 laminados, 7,2% ou 42 laminados falharam. Essas facetas coladas à dentina e dentes com margens de preparo na dentina tinham aproximadamente 10 vezes mais probabilidade de falhar do que aquelas aderidas ao esmalte. O preparo dentário meticuloso é necessário com facetas laminadas de porcelana. Os objetivos do preparo do dente são: ● Fornecer espessura suficiente para a porcelana para resistência adequada à fratura e não sobrecontornar a restauração final. ● Fornecer uma margem definida, para que o ceramista tenha um término, permitindo estabelecer correto perfil de emergência do laminado da margem gengival. ● Manter o preparo dentro do esmalte sempre que possível. ● Fornecer preparo final suave e livre de quaisquer ângulos internos agudos.

● Preparo em chanfro. Um bisel é levado sobre a borda incisal de vestibular para palatino, com 1– 2 mm de redução incisal. Segundo Calamia, é preferível um preparo dentário que incorpore sobreposição incisal, pois o laminado é mais resistente e proporciona um assentamento positivo durante a cimentação. Esse desenho de preparo tem como vantagem o preparo dentário simples, e as características estéticas são mais fáceis de confeccionar com o ceramista, pois é possível desenvolver translucidez incisal. O assentamento adequado do laminado também é habilitado com o assentamento positivo fornecido. A margem não deve estar em uma posição onde será submetida a forças protrusivas durante os movimentos excursivos, reduzindo, portanto, a tensão dentro do laminado enquanto distribui a carga oclusal por uma área de superfície mais ampla. ● Sobreposição incisal (overlap). A borda incisal é reduzida com o preparo e, a seguir, estendida para a face palatina. Um assentamento positivo é fornecido com este preparo, embora seja necessário avaliar cuidadosamente o caminho de inserção para garantir que nenhum rebaixo esteja presente. A escolha ideal do preparo incisal não foi determinada. Um design de sobreposição (overlap) ou chanfro é frequentemente usado devido às vantagens criadas por um assentamento positivo durante a cimentação. O potencial estético com este método permite que os ceramistas construam mais características dentro da restauração. É também o design preferido ao aumentar o comprimento do dente. Preparo Proximal Este preparo pode ser feito proximalmente parando antes de romper o contato, ou preparando através do ponto de contato. ● Se os pontos de contato permanecerem intactos, é preferível deixar o ponto de contato com a margem terminando aproximadamente 0,25 mm ou mais labial em relação à região de contato. ● Visibilidade do dente: a interface interproximal de porcelana pode ser vista de diferentes ângulos e pode ser escondida pelo uso de um preparo em forma de L ou preparo de cotovelo para ocultar as margens interproximalmente. ● A quebra do contato costuma ser usada para alterar a forma ou a posição dos dentes. Com o espaço adicional interproximal, isso permite ao ceramista liberdade para ajustar os contornos e a posição dos dentes e resolver quaisquer discrepâncias de largura entre eles. ● Os preparos podem se estender mais proximalmente com a presença de cárie e restaurações existentes. Margem Cervical ● Design de chanfro recomendado com profundidade máxima de 0,4 mm. Isso permite que o laminado reproduza os contornos naturais dos dentes e não tenha contornos excessivos. Além

disso, permite o assentamento simples do laminado e minimiza tensões, aumentando a futura resistência à fratura do laminado. ● O uso de porcelana fina e translúcida geralmente permite um efeito de "lente de contato", onde as margens são mescladas sem demarcação perceptível. Isso permite que as margens sejam equigengivais ou supragengivais. ● Uma margem supragengival tem muitas vantagens, com menos risco de expor a dentina e menos chance de lesão dos tecidos moles durante o preparo. Devido à probabilidade de a margem estar no esmalte, há menos chance de microinfiltração associada à adesão ao esmalte. ● As margens subgengivais podem ser necessárias quando há cárie ou restaurações anteriores estendendo-se subgengivalmente. Devido ao posicionamento mais profundo da margem, muitas vezes na dentina, existe uma maior possibilidade de microinfiltração e pigmentação. Também é mais difícil para o paciente limpar e o dentista finalizar a restauração após a cimentação. Restaurações Existentes A adesão de facetas em uma restauração composta aumenta o risco de falha, especialmente quando a margem do preparo está em uma restauração existente. É preferível incorporar a restauração dentro do laminado para que seja removida completamente, se possível. Terminando o preparo Deve ser feita uma avaliação final minuciosa do preparo, de preferência com ampliação. Certifique-se de que haja redução adequada e os ângulos das linhas internas sejam arredondados, por exemplo, a junção entre os planos lingual, vestibular e proximal de redução do preparo deve ser arredondada sem ângulos agudos. Essas áreas podem iniciar a concentração de tensões dentro da cerâmica, predispondo-a à fratura. As margens devem ser definidas e lisas, sem nenhuma localizada nas facetas de desgaste ou em oclusão. Dicas ● Usar uma guia de silicone preparada a partir do enceramento diagnóstico pode ajudar a avaliar a quantidade de redução. Quando observada na vista oclusal, pode ser cortada em fatias horizontais que podem ser retiradas para avaliar as diferentes posições verticais dos dentes reduzidos. A utilização de guia de silicone derivada do enceramento permite a visualização da redução necessária para atingir a forma e contornospré-planejadaos e comprimento das facetas finais. ● Durante os estágios finais de preparo, o uso de discos e borrachas de polimento pode auxiliar na suavização dos ângulos das linhas dos dentes. ● Quando uma restauração existente é muito grande, o dente possui menos rigidez estrutural, permitindo flexão e possível quebra de uma faceta. Nestes casos, deve-se tomar a decisão de

Escultura à mão livre. A resina composta pode ser anatomicamente esculpida de um único laminado para vários laminados. O dente preparado pode ser condicionado com ácido (normalmente na região vestibular média), com adesivo aplicado e fotopolimerizado, antes de construir a restauração. Este procedimento requer habilidades mais criativas para construir a forma e o formato corretos do dente, e os dentistas têm controle total sobre o acúmulo, em vez de depender do ceramista. Observe que antes da cimentação dos laminados, a resina composta deve ser removida da superfície do dente, fim de se ter uma superfície nova para a adesão e também para garantir que não haja nenhum resíduo de compósito, pois isso impediria o assentamento completo do laminado. Molde de Silicone Um molde de silicone desenvolvido a partir do enceramento pode ser usado por via intraoral. ● Técnica de embalagem a vácuo. O compósito de resina bisacrilíca pode ser usado e, em seguida, tomar presa. Após a polimerização, o molde é removido, o que muitas vezes deixa as facetas temporárias envolvidas por contração nos dentes preparados devido à contração de polimerização. Alternativamente, se as facetas temporárias forem removidas, elas podem ser acabadas, polidas e então recolocadas nos dentes por recolocação com resina fluida (ataque químico local). Ou os laminados temporários podem ser cimentados com cimento sem eugenol, um cimento transparente que quando cimentado temporariamente permite uma aparência translúcida natural em comparação com cimentos temporários opacos. Se as facetas provisórias permanecerem nos dentes após a remoção do molde de silicone, qualquer excesso de rebarba será removido com brocas de carboneto ou com o uso de lâmina de bisturi nº 12. ● Técnica de condicionamento localizado. O dente preparado pode ser condicionado (normalmente na região vestibular média), com agente de união aplicado e fotopolimerizado. Em seguida, a resina bisacrilíca é inserida no molde de silicone e colocada sobre os dentes preparados. Como o dente foi condicionado no local, o material provisório irá aderir àquela região e não será deslocado. Qualquer excesso de rebarba é então removido com brocas de metal duro ou lâmina de 12 bisturi. Recomenda-se uma abordagem tardia da avaliação das restaurações provisórias, para que o paciente não seja pressionado a decidir se gosta ou não das restaurações provisórias no dia do preparo. O paciente é frequentemente anestesiado com paralisia facial associada e não pode avaliar adequadamente a estética neste momento. Além disso, o paciente costuma perguntar a amigos e familiares sobre as mudanças propostas e pode se acostumar ao novo visual com o tempo extra. Se houver grandes mudanças no comprimento dos dentes ou na oclusão, então também é necessário tempo para permitir que o paciente se adapte às novas mudanças.

Se o paciente estiver satisfeito com as restaurações provisórias, o ceramista pode construir as restaurações finais usando o enceramento original como modelo. Se a restauração provisória requer modificações, os provisórios podem ser ajustados ou resina composta pode ser adicionada e um moldagem dos provisórios pode ser feita. Isso pode então ser usado como modelo e ferramenta de comunicação para o ceramista sobre mudanças adicionais. Dicas ● Quaisquer lacunas ou margens deficientes presentes são facilmente reparadas com resina composta fluida. Não há necessidade de aplicar adesivo para este fim. ● O uso de cimento temporário transparente é recomendado para facetas, pois o cimento opaco tornará a faceta opaca e distinta, não permitindo ao paciente uma visualização correta das mudanças previstas. ● Deve haver mínima ou nenhuma sensibilidade, já que há redução mínima para laminados, com muitos casos sendo limitados apenas ao esmalte. Se houver dentina exposta, o uso de adesivo (não ácido) que foi colocado sobre o dente preparado normalmente bloqueia qualquer sensibilidade. Se houver sensibilidade contínua, o uso de dessensibilizantes comerciais normalmente é suficiente para bloquear qualquer desconforto. ● Assegure-se de que a higiene oral seja ideal na fase temporária para que haja inflamação e sangramento mínimos durante a cimentação adesiva. ● Avise os pacientes sobre a natureza temporária das facetas e a possibilidade de que possam se deslocar, para que os pacientes não fiquem preocupados se isso acontecer inadvertidamente. Cimentação de laminados cerâmicos Avaliação e teste de laminados É importante avaliar laminados em modelos para verificar o ajuste marginal, bem como avaliar a integridade da porcelana para garantir que não haja defeitos ou fraturas antes da cimentação. É vital ter a confirmação do paciente de que está satisfeito antes de prosseguir com os procedimentos de cimentação. É preferível não usar anestésico local para que o paciente aprove a estética final antes da cimentação. No entanto, se a anestesia local for necessária, uma alternativa é usar a técnica de bloqueio anestésico local, de forma que a injeção atinja a anestesia pulpar dos incisivos centrais através do segundo pré-molar sem dormência colateral da face e músculos faciais de expressão. Cimentação A preparo correto da superfície de encaixe do laminado envolve tornar a superfície micromecanicamente áspera por ataque ácido com ácido fluorídrico. Isso remove uma camada de

contatos proximais. Pode ser necessário usar as pastas de prova neste estágio para permitir o assentamento temporário dos laminados. Os laminados devem ser verificados com o paciente em relação à cor, forma e comprimento, bem como se são agradáveis ao paciente ou podem necessitar de modificações. Existem diferentes pastas de prova solúveis em água que um clínico pode usar para alterar a cor do laminado, desde diminuir ou aumentar o valor até opacificar a restauração para mascarar a descoloração. Nesta fase, o paciente não deve ser solicitado a verificar a oclusão, pois isso pode causar a fratura de um laminado não aderido. Tratamento da superfície de adaptação do laminado Uma vez aprovada a estética final das facetas, as restaurações são preparadas para a cimentação. As facetas (sendo restaurações à base de sílica) devem ser atacadas com ácido fluorídrico, que permite uma ligação micromecânica quando coladas. A superfície de encaixe é tratada com ácido fluorídrico a 9,5% por 20 s para laminados reforçados por dissilicato de lítio (e.max) ou 60 s para outras cerâmicas à base de sílica. O uso de ácido fluorídrico dissolve a matriz vítrea que envolve a fase cristalina dentro da porcelana, deixando áreas retentivas entre os cristais resistentes ao ácido. O tratamento do laminado com ácido fluorídrico é frequentemente realizado pelo ceramista e, se for o caso, não deve ser repetido. Em vez disso, a superfície de adaptação pode ser tratada com ácido fosfórico >30% por mais de 15 segundos. Isso ajuda a remover os precipitados de sal de fluoreto de cálcio e a tornar a superfície mais ativa para o primer de silano antes da ligação. Embora muitos laboratórios condicionem a porcelana para dentistas, é melhor tratar o laminado com ácido fluorídrico após a prova, pois isso minimiza a contaminação da superfície condicionada. Foi relatado que o contato das facetas condicionadas com o troquel pode reduzir a resistência de união devido à contaminação e, portanto, é preferível condicionar as facetas após a experimentação clínica. O ácido deve ser bem limpo com spray de ar-água e a porcelana deve ser colocada em um recipiente com água destilada (ou álcool 95% ou acetona) e colocada em banho ultrassônico por 4 minutos para remover quaisquer resíduos remanescentes na superfície. As restaurações são removidas, secas e um primer de silano é aplicado na superfície da conexão, o que ajuda a fornecer uma ligação covalente química à cerâmica. O primer deve permanecer no laminado por 1 minuto, e depois o solvente remanescente deve ser evaporado suavemente com jato de ar. Isolamento e hemostasia

Recomenda-se a aplicação de lençol de borracha para obter um isolamento adequado, que ajuda a proporcionar ambiente limpo e seco e minimiza a contaminação por saliva e sangue. Ele também desempenha papel crucial na prevenção da ingestão ou aspiração de instrumentos, restos de dentes, materiais dentários ou outros corpos estranhos. Além de fornecer isolamento e controle de umidade, há o benefício adicional de retração de lábios, bochechas e língua. Isso permite melhor acesso, visualização e proteção dos tecidos moles da instrumentação rotativa. Devido à necessidade de adesão, é melhor não utilizar um agente hemostático contendo ferro, pois isso pode inibir a polimerização e causar manchas marginais. Nestes casos, o uso de cloreto de alumínio é recomendado. Cimentação As superfícies preparadas são condicionadas com ácido fosfórico e o adesivo é aplicado. O uso de cimentos de diferentes cores ou opacos deve ter sido escolhido na fase de prova, com a possibilidade de modificar ligeiramente a cor final ou opacidade do laminado. Adesão dos laminados O cimento resinoso fotopolimerizável é preferido para cimentação dos laminados, pois tem um tempo de trabalho mais longo do que os compósitos de cura dupla ou quimicamente curados. Isso permite tempo suficiente para remover o excesso de compósito antes da cura e, portanto, reduz os procedimentos de acabamento. A estabilidade de cor dos cimentos resinosos fotopolimerizáveis é muito melhor em comparação com os compósitos de cura dupla ou quimicamente curados. Os cimentos resinosos de cura dupla contêm aminas terciárias que podem sofrer alteração de cor em longo prazo ("descoloração da amina") com escurecimento geral e, portanto, são normalmente contraindicados com laminados devido à sua natureza fina e translucidez. Para porcelanas com espessura superior a 0,7 mm, os compósitos fotopolimerizáveis não atingem a dureza máxima. Pode ser necessário aumentar o tempo de exposição ou utilizar um cimento resinoso dual nestes casos. Existem diferentes técnicas para colar as facetas, mas elas podem ser basicamente categorizadas em duas técnicas diferentes: ondulação ou aderência. Ambas as técnicas envolvem primeiro colocar suavemente a faceta sobre o dente, partindo da borda incisal e, progressivamente, posicionando as facetas em direção à região apical, com leve pressão em direção ao palato. Também é importante que o cimento resinoso seja espremido de todas as margens, para evitar vazios dentro das margens do cimento. ● Técnica de onda. Isso envolve assentar o laminado e, em seguida, ativara luz de polimerização sobre as margens por apenas alguns segundos. Ela polimeriza parcialmente o cimento resinoso

superfície lisa. Em vez disso, o uso de lâmina de bisturi nº 12 para remover o excesso de cimento com cuidado é a técnica preferida. Os instrumentos de polimento são adequados para superfícies planas, mas podem não funcionar tão bem nas áreas interdentais e gengivais. Caso seja necessário polir as margens com instrumentação rotativa, sugere-se o uso cuidadoso de diamante muito fino, seguido de borrachas de polimento e pasta de polimento de diamante. Qualquer excesso de cimento interproximal pode ser removido por serras interproximais e tiras de polimento. Existem vários kits comerciais disponíveis para polir o acabamento da superfície da porcelana. A oclusão é cuidadosamente verificada inicialmente com a oclusão cêntrica, seguida por outros movimentos excursivos. Diamantes em forma de ovo com spray de água podem ser usados para ajustar a porcelana. Quaisquer ajustes devem ser mais polidos. O paciente é chamado de volta em duas semanas para avaliar as facetas de porcelana. Nesta consulta, o clínico deve verificar e ajustar a oclusão, se necessário, remover o excesso de resina que não foi detectado na fase de cimentação e realizar quaisquer ajustes adicionais nas facetas que você ou o paciente considerem necessários. Dicas ● Ao passar fio dental em excesso ao redor de laminados parcialmente endurecidos, passe o fio dental e puxe-os para fora lingualmente para não desalojar os laminados. ● O uso de uma lâmina de bisturi nº 12 ou raspador afiado podem auxiliar na remoção do excesso de cimento ao redor das margens sem recorrer a instrumentação rotativa.