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Larva Migrans, Notas de aula de Enfermagem

aula de parasitologia

Tipologia: Notas de aula

2011

Compartilhado em 27/10/2011

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edir-carvalho-6 🇧🇷

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LARVA MIGRANS
Professora:
Edir Antunes Carvalho
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LARVA MIGRANS

Professora: Edir Antunes Carvalho

 Os animais domésticos e silvestres possuem uma série de parasitos, cujas larvas infectantes só são capazes de completar o ciclo quando alcançam seu hospedeiro próprio.  As larvas desses parasitos quando infectam um hospedeiro anormal, inclusive os humanos, podem não ser capazes de evoluir nesse hospedeiro, podendo então realizar migrações através do tecido subcutâneo ou visceral e produzir as síndromes conhecidas como:  larva rnigrans cutânea,Larva migram visceral  (^) e larva migram ocular.

CICLO BIOLÓGICO NO HOSPEDEIRO

DEFINITIVO

 (^) Ancylostorna caninum e A. braziliense são os agentes etiológicos mais freqüentes de LMC.  (^) As fêmeas destes parasitos realizam a postura de milhares de ovos, que são eliminados diariamente com as fezes dos cães e gatos infectados.  (^) No meio exterior, em condições ideais de umidade, temperatura e oxigenação, ocorre desenvolvimento de larva de primeiro estádio (L,) dentro do ovo, que eclodem e se alimentam no solo de matéria orgânica e microorganismos.  (^) Em um período de aproximadamente sete dias, a L, realiza duas mudas, atingindo o terceiro estádio, que é o de larva infectante (L,).  (^) Esta não se alimenta e pode sobreviver no solo por várias semanas.  (^) Os cães e gatos podem se infectar pelas vias oral, cutânea e transplacentária.  (^) As L, sofrem duas mudas nesses hospedeiros, chegam ao intestino delgado e atingem a maturidade sexual em aproximadamente quatro semanas.

INFECÇÃO NO SER HUMANO:

 As L, desses ancilostomídeos penetram ativamente na pele do ser humano e migram através do tecido subcutâneo durante semanas ou meses e então morrem.  A medida que as L, progridem, deixam atrás de si um rastro sinuoso conhecido popularmente como "bicho geográfico" ou "bicho das praias''

SINTOMAS:

 As partes do corpo atingidas com mais freqüência são aquelas que entram em maior contato com o solo: pés, pernas, nádegas, mãos e antebraços e, mais raramente, boca, lábios e palato.  Algumas vezes, as lesões são múltiplas, podendo ocorrer em várias partes do corpo.

 O momento da penetração pode passar despercebido ou ser acompanhado de eritema e prurido em pacientes sensíveis.  (^) No local da penetração das L, aparece primeiramente uma lesão eritemopapulosa que evolui, assumindo um aspecto vesicular.  Em sua migração, as larvas produzem um rastro saliente e pruriginoso, que por vezes, pode estar acompanhado de infecções secundárias decorrentes do ato de se coçar, que leva a escoriações na pele.

TRATAMENTO:

 Nos casos mais benignos o tratamento pode ser dispensado, uma vez que a infecção pode se resolver espontaneamente ao fim de alguns dias.  Todavia, em alguns casos a infecção pode se estender por semanas ou meses; assim, para  (^) uso tópico, a droga de escolha é o tiabendazol, sendo recomendado a aplicação de pomada, quatro vezes ao dia.

LARVA MIGRANS VISCERAL

 A larva migrans visceral (LMV) é a síndrome determinada por migrações prolongadas de larvas de nematóides parasitos comuns aos animais, no organismo humano, que estão condenadas a morrer, depois de longa permanência nas vísceras, sem poder chegar ao estágio adulto.  (^) Quando as larvas desses parasitos migram para o globo ocular, temse a síndrome denominada larva migrans ocular (LMO).

 Nesses órgãos, realizam migrações, e a maioria é destruída formando uma lesão típica, denominada granuloma alérgico, no qual o parasito morto encontra-se cercado por infiltrados ricos em eosinófilos e monócitos.

 As manifestações clínicas causadas pela migração das larvas podem ser assintomáticas, subagudas ou agudas.  A gravidade do quadro clínico depende da quantidade de larvas presentes no organismo, do órgão invadido e da resposta imunológica do paciente.  (^) A maioria dos casos caracteriza- se por um quadro subclínico e sem diagnóstico.

 O controle tem por base a conscientização da população e principalmente dos proprietários de cães sobre o real problema que representa essa parasitose.  Dentre as medidas profiláticas a serem adotadas deve-se incluir: o exame de fezes periódicos dos cães e gatos e tratamento dos mesmos com anti-helmínticos de largo espectro; evitar acesso desses animais a locais públicos (praças, praias, parques infantis) e redução das populações de cães e gatos vadios, que representam as mais altas cargas parasitárias.