Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Lesões Ligamentares, Esquemas de Ortopedia

Informações sobre lesões ligamentares, incluindo os graus de lesão, fases aguda e crônica, função dos ligamentos e mecanismos de lesão. São descritos os ligamentos colateral medial e lateral, suas funções e lesões. O texto é útil para estudantes de fisioterapia, medicina esportiva e áreas afins.

Tipologia: Esquemas

2023

À venda por 27/02/2023

hilana-costa
hilana-costa 🇧🇷

11 documentos

1 / 2

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Lesão:
Torção das estruturas
periarticular (ligamentos,
tendões ou capsular articular);
Lesão ligamentar ocorre quando
o limite fisiológico é
ultrapassado, com o contato
entre as superfícies articulares.
Podem ocorrer por:
Anatômica: Incongruência entre
superfícies articulares;
Biomecânica:
Pequena amplitude de
movimento;
Funcional:
Articulação de carga.
Fase aguda:
Dor (especifica ou não);
Derrame articular (hidro ou
hemoentose);
Diminuição da ADM (dor e
derrame);
Instabilidade articular (classificar
por testes).
Fase crônica:
Sem dor;
Sem derrame;
Instabilidade.
Graus de lesão:
Pouca ou nenhuma laceração de fibras; Dor local;
Sensibilidade ao toque; Edema discreto; Endpoint parada
final na execução da manobra/teste final.
Laceração parcial de fibras; Sensibilidade moderada;
Edema/Derrame moderado; Perda da função muscular;
Equimose; Frouxidão ao estresse, mas há endpoint.
Rompimento do ligamento; Dor significativa; Aumento
da sensibilidade; Equimose em grande extensão;
Instabilidade muscular ao estresse; Sem endpoint.
Função dos ligamentos:
Ligar as estruturas ósseas (primarias);
Estabilidade
Dinâmicos:
- Tem movimentação
própria;
- Tendões;
- Fisioterapia;
- Músculos.
Limitar o movimento.
Ligamento Colateral Medial (LCM)
Estabilizador em VALGO;
Tem de 9 a 11 cm (maior);
Fibras anteriores tensas e fibras posteriores
frouxas na flexão.
Lesão de LCM (tibial)
- Maior estresse na inserção femoral, a
inserção tibial é protegida pela pata de ganso.
Mecanismo de lesão
- Estresse em valgo, com a tíbia fixa e rotação
interna de fêmur, a 30° de flexão.
- Muito comum e relacionado ao esporte
(futebol, rugby, judô, futsal e basquete).
Ligamento Colateral Lateral (LCL)
- Tem 5 a 7 cm (menor);
- Estabilizador em VARO;
- Bloqueia rotação medial;
- Impede deslocamento anterior da tíbia a 90° de
flexão.
Lesão de LCL (fibular)
- Maior estresse na interlinha articular, origem é
protegida pela banda ílio-tibial.
Mecanismo de lesão
- Força em varo, associado a movimento rotacional e leve
flexão.
pf2

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Lesões Ligamentares e outras Esquemas em PDF para Ortopedia, somente na Docsity!

Lesão:  Torção das estruturas periarticular (ligamentos, tendões ou capsular articular);  Lesão ligamentar ocorre quando o limite fisiológico é ultrapassado, com o contato entre as superfícies articulares. Podem ocorrer por: Anatômica: Incongruência entre superfícies articulares; Biomecânica: Pequena amplitude de movimento; Funcional: Articulação de carga. Fase aguda:  Dor (especifica ou não);  Derrame articular (hidro ou hemoentose);  Diminuição da ADM (dor e derrame);  Instabilidade articular (classificar por testes). Fase crônica:  Sem dor;  Sem derrame;  Instabilidade. Graus de lesão: 1° Pouca ou nenhuma laceração de fibras; Dor local; Sensibilidade ao toque; Edema discreto; Endpoint – parada final na execução da manobra/teste final. 2° Laceração parcial de fibras; Sensibilidade moderada; Edema/Derrame moderado; Perda da função muscular; Equimose; Frouxidão ao estresse, mas há endpoint. 3° Rompimento do ligamento; Dor significativa; Aumento da sensibilidade; Equimose em grande extensão; Instabilidade muscular ao estresse; Sem endpoint. Função dos ligamentos:  Ligar as estruturas ósseas (primarias);  Estabilidade Estática:

  • Não tem movimento na articulação;
  • Ligamento, capsula e menisco;
  • Cirurgias;
  • Ligamento. Dinâmicos:
    • Tem movimentação própria;
    • Tendões;
    • Fisioterapia;
    • Músculos.  Limitar o movimento. Ligamento Colateral Medial (LCM)  Estabilizador em VALGO;  Tem de 9 a 11 cm (maior);  Fibras anteriores tensas e fibras posteriores frouxas na flexão. Lesão de LCM (tibial)
  • Maior estresse na inserção femoral, a inserção tibial é protegida pela pata de ganso. Mecanismo de lesão
  • Estresse em valgo, com a tíbia fixa e rotação interna de fêmur, a 30° de flexão.
  • Muito comum e relacionado ao esporte (futebol, rugby, judô, futsal e basquete). Ligamento Colateral Lateral (LCL)
  • Tem 5 a 7 cm (menor);
  • Estabilizador em VARO;
  • Bloqueia rotação medial;
  • Impede deslocamento anterior da tíbia a 90° de flexão. Lesão de LCL (fibular)
  • Maior estresse na interlinha articular, origem é protegida pela banda ílio-tibial. Mecanismo de lesão
  • Força em varo, associado a movimento rotacional e leve flexão.

Ligamento Cruzado Anterior (LCA)

  • Tem 38 mm de comprimento e 11 mm de largura;
  • Estabilizador estático;
  • Controla o deslizamento anterior da tíbia, 80% da estabilização. Lesão de LCA
  • Pratica esportiva;
  • Deslocamento anterior excessivo ou rotação interna da tíbia;
  • Entorse;
  • Deslocamento do joelho em um ou mais planos de movimento;
  • Frouxidão em cisalhamento excessivo, resultado em erosão acelerada das superfícies articulares e meniscais e produção aumentada do fluxo sinovial (sinovite). Cirurgia de reconstrução
  • Enxerto de ligamento patelar, tendão do semitendinoso, isquiostibiais, calcâneo e fáscia lata. Ligamento Cruzado Posterior (LCP)
  • Tem 38 mm comprimento e 13 mm de largura;
  • Estabilidade estática
  • 95% da estabilidade posterior do joelho. Lesão de LCP
  • 3 a 20% das lesões de joelho;
  • Traumas com hiperflexão;
  • Evoluem com frouxidão progressiva, levando a dor, derrame e instabilidade;
  • Lesões isoladas podem não ser identificadas. Reconstrução
  • Enxerto de ligamento patelar de calcâneo ou isquiostibiais. Testes: Teste de abdução (estresse em valgo) – LCM Paciente em DD, relaxado, joelho a 30° é realizado o estresse em valgo. Teste de adução (estresse em varo) – LCL
  • Paciente em DD, relaxado, joelho a 30° é realizado o estresse em varo. Teste de gaveta anterior – LCA
  • Paciente em DD, joelho 90°, realiza a anteriorização da tíbia. Teste de gaveta posterior – LCA
  • Pcte. Em DD a 90°, realiza a posteriorização da tíbia. Teste de Lachiman – LCA
  • Pcte. em DD, joelho a 30°, terapeuta realiza movimento antagônico entre o fêmur e tíbia. O teste é positivo quando a tíbia se desloca para frente. Obs: 80% de precisão no diagnóstico de LCA, com pcte. e 100% com pcte. anestesiado. Tratamento: Conservador (lesão leve e moderada)
  • Imobilização (8 a 15 dias) para diminuir dor e edema e inibir o processo regenerativo. Cirúrgico (lesão moderada e grave) Objetivos:
  • Diminuir a sintomatologia inicial;
  • Dor (acomodação / agressão tecidual);
  • Derrame residual (pós – imobilização ou pós cirurgia); Objetivos:
  • Liberação das aderências;
  • Recuperar funcionalidade articular: Liberação das partes moles (MM, tendões, ligamentos, fáscia, capsula articular, retináculos);
  • Mobilidade articular (micro e macromovimentos). Reabilitação final
  • Musculação terapêutica;
  • Propriocepção (treinamento sensório – motor):
  • Recondicionar, reeducar os proprioceptores musculares, que são os responsáveis pelo posicionamento, direção e velocidade da articulação. Fortalecimento muscular (quadríceps / ísquiotibiais); Diminuição da dor (crioterapia/ TENS).