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Linux:
Administração de Redes
Alexandre Folle de Menezes Gleydson Mazioli da Silva Nicolai Langfeldt Vladimir Vuksan
Tradução Oficial Alfamídia
Alexandre Folle de Menezes
Versão 1.3, agosto/2002.
As marcas registradas utilizadas no decorrer deste livro são usadas unicamente para fins didáticos, sendo estas propriedade de suas respectivas companhias.
A Alfamídia não assume qualquer responsabilidade por erros ou omissões, ou por danos resultantes do uso das informações contidas neste livro.
Os capítulos 3, 5, 6, 7, e 12 são adaptações do texto:
Guia Foca GNU/Linux Copyleft © 1999-2002 - Gleydson Mazioli da Silva. Fonte: http://focalinux.cipsga.org.br
O capítulo 4 é uma adaptação do texto:
DHCP mini-HOWTO Copyright © 1999-2002 – Vladimir Vuksan .
Fonte: http://br.tldp.org/documentos/comofazer/html/ DHCP/DHCP.pt_BR.html
O capítulo 8 é uma adaptação do texto:
DNS HOWTO Copyright © 1999-2002 – Nicolai Langfeldt . Fonte: http://br.tldp.org/documentos/comofazer/html/DNS -HOWTO/DNS-HOWTO.pt_BR.html
O capítulo 9 é uma adaptação do texto:
NFS HOWTO Copyright © 1999-2002 – Nicolai Langfeldt . Fonte: http://br.tldp.org/documentos/comofazer/html/nfs.howto/nfs.howto.pt_BR.html
O capítulo 13 é uma adaptação do texto:
Linux: Perguntas e Respostas Copyleft © 1999-2002 - Unicamp. Fonte: http://ftp.unicamp.br/pub/linuxdocs/conectiva/pr/pr.html
Os demais capítulos foram escritos por:
Copyright © 2002 por Alexandre Folle de Menezes
Esta apostila é uma coletânea de textos com licença GNU ou livres
encontrados na Internet, conforme referências acima.
Este material foi totalmente montado com fins didáticos, sem objetivo
comercial. Foram acrescentados exemplos e exercícios desenvolvidos
pela Alfamídia Ltda.
4.2.8.5 A placa Ethernet é reconhecida durante a inicialização do sistema mas obtém-
- CONTEÚDO ...............................................................................................................
- 1 REDES DE COMPUTADORES...........................................................................
- 1.1 O QUE É UMA REDE ...............................................................................................
- 1.2 PROTOCOLO DE REDE ..........................................................................................
- 1.3 INTERNET ...........................................................................................................
- 1.4 O MODELO OSI .................................................................................................
- 1.4.1 AS CAMADAS OSI.............................................................................................
- 1.4.2 A CAMADA FÍSICA ............................................................................................
- 1.4.3 A CAMADA DE ENLACE .....................................................................................
- 1.4.4 A CAMADA DE REDE .........................................................................................
- 1.4.5 A CAMADA DE TRANSPORTE .............................................................................
- 1.4.6 A CAMADA DE SESSÃO......................................................................................
- 1.4.7 A CAMADA DE APRESENTAÇÃO .........................................................................
- 1.4.8 A CAMADA DE APLICAÇÃO................................................................................
- EXERCÍCIOS ................................................................................................................
- 2 TCP/IP .................................................................................................................
- 2.1 A CAMADA FÍSICA ..............................................................................................
- 2.2 A CAMADA DE ENLACE DE DADOS......................................................................
- 2.3 A CAMADA DE REDE...........................................................................................
- 2.4 CAMADA DE TRANSPORTE .................................................................................
- 2.4.1 TCP .................................................................................................................
- 2.4.2 UDP ................................................................................................................
- 2.4.3 ICMP...............................................................................................................
- 2.5 MONTAGEM DOS PACOTES .................................................................................
- 2.6 ENDEREÇAMENTO ..............................................................................................
- 2.6.1 ENDEREÇAMENTO DE ENLACE (MAC) ..............................................................
- 2.6.2 ENDEREÇAMENTO DE REDE (IP)........................................................................
- 2.6.2.1 Classes de Rede IP........................................................................................
- 2.6.2.2 O endereço de loopback ................................................................................
- 2.6.2.3 Endereços reservados para uso em Redes Privadas........................................
- 2.6.3 ENDEREÇAMENTO DE SESSÃO (PORTAS)............................................................ 2.6.2.4 Referência rápida de máscara de redes Error! Bookmark not defined.
- 2.7 ROTEAMENTO ....................................................................................................
- 2.7.1 REEMPACOTAMENTO ........................................................................................
- EXERCÍCIOS ................................................................................................................
- 3 CONFIGURAÇÃO DO TCP/IP NO LINUX .....................................................
- 3.1 INSTALANDO UMA MÁQUIN A EM UMA REDE EXISTE NTE .....................................
- 3.2 CONFIGURAÇÃO DA INTER FACE ETHERNET .......................................................
- 3.2.1 A INTERFACE LOOPBACK ...................................................................................
- 3.2.2 CONFIGURANDO UMA INTE RFACE COM O IFCONFIG ............................................
- 3.2.3 CONFIGURANDO UMA INTE RFACE DURANTE O BOOT ...........................................
- 3.2.4 DEFININDO DIVERSOS EN DEREÇOS IP PARA A MESMA INTERF ACE .......................
- 3.3 CONFIGURANDO UMA ROTA NO LINUX ...............................................................
- 3.4 HOSTNAME .........................................................................................................
- 3.5 ARQUIVOS DE CONFIGURA ÇÃO...........................................................................
- 3.5.1 O ARQUIVO /ETC/HOSTS...................................................................................
- 3.5.2 O ARQUIVO /ETC/NETWORKS .............................................................................
- 3.5.3 O ARQUIVO /ETC/HOST.CONF...........................................................................
- 3.5.4 O ARQUIVO /ETC/RESOLV.CONF .......................................................................
- 3.6 OUTROS ARQUIVOS DE CO NFIGURAÇÃO RELACIONADOS C OM A REDE ...............
- 3.6.1 O ARQUIVO /ETC/SERVICES .............................................................................
- 3.6.2 O ARQUIVO /ETC/PROTOCOLS ...........................................................................
- 4 DHCP ...................................................................................................................
- 4.1 PROTOCOLO DHCP ...........................................................................................
- 4.2 CONFIGURAÇÃO DO CLIENTE DHCP.................................................................
- 4.2.1 OBTENDO O PROGRAMA CLIENTE (DHCPCD)......................................................
- 4.2.2 SLACKWARE .....................................................................................................
- 4.2.3 RED HAT 6.X E MANDRAKE 6.X.........................................................................
- 4.2.4 RED HAT 5.X E CONECTIVA GNU/LINUX 3.X.....................................................
- 4.2.5 DEBIAN ............................................................................................................
- 4.2.6 EXECUTANDO O DHCPCD................................................................................
- 4.2.7 INICIALIZANDO E ENCER RANDO O DHCPCD .........................................................
- 4.2.8 SOLUÇÃO DE PROBLEMAS .................................................................................
- 4.2.8.1 A placa de rede não está configurada adequadamente....................................
- 4.2.8.2 O servidor DHCP suporta RFC 1541/O servidor é um Windows NT.............
- 4.2.8.3 Durante a inicialização se obtém a mensagem "Usando DHCP para eth
- falhou" mas o sistema funciona perfeitamente. ............................................................
- 4.2.8.4 A rede funciona por alguns minutos e subitamente para de responder............
- ocorre também com a placa PCMCIA.......................................................................... se a mensagem "NO DHCPOFFER" nos arquivos de registros de ocorrências. Isso
- Amstutz). 4.2.8.6 Meu cliente faz as requisições mas não recebe resposta (Contribuição de Peter
- 4.2.8.7 Segui todos os passos mas ainda não consigo conectar a máquina à rede.......
- 4.3 CONFIGURAÇÃO DO SERVIDOR DHCP...............................................................
- 4.3.1 SERVIDOR DHCP PARA UNIX ..........................................................................
- 4.3.2 CONFIGURAÇÃO DE REDE .................................................................................
- 4.3.3 OPÇÕES DO DHCPD..........................................................................................
- 4.3.4 INICIALIZANDO O SERVIDOR..............................................................................
- EXERCÍCIOS ................................................................................................................
- 5 COMANDOS DE REDE .....................................................................................
- 5.1 O COMANDO WHO.................................................................................................
- 5.2 O COMANDO TELNET ...........................................................................................
- 5.3 O COMANDO FINGER ...........................................................................................
- 5.4 O COMANDO FTP.................................................................................................
- 5.5 O COMANDO WHOAMI ...........................................................................................
- 5.6 O COMANDO DNSDOMAINNAME ..............................................................................
- 5.7 O COMANDO HOSTNAME .......................................................................................
- 5.8 O COMANDO TALK...............................................................................................
- 5.9 O COMANDO MESG...............................................................................................
- 5.10 O COMANDO PING.............................................................................................
- 5.11 O COMANDO RLOGIN .........................................................................................
- 5.12 O COMANDO RSH...............................................................................................
- 5.13 O COMANDO W ..................................................................................................
- 5.14 O COMANDO TRACEROUTE ..................................................................................
- 5.15 O COMANDO NETSTAT .......................................................................................
- 5.16 O COMANDO WALL.............................................................................................
- 6 O SSH...................................................................................................................
- 6.1 VERSÃO..............................................................................................................
- 6.2 HISTÓRIA ...........................................................................................................
- 6.3 CONTRIBUINDO ..................................................................................................
- 6.4 CARACTERÍSTICAS .............................................................................................
- 6.5 FICHA TÉCNICA ..................................................................................................
- 6.6 SERVIDOR SSH ....................................................................................................
- 6.6.1 REQUERIMENTOS DE HARDWARE ......................................................................
- 6.6.2 ARQUIVOS DE LOG CRIAD OS PELO SERVIDOR SSH ...............................................
- 6.6.3 INSTALAÇÃO DO SERVIDO R OPENSSH................................................................
- 6.6.4 INICIANDO O SERVIDOR /REINICIANDO/RECARREGANDO A CONFI GURAÇÃO ..........
- 6.6.5 OPÇÕES DE LINHA DE CO MANDO........................................................................
- 6.7 CLIENTE SSH ......................................................................................................
- 6.7.1 REDIRECIONAMENTO DE C ONEXÕES DO X..........................................................
- 6.7.2 SCP...................................................................................................................
- 6.7.3 SFTP .................................................................................................................
- 6.8 14.3 SERVIDOR SSH ............................................................................................
- 6.8.1 SSHD ................................................................................................................
- 6.8.2 CONTROLE DE ACESSO ......................................................................................
- 6.8.3 USANDO AUTENTIC AÇÃO RSA - CHAVE PÚBLICA/PRIVADA ................................
- 6.8.4 DIFERENÇAS NAS VERSÕE S DO PROTOCOLO .......................................................
- 6.8.5 EXEMPLO DE SSHD_CONFIG COM EXPLICAÇÕ ES DAS DIRETIVAS ..........................
- 7 SERVIÇOS DE REDE ........................................................................................
- 7.1 SERVIÇOS INICIADOS CO MO DAEMONS DE REDE .................................................
- 7.2 SERVIÇOS INICIADOS AT RAVÉS DO INETD ...........................................................
- 7.2.1 /ETC/INETD.CONF ..............................................................................................
- 8 DNS ......................................................................................................................
- 8.1 INTRODUÇÃO AO DNS: O QUE É E O QUE NÃO É ................................................
- 8.2 UM SERVIDOR DE NOMES SOMENTE PARA CACHE. ...........................................
- 8.2.1 INICIANDO O NAMED .........................................................................................
- 8.3 UM DOMÍNIO SIMPLES : COMO CONFIGURAR UM DOMÍNIO PRÓPRIO ..................
- 8.3.1 UM POUCO DE TEORIA .......................................................................................
- 8.3.2 NOSSO PRÓPRIO DOMÍNIO.................................................................................
- 8.3.3 A ZONA REVERSA..............................................................................................
- 8.4 CONVERTER DA VERSÃO 4 PARA VERSÃO 8 ........................................................
- 8.5 WINDOWS 2000 ACTIVE DIRECTORY E BIND....................................................
- 8.5.1 CRIAR A ZONA PRIMÁRIA ...................................................................................
- 8.5.2 CRIAR AS SUBZONAS .........................................................................................
- 9 NFS.......................................................................................................................
- 9.1 INTRODUÇÃO AO NFS ........................................................................................
- 9.2 CONFIGURAÇÃO DO SERVIDOR NFS ..................................................................
- 9.2.1 PRÉ-REQUISITOS ...............................................................................................
- 9.2.2 PRIMEIROS PASSOS ...........................................................................................
- 9.2.3 O PORTMAPPER ..................................................................................................
- 9.2.4 O MOUNTD E O NFSD ............................................................................................
- 9.3 CONFIGURAÇÃO DO CLIENTE NFS ....................................................................
- 9.3.1 OPÇÕES DE MONTAGEM....................................................................................
- 9.3.2 OTIMIZANDO O NFS .........................................................................................
- 9.4 SEGURANÇA E NFS ............................................................................................
- 9.4.1 SEGURANÇA NO CLIENTE ..................................................................................
- 9.4.2 SEGURANÇA NO SERVIDOR: NFSD ......................................................................
- 9.4.3 SEGURANÇA NO SERVIDOR: O PORTMAPPER .......................................................
- 9.4.4 NFS E FIREWALLS ............................................................................................
- 9.4.5 RESUMO ...........................................................................................................
- 9.5 PONTOS DE VERIFICAÇÃO DE MONTAGEM ........................................................
- 9.6 FAQ .................................................................................................................
- 10 NIS......................................................................................................................
- 10.1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................
- 10.1.1 MAPAS .........................................................................................................
- 10.1.2 TIPOS DE SERVIDORES ..................................................................................
- 10.2 CONFIGURANDO O SERVIDOR MESTRE ..........................................................
- 10.3 CONFIGURANDO O CLIENT E ...........................................................................
- 10.3.1 EXECUTANDO OS SERVIÇO S NO CLIENTE ........................................................
- 10.3.2 CONFIGURANDO O SISTEM A DE BUSCA ...........................................................
- 11 FTP.....................................................................................................................
- 11.1 INTRODUÇÃO AO FTP ....................................................................................
- 11.2 CONFIGURAÇÃO DO SERVI DOR FTP...............................................................
- 11.2.1 ARQUIVOS DE CONFIGURA ÇÃO ADICIONAIS ....................................................
- 11.2.2 FTP ANÔNIMO..............................................................................................
- EXERCÍCIOS ..............................................................................................................
- 12 SEGURANÇA DA REDE E CONTROLE DE ACESSO ................................
- 12.1 /ETC/FTPUSERS ...............................................................................................
- 12.2 /ETC/SECURETTY ............................................................................................
- 12.3 O MECANISMO DE CONTRO LE DE ACESSOS TCPD ............................................
- 12.3.1 /ETC/HOSTS.ALLOW .......................................................................................
- 12.3.2 /ETC/HOSTS.DENY .........................................................................................
- 12.3.3 /ETC/HOSTS.EQUIV E /ETC/SHOSTS.EQUIV .......................................................
- 12.3.4 VERIFICANDO A SEGURAN ÇA DO TCPD E A SINTAXE DOS ARQ UIVOS ..............
- 12.4 FIREWALL ......................................................................................................
- 13 TRABALHANDO COM O X-WINDOW EM REDE......................................
- 13.1 O DISPLAY .....................................................................................................
- 13.2 O SERVIDOR X-WINDOW................................................................................
- 13.3 O CLIENTE X-WINDOW ..................................................................................
- 13.4 IDENTIFICAÇÃO E ENCER RAMENTO DE APLICATIV OS X-WINDOW .................
- EXERCÍCIOS ..............................................................................................................
- APÊNDICE A. LICENÇA DE PUBLICAÇÃO LIVRE .....................................
comunicação de dados, alguns são projetados para pequenas redes locais (como é o caso do NetBIOS) outros para redes mundiais (como o TCP/IP, que possui características de roteamento).
Dentre os protocolos, o que mais se destaca atualmente é o TCP/IP, devido ao seu projeto, velocidade e capacidade de roteamento.
1.3 Internet
O termo internet é usado para definir um conjunto de redes de computadores, interligadas entre si. As redes podem ser homogêneas (mesma arquitetura de máquinas, sistemas operacionais e protocolos) ou heterogêneas (diversas plataformas diferentes interligadas). O objetivo é permitir que os dados sejam trocados de forma transparente, sem que um nó saiba detalhes sobre os demais.
A Internet (com “i” maiúsculo), que é uma grande rede mundial de computadores, é um exemplo extremo do conceito de internet (com “i” minúsculo).
No final dos anos 60, o Departamento de Defesa americano iniciou uma parceria com universidades para pesquisar novas tecnologias de comunicação de dados. Os participantes fizeram a ARPANET, que foi a primeira rede de troca de pacotes da história. O experimento foi um sucesso, e a rede logo se espalhou em instituições militares e universidades por todo país.
Mas os primeiros protocolos da ARPANET eram lentos e sujeitos a travamentos freqüentes da rede. Foi necessária a criação de um novo conjunto de protocolos, e no início da década de 80 a ARPANET se converteu para o TCP/IP.
O governo americano passou a exigir que todas as suas redes usassem o TCP/IP, o que encorajou a adoção do protocolo por vários fabricantes de computadores.
A facilidade de operação do TCP/IP permitiu que a ARPANET crescesse rapidamente, transformando-se no que hoje conhecemos por Internet.
1.4 O Modelo OSI
Para satisfazer requerimentos de clientes para a capacidade de computação remota, fabricantes de computadores de grande porte desenvolveram uma variedade de arquiteturas de redes.
Algumas destas arquiteturas definem o inter-relacionamento de fornecedores de hardware e software , em particular, para permitir o fluxo de comunicações através da rede para fabricantes de computadores em geral. Com a finalidade de padronizar o desenvolvimento de produtos para redes de comunicação de dados, foi elaborado um modelo aberto que teve como referência o OSI - Open System Interconnection pela ISO ( International Organization for Standardization ).
As principais características do Modelo OSI são:
- Divisão em Camadas: as diferentes funcionalidades são fornecidas por diferentes protocolos, organizados em camadas;
- Pontos de Acesso de Serviços: as várias camadas se comunicam com as demais por uma interface padronizada, possibilitando a substituição do protocolo de uma das camadas por outro equivalente.
1.4.1 As camadas OSI
O Modelo OSI é dividido em 7 camadas, sendo que nem todas as entidades da rede precisam implementar todas elas.
1.4.2 A camada Física
A camada física lida com a transmissão pura de bits através de um canal de comunicação. As questões de projeto são concernentes à garantia de que, quando um lado transmite um bit 1, este seja recebido como bit 1 do outro lado.
As questões típicas aqui são quantos volts devem ser usados para representar um 1 e quantos um 0, quantos microssegundos dura um bit, se a transmissão pode ocorrer simultaneamente em ambos os sentidos, como a
Aplicação
Apresentação
Sessão
Transporte
Rede
Enlace
Física
Rede
Enlace
Física
Aplicação
Apresentação
Sessão
Transporte
Rede
Enlace
Física
Camada N+
Camada N
PAS
PAS
Requisição
PAS
PAS
PAS
PAS
Serviço
PAS
PAS
Camada N-
1
PA
S
Requisiçã o
PA
S
PA
S
Serviço
PA
S
1.4.6 A camada de Sessão
A camada de sessão permite a usuários em máquinas diferentes estabelecerem sessões entre eles. Uma sessão de transporte pode ser usada para permitir ao usuário logar-se remotamente, ou para transferir um arquivo entre duas máquinas.
Um dos serviços desta camada é gerenciar o controle de diálogos, acompanhando de quem é a vez de transmitir.
Um outro serviço da camada de sessão é a sincronização, fornecendo meios de inserir checkpoints no fluxo de dados, de forma que, depois de uma falha, somente os dados após o último checkpoint precisam ser repetidos.
1.4.7 A camada de Apresentação
Ao contrário de todas as camadas inferiores, que se interessavam em trocar bits confiavelmente, a camada de apresentação se relaciona com a sintaxe e a semântica da informação transmitida.
A camada de apresentação também pode realizar compressão de dados para reduzir o tráfego, ou criptografia para garantir a privacidade.
1.4.8 A camada de Aplicação
A camada de aplicação dentro do processo de comunicação faz interface com a aplicação. Ou seja, baseado em solicitações de uma aplicação de rede, esta camada seleciona serviços a serem fornecidos por camadas mais baixas.
Esta camada deve providenciar todos os serviços diretamente relacionados aos usuários. Alguns destes serviços são:
- identificação da intenção das partes envolvidas na comunicação e sua disponibilidade e autenticidade
- estabelecimento de autoridade para comunicar-se
- acordo sobre o mecanismo de privacidade
- determinação da metodologia de alocação de custo
- determinação de recursos necessários para prover uma qualidade de serviços aceitável
- sincronização de cooperação para aplicações
- seleção da disciplina de diálogo
- responsabilidade da recuperação de erros de estabelecimento
- acordo na validação de dados
- transferência de informações
Exercícios
- Qual a diferença entre internet e Internet?
- Qual a diferença entre cliente e servidor?
- O que é um protocolo de rede?
- Qual da opções abaixo não é uma camada do modelo OSI?
a) Enlace b) Transporte c) Sessão d) Roteamento e) Rede
2.2 A camada de Enlace de Dados
A camada de enlace de dados usa a capacidade de transmissão de dados brutos da camada física e transforma-a em uma linha que pareça à camada de rede ser livre de erros de transmissão. O protocolo PPP é um exemplo de camada de enlace de dados.
Na camada de Enlace de Dados, os dados são organizados em quadros.
Cada quadro tem um cabeçalho que inclui o endereço e controla a informação e um trailer que é usado para detecção de erros.
Um cabeçalho de quadro de LAN contém a os endereços “físicos” de origem e destino, que identificam as placas de rede.
Note que o Enlace pode ser uma rede local ou uma conexão Ponto-a- Ponto.
2.3 A camada de Rede
O IP ( Internet Protocol ) executa as funções da camada de rede. O IP roteia os dados entre sistemas. Os dados podem atravessar um único enlace ou podem ser retransmitidos por vários enlaces pela internet. As unidades de dados são chamadas datagramas.
Os datagramas têm um cabeçalho IP que contém endereçamento de rede. Os roteadores examinam o endereço de destino no cabeçalho IP para direcionar os datagramas para seu destino.
A camada IP é dita Não-Orientada à Conexão porque cada datagrama é roteado independentemente e o IP não garante a entrega confiável ou em seqüência dos datagramas.
2.4 Camada de Transporte
2.4.1 TCP
O TCP ( Transmission Control Protocol ) proporciona conexões de dados confiáveis para as aplicações. O TCP conta com mecanismos que garantem que os dados são entregues às suas aplicações locais:
- Íntegros
- Em seqüência
- Completos
- Sem duplicatas Os mecanismos básicos que o TCP usa para conseguir isso são:
- Numeração dos segmentos
Header Dados Trailer
Informação
Cabeçalho IP Endereço IP Origem Endereço IP Destino
- Estabelecimento de Timeout
- Retransmissão dos segmentos O lado que recebe os dados deve colocá-los em na seqüência correta, descartando duplicatas e confirmando o recebimento dos mesmos.
O TCP é implementado apenas nos hosts. O TCP é um protocolo full- duplex, ou seja, ambos os lados podem enviar dados ao mesmo tempo.
O TCP adiciona um cabeçalho ao pacote de dados da aplicação, formando um segmento.
O TCP passa os segmentos ao IP, que então roteia os mesmos até seu destino. O TCP aceita segmentos do IP, determina qual aplicação é o destino, e passa os dados para a aplicação apropriada.
2.4.2 UDP
O UDP não faz nenhuma garantia quanto à entrega dos dados, e é dever da aplicação trocar informações que confirmem a chegada dos dados. O UDP é implementado apenas nos hosts.
Com o UDP ( User Datagram Protocol ), uma aplicação manda uma mensagem isolada para outra aplicação. O UDP adiciona um cabeçalho, formando um datagrama UDP.
O UDP passa os segmentos ao IP, que então roteia os mesmos até seu destino. O UDP aceita segmentos do IP, determina qual aplicação é o destino, e passa os dados para a aplicação apropriada.
2.4.3 ICMP
O IP tem um projeto simples e elegante. Em condições normais, o IP faz um uso muito eficiente da memória e recursos de transmissão.
Como IP provê um serviço de expedição de datagramas sem conexão e não confiável, e além disso um datagrama viaja de um gateway a outro até alcançar um gateway que possa expedi-lo diretamente aa estação destino; é necessário um mecanismo que emita informações de controle e de erros quando acontecerem problemas na rede. Alguns dos problemas típicos que podem acontecer são:
- Um gateway não pode expedir ou rotear um datagrama;
- Um gateway detecta uma condição não usual, tal como congestionamento. O mecanismo de controle que emite mensagens quando acontece algum erro é a função principal do protocolo ICMP. O ICMP permite aos gateways enviar mensagens de erros ou de controle a outros gateways ou hosts. ICMP provê comunicação entre o software de IP numa máquina e o software de IP numa outra máquina.
Tabela 2-1 Mensagens ICMP
Tipo Mensagem
0 Echo Reply 3 Destination Unreachable
Caso o bloco de dados seja muito grande, o reenvio vai tomar muito tempo, degradando a performance da rede. Para minimizar este problema, divide-se a informação em pacotes. Se houver algum erro, basta retransmitir apenas os pacotes corrompidos.
2.6 Endereçamento
Em uma rede, o endereço de um dispositivo é uma forma de identificar esse dispositivo como sendo único. Normalmente, os endereços de rede possuem um formato padronizado e bem definido.
2.6.1 Endereçamento de Enlace (MAC)
Os endereços MAC ( Media Access Control ) são atribuídos aos adaptadores de rede durante sua fabricação, sendo que cada adaptador tem um endereço que o identifica como único. Cada fabricante tem um código que o diferencia dos demais. Os endereços MAC são escritos no seguinte formato: 00-c0-49-3f-c6-0c Os primeiros bytes contêm o código do fabricante, os demais contêm o modelo e número serial do adaptador de rede.
2.6.2 Endereçamento de Rede (IP)
Em redes roteadas, o endereço é composto de pelo menos dois números: o da rede e o do nó. Se dois dispositivos possuírem endereços com o mesmo número de rede, então eles estão localizados na mesma rede. Do contrário, estão em redes distintas, mas unidas através de um roteador. O número que irá diferencia-los dentro desta rede é o número do nó. Os endereços IP são números que identificam seu computador em uma rede TCP/IP. Inicialmente você pode imaginar o IP como um número de
HeaderFrame HeaderIP TCP/UDPHeader Dados^ FrameTrailer
HeaderIP TCP/UDPHeader^ Dados
HeaderUDP^ Dados
Aplicação Dados Dados
Transporte Datagrama UDP
Rede Datagrama
Enlace Quadro
Transporte HeaderTCP Dados Segmento TCP
telefone. O IP é composto por quatro bytes e a convenção de escrita dos números é chamada de "notação decimal pontuada". Por convenção, cada interface (placa usada p/ rede) do computador ou roteador tem um endereço IP. Também é permitido que o mesmo endereço IP seja usado em mais de uma interface de uma mesma máquina, mas normalmente cada interface tem seu próprio endereço IP.
As Redes do Protocolo Internet são seqüências contínuas de endereços IP. Todos os endereços dentro da rede têm um número de dígitos dentro dos endereços em comum. A porção dos endereços que são comuns entre todos os endereços de uma rede é chamada de porção da rede. O conjunto dos dígitos restantes é chamado de porção dos hosts. O número de bits que são compartilhados por todos os endereços dentro da rede é chamado de netmask (máscara da rede) e o papel da netmask é determinar quais endereços pertencem ou não a rede. Por exemplo, considere o seguinte:
Tabela 2-2 Formação de Endereços IP
Endereço do Host 192.168.110.
Máscara da Rede 255.255.255.
Porção da Rede 192.168.110.
Porção do Host.
Endereço da Rede 192.168.110.
Endereço Broadcast 192.168.110.
Qualquer endereço que é finalizado em zero em sua netmask revelará o endereço da rede a que pertence. O endereço de rede é então sempre o menor endereço numérico dentro da escalas de endereços da rede e sempre possui a porção host dos endereços codificada como zeros.
O endereço de broadcast é um endereço especial que cada computador em uma rede "escuta" em adição a seu próprio endereço. Este é um endereço onde os datagramas enviados são recebidos por todos os computadores da rede. Certos tipos de dados, como informações de roteamento e mensagens de alerta, são transmitidos para o endereço broadcast , assim todo computador na rede pode recebê-las simultaneamente.
Existem dois padrões normalmente usados para especificar o endereço de broadcast. O mais amplamente aceito é para usar o endereço mais alto da rede como endereço broadcast. No exemplo acima este seria 192.168.110.255. Por algumas razões outros sites têm adotado a convenção de usar o endereço de rede como o endereço broadcast. Na prática não importa muito se usar este endereço, mas você deve ter certeza que todo computador na rede esteja configurado para escutar o mesmo endereço broadcast.
2.6.2.1 Classes de Rede IP
Por razões administrativas após pouco tempo no desenvolvimento do protocolo IP alguns grupos arbitrários de endereços foram formados em redes