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Este documento aborda os problemas de comunicação, linguagem e fala, destacando os diferentes tipos de perturbações, como mutismo, dislalia, disglossia, disartria, disfluência, disfasia, deficiência auditiva, desfonia, atraso de linguagem e desfemia. Identifica as causas, sintomas e tratamentos desses problemas.
Tipologia: Esquemas
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Introdução O presente trabalho da cadeira de Necessidades Educativas Especiais, visa abordar com mais detalhes sobre os Problemas de comunicação, linguagem e fala que são pertrubacoes que tem consequências nas aprendizagens de leitura e na escrita, afectando assim o processo de ensino e aprendizagem. Portanto, neste caso, importa referir que os problemas de comunicação linguagem e fala são vários, onde são destacados os seguintes: mutismo, mutismo selectivo, dislalia ou distúrbio articulatório, disglossia, disartria, disfluência, disfasia, deficiência auditiva, desfonia, atraso de linguagem e desfemia. E de salientar que eles diferem na sua manifestacao apresentando sintomas, causas e tratamento específico para cada um. A organização engloba a parte pré-textual , parte textual ou desenvolvimento e a pós- textual. Objectivos׃ Geral Conhecer os problemas de comunicação linguagem e fala. Específicos Definir os conceitos comunicação, linguagem e fala; Mencionar os principais problemas de comunicação linguagem e fala; Identificar as causas, sintomas e tratamento dos problemas de comunicação linguagem e fala. Metodologia Para elaboração do trabalho, foi possível fazendo consulta de alguns manuais e uso de internet.
1.Problemas de Comunicação, Linguagem e Fala 1.1 Comunicação Comunicação é um processo complexo de troca de informação usado para influenciar o comportamento dos outros. (OLSWANG, 1987, cit. Por BLOOM, 1990). Comunicar é um processo interactivo, desenvolvido em contexto social, requerendo um emissor que codifica ou formula a mensagem e um receptor que a descodifica ou compreende. Implica respeito, partilha e compreensão mútua Requerendo uma complexa combinação de competências cognitivas, motoras, sensoriais e sociais, a comunicação encontra-se relacionada com todas as áreas do desenvolvimento. O processo de aquisição da comunicação é lento, gradativo, evolutivo e envolve diferentes factores: orgânico, psicológico, cultural e afectivo. Os processos de comunicação, fala e linguagem podem ser percebidos desde o inicio da infância e vários deles podem ser superados com o decorrer do tempo. (FIADEIRO, 1993, cit. por NUNES 2001). Os problemas de comunicação dizem respeito, essencialmente, aos problemas da fala e da linguagem. Por problemas da fala entendem-se as perturbações ligadas à voz, à articulação dos sons e à fluência. Estas perturbações ocorrem na transmissão e o uso do sistema simbólico oral. Por problemas de linguagem entendem-se as perturbações ou desenvolvimento atípico da compreensão e ou do uso do sistema simbólico falado, escrito e ou qualquer outro. As perturbações podem envolver: A forma da linguagem (fonologia, morfologia e sintaxe); O conteúdo da linguagem (semântica); A função comunicativa da linguagem em qualquer combinação (pragmática). (American Spech-language-Hearing Association/ASHA, 1982 cit. Por CORREIA, 2006). 1.2. Linguagem Segundo FRANCO & GIL (2003), a linguagem refere-se ao conjunto de sinais com os quais os humanos comunicam e expressam os seus sentimentos e ideias. Linguagem é um sistema convencional de símbolos arbitrários e de regras de combinação dos mesmos, representando ideias que se pretendem transmitir através do seu uso e de um código socialmente partilhado, a língua (BLOOM, 1990). 1.3. Fala
De qualquer forma, mesmo a criança tendo atingido estágios mais avançados do desenvolvimento linguístico, se ocorrer uma surdez importante (entre os 3 e 6 anos) será necessário uma intervenção fonoaudiológica e psicopedagógica para que ela possa continuar desenvolvendo e adquirir os demais estágios do desenvolvimento linguístico, cognitivo e na adequação socio-emocional. Causas A deficiência auditiva pode ser congénita ou adquirida As principais causas da deficiência congênita são: hereditariedade, viroses maternas (rubéola , sarampo ), doenças tóxicas da gestante (sífilis, citomegalovírus, toxoplasmose), ingestão de medicamentos ototóxicos (que lesam o nervo auditivo) durante a gravidez. A deficiência auditiva pode ser adquirida, quando existe uma predisposição genética (otosclerose), quando ocorre meningite, ingestão de remédios ototóxicos, exposição a sons impactantes (explosão) ou viroses, por exemplo. 2.1.2. Disfasia MARANHAO, (2009), cit. Por COSTA, (2011), afirma que a Disfasia Também chamada de ̏ afasia congénita ̋ ou de desenvolvimento a disfasia, caracteriza-se por um distúrbio profundo dos mecanismos de aquisição da linguagem. Seu diagnóstico é bastante controverso, sendo assim pouco frequente no meio escolar curricular. O termo afasia significa uma completa ausência de linguagem, porém o uso mais coreto é "disfasia", pois designa qualquer transtorno do uso simbólico das palavras. Dependendo da localização e da extensão da lesão, o paciente pode apresentar diversos sintomas, como por exemplo, perda total ou parcial da articulação das palavras, da fluência verbal, da habilidade de interpretação e de organização de gestos para comunicar o que quer; apresenta dificuldade de expressar-se verbalmente, de nomear objectos, repetir palavras, contar, em ler e escrever. Causas Tumores cerebrais; Acidente vascular cerebral (derrame); Doenças infecciosas como a meningite;
Doenças degenerativas como a esclerose múltipla ou demência. 2.1.3. Atraso de linguagem Segundo LIMA (2008), Atraso de linguagem pode ser definido como a ausência do surgimento da linguagem no período em que ela deveria ocorrer, ou um desenvolvimento aquém do esperado para a idade na qual a criança se encontra. Determinados padrões linguísticos típicos de crianças mais novas caracterizam o atraso. Alguns processos facilitadores da fala, vocábulo restrito, uso reduzido de artigos, preposições, expressões incorrectas de tempos verbais evidenciam uma habilidade reduzida do uso da língua, caracterizando um atraso leve de linguagem. Quanto maior a intensidade das características acima citadas maior é a complexidade e o agravamento do grau do atraso na linguagem. Causas As bases do atraso de linguagem na maioria das vezes tem uma causa social(educativas) mas há também factores biológicos ( disfunções cerebrais mínimas ) associados ou causadores do quadro. É comuns as crianças com atraso de linguagem de causa biológica apresentarem também transtornos de comportamento com deficit de atenção e memória, hiperatividade, defeitos articulatórios, motilidade oral alterada, taquilalia entre outras características não presentes no atraso de linguagem simples. Deficit de memória e de atenção, dificuldades motoras, afectivas e sociais, como superprotecção, bilinguismo, meio familiar pouco estimulante são factores que também causam atraso de linguagem. Diferença entre o atraso de linguagem e afasia De acordo com LIMA (2008), É importante estabelecer alguns paralelos entre afasia congénita e atraso de linguagem pois essas patologias se assemelham em alguns aspectos. Geralmente as crianças com atraso de linguagem passam pelas etapas clássicas do desenvolvimento linguístico, o que não se observa nas crianças afásicas. Nos atrasos de linguagem geralmente a compreensão está preservada havendo um comprometimento maior da expressão. Nas afasias quase sempre existem problemas na compreensão
Ao realizar o diagnóstico, pode ser confundido facilmente como um tipo selectivo de Autismo ou síndrome de Asperger, especialmente se a criança actua de modo retraído na presença do psicólogo. Isto pode levar a um tratamento incorrecto. Entre os aspectos negativos estão: Os portadores do Mutismo Selectivo encontram dificuldade em manter contacto visual; Com frequência não sorriem em público ou em expressões vazias (sempre em público); Se movem de forma rígida e torpe. Não podem manejar situações onde se espera que falem normalmente, como uma saudação, uma despedida ou um agradecimento. Tendem a preocupar-se mais com as coisas de que o restante das pessoas; Podem ser muito sensíveis ao ruído e ao excesso de gente; Encontram dificuldade em falar sobre si mesmo ou expressar seus sentimentos. Entre os aspectos positivos estão: Inteligência e percepção superior aos demais, são curiosos; São sensíveis aos pensamentos e emoções alheias (empatia); Tem um grande poder de concentração; Com frequência tem um bom sentido do que é correcto, incorrecto e de justiça. Causas O mutismo selectivo tem causa obscura e, até o momento, parece ter origem multi- factorial. Acredita-se que a influência dos factores ambientais e situações interpessoais sejam de grande peso para o desenvolvimento do mutismo selectivo. Ele pode ser deflagrado por uma experiência negativa pela qual a criança passou uma violência física ou verbal, ou uma grande decepção. A genética também tem um peso importante: estatísticas mostram que muitas crianças afectadas pelo transtorno têm um parente próximo com histórico de transtornos emocionais e a patologia é mais encontrada nos filhos de pais tímidos ou distantes. A influência do comportamento dos pais nos relacionamentos com outras pessoas, bem como suas alterações de humor podem dar à criança impressões problemáticas sobre o relacionamento humano, gerando certa ansiedade fóbica social. A própria personalidade da criança pode favorecer aparecimento do transtorno.
Em alguns casos o mutismo selectivo ocorre após algum trauma, como morte, início escolar, sequestro, violência. Todos de alguma maneira relacionados à separação do cuidador da criança, sendo considerado um tipo de transtorno fóbico. Tratamento Não existem muitas referências e orientações para o tratamento do mutismo selectivo. Talvez pelo fato da criança com mutismo selectivo não perturbar ninguém e passar por quietinha, ao contrário da criança hiperactiva, cujo comportamento agitado chama a atenção de todo mundo, seu tratamento tem sido protelado e sua importância tem sido minimizada. As modificações comportamentais são as medidas mais promissoras. A psicoterapia e terapia da fala também são importantes, já a psico-farmacologia é bastante restrita nesses casos, muitas vezes actuando somente em outros estados emocionais associados, sejam como comorbidade, sejam consequências da discriminação, da auto-estima, 2.2.3. Dislalia ou distúrbio articulatório A dislalia caracteriza-se por ser um distúrbio na articulação dos sons, fundamentalmente devido a dificuldades na descriminação auditiva e ou problemas oro faciais, factores psicológicos e ambientais. Como todo problema de fala, a dislalia, pode interferir na aprendizagem da escrita. A dislalia pode-se manifestar de diversas formam, como mostram os exemplos a seguir: Omissão: consiste em não pronunciar alguns sons. Ex:̏ omei ao olaʺ (tomei Coca-Cola). Acréscimo ou inserção: introduz-se mas um som. Ex:̏ atelântico (atlântico). Distorção: deixa a língua entre os dentes ao omitir os fonemas [s] e [z], deformando-os. Ex: aproxima; azedo. Substituição: troca alguns sons por outros. Ex:̏telo a bonecaʺ (quero a boneca). Rotacismo: substitui a letra r pela letra L Ex: “tleis” (Três).
Causas Mal formações congénitas craniofaciais, transtornos do crescimento que afectam directamente os órgãos da fala e anomalias adquiridas como consequência de lesões na estrutura oro facial ou extirpações cirúrgicas. Má oclusão por mal formações, atresia ou recessão mandibular, lábio leporino com ou sem fissura palatina, traumatismos craniofaciais, véu palatino paralisado, alongado ou fissurado, anquiloglosia, glosectomia, paralisia da língua e alterações na cavidade nasal são algumas das causas de disglossia. Determinadas situações podem estar associadas ao quadro de disglossia acentuando-o como deficit intelectual e hipoacusia. 2.2.5. Disartria É um problema articulatório que se manifesta na dificuldade para realizar alguns ou muitos dos movimentos necessários a emissão verbal. Como a passagem de um movimento a outro também é difícil a fala desartrica pode ficar mais lenta e arrastada além de apresentar quebras de sonoridade quando ocorrem espasmos musculares por isso desartria deve ser considerada como um problema de articulação que envolve distúrbios de ritmo e entonação. A disartria é caracterizada por transtornos da expressão verbal, de causa neuropatológica por doenças generativas, encefalites, lesões vasculares, desmielinizantes exposições tóxicas e outros. 2.2.6. Disfluência Mais conhecida por gagueira, é um distúrbio que afecta a fluência da fala e caracteriza- se por interrupções no ritmo e na melodia do discurso. As interrupções podem consistir em repetições ou bloqueios, prolongamentos, hesitações, movimentos associados, evitação de palavras embora, geralmente, as manifestações ocorrem conjuntamente. Apesar de não apresentar números oficiais, a gagueira é um problema da fala cada vez mais comum no dia-a-dia. A gagueira pode ser patológica e surgir por disfunção cerebral. Mas também pode ser adquirida por razões psicológicas, como falta de autoconfiança e auto-estima. O stress, inclusive, pode causar episódios de gagueira”. “Há crianças que levam uma rotina muito
pesada em termos de excesso de compromissos, o que pode levar a um estado de stress capaz de acarretar até mesmo essa dificuldade na fala. Pais de crianças que começam a apresentar episódios de gagueira, devem procurar o tratamento adequado por meio de especialistas como psicólogos, psiquiatras ou programação neurolinguística. O tempo de tratamento vária de acordo com cada caso. Mas, se o problema não for levado a sério, pode acompanhar o indivíduo pelo resto da vida. 2.2.7. Disfonia A disfonia pode ser definida como uma alteração indesejada da qualidade vocal, envolvendo diversos aspectos: altura, intensidade e estabilidade da voz. A disfonia será classificada quanto à origem da alteração podendo ser: orgânica, funcional ou psicogênica. As disfonias funcionais são decorrentes de mau uso, educação ou modelo vocal inadequados ou excesso de uso do aparelho fonador. Causas As disfonias orgânicas são causadas por alguma desordem não funcional, mas sim por alterações anatomo-patológicas de uma ou mais estruturas do aparelho fonador. As disfonias psicogênicas são de origem emocional e psicológica. Para se determinar o grau em que uma voz está alterada, deveremos levar em conta as circunstâncias emocionais, os factores culturais e estéticos, a idade, o sexo, o nível de exigência da pessoa, entre outros. Após análise criteriosa desses factores e dos exames médicos como a videolaringoscopia é que chegamos a um diagnóstico adequado e a indicação ou não de fonoterapia. 2.2.8.Disfemia Disfemia é termo que designa um transtorno na fluência da expressão verbal. Caracteriza-se por interrupções geralmente bruscas, provocando falhas e alterações no discurso. As interrupções presentes na fala vêm acompanhadas de outros factores que afectam a funcionalidade da coordenação fono-respiratória e do tonos muscular na fonoarticulação. Factores psicológicos estão associados e agravam a situação tornando-a complexa e de difícil tratamento. Suas causas são ainda desconhecidas e os tratamentos bem diversificados. Os resultados são
Referencial bibliográfico LIMA, R… Alterações nos sons da fala: o domínio dos modelos fonéticos. Saber (e) Educar. Vol. 13 (2008). NUNES, C..Ap rendizagem activa na criança com multidificiencia. ministério da educação,DEB-NOEEE, LISBOA. FRANCO, M. G. REIS, M. J.; GIL, M.T.. Domínio da Comunicação, Linguagem e Fala - Perturbações Específicas de Linguagem em Contexto Escolar - Fundamentos. Lisboa: Ministério da Educação, 2003. LADEFOGED, P.. Vowels and Consonants - An introduction to the sounds of languages.
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