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livro espirira
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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2 – Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)
4 – Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)
Índice
Em teu nome, Senhor!
1 – Problemas do mundo 2 – Excesso e você 3 – Legenda espírita 4 – Simpatia e bondade 5 – Decálogo para médiuns 6 – Deus te abençoe 7 – Os outros 8 – A rigor 9 – Dinheiro e amor 10 – Avisos da Criação 11 – Médiuns e mediunidades 12 – Em plena era nova 13 – Ação da prece 14 – Muralha do tempo 15 – Colher e garganta 16 – Educação 17 – Crianças doentes 18 – O Espiritismo pergunta 19 – Guarda-te em Deus 20 – Contrastes 21 – Discípulos do Cristo 22 – A poesia perdida 23 – No reino da ação 24 – Caminha alegremente 25 – Fazendo sol 26 – No retoque da palavra 27 – Carta a meu filho 28 – Lições do momento 29 – Se tens fé 30 – As estatuetas 31 – Oração da migalha 32 – Na saúde, na doença 33 – Página do caminho
5 – O ESPÍRITO DA VERDADE
34 – A descoberto 35 – Se você fizer força 36 – O filho do orgulho 37 – Tranquilidade 38 – A paixão de Jesus 39 – Perigo 40 – Jesus e você 41 – A tomada elétrica 42 – Marcos indeléveis 43 – Crítica 44 – Deus em nós 45 – Cólera 46 – Vigília maternal 47 – Perdoa, sim!? 48 – Renascer e remorrer 49 – Na viagem da vida 50 – Maternidade 51 – Ternura 52 – Há um século 53 – Cura espiritual 54 – Que buscais? 55 – Assim falou Jesus 56 – Por amor à criança 57 – Caridade e você 58 – Seja voluntário 59 – Renúncia 60 – Vozes do Evangelho 61 – Encontro marcado 62 – Indulgência 63 – Moeda e moenda 64 – O primeiro 65 – Jesus sabe 66 – Com você mesmo 67 – Mediunidade e Jesus 68 – Provas decisivas 69 – Riqueza e felicidade 70 – Na tarefa de ajudar 71 – Esperando por ti 72 – Sem idolatria 73 – Se você pensar 74 – Que ovelha somos? 75 – Prece dos filhos
7 – O ESPÍRITO DA VERDADE
Em teu nome, Senhor!...
Mestre! Estudando a mensagem libertadora de Allan Kardec, em O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO^1 , nós, os companheiros desencarnados de quantos se encontram ainda em rudes lições na escola física, escrevemos este livro^2 , em teu nome. Nele se refletem os pensamentos daqueles servos menores de teus Servos Maiores, aos quais confiaste, em círculos mais estreitos de ação, a sublime tarefa de reviver o espírito da verdade, nos tempos calamitosos de transição que o Planeta atravessa. Oferecemo-lo a todos os irmãos, cujos ombros jazem vergados ao peso de rijas obrigações, nesta hora em que a família humana desfalece à míngua de amor; aos que, por náufragos da existência, viram quebradas, ante os furacões do materialismo destruidor, as embarcações religiosas em que se lhes erguia a fé; aos que levantam a voz para redizer-te a palavra de esperança e de luz, deslocando, à custa de sacrifício, os empeços das trevas; aos que, sobrecarregados de graves deveres, procuram preencher os lugares dos que desertaram do serviço, tentando debalde esquecer os fins da vida; e, acima de tudo, aos que, por agora, não encontram para si mesmos senão a herança das lágrimas em que se lhes dissolve o coração. Com todos eles, Senhor, rumo à Era Nova, nós – gotas pequeninas de inteligência no oceano da Infinita Sabedoria de Deus – partilhamos os lances aflitivos da Terra traumatizada por angústias apocalípticas, em busca de paz e renovação, trabalhando pelo mundo melhor, na certeza de que permaneces conosco e de que, como outrora, diante da tempestade, repetirás aos nossos ouvidos, tomados de inquietação:
Eurípedes Barsanulfo - Bezerra de Menezes - Cairbar Schutel Anália Franco - Hilário Silva - André Luiz – Emmanuel – Meimei
(^1) A esta série de estudos pertencem também os livros “RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS”, “SEARA DOS MÉDIUNS” e “JUSTIÇA DIVINA” 2. A convite dos amigos espirituais, os médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira psicografaram as páginas deste livro, responsabilizando-se o primeiro pelas mensagens de números ímpares e o segundo pelas de números pares, em reuniões íntimas e públicas, realizadas em Uberaba, principalmente nas noites de quartas-feiras e sábados, no período de 1956 a 1961.
8 – Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)
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Problemas do mundo
Cap. VI – Item 5
O mundo está repleto de ouro. Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres. Mas o ouro não resolve o problema da miséria.
O mundo está repleto de espaço. Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos. Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.
O mundo está repleto de cultura. Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião. Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.
O mundo está repleto de teorias. Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teorias nas religiões. Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.
O mundo está repleto de organizações. Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais. Mas as organizações não resolvem o problema do crime. Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano. Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela ideia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução.” Bezerra de Menezes
10 – Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)
Aplaque a fome alheia. Enxugue lágrimas. Socorra feridas. Quando buscamos a intimidade do Senhor, os valores mumificados em nossas mãos ressurgem nas mãos dos outros, em exaltação de amor e luz para todas as criaturas de Deus. André Luiz
11 – O ESPÍRITO DA VERDADE
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Legenda espírita
Cap. XV – Item 10
O cultivador é conduzido ao pântano para convertê-lo em terra fértil. O técnico é convidado ao motor em desajuste para sanar-lhe os defeitos. O médico é solicitado ao enfermo para a benção da cura. O professor é trazido ao analfabeto para auxiliá-lo na escola. Entretanto, nem as feridas da terra, nem os desequilíbrios da máquina, nem as chagas do corpo e nem as sombras da inteligência se desfazem à custa de conversas amargas e, sim, ao preço de trabalho e devotamento. O espírita cristão é chamado aos problemas do mundo, a fim de ajudar-lhes a solução; contudo, para atender em semelhante mister, há que silenciar discórdia e censura e alongar entendimento e serviço. É por essa razão que interpretando o conceito “salvar” por “livrar da ruína” ou “preservar do perigo”, colocou Allan Kardec, no luminoso portal da Doutrina Espírita, a sua legenda inesquecível:
13 – O ESPÍRITO DA VERDADE
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Decálogo para médiuns
Cap. XXVI – Item 7
1 – Rende culto ao dever. Não há fé construtiva onde falta respeito ao cumprimento das próprias obrigações.
2 – Trabalha espontaneamente. A mediunidade é um arado divino que o óxido da preguiça enferruja e destrói.
3 – Não te creias maior ou menor. Como as árvores frutíferas, espalhadas no solo, cada talento mediúnico tem a sua utilidade e a sua expressão.
4 – Não esperes recompensas no mundo. As dádivas do Senhor, como sejam os fulgores das estrelas e a carícia da fonte, o lume da prece e a benção da coragem, não têm preço na Terra.
5 – Não centralizes a ação. Todos os companheiros são chamados a cooperar, no conjunto das boas obras, a fim de que se elejam à posição de escolhidos para tarefas mais altas.
6 – Não te encarceres na dúvida. Todo bem, muito antes de externar-se por intermédio desse ou daquele intérprete da verdade, procede originariamente de Deus.
7 – Estuda sempre. A luz do conhecimento armar-te-á o espírito contra as armadilhas da ignorância.
8 – Não te irrites. Cultiva a caridade e a brandura, a compreensão e a tolerância, porque os mensageiros do amor encontram dificuldade enorme para se exprimirem com segurança através de um coração conservado em vinagre.
9 – Desculpa incessantemente. O ácido da crítica não te piora a realidade, a praga do elogio não te altera o modo
14 – Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)
justo de ser, e, ainda mesmo que te categorizem à conta de mistificador ou embusteiro, esquece a ofensa com que te espanquem o rosto, e, guardando o tesouro da consciência limpa, segue adiante, na certeza de que cada criatura percebe a vida do ponto de vista em que se coloca.
10 – Não temas perseguidores. Lembra-te da humildade do Cristo e recorda que, ainda Ele, anjo em forma de homem, estava cercado de adversários gratuitos e de verdugos cruéis, quando escreveu na cruz, com suor e lágrimas, o divino poema da eterna ressurreição. André Luiz
16 – Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)
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Os outros
Cap. XIII – Item 13
Dizes trazer o deserto no coração; entretanto, pensa nos outros. Muitos pisam teus rastros, procurando-te as mãos no grande vazio... Para um pouco e perceberá a presença nas sombras da retaguarda. Enquanto gritas a própria solidão, compreenderás que a voz deles está morrendo na garganta, através de longos gemidos. Volta-te e vê. Compara os teus braços robustos com os ossos descarnados que ainda lhe servem de suporte às mãos tristes em que os dedos mirrados são espinhos de dor. Enxuga o teu pranto e observa os olhos fatigados que te contemplam... Falam-te a história de esperanças e sonhos que o tempo soterrou na areia da frustração. Referem-se ao frio cortante do lar perdido e à agonia da ramagem nas trevas... Para e compadece-te. Deixa que respirem, ainda mesmo por um momento só, no calor de teu hálito. Quem poderá medir a extensão da grandeza de uma simples semente, caída na terra que o arado martirizou? A beleza de um minuto nos ensina, muita vez, a povoar de alegria e de luz a existência inteira. Diz antiga lenda que uma gota de chuva caiu sobre o oceano que a tormenta encapelara e, aflita, perguntou:
17 – O ESPÍRITO DA VERDADE
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A rigor
Cap. I – Item 7
Espírito Santo – falange dos Emissários da Providência que superintende os grandes movimentos da Humanidade na Terra e no Plano Espiritual. Reino de Deus – estado de sublimação da alma, criado por ela própria, através de reencarnações incessantes. Céu – esferas espirituais santificadas onde habitam Espíritos Superiores que exteriorizam, do próprio íntimo, a atmosfera de paz e felicidade. Milagre – designação de fatos naturais cujo mecanismo familiar à Lei Divina ainda se encontra defeso ao entendimento fragmentário da criatura. Mistério – parte ignorada das Normas Universais que, paulatinamente, é identificada e compreendida pelo espírito humano. Sobrenatural – definição de fenômenos que ainda não se incorporam aos domínios do hábito. Santo – atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever. Tentação – posição pessoal de cativeiro interior a vícios instintivos que ainda não conseguimos superar por nós mesmos. Dia de juízo – oportunidade situada entre dois períodos de existência da alma, que se referem à sementeira de ações e à renovação da própria conduta. Salvação – libertação e preservação do espírito contra o perigo de maiores males, no próprio caminho, a fim de que se confie à construção da própria felicidade, nos domínios do bem, elevando-se a passos mais altos de evolução.
O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens, a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos, para que se faça luz nas consciências e consolo nos corações. Assim como o Cristo não veio destruir a Lei, porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explicá- los “em termos claros e para toda a gente, quando foram ditos sob formas alegóricas”. A rigor, a verdade pode caminhar distante da palavra com que aspiramos a traduzi-
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Dinheiro e amor
Cap. XI – Item 9
Diante do bem, não pronuncies a palavra “impossível”. Certamente, sofres a dificuldade dos que herdaram a luta por preço das menores aquisições. Ainda assim, lembra-te de que a virtude não reside no cofre. Onde encontrarias ouro puro a fazer-se pão na caçarola dos infelizes? Em que lugar surpreenderias frágil cobertor tecido de apólices para agasalhar a criança largada ao colo da noite? Entretanto, se o amor te faz lume no pensamento, arrebatarás à imundície a derradeira sobra da mesa, convertendo-a no caldo reconfortante para o enfermo esquecido, e farás do pano pobre o abrigo providencial em favor de quem passa, relegado à intempérie. Uma garganta de pérolas não emite pequenina frase consoladora e um crânio esculpido de pedras raras não deixa passar leve fio de ideação. Todavia, se o amor te palpita na alma, podes falar a palavra renovadora que exclui o poder das trevas e inspirar o trabalho que expresse o apoio e a esperança de muita gente. Respeita a moeda capaz de fazer o caminho das boas obras, mas não esperes pelo dinheiro a fim de ajudar. Hoje mesmo, em casa, alguém te pede entendimento e carinho e, além do reduto doméstico, legiões de pessoas aguardam-te os gestos de fraternidade e compreensão. Recorda que a fonte da caridade tem nascedouro em ti mesmo e não descreias da possibilidade de auxiliar. Para transmitir-nos semelhante verdade, Jesus, a sós, sem fiança terrestre, usou as margens de um lago simples, ofertou simpatia aos que lhes buscavam a convivência, confortou os enfermos da estrada, falou do Reino de Deus a alguns pescadores de vida singela e transformou o mundo inteiro, revelando-nos, assim, que a caridade tem o tamanho do coração. Meimei
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Avisos da Criação
Cap. III – Item 19
A Presença Divina constitui verdade perene. Até o silêncio da pedra fala em Deus. O Universo repousa na disciplina. O labirinto da selva revela ordem em cada pormenor. Em a Natureza, tudo pede compreensão e respeito. O deserto é o cadáver do mar. Há sabedoria em todas as coisas. Embora sem tato, a trepadeira sabe encontrar apoio; não obstante sem visão, o girassol descobre sempre o astro rei. Em tudo existe a feição boa. As nuvens mais sombrias refletem a luz solar. Eternidade significa aprimoramento contínuo de repetições. Sem recapitular movimentos, a Terra desagregar-se-ia. A fé construtiva não teme a adversidade. O penhasco no dilúvio é ponto de segurança. A obediência não dispensa a firmeza. Humilhada e submissa, a água se amolda a qualquer recipiente, mas, resoluta e perseverante, atravessa o rochedo. Toda empresa solicita cultura e prática. Inexperiente, o homem vivo naufraga no bojo das águas; adaptado, o lenho morto navega na superfície do mar. O aspecto exterior nem sempre denuncia a realidade. O vento, supostamente vadio, trabalha na função de cupido das flores. Volume não expressa valor. Apesar de pequenina, a semente é gota de vida. A palavra feliz constrói invariavelmente. Na linguagem do pássaro, todo som faz melodia. Valor e humildade são expressões de inteligência sublime. Se o cume mais alto recebe a chuva em primeiro lugar, o vale mais baixo recolhe, ao fim, a maior parte da água. Para revelar-se, o bem não exige trombeta.