Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Lixo Atômico, Notas de estudo de Engenharia de Produção

"Lixo atômico" é o termo popular empregado para designar o "lixo" radioativo gerado nos reatores nucleares e nas usinas de reprocessamento de elementos combustíveis queimados. Contudo, o termo mais adequado e utilizado pela comunidade científica é "rejeito radioativo", que abrange todos aqueles materiais que não podem ser reaproveitados e que contêm substâncias radioativas em quantidades tais que não podem ser tratados como lixo comum.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 13/03/2011

daniel-engenharia-3
daniel-engenharia-3 🇧🇷

2 documentos

1 / 12

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Lixo Atômico
ou Rejeitos
Radioativos
Lixo Atômico
ou Rejeitos
Radioativos
Prof: Fábio Rogério Carvalho
Frésca
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Lixo Atômico e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia de Produção, somente na Docsity!

Lixo Atômico

ou Rejeitos

Radioativos

Lixo Atômico

ou Rejeitos

Radioativos

Prof: Fábio Rogério Carvalho Frésca

"Lixo atômico" é o termo popular empregado para

designar o "lixo" radioativo gerado nos reatores

nucleares e nas usinas de reprocessamento de

elementos combustíveis queimados. Contudo, o termo

mais adequado e utilizado pela comunidade científica é

"rejeito radioativo", que abrange todos aqueles

materiais que não podem ser reaproveitados e que

contêm substâncias radioativas em quantidades tais

que não podem ser tratados como lixo comum.

Gestão dos Rejeitos Radioativos Fonte: Ipen

Tratamento de rejeitos radioativos Rejeitos Sólidos - Rejeitos sólidos são gerados em grandes quantidades tanto nas instalações nucleares como nas instalações radiativas. Em geral, são constituídos de materiais descartados em laboratórios, como luvas, papéis, algodão, vidros, peças de roupa, máscaras, filtros etc. Os métodos de redução de volume mais empregados são: a compactação e a incineração. Fonte: Inpe Os rejeitos sólidos que não podem ser compactados e que não são incineráveis são simplesmente acondicionados em tambores ou caixas metálicas, armazenados e depois transportados para o repositório.

Rejeitos gasosos

Os rejeitos gasosos são formados por misturas de gases radioativos

ou por partículas de materiais radioativos em suspensão no ar.

A filtração é um processo comum, sendo empregado com eficiência

nas instalações nucleares.

A lavagem de gases é muito usada no controle da poluição na

indústria convencional.

Tratamento de rejeitos radioativos

Confinamento Como foi visto anteriormente, os rejeitos radioativos que não podem ser eliminados diretamente no meio ambiente são confinados nos chamados repositórios. Os rejeitos contendo radionuclídeos de meia-vida intermediária ou longa e atividade baixa ou média são dispostos em repositórios construídos a pouca profundidade, em geral da ordem de até 30 metros. Os locais onde são construídos estes repositórios são selecionados de tal forma que, mesmo nas décadas ou séculos em que os rejeitos ficarão estocados, o risco para as populações presentes ou futuras seja mínimo. São locais afastados de centros urbanos, com baixa probabilidade de ocupação para a exploração mineral, agropecuária ou de outra natureza, distantes de rios e lagos, com água subterrânea ausente ou profunda Além destas características favoráveis do local, os repositórios são dotados de "barreiras de engenharia", com o objetivo de aumentar a sua segurança. Estas barreiras são constituídas de camadas de concreto, argila e outros materiais impermeáveis ao redor das embalagens contendo o rejeito. A disposição final de rejeitos radioativos no mar foi uma prática utilizada.por vários países de 1949 a 1972. A partir daquele ano, numa convenção internacional sobre poluição marinha, os países decidiram suspender esta prática até que se fizessem estudos mais detalhados sobre o assunto.

Panorama dos rejeitos radioativos no Brasil Rejeitos radioativos de alta atividade Por enquanto, os rejeitos radioativos de alta atividade gerados no Brasil estão nos elementos combustíveis queimados que estão sendo armazenados no próprio reator nuclear pois ainda não foi definida a política nacional sobre o reprocessamento destes elementos combustíveis para reaproveitamento do plutônio e do urânio restante. Não há, portanto, previsão sobre a gestão destes rejeitos. Rejeitos radioativos de baixa e média atividade O governo ainda não tomou uma decisão sobre o local de contrução do repositório para os rejeitos de atividade baixa ou média que estão sendo gerados rotineiramente no país. Estes rejeitos estão sendo armazenados em depósitos intermediários.

Rejeitos do acidente de Goiânia Os rejeitos provenientes do acidente radiológico de Goiânia constituem-se em um caso particular, já definitivamente solucionado. Foi construído um repositório em Abadia de Goiás (GO) para receber as cerca de 4. toneladas de rejeitos, com atividade de 40 TBq, que foram gerados na descontaminação das áreas atingidas pelo acidente. Os tambores contendo os rejeitos estão colocados dentro de blocos de concreto, cobertos com terra e vegetação, de modo a evitar o seu contacto com a biosfera. Apesar dos riscos ambientais insignificantes associados a solução adotada, a Comissão Nacional de Energia Nuclear mantém um controle constante do repositório e do meio ambiente próximo. Fonte: Inpe