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Logística e-commerce, Notas de estudo de Logística

Cuidar do processo de logística reversa pode ser um diferencial para a sua empresa, posicionando-a no mercado com os ideais de sustentabilidade e melhorando os preços para o consumidor.

Tipologia: Notas de estudo

2020

Compartilhado em 31/03/2020

paola-campos-13
paola-campos-13 🇧🇷

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Unidade VI:
Armazenagem e distribuição
6.1. Planejamento e organização de Centros de Distribuição (CD)
6.2. Layout de CDs
6.3. Localização de itens
6.4. Equipamentos empregados na gestão de CDs
6.5. Distribuição e seus recursos
6.6. Canais de distribuição
6.7. Prática do cross-docking como recurso para redução dos custos
6.8. DRP (Distribution Requirements Planning)
6.9. Roteirização da distribuição
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Unidade VI:

Armazenagem e distribuição

6.1. Planejamento e organização de Centros de Distribuição (CD) 6.2. Layout de CDs 6.3. Localização de itens 6.4. Equipamentos empregados na gestão de CDs 6.5. Distribuição e seus recursos 6.6. Canais de distribuição 6.7. Prática do cross-docking como recurso para redução dos custos 6.8. DRP (Distribution Requirements Planning) 6.9. Roteirização da distribuição

6.1. Planejamento e organização de Centros de Distribuição (CD) Armazenagem É uma atividade que atua como instrumento de compensação entre as diferentes formas de movimentação de materiais – fornecedores, manuseio interno, preservação, transporte e usuário. Em síntese, compreende a guarda, localização, segurança e preservação de materiais adquiridos, produzidos e movimentados por uma organização a fim de atender suas necessidades operacionais, sejam essas de consumo, revenda, transformação ou reserva para uso eventual. As operações de armazenagem são executadas em instalações específicas, que recebem denominações, como armazém, depósito, almoxarifado, galpão e outras. Modernamente, a instalação mais conhecida é o Centro de Distribuição (CD), com atribuições integradas à cadeia de suprimentos. Os contêineres, nos tamanhos padronizados de 20 e 40 pés, são recursos para unitização e transporte de cargas. Eventualmente, podem ser empregados como instalações de armazenagem temporária. A armazenagem tem grande impacto no custo logístico. Isso faz com que organizações de ponta utilizem, cada vez mais, softwares de controle da estocagem e da movimentação, conhecidos como sistemas WMS ( Warehouse Management System ). Há uma grande diversidade desses aplicativos, dos mais simples aos mais sofisticados.

Parte externa de um CD

Parte interna (área de porta-palletes) de um CD

Layout geral de um Centro de Distribuição. Os detalhes das áreas serão descritos a seguir. 6.2. Layout de CDs e 6.3. Localização de itens

Área de administração

Destinada a: escritório, banheiros, vestiários, copa, refeitório, e assemelhados.

Área de serviço

Destinada ao recebimento, à conferência, à expedição, a rampas de acesso,

escadas, plataformas, docas de embarque/desembarque. Nessa área, poderão

estar posicionados os equipamentos de leitura dos códigos de barra ou das

etiquetas inteligentes para a entrada de dados no sistema WMS.

Área de estocagem

Destinada à guarda e conservação de material, incluindo as zonas de estoque

propriamente ditas e as áreas de circulação, os corredores de acesso e de

segurança.

Outros componentes do layout de um CD são: Circulação principal É o corredor iniciado na frente de uma instalação que a atravessa longitudinalmente. É a maior via de acesso da instalação, com largura que permite a movimentação de equipamentos de movimentação de carga compatíveis com o tipo de material estocado. Nem todas as instalações, principalmente armazéns, possuem uma circulação principal. Aqueles de grande movimentação – rotatividade – e com materiais de fácil manuseio utilizam apenas circulações secundárias. Em casos excepcionais, em grandes instalações, podemos ter mais de uma circulação principal. A largura, em geral, está entre 3 e 5 metros. No exemplo de layout apresentado, temos apenas circulações secundárias. Circulação secundária São vias transversais, com largura equivalente à da circulação principal, que, nas instalações com grande superfície, dividem-nas de forma transversal, servindo, na maior parte dos casos, para separar zonas de estoque ou permitir alternativa para movimentação de equipamentos de maior porte por saídas laterais. Uma grande instalação também pode possuir mais de uma circulação secundária.

Corredor de acesso

São vias localizadas entre unidades de estocagem ou áreas livres, destinadas à

movimentação de pessoal e de materiais, por meio manual ou com o emprego

de pequenos equipamentos. A largura dos corredores de acesso também é

variável, porém recomendamos que tenha, no mínimo, 1 metro.

Corredor de segurança

São vias adjacentes a paredes ou cercas de fechamento de uma instalação de

armazenagem que servem para separá-las das unidades de estocagem, e que

permitem a circulação de pessoas e o acesso a equipamentos de segurança.

Área livre

Espaço demarcado de uma zona de estoque, destinado à estocagem de

materiais cujas características de peso, volume, embalagem, quantidade,

acondicionamento ou qualquer outra inviabilizem o emprego de unidades de

estocagem padronizadas.

O mesmo princípio de coordenadas alfanuméricas deverá ser adotado para as

demais instalações de estocagem, como porta-pallets, áreas livres, zonas

fechadas e outras.

Vejamos um exemplo prático com o código 1.A.3.B. Interpretação: 1 – Identifica o CD de número 1. Outras unidades receberão números sucessivos. A – Identifica a rua A, devendo essa identificação de ruas (ou circulações) ser feita da esquerda para a direita, estando o observador na frente do CD. 3 – Identifica a instalação de estocagem (estante, por exemplo), numerada sequencialmente, da frente para os fundos, se estiver localizada em um dos lados. Caso haja dois conjuntos, separados por uma circulação, deverão receber numeração alternada, números impares à esquerda e pares à direita. B – Identifica uma prateleira ou um nível de porta-palletes, sendo apropriadas letras, a partir de A, de baixo para cima. 5 – Identifica um escaninho ou uma posição de porta-palletes, recebendo a numeração a partir da rua onde está localizada a instalação de estocagem a que pertence. A seguir, é mostrada essa interpretação sob forma de desenho com as variáveis de endereçamento envolvidas.

6.4. Equipamentos empregados na gestão de CDs

Os equipamentos empregados na armazenagem podem ser classificados como de dois tipos:  (^) Estáticos – instalações para as diferentes formas de armazenagem, tais como estantes comuns, estantes porta-palletes, drive-in , drive-through, flow-racks, cantilever e outras.  (^) Dinâmicos – equipamentos de movimentação de carga, tais como paleteiras manuais, hidráulicas e elétricas, empilhadeiras, talhas, pontes rolantes, esteiras rolantes, transelevadores e outros. A seguir, mostraremos ilustrações de alguns desses equipamentos. Pesquisa detalhada poderá ser feita na Internet. Há muito material ilustrativos de todos os tipos de equipamentos.

Equipamento para armazenagem de produtos com volume variável. Adequado para picking manual e para recursos tipo “duas gavetas”, como mostrado na imagem à direita, embaixo. Um conjunto de estantes pode ocupar dois ou mais andares, de acordo com o tipo e tamanho da armazenagem. Estantes são divididas em prateleiras, escaninhos, subescaninhos, gavetas e assim por diante, dentro de um esquema de fracionamento. Fonte: (autor) Estante

São equipamentos empregados em estruturas semelhantes aos porta-palletes, com a diferença na montagem e no acesso. O acesso a porta-palletes convencionais se dá por uma única face. No sistema drive-in , os palletes podem ser acumulados sem a necessidade de ruas intermediárias. Quando o acesso for pelas duas face o sistema, é chamado de drive-trhough. Podem ser equipados com roletes para facilitar o deslizamento. Nesse caso, são chamados de sistemas dinâmicos, geralmente com pequena variação de nível entre os acesso, com o uso da gravidade para facilitar a movimentação.

Drive-in e Drive-through

Empilhadeira frontal, tipo comum

Empilhadeiras laterais,

diversas

especificações disponíveis.

Operam em corredores mais

estreitos, porque não

precisam manobrar em

o