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MINISTERIO DA EDUCAÇÃO-MEC
SECRETARIA DE ENSINO DE 2º GRAU-SESG
COORDENADORIA DE ENSINO AGRÍCOLA-CEAG
Manual de Orientação
DESENHO E TOPOGRAFIA
Brasília, 1989
COORDENAÇÃO-GERAL
- Elizabeth Borges de Oliveira - MEC/SESG
ELABORAÇÃO
- Devaldo de Souza - EAF de Sousa - PB
- Floriano Olinto Alves Filho - EAF de Machado - M G
- Francisco Eduardo de Oliveira Victer - MEC/SESG
- Gentil de Gouveia Marques - EAF de Rio Verde - GO
- Mário Aparecido Moreira - MEC/SESG
COLABORAÇÃO
- Antonio Carlos da Silva - EAF de Muzambinho - MG
- Antônio Xavier de Campos - MEC/SESG
- Arnaldo Gomes Caixeta - EAF de São João Evangelista - MG
- Carlos Fernando Musso Dalla - EAF de Colatina - ES
- Elpídio Bentes de Castro Neto - EAF de Januária - MG
- Eugênio Pacelli Fernandes Leite - EAF de Crato - CE
- Gaspar Paines Guterres - EAF de Alegrete - RS
- Humberto Góis Cândido - EAF de Belo Jardim - PE
- Izoldino Roberto Filho - EAF de Bambuí - MG
- Jacó Araújo de Oliveira - EAF de São Cristóvão - SE
- João César de Araújo - EAF de Salinas - MG
- João Luiz Albuquerque - EAF de Castanhal - PA
- José Antônio Pereira - EAF de Uberlândia - MG
- José Augusto Rodrigues Silva - EAF de São Luis - MA
- José Jonas de Melo Alves - EAF de Iguatu - CE
- José Ofir Praia de Sousa - EAF de Manaus - AM
- José Vinícius de Sousa - EAF de Inconfidentes - MG
- Leopoldo Witeck Neto - EAF de São Vicente do Sui - RS
- Lúcia Helena Moreira - EAF de Santa Teresa - ES
- Mário Saverio Spalatti - EAF de Cuiabá - MT
- Mário Sérgio Costa Vieira - EAF de Rio Pomba - MG
- Mauro Francisco Spalatti - EAF de Urutaí - GO
- Mirian Tavares Dias Cardozo - EAF de Uberaba - MG
- Nélio José Lira Pereira - EAF de Vitória de Santo Antão - PE
- Neri Jorge Golynski - EAF de Concórdia - SC
- Néviton Angelo de Sousa - EAF de Barreiros - PE
- Reginaldo Bertola Cantarutti - EAF de Satuba - AL
- Sérgio Roque Miglioranza - EAF de Sertão - RS
- Wagner Almeida - EAF de Barbacena - MG
REVISÃO
- Maria Inés Liberatori Ottolini de Oliveira - MEC/SESG
- Mima Saad V i e i r a - MEC/SESG
- Therezinha de O l i v e i r a - M E C / S E S G
CAPA
- Olga Diniz de C. B o t e l h o - M E C / S E S G
APRESENTAÇÃO
Procurando contribuir para a melhoria da qualidade do ensino pro- fissionalizante das Escolas Agrotécnicas Federais a partir da sistemati- zação dos conteúdos programáticos e da implementação das aulas teóri- co-práticas, técnicos do Ministério da Educação, juntamente com profes- sores das EAFs, vêm produzindo material didático das disciplinas que compõem o currículo dos cursos Técnico em Agropecuária e Técnico em Economia Doméstica. Assim, os manuais que integram a Série Ensino Agrotécnico apre- sentam nao só uma proposta de conteúdo programático das disciplinas dos mencionados cursos, como também sugestões de atividades, conti- das em folhas de orientação, que podem ser utilizadas como roteiro para o professor e material de consulta para o aluno. Para a utilização dos manuais, os professores poderão lançar mão de sua experiência e criatividade, adaptando as práticas às peculiarida- des locais, à realidade dos alunos e aos recursos disponíveis.
JOÁO AZEVEDO
Secretário de Ensino de 2° Grau
INSTRUÇÕES PARA UTILIZAÇÃO DO MANUAL DE
DESENHO E TOPOGRAFIA
A elaboração deste Manual foi fundamentada na realidade vivenciada pelas Escolas Agrotécnicas Federais, com aproveitamento dos recursos didático-pedagógicos que lhes são pertinentes e de acordo com a programação da disciplina. O Manual contém um programa-referência, destinado a subsidiar os professores na definição dos conteúdos a serem ministrados aos alunos e folhas de orientação, que apresentam, de forma seqüenciada, exercícios práticos para a fixação dos conteúdos de Desenho e Topografia, a nível de 2- Grau. Poderá ser enriquecido pelos professores da disciplina, adaptado às situações novas e aos recursos disponíveis em cada Escola Agrotécnica.
1. Programa-referência
O Programa-referência consiste na relação dos conteúdos programáticos, selecionados dos planos de curso dos professores das EAFs e complementado por consultas a bibliografia específica. Contém uma coluna com a listagem dos conhecimentos, divididos em unidades e subunidades: uma segunda coluna com sugestões de atividades relacionadas aos conteúdos fixados na coluna anterior. Apresenta, ainda, uma terceira coluna com os números das folhas de orientação, correspondendo às atividades propostas.
2. Folha de Orientação
Cada Folha de Orientação contém, na sua primeira parte, os seguintes elementos:
- nome da disciplina
- nome da unidade do Programa-referência
- citação da atividade a ser desenvolvida
- objetivo que se pretende atingir com a atividade
- denominação e quantidade dos materiais e/ou recursos a serem utilizados na execução da atividade. A segunda parte, que poderá ser composta de uma ou mais páginas, destina-se à apresentação seqüencial dos passos a serem seguidos pelos alunos: Procedimento. As atividades programadas nas Folhas de Orientação foram elaboradas com vistas a:
- contribuir para o desenvolvimento da iniciativa, da autoconfiança, da criatividade e do raciocínio lógico formal do aluno:
- possibilitar a aplicação prática de Desenho e Topografia, a nível de 2°- grau:
- desenvolver a habilidade de análise e interpretaçáoo de dados e resultados na relação teoria/prática;
- proporcionar experiência no manuseio de instrumentos de medida:
- contribuir para o desenvolvimento da capacidade de expressão escrita, através da redação e apresentação de relatórios, quando for o caso. 3. Sugestões Metodológicas
A atividade proposta em cada Folha de Orientação deverá ser executada pelos alunos através de trabalhos individuais ou em grupos, a critério do professor. As Folhas de Orientação deverão ser distribuídas aos alunos no momento em que mostrarem ter assimilado os conteúdos correspondentes, o que poderá ser verificado através de testes e/ou outros instrumentos de avaliação.
Nesta ocasião, o professor deverá esclarecer aos alunos os aspectos teórico-práticos da atividade a ser realizada e suas aplicações, de modo a possibilitar a realização do trabalho da forma mais independente possível. É importante que o professor solicite aos alunos estudos complementares, com o fim de ampliar seu referencial teórico e de fixar os conteúdos de cada atividade. É necessário que o professor evite a indicação de soluções, de forma a propiciar aos alunos o exercício de sua criatividade, autoconfiança e capacidade de interpretação de dados. A técnica de trabalho em grupo, quando aplicada, deverá enfatizar a convivência social e co-participação dos componentes, a divisão do trabalho e o fluxo de conhecimentos e experiências. A atividade proposta na Folha de Orientação poderá constituir-se num componente de avaliação, tendo como indicador o desempenho dos alunos na sua realização. Poderá ser pedido aos alunos um relatório, quando for necessário, onde serão anotadas, de forma clara e objetiva, todas as informações relativas à atividade realizada, contendo itens como:
- título
- objetivo
- introdução
- materiais e/ou recursos utilizados
- procedimentos (dados, cálculos e resultados)
- análise dos resultados
- conclusão.
OBJETIVO GERAL
Utilizar métodos e instrumentos de desenho e topografia na agropecuária.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Executar desenhos, de acordo com as normas técnicas, empregando materias e métodos adequados
- Executar trabalhos topográficos relacionados à Agropecuária.
PROGRAMA-REFERENCIA DE DESENHO E TOPOGRAFIA
CONHECIMENTOS
Desenho
- Introdução
- Importância
- Reconhecimento e manejo dos mate- nais e instrumentos
- Normas e convenções para execução de desenho técnico (Associação Brasi- leira de Normas Técnicas - ABNT)
- Papel
- Tipos
- Formatos
- Dobramentos
- Legendas e letras
- Convenções
- Escala
- Contagem
- Conceito
- Tipos
- Normas
- Aplicação
- Desenho geométrico
- Ponto
- Reta
- Plano
- Ângulos
- Figuras Planas
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
- Identificação dos matenais e ins- trumentos de desenho
- Manuseio dos matenais e instru- mentos de desenho
- Identificação dos diversos tipos e formatos de papel
- Dobramento de papel
- Representação de letras, números e sinais gráficos aplicáveis num trabalho técnico
- Aplicação dos tipos de escalas
- Aplicação de cotas
- Construção de ângulos, utilizando régua "T", esquadros e transferi- dor
- Obtenção de linhas paralelas e perpendiculares, utilizando esqua- dros e régua "T"
- Construção de figuras planas
FOLHA DE
ORIENTAÇÃO
PROGRAMA-REFERENCIA DE DESENHO E TOPOGRAFIA
CONHECIMENTOS
- Leitura estadimétrica
- Cálculos estadimétricos Distância reduzida Diferença de nível
- Fontes de erros na medição
- Métodos de levantamento planimé- trico com teodolito e bússola
- Generalidades Reconhecimento da área Levantamento da poligonal básica Levantamento de detalhes Organização da caderneta de campo
- Irradiação Procedimento de campo e croqui
Cálculos e desenho da planta to- pográfica
- Intersecção Procedimento de campo e croqui Cálculos e desenho da planta to- pográfica
- Caminhamento Procedimento de campo e croqui Pelos ángulos de deflexão Pelos ângulos internos Pelos ângulos externos À bússola
- Desenho topográfico
- Determinação e correção de erro de fechamento angular
- Determinação e correção de erro pelo processo gráfico
- Desenho da poligonal
Processo direto ou mecânico Processo das coordenadas
- Convenções topográficas
- Cálculo das áreas
- Processo geométrico
- Processo mecânico
- Processo analitico
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
- Identificação e interpretação da mira falante
- Levantamento planimétrico por ir- radiação
- Levantamento planimétrico por Caminhamento com teodolito:
- pelos ângulos de deflexão
- pelos ângulos internos
- pelos ângulos externos 2 1. Levantamento planimétrico com bússola
- Desenho de uma área usando transferidor
- Decomposição de um polígono to- pográfico em figuras geométricas
- Cálculo de uma área através do planimetro
- Cálculo de uma área pelo proces- so analítico
FOLHA DE
ORIENTAÇÃO
PROGRAMA-REFERENCIA DE DESENHO E TOPOGRAFIA
CONHECIMENTOS
Cálculo da planilha
- Altimetria
- Generalidades
- Referência de nível
- Cotas e altitudes
- Instrumentos
- Altura do instrumento
- Visadas de ré e vante
- Caderneta de campo
- Métodos de nivelamento
- Nivelamento geométrico Simples
Composto
- Nivelamento trigonométrico
- Precisão de nivelamentos
- Avaliação do erro de nivelamento
- Perfil
- Levantamento
- Desenho
- Curva de nível e desnível
- Conceito e características
- Demarcação
- Traçado por interpolação da curva de nível
- Sistematização de terrenos
- Introdução e importância
- Operações de campo
Estaqueamento, nivelamento e contranivelamento
- Operações de escritório Cálculo das cotas Traçado das curvas de nível Determinação das declividades Determinação das cotas do greide
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
- Desenho de uma área pelo pro- cesso das coordenadas
- Elaboração do memorial descritivo
- Interpretação de uma caderneta de campo
2º. Realização de um nivelamento geométrico simples
- Realização de um nivelamento geométrico composto 3 1. Determinação das cotas de um ter- reno
- Execução de um nivelamento tri- gonométrico
- Representação da diferença de ní- vel de um perfil
- Demarcação de curva de nível:
- com nível de mangueira
- com nível óptico
- Demarcação de curvas com gra-
diente
- Estaqueamento de uma área para sistematização
- Determinação das cotas de um ter- reno a ser sistematizado
FOLHA DE
ORIENTAÇÃO
FOLHAS DE ORIENTAÇÃOFOLHAS DE ORIENTAÇÃOFOLHAS DE ORIENTAÇÃOFOLHAS DE ORIENTAÇÃOFOLHAS DE ORIENTAÇÃO
DISCIPLINA: DESENHO E TOPOGRAFIA
UNIDADE: Desenho
ATIVIDADE: 1. Identificação dos materiais e instrumentos de desenho
OBJETIVO (S): ldentificar os instrumentos utilizados no desenho
Folha de orientação
1
Página 1/
MATERIAIS E/OU RECURSOS UTILIZADOS
ITEM
DENOMINAÇÃO QUANT.
Régua"T" 1
Régua milimetrada 1
Esquadro de 30° e 60° 1
Esquadro de 45° 1
Compasso 1
Transferidor 1
Escalímetro 1
Pantógrafo 1
DISCIPLINA: DESENHO E TOPOGRAFIA
UNIDADE: Desenho
ATIVIDADE: 2. Manuseio dos materiais e instrumentos de desenho
OBJETIVO (S): Construir linhas paralelas e perpendiculares, utilizando esquadros e régua "T"
Folha de orientação
2
Página 1/.
MATERIAIS E/OU RECURSOS UTILIZADOS
ITEM
DENOMINAÇÃO
Prancheta
Régua"T"
Esquadro de 45°
Esquadro de 30° e 60°
Lápis
Borracha
Papel
Fita adesiva
QUANT.
variável
variável
DISCIPLINA: DESENHO E TOPOGRAFIA
PROCEDIMENTO:
Folha de orientação
2
Página 2/
1º) agrupe os materiais e instrumentos de desenho, necessários à construção de linhas paralelas e perpendiculares:
2-) fixe o papel na prancheta:
3º) trace linhas paralelas e perpendiculares, usando esquadro e régua "T", conforme fig. 0 1 ;
4º) trace linhas paralelas horizontais, utilizando régua "T", conforme fig. 02;
5º) trace linhas paralelas horizontais, utilizando esquadros de 45° e 60°, conforme fig. 03;
6-) trace linhas paralelas verticais, utilizando esquadros de 45° e 60°, conforme fig. 04.
OBSERVAÇÕES
- Deve-se fixar bem os esquadros de 45° e 60°, para traçar linhas paralelas e perpendiculares, evitando seu deslizamento.
- Deve-se repetir várias vezes os procedimentos utilizados na construção de linhas paralelas e perpendiculares, referentes às figuras 01, 02, 03 e 04 para o desenvolvimento de habilidades no manuseio de instrumentos de desenho.