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Protocolo Modbus em FieldLoggers: Configuração e Aplicações, Esquemas de Engenharia Econômica e Distribuição de Energia

O uso do protocolo modbus em fieldloggers, abordando a configuração, leitura de dados e diagnósticos através das interfaces ethernet e rs485. Explica como o fieldlogger pode operar como mestre ou escravo modbus, permitindo a integração com ihms e outros dispositivos. Detalha a configuração de canais, alarmes e registros, além de funcionalidades como gateway modbus tcp para redes modbus rtu. Inclui informações sobre a leitura de valores de canais via ihm, snmp e e-mails, bem como a configuração de canais de temperatura e o uso de canais virtuais para registradores de 32 bits. O documento também aborda a configuração do registro de dados na memória interna ou em um cartão sd, e os modos de início e término do registro. Apresenta informações sobre o software de configuração e coleta, e os diagnósticos disponíveis no fieldlogger.

Tipologia: Esquemas

2022

Compartilhado em 26/08/2025

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MANUAL DE INSTRUÇÕES V1.8x B
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Baixe Protocolo Modbus em FieldLoggers: Configuração e Aplicações e outras Esquemas em PDF para Engenharia Econômica e Distribuição de Energia, somente na Docsity!

MANUAL DE INSTRUÇÕES V1.8x B

  • 1 INTRODUÇÃO....................................................................................................................................................................................................
  • 2 CONEXÕES E INSTALAÇÃO ............................................................................................................................................................................
    • 2.1 INSTALAÇÃO MECÂNICA ..........................................................................................................................................................................
      • 2.1.1 DIMENSÕES .....................................................................................................................................................................................
      • 2.1.2 RETIRANDO E INSTALANDO A TAMPA FRONTAL .......................................................................................................................
      • 2.1.3 RETIRANDO E INSTALANDO A IHM ...............................................................................................................................................
    • 2.2 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ....................................................................................................................................................................
      • 2.2.1 ALERTAS DE SEGURANÇA ..........................................................................................................................................................
      • 2.2.2 RECOMENDAÇÕES PARA A INSTALAÇÃO .................................................................................................................................
      • 2.2.3 ALIMENTAÇÃO ...............................................................................................................................................................................
      • 2.2.4 I/OS DIGITAIS .................................................................................................................................................................................
        • 2.2.4.1 ENTRADAS
        • 2.2.4.2 SAÍDAS
      • 2.2.5 RELÉS .............................................................................................................................................................................................
      • 2.2.6 RS485 ..............................................................................................................................................................................................
        • 2.2.6.1 MESTRE
        • 2.2.6.2 ESCRAVO
      • 2.2.7 FONTE AUXILIAR PARA ALIMENTAÇÃO DE TRANSMISSORES ...............................................................................................
      • 2.2.8 ENTRADAS ANALÓGICAS .............................................................................................................................................................
    • 2.3 RECURSOS DE CONECTIVIDADE..........................................................................................................................................................
      • 2.3.1 CONEXÃO USB ..............................................................................................................................................................................
      • 2.3.2 CONEXÃO PC .................................................................................................................................................................................
      • 2.3.3 CONEXÃO CARTÃO SD .................................................................................................................................................................
      • 2.3.4 ETHERNET .....................................................................................................................................................................................
      • 2.3.5 CONEXÃO DB9 PARA IHM (OPCIONAL) ......................................................................................................................................
  • 3 SINALIZADORES (LEDS) ................................................................................................................................................................................
    • 3.1 SINALIZADORES TX / RX ........................................................................................................................................................................
    • 3.2 SINALIZADORES STATUS / USB ............................................................................................................................................................
  • 4 INSTALAÇÃO DO DRIVER USB .....................................................................................................................................................................
    • 4.1 WINDOWS 7..............................................................................................................................................................................................
  • 5 DETERMINAÇÃO E SELEÇÃO DA PORTA SERIAL (COM) – WINDOWS ....................................................................................................
  • 6 SOFTWARE NXPERIENCE PARA CONFIGURAÇÃO E COLETA.................................................................................................................
    • 6.1 CONFIGURAÇÃO .....................................................................................................................................................................................
      • 6.1.1 GERAL.............................................................................................................................................................................................
      • 6.1.2 INTERFACE RS485 ........................................................................................................................................................................
      • 6.1.3 INTERFACE ETHERNET ................................................................................................................................................................
        • 6.1.3.1 TCP/IP
        • 6.1.3.2 CLOUD
        • 6.1.3.3 FTP
        • 6.1.3.4 HTTP
        • 6.1.3.5 MODBUS-TCP.........................................................................................................................................................................
        • 6.1.3.6 SMTP
        • 6.1.3.7 SNMP
      • 6.1.4 CANAIS ANALÓGICOS ..................................................................................................................................................................
        • 6.1.4.1 CALIBRAÇÃO CUSTOMIZADA
      • 6.1.5 CANAIS DIGITAIS ...........................................................................................................................................................................
      • 6.1.6 CANAIS REMOTOS ........................................................................................................................................................................
      • 6.1.7 CANAIS VIRTUAIS ..........................................................................................................................................................................
      • 6.1.8 ALARMES........................................................................................................................................................................................
      • 6.1.9 REGISTROS....................................................................................................................................................................................
      • 6.1.10 ENVIAR CONFIGURAÇÃO .............................................................................................................................................................
      • 6.1.11 MENU DE FUNÇÕES......................................................................................................................................................................
    • 6.2 DIAGNÓSTICOS .......................................................................................................................................................................................
      • 6.2.1 GERAL.............................................................................................................................................................................................
      • 6.2.2 GRÁFICO ........................................................................................................................................................................................
    • 6.3 COLETA ....................................................................................................................................................................................................
  • 7 SOFTWARE DE CONFIGURAÇÃO E COLETA ..............................................................................................................................................
    • 7.1 CONFIGURAÇÃO .....................................................................................................................................................................................
      • 7.1.1 CONFIGURAÇÕES GERAIS ..........................................................................................................................................................
      • 7.1.2 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE RS485 ....................................................................................................................................
      • 7.1.3 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET ...........................................................................................................................
        • 7.1.3.1 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – TCP/P
        • 7.1.3.2 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – FTP.........................................................................................................
        • 7.1.3.3 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – SMTP
        • 7.1.3.4 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – DESTINATÁRIOS DE E-MAIL
        • 7.1.3.5 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – SNMP
        • 7.1.3.6 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – HTTP
        • 7.1.3.7 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – MODBUS TCP
        • 7.1.3.8 CONFIGURAÇÃO DA INTERFACE ETHERNET – CLOUD
      • 7.1.4 CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS ANALÓGICOS ...........................................................................................................................
        • 7.1.4.1 CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS ANALÓGICOS - CALIBRAÇÃO CUSTOMIZADA
      • 7.1.5 CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS DIGITAIS....................................................................................................................................
      • 7.1.6 CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS REMOTOS .................................................................................................................................
      • 7.1.7 CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS VIRTUAIS ..................................................................................................................................
      • 7.1.8 CONFIGURAÇÃO DOS ALARMES ................................................................................................................................................
      • 7.1.9 CONFIGURAÇÃO DOS REGISTROS ............................................................................................................................................
    • 7.2 DIAGNÓSTICOS .......................................................................................................................................................................................
    • 7.3 COLETA ....................................................................................................................................................................................................
      • 7.3.1 COLETAR DADOS ..........................................................................................................................................................................
      • 7.3.2 GERENCIAR COLETAS .................................................................................................................................................................
        • 7.3.2.1 COM PASSO-A-PASSO ( WIZARD )
        • 7.3.2.2 SEM PASSO-A-PASSO
    • 7.4 PREFERÊNCIAS .......................................................................................................................................................................................
      • 7.4.1 PROTEÇÃO POR SENHA ..............................................................................................................................................................
      • 7.4.2 CONFIGURAÇÃO DE FÁBRICA .....................................................................................................................................................
  • 8 OPERAÇÃO POR LINHA DE COMANDO .......................................................................................................................................................
    • 8.1 ARQUIVO BATCH .....................................................................................................................................................................................
      • 8.1.1 SINTAXE PARA CRIAÇÃO DO ARQUIVO BATCH........................................................................................................................
      • 8.1.2 PARTE 1: MODO DE EXECUÇÃO .................................................................................................................................................
      • 8.1.3 PARTE 2: PARÂMETROS DE CONEXÃO .....................................................................................................................................
      • 8.1.4 PARTE 3: PARÂMETROS DE COLETA .........................................................................................................................................
      • 8.1.5 PARTE 4: PARÂMETROS DE EXPORTAÇÃO ..............................................................................................................................
      • 8.1.6 PARTE 5: PARÂMETROS ESPECIAIS PARA O MODO 4 ............................................................................................................
    • 8.2 MODOS .....................................................................................................................................................................................................
      • 8.2.1 MODO 1...........................................................................................................................................................................................
      • 8.2.2 MODO 2...........................................................................................................................................................................................
      • 8.2.3 MODO 3...........................................................................................................................................................................................
      • 8.2.4 ITENS QUE DEVEM SER PREVIAMENTE CONFIGURADOS PARA OS MODOS 1, 2 E 3 ........................................................
      • 8.2.5 MODO 4...........................................................................................................................................................................................
        • 8.2.5.1 ARQUIVO DE PREFERÊNCIAS PARA O MODO
    • 8.3 EXEMPLOS ...............................................................................................................................................................................................
      • 8.3.1 EXEMPLO DO MODO 1 ..................................................................................................................................................................
      • 8.3.2 EXEMPLO DO MODO 2 ..................................................................................................................................................................
      • 8.3.3 EXEMPLO DO MODO 3 ..................................................................................................................................................................
      • 8.3.4 EXEMPLO DO MODO 4 ..................................................................................................................................................................
  • 9 OPERAÇÃO DO FIELDLOGGER ....................................................................................................................................................................
    • 9.1 ENTRADAS ANALÓGICAS .......................................................................................................................................................................
      • 9.1.1 FILTRO DE HARDWARE ................................................................................................................................................................
      • 9.1.2 FILTRO DE SOFTWARE ................................................................................................................................................................
    • 9.2 ENTRADAS/SAÍDAS DIGITAIS ................................................................................................................................................................
      • 9.2.1 CONTAGENS ..................................................................................................................................................................................
    • 9.3 RELÉS DE SAÍDA .....................................................................................................................................................................................
    • 9.4 INTERFACE RS485 ..................................................................................................................................................................................
      • 9.4.1 RS485 PRINCIPAL ..........................................................................................................................................................................
        • 9.4.1.1 ESCRAVO
        • 9.4.1.2 MESTRE
      • 9.4.2 RS485 AUXILIAR ............................................................................................................................................................................
    • 9.5 CANAIS REMOTOS ..................................................................................................................................................................................
    • 9.6 CANAIS VIRTUAIS ....................................................................................................................................................................................
    • 9.7 INTERFACES USB....................................................................................................................................................................................
      • 9.7.1 USB DEVICE ...................................................................................................................................................................................
      • 9.7.2 USB HOST ......................................................................................................................................................................................
    • 9.8 INTERFACE ETHERNET ..........................................................................................................................................................................
      • 9.8.1 MODBUS-TCP.................................................................................................................................................................................
      • 9.8.2 ENVIO DE E-MAILS – SMTP ..........................................................................................................................................................
        • 9.8.2.1 DEPURAÇÃO
      • 9.8.3 PÁGINAS WEB – HTTP ..................................................................................................................................................................
        • 9.8.3.1 PÁGINAS PADRONIZADAS
        • 9.8.3.2 PÁGINAS CUSTOMIZADAS
      • 9.8.4 TRANSFERÊNCIA DE ARQUIVOS – FTP .....................................................................................................................................
        • 9.8.4.1 CLIENTE
        • 9.8.4.2 SERVIDOR
      • 9.8.5 GERENCIAMENTO DE REDES – SNMP .......................................................................................................................................
        • 9.8.5.1 TRAPS
      • 9.8.6 CLOUD ............................................................................................................................................................................................
        • 9.8.6.1 PRÉ-REQUISITOS
        • 9.8.6.2 OPERAÇÃO
        • 9.8.6.3 DEPURAÇÃO
    • 9.9 REGISTRO E COLETA DE DADOS .........................................................................................................................................................
    • 9.10 ALARMES..................................................................................................................................................................................................
  • 10 COMUNICAÇÃO DE DADOS
  • 11 IHM (INTERFACE HOMEM-MÁQUINA)
    • 11.1 TELA "FAVORITES"
    • 11.2 TELA "CHART"
    • 11.3 TELA "CHANNEL LIST"
    • 11.4 TELA "ALARMS"
    • 11.5 TELA "STATUS"
    • 11.6 TELA "CONFIGURATION"
  • 12 ATUALIZAÇÃO DO SOFTWARE DO DISPOSITIVO (FIRMWARE)
  • 13 SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA DO RELÓGIO
    • 13.1 AVISOS & RECOMENDAÇÕES
  • 14 ESPECIFICAÇÕES
    • 14.1 CERTIFICAÇÕES...................................................................................................................................................................................
  • 15 INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA
  • 16 GARANTIA

1 INTRODUÇÃO

O FieldLogger é um dispositivo de aquisição e registro de dados analógicos e digitais de alta resolução e velocidade. Resultado de um avançado desenvolvimento tecnológico, o dispositivo se destaca em diversos aspectos, como alto desempenho, alta conectividade e facilidade durante a configuração e a operação. Esta tecnologia é a solução ideal para aplicações que requeiram flexibilidade e funcionalidade para diversos padrões de redes industriais.

Suas principais características são:

  • Entradas analógicas: 8
  • Entradas/saídas digitais: 8
  • Saídas a relé: 2
  • Memória interna de 2 MB
  • Interface para cartão SD:

o Não disponível em alguns modelos o Admite cartões de até 32 GB formatados em FAT

  • Interface RS485:

o Principal:  Modbus RTU escravo  Modbus RTU mestre (disponível apenas para modelos com interface Ethernet) o Auxiliar:  Modbus RTU escravo (Conector DB9 – não disponível em alguns modelos)

  • Serviços Ethernet (não disponíveis em alguns modelos):

o DHCP o HTTP (página web) o FTP (cliente e servidor) o SMTP (envio de e-mails) o SNMP o Modbus TCP

  • USB:

o Host o Device

  • IHM (opcional).

Há 4 tipos de canais de entrada no FieldLogger : analógicos, digitais, remotos e virtuais. Os canais analógicos e digitais são adquiridos diretamente pelo FieldLogger por meio de suas respectivas entradas. Os canais remotos são adquiridos através do protocolo Modbus RTU, operando como mestre na interface RS485. Os canais virtuais são um tipo especial de canal de entrada, que permite realizar operações matemáticas e calcular grandezas complexas a partir das informações medidas.

Os canais de entradas analógicas são configuráveis para a leitura de sinais de tensão, corrente, termopares, Pt100 e Pt1000. Essas entradas contam com a precisão de um conversor A/D de 24 bits e a alta velocidade de aquisição, que pode chegar a 1000 amostras por segundo. Os canais digitais podem ser configurados individualmente como entradas ou saídas.

A interface Ethernet permite coletar e acessar dados das entradas e saída, através de serviços que podem ser individualmente habilitados e configurados. Por meio de um navegador web (HTTP), podem-se visualizar os dados dos canais habilitados, diagnósticos e informações gerais do FieldLogger. É possível utilizar um cliente FTP para coletar os registros. O FieldLogger pode identificar até 32 condições distintas de alarme, permitindo o acionamento de saídas, envio de e-mails ou de traps SNMP sempre que uma condição de alarme for detectada.

Todas as informações relativas a variáveis, status e diagnóstico do FieldLogger estão disponíveis em registradores Modbus, que podem ser acessados por meio da interface Modbus TCP ou da interface Modbus RTU disponível via interface USB (device) ou RS485 (quando operando como escravo).

A interface USB device é utilizada durante a conexão com um computador para configuração, monitoramento ou coleta. A interface USB host , por sua vez, é utilizada durante a conexão de um pen drive para coletar dados da memória de registro.

Os dados da memória de registro podem ser transferidos por qualquer das interfaces para o software de configuração, que permite exportar os dados para os mais diversos formatos.

Quando a indicação das grandezas medidas junto ao processo for necessária, é possível acoplar ou instalar remotamente (opcional) uma IHM ( Interface Homem Máquina ) com display colorido.

2.1.1 DIMENSÕES

SEM MÓDULO IHM

Figura 4 – Dimensões do FieldLogger sem módulo IHM

Figura 5 – Dimensões da lateral do FieldLogger sem módulo IHM

COM MÓDULO IHM (OPCIONAL)

Figura 6 – Dimensões do FieldLogger com módulo IHM

Figura 7 – Dimensões da lateral do FieldLogger com módulo IHM

Figura 8 – Dimensões do módulo IHM

Figura 12 – Retirando e instalando a IHM no FieldLogger (vista lateral)

2.2 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

2.2.1 ALERTAS DE SEGURANÇA

Os símbolos abaixo são usados no dispositivo e ao longo deste manual para chamar a atenção do usuário para informações importantes relacionadas com segurança e o uso do dispositivo.

CUIDADO: Leia o manual completamente antes de instalar e operar o dispositivo.

CUIDADO OU PERIGO: Risco de choque elétrico.

DUPLA ISOLAÇÃO: A fonte de alimentação do FieldLogger é duplamente isolada, representada pelo símbolo acima que está impresso na etiqueta de conexões do dispositivo.

ENTRADA DE ALIMENTAÇÃO: FieldLogger pode ser alimentado através de uma fonte de alimentação CA ou CC.

Todas as recomendações de segurança que aparecem neste manual devem ser observadas para assegurar a segurança pessoal e prevenir danos ao instrumento ou sistema. Se o instrumento for utilizado de uma maneira distinta à especificada neste manual, as proteções de segurança do dispositivo podem não ser eficazes.

Figura 13 – Painel frontal do FieldLogger

O FieldLogger possui duas linhas de terminais para conexões diversas, entre elas: ethernet, conexões de entrada, alimentação, relés de saída, saída para alimentação auxiliar, entradas digitais e comunicação serial. Essas informações estão identificadas na caixa do FieldLogger conforme Figura 13 e Figura 14:

Figura 14 – Conexões do lado superior para versão standard e 24 V

Nota: Uma chave ou disjuntor localizado próximo ao FieldLogger deverá ser usada como dispositivo de desconexão.

Figura 15 – Conexões lado inferior

2.2.2 RECOMENDAÇÕES PARA A INSTALAÇÃO

  • Condutores de entrada devem percorrer a planta do sistema separados dos condutores de saída e de alimentação, em eletrodutos aterrados.
  • A alimentação dos instrumentos deve vir de uma rede própria para instrumentação.
  • É recomendável o uso de FILTROS RC (47 Ω e 100 nF, em série) em paralelo com bobinas de contactoras e solenoides que estejam próximas ou ligadas ao dispositivo.
  • Em aplicações de controle é essencial considerar o que pode acontecer quando qualquer parte do sistema falhar. Os relés das saídas RL1 e RL2, utilizados como alarmes, não garantem proteção total.
  • Seção dos fios utilizados: bitola mínima de 0,14 mm².

2.2.3 ALIMENTAÇÃO

Os terminais 25 e 26 indicam a alimentação principal do FieldLogger.

2.2.4 I/OS DIGITAIS

Existem 8 I/Os digitais que podem ser configurados individualmente como entradas ou saídas. Há um terminal para o positivo de cada I/O, mas o terminal negativo de todos é comum (não há isolação entre os canais).

2.2.4.1 ENTRADAS

Quando configurados como entradas, podem ser conectados a saídas de tensão (verifique os níveis aceitáveis na seção ESPECIFICAÇÕES), saídas de contato seco e saídas NPN.

Deve-se tomar cuidado na ligação de múltiplas saídas devido à não-isolação entre as entradas do FieldLogger.

Figura 16 – Conexão de tensão Figura 17 – Conexão contato seco Figura 18 – Conexão NPN

Nota : Ao retirarmos ou desconectarmos o sinal de entrada, será lido o valor correspondente ao nível lógico "1".

2.2.4.2 SAÍDAS

Quando configurados como saídas, podem acionar cargas de potências limitadas (verifique a seção ESPECIFICAÇÕES).

Figura 19 – Conexão de uma carga à saída digital

2.2.7 FONTE AUXILIAR PARA ALIMENTAÇÃO DE TRANSMISSORES

Para os modelos não alimentados por 24 V, há uma fonte de tensão de 24 Vcc disponível no FieldLogger para a alimentação de transmissores em campo. Esta fonte auxiliar é eletricamente isolada dos demais terminais do FieldLogger.

Segue a maneira correta de utilizar a fonte auxiliar para a alimentação de transmissores 4-20 mA (2 fios), impedindo que o terra comum das entradas analógicas interfira na medição.

Figura 22 – Fonte auxiliar para alimentação de transmissores 4-20 mA (2 fios)

Quando um canal analógico estiver configurado para entrada de corrente, é necessário fazer um jumper (curto-circuito) entre o 2° e o 3° terminais da entrada. O hardware do FieldLogger requer essa montagem para eliminar interferências de medição entre canais.

Como os canais não são isolados entre si, a decisão de não usar esse curto-circuito pode ocasionar interferências entre canais em certas situações.

2.2.8 ENTRADAS ANALÓGICAS

Os terminais das entradas/saídas digitais não são isolados dos terminais das entradas analógicas! Assim, não se deve utilizar sinais analógicos e digitais provenientes da mesma fonte de tensão, sob pena de termos falhas no funcionamento do dispositivo.

Conexão de Pt100/Pt

A conexão para os canais é feita nos terminais de acordo com a figura ao lado. A ligação com três fios desde o elemento sensor Pt100 até a entrada do FieldLogger garante o cancelamento do erro causado pela resistência dos fios. Os três fios devem ter mesma bitola e comprimento. Para Pt100 a dois fios, interligue os terminais 1 e 2.

Conexão de Termopares

A conexão para os canais é feita nos terminais de acordo com a figura ao lado. Observe a correta polaridade de ligação. Cabos utilizados para ligação de termopares devem ter as mesmas características termoelétricas do termopar utilizado (cabo de compensação ou cabo de extensão), e devem ser ligados com a polaridade correta. A não utilização de cabos de compensação ou sua utilização com a polaridade incorreta pode acarretar grandes erros de medição.

Conexão de Tensão (mV)

A conexão para os canais é feita nos terminais de acordo com a figura ao lado. Observe a correta polaridade de ligação.

Conexão de Corrente (mA)

A conexão para os canais é feita nos terminais de acordo com a figura ao lado. Observe a correta polaridade de ligação. Para transmissores de corrente alimentados pelo loop , pode-se usar o mesmo esquema de ligação elétrica ilustrado na Figura 21. É importante ressaltar que, como as entradas/saídas digitais não são isoladas das entradas analógicas, não se deve utilizar a mesma fonte para energizar ambos os circuitos, sob pena de falhas de funcionamento do dispositivo.

Conexão de Tensão (V)

A conexão para os canais é feita nos terminais de acordo com a figura ao lado. Observe a correta polaridade de ligação.

3 SINALIZADORES (LEDS)

3.1 SINALIZADORES TX / RX

Sinaliza transmissão e recepção de dados pela interface RS485/Modbus, independentemente se configurada para operar em modo mestre ou escravo.

3.2 SINALIZADORES STATUS / USB

Ao ligar o dispositivo, ambos os LEDs piscam duas vezes e permanecem apagados até que toda a inicialização esteja concluída. O sinalizador Status permanece ligado em condições normais. Quando estiver registrando, ele deverá piscar duas vezes a cada 3 segundos. Em casos de erro, este LED irá piscar 3 vezes a cada 8 segundos. Nos casos de erro, verifique se o relógio do FieldLogger está com a data e hora corretos. Se estiverem errados, provavelmente a pilha do relógio está gasta e precisa ser substituída. Se estiver OK, tente reinicializar o dispositivo tirando sua alimentação e reiniciando-o após 10 segundos. Se o LED insistir na indicação do erro, pode haver algo errado com o seu FieldLogger.

O sinalizador USB permanece ligado apenas enquanto o cabo estiver conectado na USB device ou enquanto o pen drive estiver conectado na USB host. As seguintes exceções são:

  • Erros de coleta via pen drive : pen drive com espaço insuficiente, incapacidade de escrever no pen drive (protegido contra gravação) ou pen drive não compatível (setor diferente de 512 bytes, por exemplo), o sinalizador USB fica piscando enquanto a condição de erro permanecer (tipicamente, até o pen drive ser retirado). Verificar a seção "Interfaces USB" no capítulo "Operação do FieldLogger " para maiores detalhes.
  • Ao final da coleta, se tudo estiver correto, o sinalizador USB permanece aceso até que o pen drive seja retirado do dispositivo.

4 INSTALAÇÃO DO DRIVER USB

Ao instalar o software de configuração, o driver USB do FieldLogger é automaticamente instalado. Em todo o caso, se for necessária uma instalação avulsa, isso pode ser feito conforme descrito no procedimento a seguir.

O Windows 8 (64 bits) não permite que se instale drivers não "assinados digitalmente" pela Microsoft. Dessa forma, antes de se instalar os drivers USB do FieldLogger , deve-se seguir o roteiro abaixo:

1. Durante o boot, deve-se pressionar a tecla F8 para entrar nas Configurações de Inicialização. 2. Pressionando a tecla F7, pode-se Desabilitar Imposição de Assinatura de Driver. 3. O Windows 8 permitirá agora que se instale o driver USB do FieldLogger.

As etapas de instalação apresentadas podem variar de PC para PC, mesmo para uma mesma versão do sistema operacional. As etapas e telas apresentadas a seguir são apenas orientativas.

4.1 WINDOWS 7

1. Conecte o FieldLogger em uma porta USB do seu computador. O Windows tentará instalar um driver automaticamente e não terá sucesso, pois o driver necessário não está na sua biblioteca padrão.

Figura 24 – Problema na instalação do driver

2. Clique no ícone "Iniciar >> Painel de Controle". Clique em "Sistema" e, após, em "Gerenciador de Dispositivos".

Figura 25 – Painel de controle

3. Localize o FieldLogger (provavelmente com um ícone com um ponto de exclamação ao lado) e dê um duplo-clique.

Figura 26 – Gerenciador de dispositivos

7. Aguarde a instalação.

Figura 30 – Instalando o driver

8. O Windows irá indicar que não pode verificar o editor deste driver. Peça para instalar mesmo assim!

Figura 31 – Instalar o driver mesmo assim

9. Aparecerá uma mensagem indicando o sucesso da instalação.

Figura 32 – Instalação concluída com êxito

10. Voltando à tela do Gerenciador de Dispositivos, pode-se verificar qual a porta serial virtual alocada ao FieldLogger.

Figura 33 – Gerenciador de dispositivos