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Este documento fornece informações detalhadas sobre a elaboração de um projeto de intervenção profissional em serviço social, incluindo objetivos, recursos humanos, materiais e financeiros, orçamento, atores envolvidos, prazo e organização das tarefas, referencial bibliográfico/teórico, anexos e execução do projeto. O documento também aborda a importância do projeto de intervenção para a efetividade do projeto e o papel do planejamento na elaboração e execução do projeto.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Projeto de Intervenção Profissional (6º semestre)
Manual de Estágio
2. PROJETO DE INTERVENÇÃO PROFISSIONAL A produção teórica, em decorrência da intervenção profissional, tornou-se cenário de discussões de fundamental importância acadêmica para a formação do(a) profissional de Serviço Social, pressionando a inserção dos(as) assistentes sociais nos mais diversos espaços ocupacionais do Brasil na década de 90. A incorporação destes(as) profissionais nesta multiplicidade de espaços e, consequentemente, no atendimento das amplas demandas da população usuária do Serviço Social, nos leva a refletir sobre a significativa importância de uma intervenção qualificada num contexto societário de intensas mudanças e sua relação constante com princípios e valores defendidos pelo projeto ético-político profissional. O reconhecimento dessa heterogeneidade de espaços sócio-ocupacionais para o exercício profissional indica o fluxo entre ações de naturezas distintas, que vão desde o atendimento direto ao(à) usuário(a), perpassando pelo planejamento, formulação e gestão das políticas sociais (MIOTO, 2000 apud MIOTO; LIMA, 2009). Ou seja, os(as) assistentes sociais desenvolvem suas ações profissionais, seja na produção ou na execução das políticas sociais, em diversas áreas como: educação, saúde, previdência social, assistência social, habitação, trabalho e meio ambiente, entre outras, movidos pela defesa da ampliação dos direitos dos cidadãos (IAMAMOTO, 1999). A intervenção profissional do(a) assistente social pode ser caracterizada pelo atendimento às demandas e necessidades sociais de seus(suas) usuários(as), que podem produzir resultados concretos tanto nas dimensões materiais quanto nas dimensões sociais, políticas e culturais da vida da população, viabilizando seu acesso às políticas sociais (YASBEK, 2009). Como profissional inserido na divisão sociotécnica do trabalho, o(a) assistente social é demandado a desenvolver ações como gestor e executor de políticas sociais, programas, projetos, serviços, recursos e bens no âmbito das organizações públicas e privadas, operando sob diversas perspectivas, como no planejamento e gestão social de serviços e políticas sociais, na prestação de serviços e na ação socioeducativa (YASBEK, 2009).
Serviço Social O desenvolvimento de ações profissionais relacionadas ao planejamento e à gestão é aquele voltado ao enfoque do planejamento institucional e ligado:
Serviço Social 2.1.4 Público-alvo É imprescindível caracterizar quem são as pessoas ou os grupos de pessoas que serão mobilizadas, ou seja, que participarão das atividades, mais especificamente aquelas que estarão envolvidas diretamente no contexto do objetivo geral. 2.1.5 Metas a atingir Nesse item qualificam-se e quantificam-se os objetivos. Projeto com metas torna-se mais delimitado, viável e claro. 2.1.6 Metodologia Aqui explicitamos como o projeto será desenvolvido, por quais procedimentos, como as tarefas serão organizadas. Enfim, como procederemos para atingir os objetivos. Deve-se detalhar as ações em etapas: emprego de técnicas, tais como vivências em grupos, jogos etc., emprego de instrumentos como questionários, relatórios, material expositivo, cartazes, álbum seriado, vídeo etc. 2.1.7 Recursos Nesse tópico informamos com que meios, valores, custos, quantidade, tipo e viabilidade desenvolveremos o projeto. a) Recursos humanos: pessoas a serem envolvidas na execução do projeto. b) Recursos materiais: de consumo: papéis, canetas, pastas etc.; permanentes: mesa, cadeiras, computador, telefone etc.; financeiros: todos os custos estimados para execução do projeto e origem dos recursos. Devemos calculá-los, compilando-os em um cronograma físico-financeiro com
Manual de Estágio detalhamento dos custos por atividade/período. 2.1.8 Parceiros ou instituições apoiadoras Devemos listar os atores que contribuirão para a concretização do projeto. 2.1.9 Avaliação Nesse item, refletimos: “Estamos no caminho certo?” A função da avaliação é saber se o projeto foi exequível, se os objetivos foram perseguidos, se a metodologia contribuiu para atingir as metas e se houve envolvimento da demanda e da equipe técnica. 2.1.10 Cronograma de execução Nesse item respondemos à pergunta: “Quando?” Informamos o prazo, o tempo e organização das tarefas do projeto. Explicitamos, então, o tempo previsto para a execução de cada atividade proposta. 2.1.11 Orçamento Devemos demonstrar a fonte dos recursos e detalhamento das despesas para a concretização do projeto. 2.1.12 Bibliografia Com quem pensamos? O projeto deve ser composto do referencial bibliográfico/teórico trabalhado no projeto. 2.1.13 Anexos O item “anexos” é opcional, depende daquilo que serviu como meio de desenvolvimento para o seu trabalho (fotos, material expositivo, cartazes e outros que ilustrem o caminho percorrido até a elaboração do projeto). Os anexos correspondem a tudo aquilo que não foi elaborado pelo estagiário.
Manual de Estágio Dessa forma, podemos destacar que o projeto de intervenção, como o título mesmo indica, tem o caráter propositivo de impactar, transformar, resolver uma problemática social, levando em conta a reflexão-ação-proposição do(a) aluno(a) em seu campo de estágio. Outro elemento que deve acompanhar o(a) aluno(a) nesse processo final do estágio supervisionado é o planejamento, uma ferramenta que permite a sistematização das atividades a serem executadas, dos recursos a serem gastos, das parcerias a serem articuladas e o cronograma a ser seguido. Ele é fundamental para a efetividade do projeto, é o que, sem dúvida, viabiliza o seu desenvolvimento, evitando os contratempos e imprevistos que possam prejudicar a sua execução. Barbosa (2001) assegura que o planejamento deve estar presente em todas as elaborações e ações do exercício profissional do Serviço Social. Após o planejamento do projeto e já com a sistematização das ações, o(a) aluno(a), detectando a necessidade de parcerias para a execução do projeto, deve começar a articulá- las. Normalmente as parcerias são necessárias para a execução de um projeto. As respostas formuladas pelo(a) aluno(a) estagiário(a) devem estar subsidiadas em seus conhecimentos teórico-metodológicos adquiridos durante o período de estágio, com os conteúdos que lhe foram apresentados ao longo de sua formação acadêmica e as atividades propostas devem ser baseadas no instrumental técnico-operativo apreendido também nesses conteúdos. Portanto, o projeto representa, segundo Marsiglia (2001), “um exercício de conhecimento e sistematização da realidade-alvo do exercício profissional”. Outro aspecto a ser considerado no projeto de intervenção é o público-alvo ao qual o objeto do projeto se destina. Ao desenvolver um projeto de intervenção, deve-se levar em conta a comunidade com quem se vai trabalhar, respeitando as peculiaridades e especificidades sociais e culturais. Podemos concluir que o projeto de intervenção tem muitos elementos a serem discutidos com o grupo de estágio; com o(a) profissional supervisor(a) de campo e sem exclusão dos outros profissionais que atuam na instituição em que o(a) aluno(a) estagia. Lembremos
Serviço Social que o planejamento sistematiza e operacionaliza as propostas de ação que são detalhadas por meio dos objetivos geral e específicos. De acordo com o planejamento, define-se o instrumental técnico-operativo a ser utilizado para viabilizar a ação: reunião, entrevista, relatórios etc.; como articular os convites para o público-alvo: cartaz, folhetos, e-mails , convites; e com quais profissionais ou instituições precisaremos articular para realizar e executar o projeto de intervenção. Planejar, organizar, articular parcerias, conhecer os problemas sociais locais e voltar-se para as reais necessidades dos usuários de seu campo de estágio, o(a) aluno(a) combinará elementos para executar um projeto de intervenção propositivo e efetivo.
3. FORMATAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO O Projeto de Intervenção Profissional deve conter de 3 a 10 laudas/páginas de elementos textuais, ou seja, composição do texto. Deve ser redigido com fonte Arial ou Time News Roman tamanho 12, o espaçamento entrelinhas deve ser 1,5 cm, alinhamento justificado. No caso de citações com mais de 3 linhas, deverá estar recuado 4 cm e com fonte Arial tamanho 10, espaçamento entrelinhas simples e alinhamento justificado. O arquivo deve ser postado em PDF, pois, dessa maneira, a formatação do documento permanece inalterada. 4. ORIENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO PROFISSIONAL Disponibilizamos no AVA, videoaula contendo as orientações para a elaboração e construção do Projeto de Intervenção Profissional. Para elaboração dessa prática o(a) aluno(a) deverá participar da reunião de supervisão acadêmica de estágio, na qual receberá do(a) seu(sua) supervisor(a) acadêmico(a) as orientações necessárias para construção do Projeto de Intervenção Profissional.
Serviço Social acumulação e de regulação social. In : Capacitação em serviço social e política social. Módulo 1: Crise contemporânea, questão social e Serviço Social. Brasília: CEAD, 1999. p. 112-128. IAMAMOTO, M. V. O serviço social na contemporaneidade : trabalho e formação profissional. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2001. MARSIGLIA, M. R. G. O projeto de pesquisa em serviço social. Intervenção e pesquisa em serviço social, 2001. v. 5. Brasília: Cfess-Abepss-Cead/UNB. MEDEIROS, M. Metodologia da pesquisa na iniciação científica : aspectos teóricos e práticos. Goiânia: Vieira, 2006. MIOTO, R. C. T.; LIMA, T. C. S. A. Dimensão técnico-operativa do serviço social em foco; sistematização de um processo investigativo. Revista Textos e Contextos, Porto Alegre, v. 8, n. 1. 2009. Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/fass/ojs/index.php/fass/article/ view/5673. Acesso em: 10 dez. 2019. NOGUEIRA, V. R.; MIOTO, R. C. T. Sistematização, planejamento e avaliação das ações dos assistentes sociais no campo da saúde. In : MOTA, A. E. et al. (Org.). Serviço social e saúde : formação e trabalho profissional. São Paulo: OPAS, OMS, MS, Cortez, 2006. Disponível em: http://www.fnepas.org.br/pdf/servico_social_saude/texto2-6.pdf. Acesso em: 10 dez. 2019. YASBEK, M. C. O significado sócio-histórico a profissão. In : Serviço Social: Direitos Sociais e Competências profissionais. Brasília: CFESS/ABEPSS, 2009, p. 125-142.
Manual de Estágio APÊNDICE Apêndice A: Modelo de Capa UNIVERSIDADE PAULISTA NOME DO(A) ALUNO(A) RA