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Maquinas - eletricas
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!












































































Itabira
Presidente da FIEMG
Robson Braga de Andrade
Gestor do SENAI
Petrônio Machado Zica
Diretor Regional do SENAI e
Superintendente de Conhecimento e Tecnologia
Alexandre Magno Leão dos Santos
Gerente de Educação e Tecnologia
Edmar Fernando de Alcântara
Elaboração/Organização
Eugênio Sérgio de Macedo Andrade
Unidade Operacional
Centro de Formação Profissional Pedro Martins Guerra
8.1 Princípio de Funcionamento ................................................................
8.2 Partida dos Motores CC ......................................................................
8.3 Características de Torque dos Motores CC ........................................
8.3.1 Motor Série ................................................................................
8.3.2 Motor Shunt ...............................................................................
8.3.3 Motor Composto ........................................................................
8.4 Características de Velocidade dos Motores CC .................................
8.4.1 Motor Série ................................................................................
8.4.2 Motor Shunt ...............................................................................
8.4.3 Motor Composto ........................................................................
8.5 Potência Mecânica e Rendimento de um Motor CC ...........................
8.6 Formas de Controle da Velocidade dos Motores CC ..........................
8.7 Reação da Armadura ..........................................................................
8.8 Enrolamentos ......................................................................................
8.9 Inversão de Rotação do Motor CC ......................................................
8.10 Frenagens .........................................................................................
8.11 Controle de Velocidade do Motor CC – Circuito RLE .......................
8.12 Escovas Elétricas ..............................................................................
8.13 O Carbono ........................................................................................
8.14 Classificação das Escovas ...............................................................
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“Muda a forma de trabalhar, agir, sentir, pensar na chamada sociedade do
conhecimento. “
Peter Drucker
O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os
perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção,
coleta, disseminação e uso da informação.
O SENAI , maior rede privada de educação profissional do país,sabe disso , e
,consciente do seu papel formativo , educa o trabalhador sob a égide do conceito
da competência :” formar o profissional com responsabilidade no processo produtivo,
com iniciativa na resolução de problemas, com conhecimentos técnicos aprofundados,
flexibilidade e criatividade, empreendedorismo e consciência da necessidade de
educação continuada .”
Vivemos numa sociedade da informação. O conhecimento , na sua área
tecnológica, amplia-se e se multiplica a cada dia. Uma constante atualização se
faz necessária. Para o SENAI , cuidar do seu acervo bibliográfico, da sua infovia,
da conexão de suas escolas à rede mundial de informações – internet- é tão
importante quanto zelar pela produção de material didático.
Isto porque, nos embates diários,instrutores e alunos , nas diversas oficinas e
laboratórios do SENAI , fazem com que as informações, contidas nos materiais
didáticos, tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos.
O SENAI deseja , por meio dos diversos materiais didáticos, aguçar a sua
curiosidade, responder às suas demandas de informações e construir links entre
os diversos conhecimentos, tão importantes para sua formação continuada!
Gerência de Educação e Tecnologia
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Como conseqüência da variação de campo magnético sobre suas espiras surge,
na segunda bobina, uma tensão induzida.
Figura 1.
A bobina na qual se aplica a tensão CA é denominada de primário do
transformador e a bobina onde surge a tensão induzida é denominada de
secundário do transformador.
Figura 1.
É importante observar que as bobinas primária e secundária são eletricamente
isoladas entre si. A transferência de energia de uma para outra se dá
exclusivamente através das linhas de força magnética.
A tensão induzida no secundário de um transformador é proporcional ao número
de linhas magnéticas que corta a bobina secundária.
Por esta razão, o primário e o secundário de um transformador são montados
sobre um núcleo de material ferromagnético.
Figura 1.
O núcleo diminui a dispersão do campo magnético, fazendo com que o
secundário seja cortado pelo maior número de linhas magnéticas possível,
obtendo uma melhor transferência de energia entre primário e secundário. As
figuras abaixo ilustram o efeito provocado pela colocação do núcleo no
transformador.
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Figura 1.
Com a inclusão do núcleo, o aproveitamento do fluxo magnético gerado no
primário é maior. Entretanto surge um inconveniente:
O ferro maciço sofre grande aquecimento com a passagem do fluxo magnético.
Para diminuir este aquecimento utiliza-se ferro silício laminado para a construção
do núcleo.
Figura 1.
Com a laminação do ferro se reduzem as “correntes parasitas” responsáveis pelo
aquecimento do núcleo.
A laminação não elimina o aquecimento, mas reduz sensivelmente em relação ao
ferro maciço.
Figura 1.10 - Símbolos empregados para representar o transformador, segundo a norma
ABNT
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Matematicamente pode-se escrever que, para o transformador usado como
exemplo:
onde VS = tensão no secundário.
VP = tensão no primário.
O resultado desta relação (VS/VP) é denominado de relação de transformação.
= Relação de Transformação
A relação de transformação expressa a relação entre a tensão aplicada ao
primário e a tensão induzida no secundário.
Um transformador pode ser construído de forma a ter qualquer relação de
transformação de que se necessite. Por exemplo:
Relação de
Transformador
Tensões
3 VS = 3 x VP
5,2 VS = 5,2 x VP
0,3 VS = 0,3 x VP
Tabela 1.
Os transformadores isoladores são muito utilizados em laboratórios de eletrônica
para que a tensão presente nas bancadas seja eletricamente isolada da rede.
O transformador é um dispositivo que permite modificar os valores de tensão e
corrente em um circuito de CA.
Em realidade o transformador recebe uma quantidade de energia elétrica no
primário, transforma em campo magnético e converte novamente em energia
elétrica disponível no secundário.
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Figura 1.
A quantidade de potência absorvida da rede elétrica pelo primário do
transformador é denominada de potência do primário, representada pela notação
Admitindo-se que não existam perdas por aquecimento do núcleo, pode-se
concluir que toda a potência absorvida no primário está disponível no secundário.
Potência Disponível no Secundário = Potência Absorvida no Primário
A potência disponível no secundário é denominada de potência do secundário PS.
Se não existem perdas, pode-se afirmar:
A potência do primário depende da tensão aplicada e da corrente absorvida da
rede:
Potência do Primário ⇒ PP = VP x IP
A potência do secundário é produto da tensão e corrente no secundário:
Potência do Secundário ⇒ PS = VS x IS
Considerando o transformador como ideal pode-se, então escrever: PS =PP
VS x IS = VP x IP ⇐ Relação de potências no
transformador
Esta equação permite que se determine um valor do transformador se os outros
três forem conhecidos.
Exemplo
1) Um transformador abaixador de 110 V para 6 V deverá alimentar no seu
secundário uma carga que absorve uma corrente de 4,5 A. Qual será a corrente
no primário?
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Figura 1.17 – Com carga
Figura 1.
Como já sabemos, o transformador é o equipamento que permite abaixar ou
elevar os valores de tensão ou corrente CA de um circuito. Seu princípio de
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funcionamento baseia-se no fato de que uma tensão é induzida no secundário,
quando este é percorrido pelo fluxo magnético variável gerado no primário.
O transformador é formado basicamente pelo núcleo e pelas bobinas (primária e
secundária).
O núcleo constitui o circuito magnético do transformador. É peça metálica
construída com chapas de ferro-silício isoladas entre si e sobre a qual são
montadas as bobinas.
Os transformadores trifásicos, usados na distribuição de eletricidade, têm as
mesmas funções que o transformador monofásico : abaixar ou elevar a tensão.
Trabalham com três fases e são de porte grande e mais potentes que os
monofásicos.
Figura 2.1 – Representação esquemática do núcleo do transformador trifásico
O núcleo dos transformadores trifásicos também é constituído de chapas de ferro-
silício. Essas chapas possuem três colunas que são unidas por meio de duas
armaduras. Cada coluna serve de núcleo para uma fase onde estão localizadas
duas bobinas, uma primária e outra secundária. Por essa razão, esses
transformadores têm, no mínimo, seis bobinas: três primárias e três secundárias,
isoladas entre si. As bobinas das três fases devem ser exatamente iguais.
Num transformador trifásico, cada fase funciona independentemente das outras
duas, como se fossem três transformadores monofásicos em um só. Isso significa
que três transformadores monofásicos exatamente iguais podem substituir um
transformador trifásico.
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Figura 2.
As ligações do primário e do secundário podem ser combinadas de várias formas:
− em estrela no primário e em estrela no secundário;
− em triângulo no primário e em triângulo no secundário;
− em estrela no primário e em triângulo no secundário e vice-versa.
Figura 2.4 – Esquemas dos tipos de combinações
Figura 2.5 - Quando é necessário equilibrar as cargas entre as fases do secundário,
emprega-se a ligação em ziguezague
Se, por exemplo, a fase 1 do secundário estiver recebendo mais carga, esse
desequilíbrio será compensado pela indução das duas colunas onde a fase 1 está
distribuída.
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Para que as combinações de ligações sejam realizadas, os transformadores são
divididos em dois grupos:
− grupo A: quando a tensão do secundário está em fase com a tensão do
primário;
− grupo B: quando a tensão do secundário está defasada em 30º.
Dois transformadores de um pequeno grupo podem ser ligados em paralelo,
desde que exista entre eles correspondência de tensão e impedância.
Transformadores de grupos diferentes não podem ser ligados em paralelo.
Na tabela abaixo são representadas as interligações dos enrolamentos, a relação
de transformação e os tipos de ligação que podem ser feitos com os
transformadores do grupo A.
TIPOS DE LIGAÇÃO DE TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS DO GRUPO A
Símbolo e
denominação
Diagrama
Enrolamento de mais
alta tensão
Enrolamento de mais
baixa tensão
Relação de
transformação
(tensão entre fases)
∆/∆
Triângulo-triângulo NX’
EX =. EH
NH
Y/Y
Estrela-estrela NX
EX =. EH
NH
∆/
Triângulo-ziguezague NX. EH. √ 3
EX =
2NH
Tabela 2.
Para verificar se as ligações estão corretas, alimenta-se o transformador pelos
lides ou terminais de tensão mais elevada com uma fonte de corrente trifásica
apropriada. Em seguida, ligam-se os terminais H1 e X1 entre si (curto –circuito).
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Antes de entrar diretamente no assunto acima , faremos uma rápida revisão sobre
os isolantes.
Observe a figura a seguir ,onde duas placas condutoras entre as quais se
intercala um material de elevada resistividade (isolante).
Figura 2.
Ao aplicarmos uma tensão E ao conjunto forma-se um capacitor. Se a tensão for
contínua ,haverá a carga do capacitor ficando uma placa positiva (+) e outra
negativa (-). No intervalo entre as placas, aparece um campo elétrico proveniente
da carga elétrica existente cujo valor é:
Q = C x E
onde: C é a capacitância em Farads,
E é a tensão em Volts e
Q é a carga em Coulombs.
Este campo elétrico tende a transferir a carga de uma placa para a outra através
do isolante. Quando isto ocorre , diz-se que está havendo uma fuga e aparece
uma corrente de uma placa para a outra , e esta é denominada corrente de fuga.
Se o isolante é perfeito ,não há fuga no intervalo entre as placas (if = 0) e o
galvanômetro G intercalado no circuito ,registra apenas a corrente de carga ic
(corrente de capacitância). Se a chave for aberta ,o capacitor C permanece
carregado e o galvanômetro indicaria 0 A.
Figura 2.
Se o isolante não é perfeito , a corrente de fuga if é diferente de 0 A , e o
galvanômetro registra it = if + ic. Se a chave ch for aberta , desligando a fonte , o
capacitor não permanecerá carregado pois a corrente de carga se escoará
através do isolante representado por R, na figura 2.7.
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Ecc
isolante
Placa A
Placa B
ch
Ecc
isolante
Placa B
ch
ic
if
Placa A
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Circuito Equivalente do Material Isolante
Figura 2.
O isolante na prática é constituído por pequenos capacitores ligados em paralelo
com resistores elementares , conforme figura acima , que é uma representação
geral e simplificada.
No caso de um isolante perfeito , temos
If = 0 A
It = ic
R = infinito
Instante t segundos
If = 0 A
Ic = 0 A
No caso de um isolante não perfeito ,temos
If diferente de 0 A
It = ic + if
R de valor mensurável
Instante t segundos
If diferente de 0 A
Ic = 0 A
It = if
Em ambos os casos , ic é considerado corrente de carga dos capacitores
elementares e se anula após algum tempo que a chave ch for fechada.
Medidas de Isolamento
a) Resistência de isolamento :consiste em se medir o valor de R no circuito
equivalente. O material isolante em bom estado tem R elevado e if tendendo a 0A
b) Perdas dielétricas : se aplicarmos uma fonte de tensão C.A. ao isolante
conforme circuito equivalente teremos o diagrama fasorial abaixo :
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it
ch