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Máquinas Elétricas II, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

Apostila do curso de máquinas elétricas II ministrado na Unerj. Nesta apostila está faltando apenas algumas imagens.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 02/06/2010

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2009
UNERJ
Claudenir da Silva
Dionei José Delagnolo
[MÁQUINAS ELÉTRICAS II]
Apostila de Máquinas Elétricas II, na qual é desenvolvido todo o cálculo de perdas,
rendimento, circuito equivalente de transformadores monofásicos, trifásicos e auto-
transformadores, máquinas de indução trifásicas, entre outros.
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UNERJ

Claudenir da Silva

Dionei José Delagnolo

[ MÁQUINAS ELÉTRICAS II ]

Apostila de Máquinas Elétricas II, na qual é desenvolvido todo o cálculo de perdas,

rendimento, circuito equivalente de transformadores monofásicos, trifásicos e auto-

transformadores, máquinas de indução trifásicas, entre outros.

ÍNDICE

  • LISTA DE FIGURAS......................................................................................................................
    1. TRANSFORMADORES.............................................................................................................
    • 1.1 Conceito.................................................................................................................................
    • 1.2 O Transformador Ideal...........................................................................................................
    • 1.3 O Transformador Ideal em Carga..........................................................................................
    • 1.4 Potência em Transformador Ideal..........................................................................................
    • 1.5 Análise de Circuitos com Transformadores Ideais................................................................
    • 1.6 Teoria de Operação de Transformadores Reais...................................................................
    • 1.7 Corrente de Magnetização em Transformadores Reais.......................................................
    • 1.8 Convenção do Ponto e Razão da Corrente..........................................................................
    • 1.9 Circuito Equivalente do Transformador..............................................................................
    • 1.10 Circuito Equivalente Simplificado....................................................................................
    • 1.11 Determinação dos Componentes do Circuito Equivalente................................................
      • 1.11.1 Ensaio em Vazio..........................................................................................................
      • 1.11.2 Ensaio de Curto-circuito.............................................................................................
    • 1.12 Regulação de Tensão.........................................................................................................
    • 1.13 Rendimento........................................................................................................................
    • 1.14 Auto-Transformador..........................................................................................................
    • 1.15 Sistema em P.U. para Transformadores Monofásicos.......................................................
    • 1.16 Transformador Trifásico....................................................................................................
      • 1.16.1 Conexões em Transformadores Trifásicos..................................................................
      • 1.16.2 Sistemas em P.U. para Transformadores trifásicos.....................................................
      • 1.16.3 Transformação Trifásica Utilizando Dois Transformadores.......................................
    • 1.17 Corrente de Inrush.............................................................................................................
    1. MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO......................................................................................
    • 2.1 Generalidades......................................................................................................................
    • 2.2 Campo Girante.....................................................................................................................
    • 2.3 Relação entre Frequencia e Velocidade...............................................................................
    • 2.4 Torque Induzido em uma Máquina AC...............................................................................
      • 2.4.1 O Torque Induzido no Motor de Indução.....................................................................
      • 2.4.2 O Conceito do Escorregamento....................................................................................
      • 2.4.3 A Freqüência Elétrica no Rotor....................................................................................
      • 2.5 O Circuito Equivalente do Motor de Indução Trifásico (MIT).......................................
      • 2.5.1 O Circuito do Rotor......................................................................................................
      • 2.5.2 O Circuito Final............................................................................................................
    • 2.6 Potência e Torque em Motores de Inducao..........................................................................
      • 2.6.1 A Equação do Torque Induzido Através de Thevènin...................................................
      • 2.6.2 O Torque de Partida......................................................................................................
      • 2.6.3 O Torque Máximo.........................................................................................................
    • 2.7 Determinação das Impedâncias do Circuito Equivalente do M.I.T.....................................
      • 2.7.1 Medição de Resistência do Estator...............................................................................
      • 2.7.2 Ensaio em Vazio...........................................................................................................
      • 2.7.3 Ensaio de Rotor Bloqueado..........................................................................................
    • 2.8 Métodos de Partida de Motores Trifásicos..........................................................................
      • 2.8.1 Partida Y-Δ....................................................................................................................
      • 2.8.2 Chave Série-Paralelo....................................................................................................
      • 2.8.3 Chave Compensadora...................................................................................................
      • 2.8.4 Soft-Starter....................................................................................................................
    1. MOTOR DE INDUÇÃO MONOFÁSICO............................................................................
    • 3.1 Teoria do Duplo Campo Girante.....................................................................................
    • 3.2 Teoria dos Campos Cruzados..........................................................................................
    • 3.3 Método de Partida...........................................................................................................
      • 3.3.1 Split-Phase (fase dividida).......................................................................................
      • 3.3.2 Motor Capacitor de Partida......................................................................................
      • 3.3.3 Motor Capacitor Permanente...................................................................................
      • 3.3.4 Motor de Capacitor de Partida e Permanente..........................................................
  • Figura 1 – transformador de núcleo envolvido................................................................................ LISTA DE FIGURAS
  • Figura 2 – transformador de núcleo envolvente..............................................................................
  • Figura 3 – transformador ideal........................................................................................................
  • Figura 4 – transformador ideal em carga.........................................................................................
  • Figura 5 – fluxo Φ 1 e Φ 2 ..................................................................................................................
  • Figura 6 – transformador real........................................................................................................
  • Figura 7 – corrente de magnetização.............................................................................................
  • Figura 8 – correntes.......................................................................................................................
  • Figura 9 – convenção do ponto......................................................................................................
  • Figura 10 – circuito equivalente....................................................................................................
  • Figura 11 – circuito equivalente referido ao primário...................................................................
  • Figura 12 – circuito equivalente referido ao secundário...............................................................
  • Figura 13 – circuito equivalente simplificado referido ao primário..............................................
  • Figura 14 – circuito equivalente para transformadores de grande porte.......................................
  • Figura 15 – ensaio em vazio..........................................................................................................
  • Figura 16 – circuito equivalente C.C.............................................................................................
  • Figura 17 – carga indutiva.............................................................................................................
  • Figura 18 – carga resistiva.............................................................................................................
  • Figura 19 – carga capacitiva..........................................................................................................
  • Figura 20........................................................................................................................................
  • Figura 21........................................................................................................................................
  • Figura 22 – auto-transformador.....................................................................................................
  • Figura 23........................................................................................................................................
  • Figura 24........................................................................................................................................
  • Figura 25 – transformador trifásico...............................................................................................
  • Figura 26 – conexão Y-Y...............................................................................................................
  • Figura 27 – conexão Y-Δ...............................................................................................................
  • Figura 28 – conexão Δ- Δ..............................................................................................................
  • Figura 29 – Δ-Aberto.....................................................................................................................
  • Figura 30 – tensões e correntes utilizando dois trafos...................................................................
  • Figura 31 – tensões e correntes utilizando dois trafos...................................................................
  • Figura 32 – Y-aberto - ∆ - aberto...................................................................................................
  • Figura 33 – Scott-T........................................................................................................................
  • Figura 34........................................................................................................................................
  • Figura 35........................................................................................................................................
  • Figura 36........................................................................................................................................
  • Figura 37........................................................................................................................................
  • Figura 38........................................................................................................................................
  • Figura 39 – fe e fm..........................................................................................................................
  • Figura 40 – fe e fm..........................................................................................................................
  • Figura 41........................................................................................................................................
  • Figura 42 – circuito MIT...............................................................................................................
  • Figura 43 – curva ..........................................................................................................................
  • Figura 44 – circuito do rotor..........................................................................................................
  • Figura 45 – circuito final do MIT..................................................................................................
  • Figura 46 – digrama de potências..................................................................................................
  • Figura 47 – circuito do MIT..........................................................................................................
  • Figura 48 –.....................................................................................................................................
  • Figura 49 – Torque máximo...........................................................................................................
  • Figura 50 - Escorregamento do Torque Máximo...........................................................................
  • Figura 51 - Volt-Ampére Y............................................................................................................
  • Figura 52 - Volt-Ampére Δ............................................................................................................
  • Figura 53 - Ensaio a Vazio.............................................................................................................
  • Figura 54........................................................................................................................................
  • Figura 55 – Circuito de Rotor Bloqueado.....................................................................................
  • Figura 56 - Partida Y-Δ..................................................................................................................
  • Figura 57 - chave compensadora...................................................................................................
  • Figura 58 - partida soft-starter.......................................................................................................
  • Figura 59 - gráfico da tensão de partida........................................................................................
  • Figura 60 - rampa de tensão...........................................................................................................
  • Figura 61 - corrente da soft-starter................................................................................................
  • Figura 62 – motor monofásico.......................................................................................................
  • Figura 63 – campo magnéticos......................................................................................................
  • Figura 64 - curva de torque (pegar no material com a Ana)..........................................................
  • Figura 65 - motor monofásico.......................................................................................................
  • Figura 66 - capacitor de partida.....................................................................................................

1.2 O Transformador Ideal

O transformador ideal é um dispositivo que não apresenta PERDAS.

Veja abaixo:

Figura SEQ Figura * ARABIC 3 – transformador ideal

Considere que:

Logo:

Como:

e

1.3 O Transformador Ideal em Carga

Vejamos o funcionamento do transformador:

Figura SEQ Figura * ARABIC 4 – transformador ideal em carga

Quando conectamos uma carga no secundário do transformador, circula neste enrolamento uma corrente i 2 (t) que produz um fluxo ϕ 2 (t).

Este fluxo ao circular pelo enrolamento primario, produz uma corrente i 1 (t) que gera um fluxo ϕ 1 (t) para anular o fluxo neste enrolamento.

O resultado é que:

VAZIO: Φm

CARGA: Φm+Φ 1 - Φ 2

Φ 1 = Φ (^2)

Como as grandezas são senoidais, isto significa que os fluxos Φ 1 e Φ 2 defasados de 180o^.

Figura SEQ Figura * ARABIC 5 – fluxo Φ 1 e Φ 2

1.4 Potência em Transformador Ideal

A potência em um transformador ideal e dada por:

Exemplo 2.1:

Um sistema de força consiste de um gerador 380V/60Hz alimentando uma carga através de uma linha de transmissão

a. Qual é a tensão na carga e as perdas na linha? b. Supondo que um transformador elevador, 1:10, é colocado após o gerador e um transformador abaixador é colocado ao final da linha, qual é a tensão de alimentação e como ficam as perdas? a. Fig. 6

PERDAS NA LINHA DE TRANSMISSÃO Obs: somente o módulo da corrente é usado

para calcular as perdas.

b. Fig. 7 PERDAS

1.6 Teoria de Operação de Transformadores Reais

Vamos analisar a figura abaixo:

Figura SEQ Figura * ARABIC 6 – transformador real

Como podemos observar, nem todo o fluxo produzido pelo enrolamento primário é enlaçado pelo secundário. Parte deste fluxo atravessa o ar, do mesmo jeito que parte do fluxo do secundário também atravessa o ar.

Estes fluxos são chamados de fluxos dispersos, ΦL1 e Φ (^) L2 respectivamente.

Assim sendo, o fluxo produzido pelo primário divide-se em fluxo mútuo e fluxo disperso:

Φ 1 = Φm+ Φ (^) L

No secundário:

Φ 2 = Φm+ Φ (^) L

Aplicando-se a lei de Faraday, temos:

A tensão no secundário fica:

Assim sendo, a relação entre as tensões geradas pelo fluxo mútuo, fica:

Logo, a relação entre o número de espiras é igual a relação entre as tensões devido ao fluxo concatenado.

Desde que bem projetado, Φ (^) m >>Φ (^) L1 e Φ (^) m >> ΦL2 , então:

1.7 Corrente de Magnetização em Transformadores Reais

Quando um transformador é energizado, surge uma corrente para produzir o fluxo no núcleo.

Esta corrente é composta por 2 componentes:

  • A corrente de magnetização ip – requerida para produzir o fluxo no núcleo.
  • Corrente devido as perdas no núcleo (ip) – que é a corrente requerida para manter as perdas por Foucault e histerese. A corrente de magnetização apresenta as seguintes características:
  1. Altamente não senoidal devido a saturação do núcleo;
  2. Sua componente fundamental é defasada de 90 graus:

Figura SEQ Figura * ARABIC 9 – convenção do ponto

A uma corrente entrando no terminal com ponto de uma bobina produz uma tensão positiva no terminal com ponto da outra bobina.”

RAZÃO DA CORRENTE

Neste exemplo, temos:

Considerando que a relutância magnética é muito pequena (pelo menos até que o curcuito esteja saturado), temos:

1.9 Circuito Equivalente do Transformador

Vejamos:

  • Perdas nos enrolamentos – são as perdas Joule no primário e secundário, e são modeladas por R 1 e R2, respectivamente.
  • Fluxo Disperso

Como:

Logo:

Sendo assim, o fluxo disperso pode ser modelado por uma indutância no primário e outra no secundário.

CORRENTE EM VAZIO

A corrente magnetizante é uma corrente proporcional a tensão e defasada da tensão de 90 graus, podendo ser modelada por uma reatância indutiva XM, conectada no lado da fonte.

A corrente devido as perdas é também proporcional a tensão e em fase com a mesma, podendo ser modelada por um resistor Rfe.

Nota: como a corrente em vazio é altamente não linear, o uso de Rfe e X (^) M representa uma aproximação da situação real.

O circuito equivalente fica:

Figura 10 – circuito equivalente

Figura SEQ Figura * ARABIC 11 – circuito equivalente referido ao primário

a. Circuito referido ao primário

Figura SEQ Figura * ARABIC 12 – circuito equivalente referido ao secundário

Assim, podemos obter e.

1.11.2 Ensaio de Curto-circuito

Neste ensaio coloca-se um dos lados do transformador me curto-circuito e ajusta-se a tensão de alimentação até que circule corente nominal.

São medidos:

  • Vcc – tensão
  • (^) I cc – corrente
  • Pcc – potência Como a tensão no enrolamento é muito baixa, a corrente no ramo de magnetização é desprezível, podendo ser desprezada.

O circuito equivalente fica:

Figura SEQ Figura * ARABIC 16 – circuito equivalente C.C.

A magnitude da impedância pode ser obtida:

Logo, por comparação obtemos Req e Xeq.

Exemplo 2.

Determine o circuito equivalente do transformador de 20kVa, 8.000/240V, 60Hz.

Os resultados dos ensaios foram:

1 (Vazio) 2 (CC) 8000 V 489 V 0,214 A 2,5A 400 W 240 W

Resolução

Do ensaio de C.C.

Logo:

Alta

1.12 Regulação de Tensão

Devido a impedância série do transformador, a tensão de saída pode variar com a carga.

Assim, foi definido a Regulação de Tensão como:

Para obter-se a regulação de tensão basta calcular a tensão em vazio e em carga utilizando-se o circuito equivalente simplificado fasorialmente, temos:

a. Carga Indutiva

Figura 17 – carga indutiva

b. Carga Resistiva

Ensaio a vazio

Curto Circuito

Figura SEQ Figura * ARABIC 20

b)

Figura SEQ Figura * ARABIC 21

1.14 Auto-Transformador

O uso principal do auto-transformador é quando deseja-se pequenas mudanças de níveis de tensão.

O auto-transformador pode ser conseguido através da conexão aditiva dos enrolamentos principal e

secundário, como segue:

Figura SEQ Figura * ARABIC 22 – auto-transformador

Do esquema acima, tiramos:

Dos terminais, temos que:

Nos terminais temos:

1.15 Sistema em P.U. para Transformadores Monofásicos

O grande objetivo de utlizar-se o sistema em P.U. (por unidade) está em converter todas as grandesas para uma mesma base. Com isso, a comparação numérica dos resultados é evidente, facilitando a interpretação e minimizando erros numéricos.

No caso de transformadores, temos:

Sbase=Vbase .Ibase

Exemplo 2.

Calcular o exemplo 2.3 utilizando o sistema em p.u.

a.