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Marchas patológicas, Trabalhos de Biomecânica

Trabalho sobre marchas patológicas

Tipologia: Trabalhos

Antes de 2010
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ADRIANA CAVANHA DA SILVA
DÉBORA REGINA REIS DA ROCHA
DEICI COSTA RODRIGUES
SUZANA ADRIANA DE ARRUDA DOS SANTOS
MARCHAS PATOLÓGICAS
Curso de Fisioterapia
Campo Grande, MS.
Maio-2008
ADRIANA CAVANHA DA SILVA
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ADRIANA CAVANHA DA SILVA

DÉBORA REGINA REIS DA ROCHA

DEICI COSTA RODRIGUES

SUZANA ADRIANA DE ARRUDA DOS SANTOS

MARCHAS PATOLÓGICAS

Curso de Fisioterapia Campo Grande, MS. Maio-

ADRIANA CAVANHA DA SILVA

DÉBORA REGINA REIS DA ROCHA

DEICI COSTA RODRIGUES

SUZANA ADRIANA DE ARRUDA DOS SANTOS

MARCHAS PATOLÓGICAS

Trabalho de pesquisa para identificação das marchas patológicas da disciplina Biomecânica sob a orientação do Prof o^ Rony Ferreira Inácio.

Curso de Fisioterapia Campo Grande, MS. Maio-

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO pg. 4 MARCHA CEIFANTE pg. 5 ATAXIA OU EBRIA pg. 7 MARCHA ESCARVANTE pg. 8

A análise da marcha humana normal ou patológica tem sido aplicada no diagnóstico de

alterações neuromusculares e musculoesqueléticas e como forma de avaliação pré e pós- tratamento cirúrgico, medicamentoso e fisioterapêutico. Com o trabalho apresentaremos as anormalidades das marchas e como são caracterizadas de acordo com os sinais que cada uma apresenta.

Ataxia ou Ébria

É um distúrbio que afeta o controle postural e a coordenação dos movimentos das múltiplas articulações. A falta de equilíbrio se manifesta principalmente na posição bípede ou durante a marcha, melhorando na posição sentada ou deitada, isso resulta da disfunção em um ou mais locais do complicado sistema responsável pelo equilíbrio e deambulação.O paciente está a par do distúrbio de movimento e adota estratégias compensatórias para realizar as funções. Possui três tipos principais de ataxia: sensorial, labiríntica (vestibular) e cerebelar; algumas doenças como a esclerose múltipla e a ataxia de Friedreich demonstram ataxias mistas, enquanto os sintomas podem ser o resultado de dois ou mais dos grupos acima.

Ataxia Sensorial: Pode ocorrer, por exemplo, em neuropatias diabética ou alcoólica ou em problemas que afetam a coluna dorsal, tais como tumores da medula espinhal. Estes distúrbios interrompem o input proprioceptivo aferente do SNC. Este input proprioceptivo das pernas é essencial para iniciar e regular os ajustes corporais na posição em pé. Pacientes com ataxia sensorial apresentam, portanto, uma marcha de bater o pé, de base ampla, com os olhos fixos no chão para feedback visual. Quando em pé com os calcanhares reunidos, haverá uma amplitude maior de oscilação postural quando os olhos se fecham.

Ataxia Vestibular: Pode ocorrer em distúrbios vestibulares periféricos ou distúrbios centrais que afetam o núcleo vestibular e/ou suas conexões aferentes e eferentes, por exemplo, com derrames medulares. O sistema vestibular está envolvido na iniciação e regulação das reações posturais e na estabilização da cabeça, via reflexos vestibuloespinhais e também ajuda a sentir a orientação do corpo na vertical. Desse modo o paciente que apresenta ataxia vestibular, tem distúrbios de equilíbrio em pé e sentado. O paciente tende a cambalear quando caminha, tem uma base de suporte ampla e pode inclinar-se para trás ou para o lado da lesão. Os movimentos da cabeça, tronco e braços estão muitas vezes diminuídos. A ataxia vestibular pode apresentar também vertigem, visão embaçada e nistagmo (são oscilações repetidas e involuntárias rítmicas de um ou ambos os olhos em algumas ou todas as posições de mirada), devido ao papel do sistema vestibular de sentir e perceber o próprio movimento e estabilizar o olhar.

Ataxia Cerebelar: É resultante de lesões que afetam o cerebelo ou suas conexões aferentes ou eferentes. As lesões das estruturas da linha média, o vérmis e o lobo floculonodular produzem sintomas bilaterais que afetam partes axiais do corpo, que manifesta andar vacilante e anormalidades da marcha e do equilíbrio.

Postura e marcha Pacientes com lesão no lobo anterior mostram uma maior oscilação postural numa direção antero-posterior que é aumentada ao fechar os olhos, sofrem perda de coordenação principalmente nos membros inferiores.Deslizar um pé uniformemente sobre a canela da outra perna é extremamente difícil, senão impossível para o paciente realizar, caso a degeneração progrida os membros superiores e a fala também podem ser comprometidos. Pacientes com lesão no vestíbulo cerebelo (lobo floculonodular) mostram uma oscilação postural maior em todas as direções, que se manifestam principalmente por perda da coordenação dos músculos paraxiais. As anormalidades da marcha com ataxia cerebelar incluem dificuldade com a localização precisa dos pés, que geralmente estão muito separados.

Marcha Escarvante

Este tipo de marcha é de observação corrente nas afecções do neurônio motor periférico. Quando há comprometimento do nervo peronial comum (fibular ou ciáticopopliteo externo), que acarreta flacidez da perna e déficit dos músculos dorsiflexores do pé, o paciente caminha levantando excessivamente a perna, à custa de enérgica flexão da coxa sobre a bacia (marcha Escarvante). Pode ser observada em paciente com lombociatalgia - uma marcha saudatória ou antalgica – na qual o membro afetado é mantido em atitude antalgica de semiflexão (para evitar o estiramento da raiz comprometida) e na deambulação esta posição é conservada, e ao avançar o paciente inclina o tronco para frente (tronco fletido), conferindo o ato de saudar.

REFERÊNCIAS

Edwards, Susan. Fisioterapia Neurológical. Porto Alegre: ARTMED– RS, 1999.

Sullivan, Susan B.; Schimitz, O’ Thomas J. Fisioterapia – Avaliação e Tratamento , 2ª edição.

Samoito, Wilson Luiz. Propedêutica Neurológica Básica. Editora Atheneu: 5ª edição.

Kotlke, Frederic J.; Lehmann, Justus F. Medicina Física e Reabilitação de Krusen. Editora Manole: Volume I – 4ª edição.

Weiner, Willian J.; Goetz, Christopher G. Neurologia para o Não – Especialista. Livraria Santos e Editora: 4ª edição / 2003.

Umphred, Darcy Ann. Fisioterapia Neurológica. Editora Manole: 2ª edição / 1994.

Adelman, Alan M.; Daly, Mel P. 20 Problemas Mais Comuns na Geriatria. Editora Revinter, 2004.