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matemática para enem
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!





























































































PrefácioPrefácio
Em qualquer área de atuação que você se encontre, ela sempre estará presente: a matemática.
Seus conceitos são tão básicos, que até mesmo a música pode ser convertida em expressões matemáticas. É uma ciência tão universal, que todas as mensagens das sondas espaciais lançadas até hoje são enviadas em linguagem matemática.
Em vista disso, o aprendizado da matemática é imprescin- dível. Dessa maneira, levamos até você o Minimanual Com- pacto de Matemática – Teoria e Prática, ilustrado com inúme- ros exemplos para tornar a aquisição desse conhecimento muito mais fácil e agradável.
Este manual traz o conteúdo do Ensino Médio, explicado de maneira contextualizada e interdisciplinar, em uma lingua- gem que procuramos tornar acessível, desde o estudo das fun- ções, até a geometria e a trigonometria. Além disso, o Minimanual Compacto de Matemática – Teoria e Prática traz um capítulo especialmente dedicado à Matemática Financeira em que o leitor poderá tirar suas principais dúvidas sobre as transações comerciais e financeiras do mercado, e até mesmo compreender um pouco melhor nossa política econômica.
Há também no final deste livro um Encarte Colorido, espe- cialmente desenvolvido para fornecer ao leitor algumas idéias do emprego da matemática em áreas cotidianas, desde a for- mação dos cristais, passando pela escala Richter e como a in- tensidade de terremotos pode ser mensurada usando uma fer- ramenta matemática, entre outras questões que indicarão o caminho para que você desenvolva seu senso crítico e esten- da sua compreensão a respeito do mundo que o cerca.
E assim, caro leitor, esperamos que esta obra não só lhe seja útil no aprendizado da matemática, como também o faça gostar mais desta incrível ciência.
11 Capítulo 1
Por volta de 2000 a.C., egípcios e babilônios já possuíam métodos para a resolução de equações do 1º grau. Entre os egípcios, destacou-se Diofanto de Alexandria, cuja principal obra, Arithmetica, procurava a generalização dos métodos a partir de problemas numéricos. Contudo, foi Fibonacci, in- fluenciado pelas técnicas desenvolvidas pelos árabes, quem documentou soluções gerais para a resolução de equações do 1º grau, em sua obra Liber Abacci.
As funções do 1º grau estão presentes em diversas situa- ções do dia-a-dia. Vejamos este exemplo.
Uma loja de eletrodomésticos contrata vendedores com as seguintes condições salariais: um fixo de R$ 100,00 mais 5% sobre as vendas efetuadas.
Vamos procurar uma fórmula que forneça o salário no final de cada mês. Lembremos que: 5% 0,05. Chamemos o total do salário de y. Se o vendedor fizer uma venda de R$ 500,00, receberá:
y 100 0,05 500 R$ 125,
12 Capítulo 1
y 100 0,05x
Salário fixo Venda % Total (em reais) (em reais) (em reais) 100 500 5 125 100 1.000 5 150 100 2.000 5 200
De modo geral, se ele vender x, teremos que:
A função do 1º grau pode ser classificada de acordo com seus gráficos. Considere sempre a forma genérica y ax b.
1.1 Função constante: se a 0, então y b, b r. Desta maneira, y 4 é função constante, pois, para qualquer valor de x, o va- lor de y ou f(x) será sempre 4.
Definição: Chama-se função do 1º grau a função f r → r definida por y ax b , com a e b números reais e a 0. a é o coeficiente angular da reta e determina sua inclina- ção, b é o coeficiente linear da reta e determina a inter- secção da reta com o eixo y.
y
100
x
y
4
0 x
A fórmula y 100 0,05x expressa uma função do 1º grau. A representação gráfica de uma função deste tipo sempre será uma reta:
Façamos uma tabela para visualizar melhor a situação.
14 Capítulo 1
Resolução: Pela definição, f(x) ax b é função do 1º grau se a e b são reais e a 0. No exercício, o coeficiente de x é m 1, que deve, então, ser diferente de zero: m 1 0 ⇒ m 1
b) f(x) ( m^2 4)x 5
Resolução: O coeficiente de x é m 2 4, então: m 2 4 0 ⇒ m 2 4 ⇒ m ± 2
c) y ( k^2 25)x 2 f) y 2 3
⎛⎝ k 4 ⎞⎠
A representação geométrica da função do 1º grau é uma reta, portanto, para determinar o gráfico, é necessário obter dois pontos. Em particular, procuraremos os pontos em que a reta corta os eixos x e y.
De modo geral, dada a função f(x) ax b, para determi- narmos a intersecção da reta com os eixos, procedemos do se- guinte modo:
1º) Igualamos y a zero, então ax b 0 ⇒ x ^ b a
, no
eixo x encontramos o ponto b a
2º) Igualamos x a zero, então f(x) a 0 b ⇒ f(x) b, no eixo y encontramos o ponto (0, b).
15 Capítulo 1
Além disso, temos que:
Esboce o gráfico das funções e determine se são crescentes ou decrescentes:
a) f(x) 2x 1 b) f(x) 2x 4
Resolução: a) Para determinar o ponto sobre o eixo x fazemos o se- guinte: 0 2x 1 ⇒ 2x 1 ⇒ x −^
De modo semelhante, para determinarmos o ponto so- bre o eixo y: y 2 0 1 ⇒ y 1 Agora, com esses dois pon- tos, poderemos traçar o grá- fico ao lado: Como podemos observar pe- lo gráfico e sendo a 2 0, a função é crescente. b) Usando o mesmo método para f(x) 2x 4, temos: para y 0 ⇒ 2x 4 0 ⇒ 2x 4 ⇒ x 2 para x 0 ⇒ y 2 0 4 y 4
O gráfico fica:
Com base no gráfico e por- que a 2 0, a função é decrescente.
y
x
1
1 0 2
y
x
4
0 2
17 Capítulo 1
Temos de resolver o sistema obtido com as equações:
a 2b 4 3a b 1 (multiplicar por 2)
a 2b 4 6a 2b 2 (somar as equações)
5a 6 ⇒ a ^
substituir em
2b 4 ⇒ 2b 20 5
(^6) ⇒ b 13 5
f(x) 6 5
x 13 5
ou f(x) ^6 5
x 13
a) y 3x 1 b) y x 7 c) f(x) 5x
a) b) y
x
3
2
y
x 2
6
18 Capítulo 1
y
x 2
2
4 2 2 4
A raiz ou zero da função do 1º grau é o valor de x para o qual y f(x) 0. Graficamente, é o ponto em que a reta “cor- ta” o eixo x. Portanto, para determinar a raiz da função, basta a igualarmos a zero:
f(x) ax b ⇒ ax b 0 ⇒ ax b ⇒ x ^
b a
junto-solução (S), da seguinte maneira: S 1 3
⇒ 3m 5 ⇒ m 5 3
20 Capítulo 1
Estude o sinal das funções: a) y 3x 1
Resolução: A raiz da função: 3x 1 0 ⇒ x 1 3 Como o coeficiente de x é positivo (a 5 3), a função é cres- cente. Façamos o esboço:
Estudar o sinal de uma função do 1º grau é determinar os valores de x para que y seja positivo, negativo ou zero.
Regra prática para o estudo de sinal da função f(x) ax b
1º) Determinamos a raiz da função, igualando-a a zero:
(raiz: x b a
2º) Verificamos se a função é crescente (a 0) ou decres- cente (a 0); temos então duas possibilidades:
b a
b a
a) a função é crescente b) a função é decrescente
se x b a
, então y 0. se x b a
, então y 0.
se x b a
, então y 0. se x b a
, então y 0.
se x b a
, então y 0. se x b a
, então y 0.
21 Capítulo 1
2
se x ^1 3
, então y 0
se x 1 3
, então y 0
se x 1 3
, então y 0
b) f(x) x 2
Resolução: A raiz da função: x 2
1 0 ⇒ x 2
⇒ x 2 ⇒ x 2 Como o coeficiente de x é negativo (a 1 2
), a função é decrescente; temos então: se x 2, então y 0 se x 2, então y 0 se x 2, então y 0
4 d) y x^ ^1 5
f) y 3x 1
A inequação se caracteriza pela presença de um dos se- guintes sinais de desigualdade: , , ou.
Resolva em r a inequação 2x 1 3.
Resolução: Resolver esta inequação é determinar o conjunto de números que quando substituídos em x fornece números maiores que
1 3