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Materiais e Corrosão, Resumos de Ciência dos materiais

Resumo da matéria de materiais e corrosão

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 11/08/2020

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isabela-marinho-silva-werlang-7 🇧🇷

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RESUMO MATERIAIS E CORROSÃO
AULA 9 – POLÍMEROS
São sintetizados a partir dos monômeros;
Unidades repetidas : são moléculas estruturais que se repetem sucessivamente
ao longo da cadeia;
Um homopolímero é formado quando todas as unidades repetidas ao longo da
cadeia são do mesmo tipo;
As cadeias podem ser compostas por duas ou mais unidades repetidas
diferentes, formando um copolímero;
A funcionalidade é o número de ligações que um dado monômero pode formar
(ex: bifuncional – forma duas ligações covalentes);
Por serem cadeias muito longas possuem um elevado PM;
O tamanho médio de uma cadeia polimérica pode ser expresso pelo grau de
polimerização, que leva em consideração os PM de frações da cadeia, em
relação ao PM da unidade repetida;
A T de fusão ou de amolecimento aumenta com o aumento do PM;
As características mecânicas e térmicas são uma função da habilidade dos
segmentos da cadeia em sofrer rotação em resposta a tensões aplicadas ou a
vibrações térmicas;
A flexibilidade rotacional depende da estrutura e da formulação química da
unidade repetida, por exemplo, a região de um segmento de cadeia que tem
uma ligação dupla é mais rígida para rotações;
POLÍMEROS LINEARES: são aqueles nos quais as unidades repetidas estão
unidas entre si extremidade a extremidade em cadeias únicas; essas longas
cadeias são flexíveis;
POLÍMEROS RAMIFICADOS: as cadeias de ramificações laterais estão
ligadas às cadeias principais;
POLÍMEROS COM LIGAÇÕES CRUZADAS: cadeias lineares adjacentes estão
unidas umas às outras em várias posições por meio de ligações covalentes;
POLÍMEROS EM REDE: monômeros multifuncionais com três ou mais ligações
covalentes ativas formam redes tridimensionais;
Configurações moleculares :
Configuração “cabeça-a-cauda”: grupos R estão
ligados em átomos de carbono alternados;
Configuração “cabeça-a-cabeça”: grupos R estão
ligados a átomos de carbono adjacentes;
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RESUMO MATERIAIS E CORROSÃO

AULA 9 – POLÍMEROS

 São sintetizados a partir dos monômeros;  Unidades repetidas: são moléculas estruturais que se repetem sucessivamente ao longo da cadeia;  Um homopolímero é formado quando todas as unidades repetidas ao longo da cadeia são do mesmo tipo;  As cadeias podem ser compostas por duas ou mais unidades repetidas diferentes, formando um copolímero;  A funcionalidade é o número de ligações que um dado monômero pode formar (ex: bifuncional – forma duas ligações covalentes);  Por serem cadeias muito longas possuem um elevado PM;  O tamanho médio de uma cadeia polimérica pode ser expresso pelo grau de polimerização, que leva em consideração os PM de frações da cadeia, em relação ao PM da unidade repetida;  A T de fusão ou de amolecimento aumenta com o aumento do PM;  As características mecânicas e térmicas são uma função da habilidade dos segmentos da cadeia em sofrer rotação em resposta a tensões aplicadas ou a vibrações térmicas;  A flexibilidade rotacional depende da estrutura e da formulação química da unidade repetida, por exemplo, a região de um segmento de cadeia que tem uma ligação dupla é mais rígida para rotações;  POLÍMEROS LINEARES: são aqueles nos quais as unidades repetidas estão unidas entre si extremidade a extremidade em cadeias únicas; essas longas cadeias são flexíveis;  POLÍMEROS RAMIFICADOS: as cadeias de ramificações laterais estão ligadas às cadeias principais;  POLÍMEROS COM LIGAÇÕES CRUZADAS: cadeias lineares adjacentes estão unidas umas às outras em várias posições por meio de ligações covalentes;  POLÍMEROS EM REDE: monômeros multifuncionais com três ou mais ligações covalentes ativas formam redes tridimensionais;  Configurações moleculares:  Configuração “cabeça-a-cauda”: grupos R estão ligados em átomos de carbono alternados;  Configuração “cabeça-a-cabeça”: grupos R estão ligados a átomos de carbono adjacentes;

 Estereoisomerismo: configuração “cabeça-a-cauda”;  Isomerismo geométrico: configurações cis e trans;  POLÍMEROS TERMOPLÁSTICOS: amolecem quando aquecidos, e endurecem quando resfriados (esses processos são reversíveis); são macios; ex: polímeros lineares e ramificados de cadeias flexíveis;  POLÍMEROS TERMOFIXOS: são polímeros em rede (apresentam ligações cruzadas covalentes entre as cadeias moleculares adjacentes); se tornam permanentemente rígidos durante sua formação e não amolecem quando aquecidos; mais duros e resistentes que os termoplásticos; quando aquecidos até uma T excessiva as ligações são quebradas e o polímero é degradado;  COPOLÍMEROS: são sintéticos; em substituição aos homopolímeros;  Aleatório: as duas unidades diferentes estão dispersas aleatoriamente ao longo da cadeia;  Alternado: as duas unidades repetidas alternam posições ao longo da cadeia;  Em bloco: as unidades repetidas idênticas ficam aglomeradas, em blocos, ao longo da cadeia;  Enxertado ou externado: formam ramificações laterais na cadeia polimérica;  CRISTALINIDADE: compactação de cadeias moleculares para produzir um arranjo atômico ordenado; qualquer desordem ou falta de alinhamento na cadeia resultará em um material amorfo;  CRISTAIS POLIMÉRICOS:  Cristalitos: polímeros semicristalinos de pequenas regiões cristalinas;  Esferulita: agregado de cristalitos com cadeias dobradas em formato de fita;  DEFEITOS: incluem lacunas, átomos e íons intersticiais que ocorrem nas regiões cristalinas;  DIFUSÃO: as pequenas moléculas de substâncias externas difundem – se entre as cadeias moleculares por um mecanismo do tipo intersticial, de um vazio para um vazio adjacente; AULA 10 – POLÍMEROS: CARACTERÍSTICAS, APLICAÇÕES E PROCESSAMENTO  COMPORTAMENTO TENSÃO – DEFORMAÇÃO

 Dureza: representa a resistência de um material a riscos, penetração e assim por diante;  O tratamento térmico aumenta a rigidez e resistência, porém diminui a ductilidade;  Quanto mais cristalino for o polímero maior será sua resistência;  DEFORMAÇÃO DE ELASTÔMEROS: elasticidade semelhante à de uma borracha, ou seja, podem sofrer grandes deformações e retornarem elasticamente a sua forma original;  Resultado da presença de ligações cruzadas;  Em um estado sem tensões o elastômero será amorfo e composto por cadeias moleculares com ligações cruzadas que são altamente torcidas, dobradas e espiraladas;  A deformação elástica, mediante a aplicação de uma carga de tração, é simplesmente o desenovelamento, desdobramento e alinhamento parcial e o resultante alongamento da cadeia;  O processo no qual ocorre à formação das ligações cruzadas é chamado de VULCANIZAÇÃO, esse processo é realizado por uma reação química irreversível, conduzida a T elevada;  Melhora o módulo de elasticidade e o limite de resistência a tração;  TRANSFORMAÇÕES:  CRISTALIZAÇÃO: ocorre por processos de nucleação e crescimento; as moléculas com orientação aleatória na fase líquida transformam – se em cristalitos com estruturas ordenadas e alinhadas;  FUSÃO: corresponde a transformação de um material sólido que tem uma estrutura ordenada de cadeias moleculares alinhadas em um líquido viscoso onde a estrutura é altamente aleatória;  TRANSIÇÃO VITREA: ocorre em polímeros amorfos e semicristalinos, e é devida a redução no movimento de grandes seguimentos das cadeias moleculares, causada pela diminuição da T;  As magnitudes de TF e TV aumentam com o aumento da rigidez da cadeia;  A rigidez é aumentada pela presença de duplas ligações e grupos laterais polares;  Para massas molares baixas, TF e TV aumentam com o aumento do PM;  TIPOS:

 PLÁSTICOS: possuem alguma rigidez estrutural quando submetidos a uma carga; alguns são muito rígidos e frágeis; outros são flexíveis e exibem tanto deformações elásticas quanto plásticas quando submetidos a tensões; podem ser termoplásticos ou termofixos;  ELASTÔMEROS: dependem do grau de vulcanização; mais importante

  • SBR (sintético);  FIBRAS: quando em uso, podem ser submetidas a inúmeras deformações mecânicas (estiramento, torção, cisalhamento e abrasão); devem possuir um limite de resistência a tração e módulo de elasticidade elevados, além de serem resistentes a abrasão;  APLICAÇÕES:  REVESTIMENTOS: proteger o material, melhorar a aparência e proporcionar isolamento elétrico; ex: látex, tintas, vernizes, esmaltes, lacas e gomas;  ADESIVOS: une as superfícies de dois materiais sólidos; ex: poliuretana, polissiloxanos (silicones), epóxis, poliimidas, acrílicos e materiais a base de borracha;  FILMES: geralmente filmes finos; usados como sacos para embalagens de produtos; possui baixa massa específica, alto grau de flexibilidade, limite de resistência a tração e ao rasgamento; são resistentes ao ataque pela umidade e por produtos químicos; ex: polietileno, polipropileno, celofane e acetato de celulose;  ESPUMAS: contém uma % volumétrica elevada de pequenos poros e bolhas de gás aprisionadas; ex: poliuretano, borracha, poliestireno e cloreto de polivinila; usadas como almofadas em automóveis e mobílias, assim como em embalagens e isolamento térmico;  MATERIAIS AVANÇADOS:  POLIETILENO DE ULTRA-ALTA MASSA MOLAR: nome comercial – Spectra;  Características: resistência extremamente alta ao impacto; resistência excepcional ao desgaste e à abrasão; coeficiente de atrito muito baixo; superfícies autolubrificante e não aderente; resistência química muito boa aos solventes; excelentes propriedades a baixas temperaturas; amortecimento acústico e absorção de energia; isolante elétrico e propriedades dielétricas;

 É qualquer material multifásico que exibe uma proporção significativa das propriedades de ambas as fases constituintes;  Princípio da ação combinada: equilíbrio e melhores combinações possíveis;  Combinação entre metais, cerâmicas e polímeros;  Constituídos por duas fases, uma matriz (base, em maior concentração) e outra dispersa (melhora as características);  REFORÇADOS COM PARTÍCULAS:  CERMETOS (carbeto cimentado): cerâmica + metal;  CONCRETO: cimento portland + asfaltico;  CONCRETO ARMADO: cimento portland + metal;  REFORÇADOS COM FIBRAS: são importantes devido as propriedades da fibra e o seu comprimento; alta resistência e rigidez; melhoram as propriedades quando a distribuição das fibras é uniforme (não precisa ser organizada);  Whiskers: monocristais extremamente resistentes com diâmetros muito pequenos;  Fibras: polímeros ou cerâmicas que podem ser amorfos ou policristalinos;  Arames: metais de ligas com diâmetros grandes;  OBS: os reforços são classificados de acordo com a matriz (polimérica, cerâmica ou metálica);  FASE MATRIZ: une as fibras e transmite uma carga aplicada externamente às fibras; protege as fibras individuais contra danos superficiais; previne a propagação de trincas de fibra para fibra;  COM MATRIZ POLIMÉRICA: a fase matriz é uma resina polimérica com fibras como reforço; são os mais empregados;  Reforçados com fibras de vidro, carbono e aramida;  PROCESSO WINDING:  Vantagens: rápido e econômico; o teor de resina pode ser controlado de acordo da necessidade; o custo da fibra é minimizado; propriedades estruturais boas; produtos com baixo peso e boa resistência;  COM MATRIZ METÁLICA: a matriz é um metal dúctil; podem ser utilizados em temperaturas mais elevadas; o reforço pode melhorar a rigidez especifica, resistência especifica e à abrasão e fluência, condutividade térmica e estabilidade dimensional;

 Vantagens sobre os de matriz polimérica: temperatura de operação mais elevada; não são inflamáveis; maior resistência à degradação por fluidos orgânicos;  A aplicação é restrita por serem caros;  COM MATRIZ CERÂMICA: aumento da tenacidade à fratura é obtido por interações entre as trincas que estão avançando e as partículas da fase dispersa;  COMPÓSITOS CARBONO – CARBONO: compostos por fibras de carbono inseridas em uma matriz de carbono pirolisado; são utilizados em aplicações que requerem elevada resistência e rigidez; podem sofrer oxidação em altas T;  COMPÓSITOS HÍBRIDOS: contém dois ou mais tipos de fibras;  O híbrido de vidro-carbono é mais resistente e tenaz, tem maior resistência ao impacto e pode ser produzido com menor custo;  PROCESSAMENTO DE COMPÓSITOS REFORÇADOS COM FIBRAS:  PULTRUSÃO: formam-se componentes com comprimento contínuo e seção transversal constante, conforme mechas de fibras impregnadas com resina são puxadas através de um molde;  PRODUÇÃO DE PREPEG: fibras continuas de reforço pré impregnadas com uma resida polimérica, que está parcialmente curada; são preparados através do empilhamento, onde camadas dessas fitas são dispostas sobre a superfície da ferramenta e são subsequentemente curadas por completo pela aplicação de calor e pressão;  ENROLAMENTO FILAMENTAR: fitas de prepeg revestido com resina são enrolados continuamente sobre um mandril, seguido por uma operação de crua;  COMPÓSITOS ESTRUTURAIS:  LAMINADOS: composto por laminas ou painéis bidimensionais com direção preferencial de alta resistência, as camadas são empilhadas e unidas umas às outras, de modo tal que a orientação da direção de alta resistência varie com cada camada sucessiva; apresentam elevada resistência em várias direções do plano bidimensional;  PAINÉIS-SANDUÍCE: são projetados para serem para serem vigas ou painéis de baixo peso, com rigidez e resistência elevadas; consiste em duas lâminas externas, ou faces, que estão separadas e unidas por um adesivo a um núcleo mais espesso; AULA 13 – TINTAS E REVESTIMENTOS

 TINTAS A OLÉO: São constituídas de veículos, solventes, secantes, pigmentos e cargas. Os principais óleos utilizados são óleo de linhaça, soja e mamona.  SOLVENTE: thinner, baixam a viscosidade da tinta facilitando a aplicação da tinta.  SECANTES: catalisadores da absorção química do oxigênio, que em excesso geram películas duras e quebradiças. Constituídos de resinatos ou naftenatos de zinco, chumbo, cobalto.  TINTAS PLÁSTICAS EMULSIONÁVEIS:  Resina não solúvel em água é convertida em uma emulsão na qual a água é a fase de dispersão.  São foscas e mais baratas, de fácil aplicação e podem ser diluídas em água. Usadas em alvenarias, madeiras e metais.  EMULSÕES: sistemas de 2 líquidos imiscíveis, um dos quais está disperso no outro na forma de pequenas gotas. Usado  Agente emulsificante (sabão) – reduz tensão entre os líquidos – gera emulsões coloidais estáveis.  Ex: Gelatina, albumina, goma arábica.  TINTAS E ESMALTES:  Uma vez aplicada forma uma película dura e pouco elástica, após secas tem aspecto de porcelana.  Esmaltes sintéticos têm secagem normal e rápida, sendo mais elásticos.  Tanques para transporte de soda, soluções salinas, petróleo..., são protegidos com película de esmalte a base de resina epóxi, submetido a um processo de cura térmica.  TINTAS ESPECIAIS:  TINTAS DE BORRACHA: são impermeáveis e isolantes de eletricidade, compostas de derivados a base de borracha ou látex.  TINTAS BETUMINOSAS: são as soluções asfálticas, impermeabilizantes que são empregadas na impermeabilização de lajes, proteção de chapas de ferro já que são resistentes ao ataque de substancias químicas.  TINTAS METÁLICAS: são soluções oleosas de pó metálico com propriedades anti-corrosivas. Aplicadas em superfícies metálicas e galvanizadas.

 TINTAS EPÓXI: resinas preparadas com pigmentos, não solúvel em água. Aplicadas em pisos pela grande resistência a abrasão.  TINTAS VENENOSAS: empregadas para combater bactérias/fungos que atacam a madeira com aditivo de proteção e higiênica (hospitais). Proteção temporária, necessária renovação. Utilizadas em navios.  RESISTENTES AO CALOR: formuladas com veículos a base de silicone, pós metálicos e pigmentos estáveis ao calor. Usadas em acabamentos de fornos, chaminés, colunas de destilação.  TINTAS RETARDADORAS DE COMBUSTÃO: a efetividade da camada depende da decomposição dos componentes (fosfato de cálcio, amônio, fosfato de magnésio...) da tinta pelo calor, quando geram amônia, água e CO2.  TINTAS INDICADORAS DE TEMPERATURA: contem materiais que mudam de cor em certa T. Usadas para indicar pontos quentes em um equipamento, deficiência de um isolamento. Varias combinações de componentes (sais duplos, amino – sais de ferro..) que cobrem uma faixa de T de 45 – 1400°C.  TINTAS LUMINESCENTES:  TINTAS FLUORESCENTES: absorvem a luz e refletem. Usadas em mostradores de aparelhos e sinais de trafego. Os principais pigmentos fluorescentes são sulfato de zinco com cádmio, prata, cobre.  TINTAS FOSFORESCENTES: absorvem a luz por pouco tempo e refletem por muito tempo. São usados sulfetos de zinco e cálcio.  VERNIZES:  Soluções de resinas em diluentes apropriados, transparentes ou translúcidas.  Podem ser aplicadas diretamente sobre superfícies de madeira ou sobre uma camada de tinta.  TIPOS:  ÓLEO: resistentes a intempérie, brilho fosco e demora pra secar.  a álcool: mais finas, recomendadas para madeira e interiores.  ESSÊNCIA: cheiro forte, demora para secar, mais brilhantes (mobiliários)  Plásticos: duráveis, resistentes (não a intempérie), secagem rápido (assoalhos).  FILTRO SOLAR: filtra ou absorve os raios UV do sol, evitando o descascamento do verniz.