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Análise do Mercado de Soja: Exportações, Processamento e Cadeia Productiva, Notas de estudo de Engenharia de Alimentos

Uma análise detalhada do mercado de soja no brasil, incluindo estatísticas sobre produção, exportações, processamento e cadeia produtiva. O texto aborda as tendências do mercado, os principais destinos de exportação e os elos da cadeia produtiva, desde os fornecedores de insumos até o mercado consumidor.

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 28/06/2012

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FACULDADES OSWALDO CRUZ
FACULDADE DE TECNOLOGIA – FATEC
Trabalho de Tecnologia
Turma: 2° Ano Módulo 3
Docente: Érica Helena dos Santos
São Paulo
2012
AGNALDO SANTOS DA COSTA
LUCIANO LOPES DE OLIVEIRA
MARCELO PEDROSO DE OLIVEIRA
REBECA MACHADO RIGATO
RUBENS SCAURI
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FACULDADES OSWALDO CRUZ

FACULDADE DE TECNOLOGIA – FATEC

Trabalho de Tecnologia

Turma: 2° Ano Módulo 3

Docente: Érica Helena dos Santos

São Paulo

AGNALDO SANTOS DA COSTA

LUCIANO LOPES DE OLIVEIRA

MARCELO PEDROSO DE OLIVEIRA

REBECA MACHADO RIGATO

RUBENS SCAURI

SITUAÇÃO PROBLEMA: MERCADO DE VEGETAIS

- SOJA -

Trabalho apresentado para avaliação parcial da matéria de Tecnologia, do curso de Alimentos Industrializados da Faculdade de Tecnologia Oswaldo Cruz sob a orientação da Prof a^ Érica Helena dos Santos

São Paulo

2012

Situação Problema: Mercado de Vegetais - SOJA

  1. Pesquisa sobre mercado e cadeia produtiva da soja No ano comercial de 2011/2012, segundo a ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), do total da safra de soja, 32,4 milhões de toneladas foram destinadas à exportação na forma de grão e 36,2, para o seu processamento.

No processamento da soja, dois produtos principais são obtidos: o óleo e o farelo. A maior parte do farelo, neste ano comercial citado, foi destinada à exportação (14,2 milhões de toneladas) e o restante foi utilizado para consumo interno (13, milhões de toneladas). Já com o óleo, ocorreu o inverso: a exportação correspondeu a 1,55 milhões de toneladas e o consumo interno foi de 5,45 milhões.

realizadas por diversos países. Argentina e Brasil contabilizarão 89% do total líquido das exportações. A parcela de importações da China e Índia combinadas crescerá 51%. Pequenos/poucos países aumentarão as importações de óleo em 10% nas próximas décadas (SOBRINHO et. al., 2007). Apesar do Brasil contribuir significativamente com a produção e exportação mundial de soja, o consumo deste produto é bem pequeno no país. Segundo dados de 2008, o consumo per capita diário brasileiro não ultrapassava 3 gramas. Em comparação, no Japão este valor era de 55 gramas. O recomendado pela Food and Drugs Administration (FDA) é de uma ingestão diária de 25 gramas de proteína de soja. Acredita-se que em 2012 este valor no Brasil seja maior, devido à maior divulgação dos benefícios da soja para a saúde, bem como a aceitação de produtos processados por pessoas com intolerância à lactose e outras, por melhora nas qualidades organolépticas dos mesmos.

  1. Elos da Cadeia Produtiva da Soja Os elos de uma cadeia produtiva são: os fornecedores de insumos, o sistema produtivo agrícola, a agroindústria, a comercialização atacadista, a comercialização varejista e o mercado consumidor.

Segundo Castro et. al. (2000), o elo mercado consumidor é composto pelos consumidores finais que buscam satisfazer suas necessidades comprando os produtos e subprodutos. Este elo determina os parâmetros de qualidade e quantidade para o mercado.

O elo comercialização varejista é o mais próximo dos consumidores finais e predomina na distribuição dos produtos e subprodutos na qualidade e quantidade exigidas, no período exigido pelo consumidor final de modo a viabilizar seu abastecimento, suprindo no espaço de tempo. A agilidade, neste suprimento, favorece sua permanência no mercado (CASTRO et. al., 2000).

No Brasil, as maiores empresas que participam do elo comercialização varejista são Carrefour, Extra e Pão de Açúcar e Walmart.

O elo comercialização atacadista predomina na distribuição dos produtos e subprodutos nas grandes quantidades exigidas, no período de tempo exigido pela

comercialização varejista, de modo a viabilizar seu abastecimento, realizando o suprimento no tempo, independentemente do local de origem do produto, pois o período de oferta varia de região para região, exigindo-se deste agilidade na obtenção e conservação dos produtos para garantir o suprimento (CASTRO et. al., 2000).

Exemplos de empresas do elo comercialização atacadista atuantes no Brasil são Makro e Sam´s Club.

O elo agroindústria é o responsável pelo processamento do produto. Há dois tipos principais, o beneficiamento e a transformação. No primeiro, ocorre processamento sem alteração das características principais do produto e, no segundo, há a modificação do produto transformando-o em subproduto (CASTRO et. al., 2000).

A Algar Agro é uma agroindústria processadora de soja. Produz, além de outros produtos, óleo de soja e óleo composto de soja e oliva e farelo de soja para ração animal (RaçaFort). Apresenta duas unidades: uma com capacidade de armazenar 60 mil toneladas de soja e esmagar 500 mil toneladas por ano e outra que é um dos mais avançados complexos industriais de esmagamento de soja do país.

A Baldo S.A. Comércio, Indústria e Exportação é uma empresa especializada em fabricação de óleos vegetais e preparação de gorduras para consumo humano. A matriz se localiza no Rio Grande do Sul.

O elo fornecimento de insumos é o responsável pelo suprimento do sistema produtivo agrícola, da agroindústria e da comercialização atacadista e varejista dos insumos essenciais voltados ao processo produtivo e processo de distribuição (CASTRO et. al., 2000).

Uma das maiores indústrias fornecedoras de insumos de soja é a AMAGGI Exportação e Importação. Sua safra de 2009/2010 foi de 452 mil toneladas. Suas fazendas se concentram no estado de Mato Grosso.

Porém, as maiores indústrias da cadeia produtiva de soja tanto produzem como processam os grãos. São elas, ADM, Cargill e Bunge.

A indústria ADM é originadora e processadora de grãos de soja. Segundo a empresa, a mesma origina por ano cerca de onze milhões de toneladas de sementes oleaginosas, milho e trigo. Suas fábricas processam aproximadamente 4 milhões de