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MÉTODOS DE DETECÇÃO DE CÁRIE DENTÁRIA E FATORES DE RISCO., Resumos de Odontologia

Os métodos de diagnóstico de cárie citados nesse trabalho são: - Transiluminação com fibra ótica (FOTI); - Radiografias digitais, uso de imagens (videoscópio); - Medidas de resistência elétrica (ECM); - Laser de baixa potência (DIAGdente). Os fatores de risco de cárie citados nesse trabalho são: - Experiência e atividade de cárie; - Saliva; - Dieta; - Condições e práticas de higiene oral.

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 23/05/2020

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CENTRO UNIVERSITÁRIO CESMAC
MURÍLLO JOSÉ MARTINS SILVA
MÉTODOS DE DETECÇÃO DE CÁRIE DENTÁRIA E
FATORES DE RISCO.
MACEIÓ ALAGOAS
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CENTRO UNIVERSITÁRIO CESMAC

MURÍLLO JOSÉ MARTINS SILVA

MÉTODOS DE DETECÇÃO DE CÁRIE DENTÁRIA E

FATORES DE RISCO.

MACEIÓ – ALAGOAS

MURÍLLO JOSÉ MARTINS SILVA

MÉTODOS DE DETECÇÃO DE CÁRIE DENTÁRIA E

FATORES DE RISCO.

Resumo apresentado como requisito para obtenção de nota e presença da disciplina de Cariologia do Centro Universitário CESMAC, sob a orientação da professora Maria Izabel de Mendonça Alves. MACEIÓ- ALAGOAS 20 20/

superiores em relação ao exame radiográfico interproximal, porém apresenta a limitação de não detectar cárie secundária (FILHO, 2011). O FOTI e exame radiográfico interproximal quando realizados juntos apresentam resultados superiores quando relacionado ao exame clinico visual isolado (SOARES, 2012). Mesmo apresentando critérios subjetivos de diagnóstico o FOTI tem sido bastante utilizado em epidemiologia por apresentar baixo custo operacional (SANTOS, 2003) e por ser uma técnica alternativa à radiografia interproximal maiores aprimorações e pesquisas podem torná-lo um método de diagnóstico de rotina odontológica (FILHO, 2011). Radiografias digitais As imagens digitais têm sido cada vez mais utilizadas em radiologia odontológica. A imagem digitalizada pode ser obtida através de duas formas: diretamente através de sensores eletrônicos ou óticos sensíveis à radiação e indiretamente, através de radiografias convencionais (SOARES, 2012). Essas imagens digitais, entretanto, possuem menor resolução espacial que aquela observada nos filmes radiográficos tradicionais, pois o espectro de tons de cinza, para as imagens digitais, é limitado a 256 diferentes tons; já no filme radiográfico convencional o espectro de tons de cinza ultrapassa o valor de um milhão de tons. Por esse motivo, o desempenho dos filmes convencionais ultrapassa o das imagens digitais, que produzem um maior número de diagnósticos incorretos (FILHO, 2011). Em aproximadamente 5 segundos a imagem é captada e passada para o computador. A imagem radiográfica digital pode ser analisada através de software que dá aumentos de 0,5X, 1X, 2X, imagem invertida e tridimensional (SANTOS, 2003) Suas vantagens incluem a possibilidade de manipulação da imagem, por meio de softwares especializados, que permitem alteração de brilho e de contraste, ampliação e redução da imagem (SOARES, 2012), as imagens podem ser arquivadas e analisadas posteriormente, assim como podem ser enviadas pela rede internacional de computadores – Internet (SANTOS, 2003), possuem a vantagem de facilitar a manipulação das imagens, além de proporcionar a execução da técnica radiográfica digital por subtração. Esta última baseia-se na subtração de tons de cinza de uma imagem radiográfica digital (produzida num segundo momento) de outra imagem (produzida num primeiro momento) (FILHO, 2011). Além disso, os sistemas digitais evitam os erros que podem ocorrer no processamento do filme quando se utiliza a técnica convencional (SOARES, 2012). A análise de imagem computadorizada tem sido proposta para detecção de medidas de profundidade de cárie em superfície proximal, as quais são bastante difíceis de serem obtidas pelo exame clínico e radiográfico convencional. A manipulação digital melhorou a percepção da profundidade de cáries em esmalte,

aperfeiçoando o diagnóstico radiográfico de lesões precoces, pois a manipulação dos valores de cinza facilitou as medidas de profundidade das lesões de cárie em esmalte (SOARES, 2012) A radiografia convencional, quer seja periapical ou interproximal, é o recurso auxiliar mais difundido entre os profissionais para o diagnóstico de lesões de cárie, embora a digital seja um instrumento bastante promissor (SANTOS, 2003). Videoscópio (ACUCAM) A microcâmera intraoral auxilia o profissional no diagnóstico de lesões de cárie, principalmente em regiões de difícil acesso em dentes posteriores, através do aumento da imagem dos sítios em questão. A câmera intraoral é um importante instrumento de controle da progressão de lesões iniciais (lesão de mancha branca), uma vez que a imagem obtida por esse aparelho tem qualidades em cor e detalhes. A microcâmera poderá ser usada como coadjuvante no diagnóstico, controle de lesões incipientes, para auxiliar na indicação de selantes oclusais e também na educação e motivação de pacientes (SANTOS, 2003). A imagem obtida pela microcâmera poderá ser arquivada em fitas de vídeo para posterior observação (método videoscópico); quando analisada no momento do exame, o método é denominado endoscópico. É importante lembrar que, durante o exame, os sítios desejados devem estar limpos e secos, com o intuito de melhorar a qualidade das imagens. A microcâmera apresenta maior sensibilidade e menor especificidade quando comparada ao exame visual e radiográfico. Na prática clínica esse método não tem sido muito utilizado, em função do custo do aparelho (SANTOS, 2003). Medidas de resistência elétrica (ECM) Este método de detecção de cárie baseia-se na diferença de condutividade elétrica entre a região hígida e cariada em um mesmo dente. A resistência do esmalte diminui com o aumento da porosidade. Portanto, quando o esmalte está desmineralizado, a condutividade elétrica do dente aumenta (FILHO, 2011) (SOARES,

  1. (SANTOS, 2003). O ECM é capaz de detecta e quantificar essa diferença (SOARES, 2012) Durante a desmineralização do esmalte são criados micro poros subsuperficiais em sua estrutura que são preenchidos por saliva. A existência de saliva nas porosidades subsuperficiais do esmalte é responsável pelo aumento da condutância elétrica nas lesões de esmalte, e a diferença de condutividade entre tecido sadio e tecido lesado é a base para o uso do ECM (FILHO, 2011).
  1. (SANTOS, 2003). Assim, deve-se fazer a profilaxia com pasta não fluorescente para serem evitadas medidas falso-positivas (FILHO, 2011) Desse modo, sua utilização pode funcionar como valiosa ferramenta para o monitoramento longitudinal de lesões de cárie e para avaliar a eficácia de métodos não invasivos de tratamento (SOARES, 2012). Isso é importante para as situações clínicas, principalmente para que os dentes não sejam restaurados indevidamente, já que se sabe atualmente que lesões de esmalte são passíveis de remineralização (SANTOS, 2003). O valor limiar entre a lesão de cárie limitada ao esmalte e a cárie em dentina fica em torno de 18, sob condições úmidas. O mesmo registro sob condições secas produz valores de corte em torno de 21. Dessa forma, é importante que as condições de hidratação sejam padronizadas para realizações de medidas (FILHO, 2011). Adicionalmente à utilização do laser diodo, pode-se incorporar o uso de corantes evidenciadores, como o sódio fluorescente. Esse corante tem sido utilizado há muito tempo na Oftalmologia, e também na Odontologia como agente evidenciador de placa (SANTOS 2003). A fluorescência a laser também pode ser utilizada para monitorar as alterações minerais in vivo em lesões de mancha branca, sendo, portanto, útil para avaliar a eficácia de medidas preventivas em indivíduos susceptíveis à cárie dentária, tais como os pacientes ortodônticos (FILHO, 2011). O DIAGNOdent oferece alta sensibilidade e reprodutibilidade na detecção de cárie quando comparado com os método visual-tátil e radiográfico.De forma geral, esses métodos ainda não são utilizados pelos Clínicos no Brasil e no mundo, em função do custo e desconhecimento por parte dos profissionais, bem como da necessidade de se realizar em mais pesquisas in vivo que forneçam dados precisos em relação a padrões que correspondam à realidade clínica (SOARES, 2012) (SANTOS, 2003). Fatores de risco EXPERIÊNCIA ATIVIDADE DE CÁRIE A experiência passada de cárie e, mais especificamente, a atividade das lesões (experiência atual) têm sido descritas como importantes preditores da doença. De fato, há fortes evidências que suportam o papel das experiências passada e atual de cárie como preditoras de risco da doença, tanto que esses instrumentos correspondem ao principal critério utilizado por profissionais para a determinação do risco de cárie. Ao exame físico intrabucal, ao focar nos aspectos que indicam se uma lesão é ativa ou paralisada, o profissional poderá estimar o risco de desenvolvimento de novas lesões e da progressão daquelas já existentes. Se o paciente apresenta alta atividade de cárie, com múltiplas lesões ativas, seu risco de cárie também é elevado. Em adição, a relevância da determinação da atividade das lesões deve-se ao fato de que

estratégias preventivas e/ou terapêuticas podem ser instituídas de maneira condizente com necessidades individuais, sempre visando ao alcance da redução do risco de cárie (CARVALHO, 2011). SALIVA Do ponto de vista da doença cárie, a saliva desempenha importantes papéis na cavidade bucal, sobretudo por meio da formação da película adquirida, da lavagem e da neutralização de ácidos bacterianos e da presença de eletrólitos. O fluxo constitui- se no mais relevante parâmetro salivar. Para sua mensuração realiza-se a sialometria, fazendo-se a coleta da saliva em repouso ou após sua estimulação. Para este último considera-se normal o fluxo em torno de 1,5 mL/min, ao passo que valores inferiores a 0,5-0,7 mL/min caracterizam hipossalivação no sexo feminino e masculino, respectivamente. A importância da sialometria reside no fato de que diante da hipossalivação há aumento do risco de cárie. De fato, o comprometimento do fluxo está relacionado à menor capacidade de diluição e de neutralização de ácidos e ao comprometimento da remineralização dental em virtude de alterações na composição salivar em termos de íons bicarbonato, principalmente. Por outro lado, para indivíduos com fluxo salivar normal o valor da sialometria na predição do risco de cárie é limitado quando avaliado de maneira isolada. A partir da saliva também podem ser conduzidas análises microbiológicas. Contudo, há que se ressaltar que, de maneira isolada, esses testes salivares apresentam limitada capacidade de predizer o risco de cárie (CARVALHO, 2011). DIETA Embora existam limitadas evidências advindas de estudos prospectivos, a dieta representa um dos aspectos mais relevantes dentro do contexto multifatorial da doença cárie, já que somente na presença de substrato, ou seja, de carboidratos fermentáveis, é que a bactérias produzirão ácidos. Porém, há controvérsias quanto ao valor dos hábitos dietéticos relatados pelo indivíduo na determinação de seu risco de cárie, tendo sido encontrada correlação positiva ou ausência desta. A inexistência de correlação entre a ocorrência de lesões de cárie e a ingestão de alimentos contendo sacarose pode ser atribuída à exposição dos indivíduos a fontes de fluoretos. Apesar de inexistirem evidências científicas que suportem o papel do consumo de sacarose no risco de cárie, sabendo-se que a frequência de ingestão é determinante para o estabelecimento ou progressão da doença, o aconselhamento dietético, combinado com recomendações sobre práticas de higienização e uso de fluoretos, permanece extremamente válido, sobretudo quando se estabelecem planos de tratamento centrados na necessidade individual. Como a investigação verbal raramente é suficiente para caracterizar o padrão de consumo de carboidratos fermentáveis, pode- se requerer que o indivíduo faça anotações sobre os alimentos e bebidas consumidos durante 24h, 4 ou 7 dias. No cotidiano da clínica odontológica, o diário de dieta representa um instrumento de simples aplicação que viabiliza a identificação da frequência, quantidade e forma dos carboidratos ingeridos pelo indivíduo. De posse

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SOARES, G. G. et. al. Métodos de detecção de cárie. Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 69, n. 1, p. 84-9, jan./jun. 2012. AMORE, R. et al. Comparison between clinical and radiographic dental carie diagnostic. Pós-Grad. Rev. Fac. Odontol. São José dos Campos, v.3, n.2, p., Jul./Dez., 2000. FILHO, J. C. B. L.; SOUZA, T. R. Métodos de detecção de cárie: do tradicional às novas tecnologias de emprego clínico. Rev. Odontol. Univ. Cid. São Paulo 2011; 23(3): 253- 65, set-dez. SANTOS, N. B. et. al. Diagnóstico de cárie hoje: novas tendências e métodos. J Bras Odontopediatr Odontol Bebê, Curitiba, v.6, n.31, p.255-262, maio/jun. 2003. CARVALHO, V. A. et. al. Approaches used in the assessment of caries risk. RFO, Passo Fundo, v. 16, n. 1, p. 105-109, jan./abr. 2011 LEITES, A. C. B. R. et. al. Aspectos microbiológicos da cárie dental. Salusvita, Bauru, v. 25, n. 2, p. 135-148 2006.