Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


meu projeto2012, Notas de estudo de Fisioterapia

Fratura por estresse

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 04/06/2013

rodrigo-ferreira-kx1
rodrigo-ferreira-kx1 🇧🇷

1 documento

1 / 12

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO
VICE-REITORIA DE GRADUAÇÃO E CORPO DISCENTE
CURSO DE FISIOTERAPIA
A Prevalência de Fraturas por Stress em
Recrutas Paraquedistas
Rodrigo Ferreira da Silva - Matrícula: 2008290016
Rio de Janeiro
Junho /2012.
PAGE \* MERGEFORMAT11
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

Pré-visualização parcial do texto

Baixe meu projeto2012 e outras Notas de estudo em PDF para Fisioterapia, somente na Docsity!

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO

VICE-REITORIA DE GRADUAÇÃO E CORPO DISCENTE

CURSO DE FISIOTERAPIA

A Prevalência de Fraturas por Stress em Recrutas Paraquedistas

Rodrigo Ferreira da Silva - Matrícula: 2008290016

Rio de Janeiro Junho /2012.

A Prevalência de Fraturas por Stress em Recrutas Paraquedistas

Projeto apresentado para obtenção de nota de A2, da disciplina de Projeto de Pesquisa ministrada pelo Prof. MSc. César Madureira Bach, orientado pelo Prof. MSc. César Madureira Bach.

Rio de Janeiro Junho/2012.

SUMÁRIO

  1. EQUIPE DO PROJETO... ..................................................................... 4
  2. INTRODUÇÃO ...................................................................................... 4
  3. REVISÃO BIBLIOGRAFICA ..................................................................

O projeto possui uma equipe composta pelo orientador César Madureira Bach (Fisioterapeuta; Professor da UCB), e o pesquisador Rodrigo Ferreira da Silva, acadêmico do Curso de Fisioterapia da UCB, Campus Realengo.

2. INTRODUÇÃO

O salto de paraquedas é uma atividade executada por diversos grupos ocupacionais, incluindo atletas, grupos de salvamento e militares. No Brasil, essa atividade é desenvolvida principalmente pelos atletas da Confederação Brasileira de Paraquedismo e por militares da Brigada de Infantaria Paraquedista (Bda Inf Pqdt). A Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército Brasileiro, sediada na Vila Militar, na cidade do Rio de Janeiro, teve sua origem na Escola de Paraquedistas, criada em 26 de dezembro 1945 (Bda Inf Pqdt). No ano anterior, em 1944 o então capitão Roberto de Pessoa, concluiu o curso de Paraquedista em Fort Benning, nos Estados Unidos da América do Norte, brevetando-se como o primeiro Paraquedista militar do Brasil. O idealismo do Capitão "De Pessoa" permitiu a condução e a orientação na formação das primeiras turmas de militares do Exército, ainda nos EUA (Bda Inf Pqdt). Quarenta e sete militares, hoje denominados "pioneiros", constituíram na pedra angular sobre o qual edificou-se o paraquedismo Militar no Brasil. Em 1949, a Escola de Paraquedistas, tendo como seu primeiro comandante o então Cel Penha Brasil, realizou o primeiro curso de Paraquedistas no Brasil. Em 1953 a imperiosa necessidade de ampliação de seus cursos e das atividades de formação e adestramento militar impôs a transformação da Escola de Paraquedistas em Núcleo da divisão Aeroterrestre, estrutura que manteve até 1969. Com a nova organização, através da qual o Exército Brasileiro adotava as Brigadas, foi então criada a Brigada Aeroterrestre, que mudou de denominação em 1971, para Brigada Paraquedista e, posteriormente, em 1985, para Brigada de Infantaria Paraquedista (Bda Inf Pqdt). A atual Brigada de Infantaria Paraquedista é uma grande unidade peculiar do Exército Brasileiro. A principal característica da tropa aeroterrestre é a grande mobilidade que lhe é proporcionado pelo apoio da FAB (Bda Inf Pqdt).

A tropa Paraquedista, inteiramente formada por voluntários, tem como características: a coragem, a agressividade no combate, a determinação no cumprimento da missão, a resistência física e a camaradagem. O espírito paraquedista, maior apanágio desta tropa de elite, se consolida, pois, na instrução do soldado, que procura transformá-lo, de modo pleno, em um combatente paraquedista. Eminentemente prática, a instrução busca desenvolver a autoconfiança e o espírito de sacrifício, fazendo nascer a determinação de cumprir a missão a qualquer custo, na convicção de que a ação individual bem sucedida resultará sempre em beneficio do conjunto (Bda Inf Pqdt). As atividades de adestramento praticadas pelos paraquedistas, predispõem à ocorrência de inúmeros agravos, em especial as fraturas de estresse em membros inferiores (IWAMOTO ; AKEDA,2003).

3. REVISÃO DE LITERATURA

3.1 FRATURA ÓSSEA

Define-se fratura como sendo uma interrupção na continuidade do osso, que pode ser um rompimento completo ou incompleto. (LAURINO, 2006). Existem dois tipos principais de fraturas: fechada (não há comunicação entre a superfície externa do corpo e a fratura) e aberta (há comunicação entre a fratura e a pele) e várias subdivisões que são denominadas de acordo com a posição das partes fraturadas do osso. (LEVINE A. 1998).

A maioria das fraturas é devida a algum tipo de trauma. Pode ser um choque direto com força considerável, como pode ser um acidente de automóvel, queda de uma certa altura ou um peso que cai sobre a mão ou o pé. Outras fraturas podem ser causadas por violência indireta como uma queda sobre a mão superestirada, que pode fraturar a extremidade distal do rádio, ou por um dos pés preso em um buraco quando se está correndo, que pode gerar uma força torcional, a qual resulta em fratura da tíbia e da fíbula. As fraturas por estresse ou fadiga são provocadas por trauma pequeno repetido, que pode ocorrer após marcha por longas distâncias e em geral afetam um ou mais metatársicos. Essas fraturas em geral são confinadas aos membros inferiores e podem afetar a fíbula ou a tíbia, assim como os metatársicos, dependendo do tipo de atividade. (LEVINE A.1998)

Fraturas por estresse são fraturas parciais ocorridas em conseqüência de uma sobrecarga de exercícios repetitivos, com a mesma intensidade no mesmo local, promovendo pequeníssimas fraturas, chamadas microfraturas ou microtraumas (SANTOS, 2007). São consideradas lesões resultantes da incapacidade do osso de adaptar-se à resposta da carga repetitiva durante o treinamento e o condicionamento físico (SOUZA, 2004). Se o estresse for excessivamente mantido nesse osso, as microfraturas podem evoluir para uma fratura completa (CANAVAN, 2001). Os membros inferiores representam os locais preferenciais das fraturas de estresse nos atletas. A distribuição percentual dos locais anatômicos nas fraturas de estresse varia conforme a modalidade esportiva, porém a tíbia representa cerca de 50% de todos os casos, seguida em geral pelos ossos do tarso, metatarsais, fêmur, fíbula, pelve e outros ossos (LAURINO, 2006). Militares podem sofrer fraturas por estresse no nível do metatarso, quando instruídos a marcharam por longas distancias; daí o termo ‘fratura de marcha”. Fraturas no terço superior da fíbula podem ocorrer quando em treinos básicos envolvendo exercícios de agachamento e caminhadas nessa posição (GOULD III, 1993). Um dos fatores que levam a fratura é a associação entre o baixo nível de condicionamento físico e o grande volume de treinamento. Outros fatores são: o aumento súbito na velocidade e distância percorridas na corrida, as condições de superfície inadequadas (piso e calçado), a assimetria dos membros inferiores, as anormalidades biomecânicas da marcha e corrida, o condicionamento físico inadequado e o tempo (LAURINO, 2006). As atividades de adestramento praticadas pelos paraquedistas, predispõem à ocorrência de inúmeros agravos, em especial as fraturas de estresse em membros inferiores (IWAMOTO ; AKEDA,2003). Em militares no período de adestramento as FE (fraturas por estresse) apresentaram um predomínio de tíbia e fíbula, mais frequentes nos períodos de início do treinamento, em virtude do despreparo muscular e sobrecarga imposta pelo treinamento, e também apresentam fraturas no 2º e 3º metatarsos (COHEN ; ABDALLA, 2002) As lesões resultantes da prática do adestramento paraquedista crescem de importância, na medida em que se raciocina que um militar pode ser retirado,

prematuramente, do combate, sendo o tempo de incapacidade, após estas lesões, significativo (BAPTISTA et al., 2007). Deste modo, a implantação da fisioterapia preventiva poderia reduzir potencialmente a prevalência de lesões músculo - esqueléticas sofridas pelos militares paraquedistas. Esta prevenção mantém a integridade do sistema osteomioarticular, evitando novas lesões, proporciona menor tempo de tratamento e, consequentemente, menor período de afastamento dos serviços militares, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida e maior tempo de atividade paraquedista para tais profissionais

4. OBJETIVOS

4.1 OBJETIVO GERAL

Verificar a existência de fraturas por stress em recrutas paraquedistas.

  1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Averiguar prevalência das fraturas por estresse em recrutas paraquedistas, sabendo assim quais estruturas mais afetadas nessa prática militar.

5.HIPÓTESES OU QUESTÕES TÉCNICO-CIENTÍFICAS

H0 – Não há prevalências de fraturas por stress em recrutas paraquedistas. H1 – Há prevalências de fraturas por stress em recrutas paraquedistas.

6. METODOLO0GIA

Delineamento da Pesquisa Trata-se de um estudo pesquisa do tipo descritiva quantitativa, seu objetivo principal é verificar os principais tipos de fraturas por stress em recrutas da Brigada de Infantaria Paraquedista.

Passagem 5,00 300, Cartucho de tinta colorido 40,00 40, Cartucho de tinta Preto 30,00 30, Resma de Papel A4 10,00 30, Cópias 0,10 -

8. CRONOGRAMA

Na tabela 2 observamos o cronograma de atividades do presente projeto.

Tabela 2 – Atividades programas para a execução do projeto. Jun/2012 Jul/2012 Ago/2012 Set/2012 Out/2012 Nov/2012 Dez/ Entrega do projeto ao CEP

Contato com Destacamento de Saúde Pqdt Análise dos dados Elaboração do trabalho. Revisão final do trabalho e Defesa do TCC REFERÊNCIAS

BAPTISTA, Marcos T., SIMÃO, Márcia A., TEIXEIRA, Mauro S., SILVA, Elirez B. Frequência de lesões nos saltos de adestramento da Brigada de Infantaria Páraquedista. Rev. Educação Física, vol. 138, pp. 31-40, 2007

GOULD III, James A. Fisioterapia na ortopedia e na medicina do esporte. Editora Manole.

HILLMAN, Susan Kay. Avaliação, prevenção e tratamento imediato das lesões esportivas. Editora Manole.

LAURINO, Cristiano Frota de Souza. Fraturas por estresse 2006 (Texto de medicina esportiva).

LEVINE A. Atualizações em conceitos ortopédicos, Trauma. P. 189-205, 1998.

Seção de Doutrina do Centro de Instrução Pára-quedista General Penha Brasil. Informativo aeroterrestre. Disponível em: <http://www.cipqdt.ensino.eb.br/pdf/ infor002.pdf>. Acesso em 04/04/12.

Histórico da Brigada de Infantaria Paraquedista. Disponível em: <http:// www.bdainfpqdt.eb.mil.br> .Acesso em 04/04/12.

ANEXO I

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Resolução 196 / 96 – Conselho Nacional de Saúde

Dados de Identificação

Título do Projeto: A Prevalência das Fraturas por Estresse em Recrutas Paraquedistas Orientador Responsável: Prof. MSc. Cesar Madureira