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Guias e Dicas
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Micro Macro Economia , Notas de estudo de Macroeconomia

Micro Macro Economia

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 05/02/2014

fernanda-dutra-15
fernanda-dutra-15 🇧🇷

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bg1
www.EditoraAtlas.com.br
MICRO E
MACROECONOMIA
Uma Abordagem Conceitual e Prática
Maura Montella
O livro Micro e macroeconomia: uma abordagem conceitual e prática aborda com objeti-
vidade e clareza os aspectos básicos da micro e da macroeconomia. A sequência
de capítulos, perfeitamente entrelaçados, conduz o leitor com tanta simplicidade
que, ao chegar ao fim, ele nem mesmo percebe a complexidade do terreno que
percorreu. Além disso, os exercícios propostos, ao fornecerem não só as respostas,
mas também os respectivos desenvolvimentos, vêm confirmar, na prática, o méto-
do linear e didático utilizado na condução da teoria.
Na parte da microeconomia, a teoria do consumidor e a teoria da firma se encon-
tram dando origem à lei da oferta e da demanda. Enquanto na parte de macroeco-
nomia, o confronto entre os mercados de bens e de moedas permite a construção
e análise do modelo IS-LM para uma economia fechada e, para uma economia
aberta, se a eles adicionarmos o mercado de divisas.
APLICAÇÃO
Livro-texto para as disciplinas Microeconomia I e II e Macroeconomia I e II dos cursos
de Economia, para a disciplina Microeconomia dos cursos de Administração e para
as disciplinas Microeconomia, Macroeconomia e Economia da Empresa dos cursos de
Engenharia de Produção.
MICRO E
MACROECONOMIA
Uma Abordagem Conceitual e Prática
Livros que abordam só a teoria mi-
cro ou só a teoria macroeconômi-
ca são muitos, mas a maioria deles
envolve assuntos que extrapolam
o conteúdo requerido em sala de
aula e, por isso, acabam esquecidos
em uma estante qualquer. O livro
Micro e Macroeconomia: uma
abordagem conceitual e prática
resolve esse problema ao apresen-
tar dois diferenciais em relação aos
concorrentes disponíveis no mer-
cado: o primeiro é contemplar, em
um só volume, o conteúdo que, de
fato, será abordado em classe, e o
segundo é oferecer vasta lista de
exercícios, todos com resposta e
desenvolvimento. Desta forma, o
professor consegue preparar me-
lhor as suas aulas e o aluno conse-
gue absorver o conteúdo com maior
facilidade.
Maura Montella é doutora em
Engenharia de Produção pela CO-
PPE/UFRJ. Graduada em Ciências
Econômicas pela Universidade Fe-
deral de Juiz de Fora (UFJF), mes-
tre em Economia Política pela Uni-
versidade de Brasília (UnB), onde
teve como orientador de tese o ex-
ministro da Educação, Christóvam
Buarque. Foi assessora financeira
da Secretaria da Fazenda da Prefei-
tura de Juiz de Fora (MG), e hoje,
é professora do Departamento de
Engenharia Industrial da Univer-
sidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ). Participa também como
pesquisadora do Laboratório de
Sistemas Avançados de Gestão da
Produção (SAGE), da mesma uni-
versidade. Autora dos livros Deci-
frando o economês, Economia passo a
passo, Economia, administração e enge-
nharia: um estudo da firma e Economia
da empresa, publicados pela Editora
Qualitymark.
Montella MICRO E MACROECONOMIA
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M ICRO E

M ACROECONOMIA

Uma Abordagem Conceitual e Prática

Maura Montella

SÃO PAULO EDITORA ATLAS S.A. – 2009

Maura Montella

Micro e

Macroeconomia

Uma abordagem conceitual e prática

Portal Atlas

Exercícios Resolvidos 3

MICRO I TEORIA DO CONSUMIDOR

1 Uma curva de indiferença é: a) o lugar geométrico dos pontos que representam combinações ótimas de fatores de produção b) o lugar geométrico dos pontos que representam combinações de bens que propiciam a mesma satisfação c) o lugar geométrico dos pontos dos diversos níveis de satisfação d) o lugar geométrico dos diversos níveis de produção A resposta correta é a letra b. Uma curva de indiferença contém todas as possíveis cestas de mercado que proporcionam o mesmo grau de satisfação ao consumidor. Entendendo-se por “cesta de mercado” o conjunto de diversas mercadorias combinadas em dife- rentes quantidades.

2 Entre as propriedades das curvas de indiferença podemos destacar: a) são positivamente inclinadas b) são côncavas em relação à origem c) não se cruzam nem se tangenciam d) todas as alternativas estão corretas A resposta correta é a letra c. Se uma curva de indiferença fosse positivamente inclinada, uma cesta envol- vendo mais bens proporcionaria a mesma satisfação de uma cesta com menos bens, o que não é verdade. Se fosse côncava em relação à origem, o consumi- dor se disporia a desistir de quantidades cada vez maiores de um bem y para obter quantidades adicionais do bem x, o que não acontece. E se duas curvas de indiferença se cruzassem, isso infringiria a prerrogativa de transitividade das cestas de bens.

3 Para dada curva de demanda, quando há uma queda acentuada no preço, tudo o mais permanecendo constante, deve-se esperar que: a) haja um deslocamento para a direita da curva de demanda b) haja um aumento da quantidade demandada c) haja uma diminuição da quantidade demandada d) A e B estão corretas e) A e C estão corretas A resposta correta é a letra b.

4 Micro e Macroeconomia • Montella

A curva de demanda é influenciada por fatores tais como o preço do bem x (px), a renda do consumidor (Y), o preço dos bens substitutos ao bem x (ps), o preço dos bens complementares ao bem x (pc) e os hábitos e gostos dos con- sumidores (H). Então, Dx = f (px, Y, ps, pc, H ...) Assumindo-se a condição coeteris paribus (“tudo o mais permanecendo cons- tante”), para cada um desses fatores, temos que:  uma mudança em px altera a quantidade demandada de x e é sentida ao longo da curva de demanda; e  uma mudança em qualquer um dos demais fatores altera a demanda e é sentida pelo deslocamento de toda a curva. Além disso, de acordo com a Lei da Demanda, quando o preço de um bem au- menta, a quantidade demandada desse bem diminui, e quando o seu preço dimi- nui, a quantidade demandada aumenta. Por tudo isso, quando há uma queda no preço de x, o resultado é um aumento da quantidade demandada de x (letra b).

4 Uma curva de demanda por um bem normal desloca-se para a esquerda quan- do: a) há uma diminuição da renda b) há um aumento da renda c) há uma queda do preço do bem complementar d) há um aumento no preço do bem substituto A resposta correta é a letra a. Sob a ótica da renda, os bens são classificados em normais e inferiores. Não há relação entre bens normais ou inferiores e bens complementares ou subs- titutos. Logo, as alternativas c e d estão incorretas. Para decidir entre as alternativas a e b, há que se lembrar que um bem é normal quando o aumento (a queda) na renda dos consumidores aumenta (diminui) a demanda por esse bem. Em outras palavras, um bem é normal quando uma variação positiva na renda (Y > 0) acarreta um deslocamento para a direita da curva de demanda, e quando uma variação negativa (Y < 0) acarreta um deslocamento para a esquerda. Se houve um deslocamento da curva de demanda para a esquerda e se o bem é normal, então é porque houve uma diminuição da renda (letra a).

6 Micro e Macroeconomia • Montella

7 Uma curva de demanda desloca-se para a esquerda quando: a) há um aumento da renda, caso o bem seja inferior b) há uma queda no preço de um bem complementar c) há uma queda no preço de um bem substituto d) A e C estão corretas A resposta correta é a letra d. Há diminuição da demanda ou deslocamento para a esquerda da curva de demanda nas seguintes circunstâncias: diminuição na renda do consumidor, diminuição no preço dos bens substitutos, aumento no preço dos bens com- plementares e mudança desfavorável nos hábitos e gostos dos consumidores. Logo, a letra d é a opção correta.

8 Para um preço de $ 30 a quantidade demandada é de 60. Uma redução de $ 2 no preço faz com que a quantidade demandada aumente em quatro unidades. Logo, podemos afirmar que o coeficiente da elasticidade-preço da demanda é: a) 1, b) 1 c) 1, d) 0, A resposta correta é a letra b. O coeficiente da elasticidade-preço da demanda (Epd) é a medida numérica da sensibilidade da demanda de um bem x em relação a variações no seu pre- ço. Sua fórmula é dada por: 0 1 0 0 0 1 0 0

Epd q /q^ q^ q /q^ %q p/p p p /p %p

− −

= Δ^ = = Δ

cujos valores assumem os seguintes significados:  |Epd| > 1  demanda elástica  |Epd| < 1  demanda inelástica  |Epd| = 1  demanda com elasticidade unitária Pelo enunciado do exercício, temos p 0 = 30; p 1 = 28; q 0 = 60 e q 1 = 64. Subs- tituindo esses valores na fórmula, encontramos: %q = (64 – 60)/ 60 = 4/60 = 1/ %p = (28 – 30)/30 = – 2/30 = – 1/ Como Epd = %q/%p, então:

Exercícios Resolvidos 7

Epd = 1/15 / – 1/15 = – 1 Como o preço e a quantidade demandada caminham em sentidos opostos, analisamos o módulo da Epd, que, nesse caso, mostra que x é um bem cuja demanda apresenta elasticidade unitária.

9 Supondo que a curva de demanda do exercício anterior é linear, é correto afir- mar que: a) os pontos se localizam no ramo elástico da curva b) os pontos se localizam na região de preços baixos c) o coeficiente calculado representa elasticidade unitária d) o coeficiente calculado é constante em toda a curva A resposta correta é a letra c. Quando a curva de demanda é linear, a Epd assume diferentes valores ao lon- go da mesma curva. Logo, a letra d está incorreta. Do ponto em que a Epd é igual a zero até o ponto médio da curva, seus valores vão de zero a um e este é o ramo inelástico da curva (ou ramo de preços baixos). Do ponto médio da curva até o ponto em que a Epd é igual a infinito, seus valores vão de um a infinito e este é o ramo elástico da curva. No ponto médio, a Epd é igual a um e a demanda, neste ponto, apresenta elasticidade unitária.

Logo, as alternativas b e c também estão incorretas, e a resposta certa é a al- ternativa c.

10 Sabendo-se que a elasticidade-preço da demanda por determinado bem é igual a 2,5, com o aumento de preço da ordem de 10%, é correto dizer que:

Exercícios Resolvidos 9

só pode dizer se os bens são complementares (quando Exz < 0), se são subs- titutos (quando Exz > 0) ou se são de consumo independente (quando Exz = 0). Sendo assim, as opções (c) e (d) já estão, de início, descartadas. Quanto às opções (a) e (b), a correta será a alternativa (a) porque o coeficiente da elas- ticidade cruzada do enunciado é menor do que zero, mostrando que quando o preço de um bem varia, a quantidade demandada do outro bem varia em sentido contrário.

MICRO II TEORIA DA FIRMA

12 Quando a variação na produção é mais do que proporcional à variação na uti- lização dos fatores, têm-se: a) rendimentos crescentes de escala b) rendimentos decrescentes de escala c) rendimentos constantes de escala d) rendimentos marginais de escala A resposta correta é a letra a. Chamamos de rendimento (ou retorno de escala ) o aumento na produção vin- do com o aumento em um dos fatores produtivos – sejam os trabalhadores, as máquinas ou outros insumos. A princípio, quando aumentam os fatores produtivos (trabalhadores, máqui- nas, matérias-primas etc.), aumenta a produção. Entretanto, esses aumentos na produção podem ser mais do que proporcionais ou menos do que propor- cionais ao aumento dos fatores. Por exemplo, se duplicando o número de se- mentes, a produção de soja for mais do que duplicada, é porque prevalecem os rendimentos crescentes. Se, ao duplicar o número de sementes, a produção total de soja dobrar, é porque prevalecem os rendimentos constantes. E se, ao duplicar o número de sementes, a produção não dobrar, é porque prevalecem os rendimentos decrescentes. Observe o gráfico a seguir, representando a produtividade obtida a partir de uma função de produção q = f(x 1 , x 2 ), onde x 2 é fixo.

10 Micro e Macroeconomia • Montella

q PMg PMe

A

B

C

(^0) x 2

2 ESTÁGIO

1 º ESTÁGIO

º 3 ESTÁGIO

º

13 No primeiro estágio, pode-se afirmar que: a) o produto total cresce a taxas crescentes e decresce até o ponto onde a produtividade marginal do fator variável iguala a produtividade média desse fator em seu máximo b) o produto total cresce a taxas crescentes e a produtividade marginal do fator variável é sempre crescente c) o produto total cresce a taxas decrescentes até o ponto onde a produtivi- dade marginal do fator variável iguala sua produtividade média no seu mínimo d) o produto total cresce a taxas decrescentes até o ponto onde a produtivi- dade média atinge seu máximo. A resposta correta é a letra a. O primeiro estágio inclui o ponto de inflexão da produção total que corresponde ao ponto em que a produtividade marginal é máxima. Antes desse ponto, acrés- cimos no fator variável (x 1 ) aumentam a produção com retornos crescentes, e depois desse ponto, acréscimos na mão-de-obra continuam aumentando a produção, mas com retornos decrescentes. Isso se deve à Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes, que diz que se adicionarmos quantidades iguais de um

12 Micro e Macroeconomia • Montella

c) Lei da Produtividade Marginal Decrescente d) Todas as respostas estão corretas A resposta correta é a letra d.

17 Indique qual a proposição verdadeira em relação à produtividade média (PMe), à produtividade marginal (PMg) e ao produto total (PT). Considere que ape- nas um fator de produção está variando: a) a PMg supera a PMe quando esta está em seu máximo b) a PMg é sempre positiva, mas a PMe pode atingir valores negativos c) a PMe pode assumir valores negativos d) quando a PMe está diminuindo, a PMg é maior do que ela A resposta correta é a letra a. A Produção Média (PMe) é a relação entre o Produto Total (PT) e a quantidade de insumos variáveis, e, tal como a Produção Marginal (PMg), obedece à Lei dos Rendimentos Decrescentes. Tanto assim, que ela aumenta à medida que o fator variável aumenta, e depois de atingir seu máximo, ela cai ainda que o fator variável continue aumentando. Como a PMe relaciona duas grandezas absolutas e positivas (PT e N), ela nunca se torna negativa. Além disso, quando a PMe é máxima, ela é igual à PMg. Graficamente, isso pode ser comprovado pelo fato de que, nesse ponto, a inclinação da reta tangente à PT (que corresponde ao valor da PMg) é igual à inclinação do raio que parte da origem e toca a curva PT (que corresponde ao valor da PMe).

18 O custo marginal é definido como: a) o custo que varia com a quantidade produzida b) o custo que é invariável, ou seja, independente da quantidade produzida c) o custo que mede o incremento no custo fixo, causado pela produção de uma unidade adicional do bem d) o custo que mede o incremento no custo total, causado pela produção de uma unidade adicional do bem A resposta correta é a letra d. O Custo Marginal corresponde à variação no Custo Total proveniente da pro- dução de uma unidade extra do produto. Em termos matemáticos, é a derivada primeira do Custo Total em relação à quantidade produzida. Além disso, a alternativa (a) define o custo variável; a alternativa (b), o cus- to fixo; e a alternativa (c) está incorreta porque o custo fixo, como o próprio nome diz, é fixo, logo, não varia.

Exercícios Resolvidos 13

19 A curva de oferta de curto prazo de uma empresa em concorrência perfeita é: a) a curva de custo médio em seu ramo decrescente b) a curva de custo marginal em seu ramo crescente c) a curva de custo marginal em seu ramo crescente, a partir do ponto onde o custo variável médio iguala o custo marginal d) a curva de custo marginal no seu ramo crescente a partir do ponto onde se igualam o custo médio e o marginal A resposta correta é a letra c. A curva de oferta é igual à curva de Custo Marginal a partir do ponto mínimo do CVMe. Abaixo desse ponto a firma estaria ofertando sua produção por um preço menor do que custou produzi-la, e isso não seria racional.

20 Quanto à elasticidade preço da oferta é correto afirmar que: a) é sempre igual a 1 b) é constante em toda a extensão da curva, quando é igual a 1 c) é igual a 1 apenas no ponto médio do segmento d) é sempre maior do que 1 A resposta correta é a letra b. A elasticidade-preço da curva de oferta linear é um pouco diferente da curva de demanda linear. Nesta, temos, ao longo da mesma curva, valores da Epd que vão do zero ao infinito, passando pelo valor 1 no ponto médio da curva. A elasticidade-preço da oferta (Epo) é constante ao longo da mesma curva,

Exercícios Resolvidos 15

d) o lugar geométrico dos diversos níveis de produção A resposta correta é a letra c. Isoquanta é a curva que contém todas as combinações dos insumos que resul- tam no mesmo volume de produção.

23 Entre as propriedades das isoquantas podemos destacar: a) são negativamente inclinadas b) são convexas em relação à origem c) não se cruzam nem se tangenciam d) todas as alternativas estão corretas A resposta correta é a letra d. Se uma isoquanta fosse positivamente inclinada, uma combinação envolven- do mais insumos geraria o mesmo volume de produtos que uma combinação com menos insumos! Se fosse côncava em relação à origem, não haveria dimi- nuição da eficiência marginal do fator que está sendo adicionado, o que não acontece. E se duas isoquantas se cruzassem, isso infringiria a prerrogativa de transitividade das cestas de fatores.

MICRO III A MICROECONOMIA E A DETERMINAÇÃO DO

EQUILÍBRIO

24 Em um mercado em concorrência perfeita: a) existe um número tão grande de compradores e de vendedores, sendo cada um deles tão pequeno em relação ao mercado, que nenhum deles consegue, isoladamente, afetar o preço de mercado b) os produtos colocados pelas empresas no mercado são homogêneos, sen- do, portanto, perfeitos substitutos entre si c) existe livre entrada e saída de empresas d) existe transparência de mercado e) todas as alternativas anteriores estão corretas A resposta correta é a letra e.

NVENDEDORESo^ /TAMANHO COMPRADORESNo^ /TAMANHO PRODUTOTIPO DO SOBRE PREÇOCONTROLE BARREIRAS ÀENTRADA CARACTERÍSTICADO FLUXO DE INFORMAÇÃO CONC. PERFEITA Muitos/ Pequenos Muitos/ Pequenos Homogêneo^ Nenhum^ Nenhuma^ Transparência

16 Micro e Macroeconomia • Montella

25 Uma firma atuando em um mercado em concorrência perfeita defronta-se: a) com uma curva de demanda negativamente inclinada b) com uma curva de demanda infinitamente elástica c) com uma curva de demanda positivamente inclinada d) com uma curva de demanda totalmente inelástica A resposta correta é a letra b. Em concorrência perfeita, os produtos são homogêneos, ou seja, para o con- sumidor, é indiferente comprar de uma empresa A ou de uma empresa B. Por esse motivo, a curva de demanda para uma firma individual é perfeitamente elástica, mostrando que os consumidores estão dispostos a comprar tudo por determinado preço p e absolutamente nada por um preço ligeiramente supe- rior a p. Em outras palavras, se alguma empresa resolver aumentar seu preço, não conseguirá vender nada; os consumidores comprarão de outra empresa, já que os produtos são idênticos.

26 A receita média para uma firma em concorrência perfeita é: a) decrescente b) crescente c) constante, sendo igual ao preço de mercado d) definida como sendo a variação da receita total proveniente do acréscimo de uma unidade no produto vendido A resposta correta é a letra c. E a Receita Média será igual ao total recebido dividido por tudo o que foi pro- duzido, ou seja: RMe RT q

Como RT = p. q, RMe p^ q p q

Logo, a Receita Média é constante ao preço de mercado (p). Seu gráfico será uma reta horizontal, assim:

18 Micro e Macroeconomia • Montella

A resposta correta é a letra c. De acordo com a teoria neoclássica (ou marginalista), uma empresa está em equilíbrio quando consegue maximizar seu Lucro Total. Nesse ponto, o Lucro Marginal (LMg) é igual a zero, já que corresponde à derivada primeira do Lu- cro Total. Como o Lucro Total (LT) é igual à Receita Total (RT) menos o Custo Total (CT), analisando na margem, vem: LMg = RMg – CMg O melhor nível de produção para a firma será aquele em que maximiza seu Lucro Total, ou seja, aquele que torna o Lucro Marginal igual a zero. Ou, pela equação acima, quando a RMg for igual ao CMg.

29 Em um mercado concorrencial, uma firma estará em equilíbrio de curto prazo no nível de produção onde: a) o custo variável médio for igual à receita marginal b) o custo marginal for igual ao preço c) a receita marginal for igual à receita média d) o custo variável médio mínimo for igual ao preço A resposta correta é a letra b. Uma firma em concorrência perfeita está em equilíbrio quando o Lucro Total é máximo. Nesse ponto, o Lucro Marginal é igual a zero, ou, o que é o mesmo, o Custo Marginal é igual à Receita Marginal. Como a Receita Marginal é igual ao preço, no equilíbrio, o Custo Marginal será igual à Receita Marginal e, consequentemente, igual ao preço.

30 Em um mercado concorrencial, se o preço de mercado estiver acima do Custo Médio de curto prazo, e o volume de produção de uma firma for aquele em que a Receita Marginal iguale o Custo Marginal, então: a) a firma estará incorrendo em prejuízo b) a firma estará obtendo lucros normais c) esse deverá ser o ponto de fechamento da firma d) a firma estará obtendo lucros extraordinários A resposta correta é a letra d. No curto prazo, a firma concorrencial obtém lucros extraordinários ou super- normais , que equivalem à diferença entre o que ela ganha e o que gasta para produzir cada unidade do seu produto. O lucro extraordinário corresponde, pois, à área hachurada entre o preço de venda e o preço de custo, como mos- tra o gráfico a seguir:

Exercícios Resolvidos 19

(^0) q

CMg CMe

LUCRO EXTRAORDINÁRIO

p (^) venda p (^) custo

q (^1)

D = RMg = RMe

$

31 O monopólio é uma situação de mercado em que: a) existem poucos vendedores de uma mercadoria para a qual não há subs- titutos próximos b) existem muitos vendedores de uma mercadoria para a qual não há subs- titutos próximos c) existe apenas um vendedor de uma mercadoria para a qual há substitutos próximos d) existe apenas um vendedor de uma mercadoria para a qual não há subs- titutos próximos A resposta correta é a letra d. O monopólio tem como principal característica a existência de uma única firma vendendo um produto que não tenha substitutos próximos. Por isso, o único vendedor tem poder absoluto para fixar o preço que lhe for mais conveniente. Outra característica é a existência de barreiras (técnicas, financeiras e legais), que impedem o surgimento de competidores que possam abalar a posição do monopolista.

32 Para que um monopólio exista é preciso que haja obstáculos ao ingresso de firmas concorrentes no mercado. Dentre tais obstáculos, destacam-se: a) o controle sobre o fornecimento de matérias-primas b) a proteção de patentes c) a ocorrência de economias de escala d) a concessão, por parte do governo, de um direito exclusivo para a empresa operar