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Microbiologia - bactérias e patógenos, Resumos de Microbiologia

Resumo com tipos de microrganismos, patogenia bacteriana, anexos bacterianos, coloração GRAM, flora e microbioma, vírus influenza, dengue, zika e chicungunha, cocos gram positivos e pneumococos. Elaborado para 1 bimestre de microbiologia de faculdade de medicina

Tipologia: Resumos

2025

À venda por 21/02/2026

fernanda-souza-tde
fernanda-souza-tde 🇧🇷

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FISIOPATOLOGIA
2025
1º SEMESTRE | 3º período
MICROBIOLOGIA
Os vírus costumam causar mais doenças que bactérias,
porém as doenças bacterianas costumam ser mais graves.
As viroses não possuem medicamentos específicos,
cabendo ao sistema imunológico combater o
microorganismo. Em algumas situações, a presença da
bactéria indica a presença da doença, em outros casos não.
Há maior risco em crianças e idosos
Formatos das bactérias
- Cocos: esféricos
- Bacilos: forma de bastão
- Vibriões: forma de vírgula (Vibrio cholerae -
cólera)
- Espirilos: forma espiralada (Treponema Pallidum -
sífilis, e Leptospira)
Infecção: penetração, desenvolvimento e multiplicação de
um agente etiológico no organismo humano ou animal. A
inflamação aguda é a resposta do sistema imunológico do
corpo a lesões, caracterizadas por dor, calor, rubor e
tumor. É um mecanismo de defesa do corpo, mas que
pode ser tornar danoso se muito intenso.
- A presença de pus (neutrófilos) indica presença
bacteriana
- Ardência no olho é indicativo de conjuntivite viral
- Coceira no olho é indicativo de conjuntivite
alérgica
BIOSSEGURANÇA - PRÁTICA
Existe risco físico, químico, biológico etc. Em ambientes de
saúde grande exposição a agentes etiológicos e a
doenças, como
- Tuberculose
- Herpes
- Pediculose
- Escabiose
- Meningitis
- Influenza
- Bactérias multirresistentes
O risco ocorre pelo contato com material biológico,
descarte inadequado de materiais cortantes. Os patógenos
entram por mucosas. Os agentes Treponema Pallidum e
Leptospira são as únicas bactérias que conseguem perfurar
a pele.
RISCO
TRANSMISSÃO
CHANCE
DE CURA
Crianças
Orofecal
99.9%
5% não se
cura e
desenvolve
cirrose
Sexual, por
secreções e
sangue
95%
Gera cirrose
Parenteral
(sangue)
85%
Os acidentes mais preocupantes são os perfurocortantes,
pois inserem o patógeno diretamente no organismo.
Pode-se adquirir as doenças AIDS (1:300) hepatite C
(1:100) e hepatite B (1:30). Em Curitiba, todos os
profissionais com acidentes desse tipo vão ao Hospital do
Trabalhador.
No caso de Hepatite B, deve-se tomar três doses da vacina,
com 0,30 e 180 dias; porém, 10% ainda não está
imunizado. Para comprovação da imunização, é feito o
exame Anti HBs, dando resultado positivo e acima do valor
de referência. Pode-se fazer testes rápidos para essas
doenças em caso de consentimento e acidentes.
A profilaxia pós exposição utiliza medicamentos após a
exposição. Para HIV é o TARV.
Vacinas que profissionais da saúde devem ter em dia:
HBV, tétano, COVID, influenza, varicela
Em caso de tosse, dar máscaras aos pacientes. Há risco de
influenza, tuberculose, covid, Influenza tem mais casos em
final de outono e início de inverno.
MICROORGANISMOS
Os microrganismos são importantes e desempenham
várias funções. Podem causar doenças, serem armas,
produzir medicamentos e alimentos. Também reciclam
elementos químicos (O2 e N2 no solo), etc
Os meios de entrada (vírus e bactéria) são ingestão,
inalação, penetração, picadas, sexual, transplacentária e
traumatismo
FISIOPATOLOGIA
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1º SEMESTRE | 3º período MICROBIOLOGIA Os vírus costumam causar mais doenças que bactérias, porém as doenças bacterianas costumam ser mais graves. As viroses não possuem medicamentos específicos, cabendo ao sistema imunológico combater o microorganismo. Em algumas situações, a presença da bactéria indica a presença da doença, em outros casos não. Há maior risco em crianças e idosos Formatos das bactérias

  • Cocos: esféricos
  • Bacilos: forma de bastão
  • Vibriões: forma de vírgula ( Vibrio cholerae - cólera)
  • Espirilos: forma espiralada ( Treponema Pallidum - sífilis, e Leptospira ) Infecção: penetração, desenvolvimento e multiplicação de um agente etiológico no organismo humano ou animal. A inflamação aguda é a resposta do sistema imunológico do corpo a lesões, caracterizadas por dor, calor, rubor e tumor. É um mecanismo de defesa do corpo, mas que pode ser tornar danoso se muito intenso.
  • A presença de pus (neutrófilos) indica presença bacteriana
  • Ardência no olho é indicativo de conjuntivite viral
  • Coceira no olho é indicativo de conjuntivite alérgica BIOSSEGURANÇA - PRÁTICA Existe risco físico, químico, biológico etc. Em ambientes de saúde há grande exposição a agentes etiológicos e a doenças, como
  • Tuberculose
  • Herpes
  • Pediculose
  • Escabiose
  • Meningitis
  • Influenza
  • Bactérias multirresistentes O risco ocorre pelo contato com material biológico, descarte inadequado de materiais cortantes. Os patógenos entram por mucosas. Os agentes Treponema Pallidum e Leptospira são as únicas bactérias que conseguem perfurar a pele. DOENÇA RISCO TRANSMISSÃO CHANCE DE CURA Hepatite A Crianças Orofecal 99.9% Hepatite B 5% não se cura e desenvolve cirrose Sexual, por secreções e sangue 95% Hepatite C Gera cirrose Parenteral (sangue) 85% Os acidentes mais preocupantes são os perfurocortantes , pois inserem o patógeno diretamente no organismo. Pode-se adquirir as doenças AIDS (1:300) hepatite C (1:100) e hepatite B (1:30). Em Curitiba, todos os profissionais com acidentes desse tipo vão ao Hospital do Trabalhador. No caso de Hepatite B, deve-se tomar três doses da vacina, com 0,30 e 180 dias; porém, 10% ainda não está imunizado. Para comprovação da imunização, é feito o exame Anti HBs, dando resultado positivo e acima do valor de referência. Pode-se fazer testes rápidos para essas doenças em caso de consentimento e acidentes. A profilaxia pós exposição utiliza medicamentos após a exposição. Para HIV é o TARV. Vacinas que profissionais da saúde devem ter em dia : HBV, tétano, COVID, influenza, varicela Em caso de tosse, dar máscaras aos pacientes. Há risco de influenza, tuberculose, covid, Influenza tem mais casos em final de outono e início de inverno. MICROORGANISMOS Os microrganismos são importantes e desempenham várias funções. Podem causar doenças, serem armas, produzir medicamentos e alimentos. Também reciclam elementos químicos (O2 e N2 no solo), etc Os meios de entrada (vírus e bactéria) são ingestão, inalação, penetração, picadas, sexual, transplacentária e traumatismo

1º SEMESTRE | 3º período Vírus: necessariamente intracelular (em espaço extracelular é fagocitado e morto), todos vírus possuem capsídeo e material genético (DNA ou RNA). Alguns além de capsídeo possuem envelope viral com espículas/spikes de proteínas (influenza, HIV, sars cov 2, hepatite) que se ligam a receptores de diferentes células (chave fechadura) Ele entra no citoplasma das células e utiliza sua maquinaria para se reproduzir. As várias células doentes causam um tecido doente e inflamado, que levam aos sintomas. O sistema imunológico é mais eficiente contra o vírus , sendo boa parte dos tratamentos sintomáticos, mas ainda há medicamentos em casos em que o sistema não é eficiente. não vê por MO → HPV não possui envelope → polipo não tem envelope ????? → Herpes vírus não tem envelope → Ebola: falta de investimento, pois só afeta a áfrica. É um parasita ruim, pois mata rápido e não dá tempo de transmitir → HIV infecta linfócitos TCD4 e é citolítico → sintomatologia de infecção viral é pelo sistema imunológico (dor, febre, mal estar) Oncogênicos: HPV de alto risco + vírus de hepatite que infecta hepatócitos e os transformam em células tumorais Bactérias: seres usualmente extracelulares, procariontes, presente no tecido frouxo (derme). Entram por orifícios de pele rompida e se multiplicam muito rapidamente. Foi descoberta por Robert Koch, que identificou a causa da tuberculose. Necessita de medicamento para tratar, pois o sistema imunológico não dá conta sozinho. Ambos atuam juntos em prol do organismo. Possuem parede celular e material genético disperso no citoplasma. Também possuem receptores teciduais, como os vírus Ex. sterica coli (capacidade de síntese de proteínas, insulina), pseudomona, statecolcos allus, streptococcus → bactéria da tuberculose pode ser intra ou extracelular (facultativa) → bacilo de koch → bactéria da clamídia é intracelular, muito pequena (nao ve por MO) → bactéria da hanseníase é intracelular (bacilo de hansen) → salmonella causa cheiro de ovo podre em infecções urinárias → intracelular é mais difícil Fungos: são maiores do que as bactérias, seres eucariontes que no geral e extracelulares , não causam tantas doenças em humanos , pois vivem bem na natureza. Causam doenças oportunistas , em momentos de baixa imunidade ou desequilíbrio da flora, ou são acidentais (adquiridas por situações ambientais). Fato essencial para o diagnóstico é a anamnese. Necessita de medicamento para tratar, pois o sistema imunológico não dá conta sozinho e mesmo assim podem ser persistentes (ex. micose de unha) → o principal é o fungo da cândida, que faz parte da flora habitual (boca, vagina, intestino) mas que pode causar problemas → histoplasmose por fezes de morcegos (histoplasma capsular) → panacosmiose micose causa lesões na gengiva por palitar dente com matinho → meningite fúngica em imunossuprimidos presente em fezes secas de pombos Protozoários: → doença de chagas, trypanosoma cruzi → vaginose purulenta, Trichomonas vaginalis → tricomoníase ( mulher sintomática e homem pouco sintomático) Fogem do sistema imunológico Helmintos: verminoses, com estruturas grandes e visíveis a olho nu. Necessita de medicamentos para matar o verme, pois o sistema imunológico não dá conta (ex. tênia fica a vida inteira no paciente caso não use medicamentos). Mais evoluídos

1º SEMESTRE | 3º período ● defesa de adesão: espirros, tosse, urinar etc ● na invaso o sistema imunologico age com macrofagos ● toxinas causam “cara de infecção” ● invasividade é bactéria ir a outros tecidos, podendo causar sepse caso chegue ao sangue e sendo mais perigosa em imunossuprimidos. Ex. otite média pode causar meningite pela proximidade PATOGENIA BACTERIANA Mulheres têm mais infecção bacteriana por ter uma uretra mais curta. Gestante tem mas ainda pois a uretra fica mais curta ainda! Há muitos casos de infecções assintomáticas A bactéria se adere à mucosa, chega na bexiga que é estéril e onde há comida e temperatura adequada e ausência de competição → BACTÉRIA E. COLI, que é presente na microbiota da uretra e do intestino, então tem facilidade Sintomas: dor ao urinar, urgência de urinar, disúria, dor suprapúbica, cansaço Uretra tem flora, bexiga é estéril Só vai haver uma única bactéria causando uma infecção, devido a competição entre espécies A esquerda uma infecção e a direta contaminação ANEXOS BACTERIANOS Flagelos: organelas de locomoção, feitas de uma estrutura proteica formando filamentos longos e delgados. Poucas são flageladas Ex: salmonella - febre tifoide Fímbrias ou pili: organelas filamentosas mais curtas e delicadas que os flagelos. Tem origem dos corpúsculo basal da membrana citoplasmática e sua função está na troca de material genético durante a conjugação bacteriana (fímbria sexual), bem como no auxílio na aderência a superfícies mucosas. Quem tem fímbria causa mais doenças! Ex. E. Coli Cápsula: camada viscosa de polissacarídeos que simulam a matriz extracelular e são uma forma de proteção da bactéria contra condições externas desfavorávei s. Está relacionada com a virulência da bactéria pois confere resistência à fagocitese (esconde a bactéria) , sendo as amostras capsuladas mais virulentas que as não capsuladas (diferencia uma cepa da outra). A maior parte das bactérias que causa doenças recorrentes possuem cápsula Ex. pneumococco (sinusite, meningite, otite) , streptococcus pneumoniae, meningite, gonorreia, S.aureus , Streptococcus pyogenes , N. gonorrhoeae , N.

1º SEMESTRE | 3º período meningitidis , Haemophilus influenzae , Klebsiella pneumoniae , Yersinia pestis, Pseudomonas aeruginosa Esporos: parede celular espessa e altamente resistentes a agentes físicos e químicos. Podem permanecer em estado latente por anos, com baixa atividade metabólica, e permite que a espécie sobreviva em condições desfavoráveis. Não só muitas bactérias que fazem isso. Possuem distribuição ubíqua (distribuídos em vários locais) e dificultam a esterilização (especialmente fungos), pois não morrem com álcool 70. Ex. família dos clostrídios (tétano, botulismo, etc) Plasmídeos circulares: pequenas moléculas de DNA circular que coexistem com o nucleoide , comumente trocadas durante a r eprodução sexual da bactéria. Possuem genes que protegem a bactéria contra antibióticos, o que confere resistência a elas. Não é toda a bactéria que possui plasmídeo e elas podem transferir entre espécies. Ex: KPC, grupo de bactérias que tem karopenase pois trocaram os plasmídeos Meropenem: carbapenem, sendo a KPC resistente a ele Bactérias sem fibria, sem cápsula e sem plasmídeo tendem a não causar doenças, diferentemente das que são preparadas. As multirresistentes possuem todos os anexos. Ex. pseudomonas sp em grande queimados, tendo todos os anexos e um DNA muito longo (grande síntese de proteínas e capacidade adaptativa) → paciente colonizado: possui a bactéria e não manifesta sintomas (só adesão) → paciente infectado: possui a bactéria, sendo que essa já se multiplicou Vacinas XX valente quer dizer que são contra XX cepas capsuladas da bactéria, sendo a vacina um fragmento da cápsula PATOGENIA BACTERIANA Adesinas: secreção de polissacarídeos que facilitam a adesão em materiais e tecidos (fímbrias e cápsula) Ex. H. pylori com úlceras e gastrite, comendo a mucina Invasão: enzimas como hialuronidase, colagenases e pneumolisina que favorecem a entrada da bactéria nas células. Também há aumento da possibilidade de proliferação bacteriana para proteçao contra faogcitose Invasividade: bactérias tentam ir a outros órgãos Toxicidade: endotoxinas que fazem parte da estrutura bacteriana e exotoxinas que são produzidas pelas bactérias, sendo que nem todas produzem Ex endo: polissacarídeos bacterianos, ácido teicoico, peptidoglicano Ex exo: toxina tetanica, toxina botullinica, enterotoxina estafilococica BACTÉRIAS - COLORAÇÃO GRAM A forma da bactéria é definida por sua parede celular, caracterizando a bactéria como gram positiva ou negativa. A coloração gram foi descoberta por Christian Gram, sendo rápida e barata. Pode ser usada para cocos, bacilos, espiroquetas e vibriões 2 corantes + 2 descorantes

1º SEMESTRE | 3º período FLORA NORMAL: raramente invadem e se multiplicam produzindo infecções. Formado por bactérias e fungos! 90% das infecções comuns são causadas por bactérias que já habitam no corpo Exemplo: Pneumonia, amigdalite, cistite, otite, meningite causadas por bactérias presentes no nosso corpo. Todas possuem potencial patogênico e virulência. ● Intestino é o local com mais bactérias de todos, sendo que uma facada no intestino pode ser pior que uma na cabeça, pois espalha as bactérias no corpo. Cerca de 25% do peso das fezes é constituído por bactérias de Natureza saprófita e patogênica , sendo que dieta, uso de remédios, tabagismo e álcool e estresse podem levar a disbiose intestinal Causam por conta de desequilíbrios e por seu potencial de patogenicidade. Não ficamos doentes o tempo todo devido ao sistema imunológico (imunossuprimidos ficam bem mais doentes: crianças pequenas e idosos). Pode ocorrer translocação bacteriana/mudança de sítio , ou seja uma bactéria em um local é normal e em outro causa doença. Saída de local de microbiota para local estéril, sem competição, com espaço e comida Ex. E coli vai da uretra a bexiga, pneumococos vão do nariz ao pulmão Colonização: Colonização transitória (possui contato, mas você lava a mão e ela sai) ou permanente (bactéria fica), sendo a maior parte transitória → paciente colonizado: possui a bactéria e não manifesta sintomas (só adesão) → paciente infectado: possui a bactéria, sendo que essa já se multiplicou ➢ Microbiota transitória: presentes temporariamente , facilmente removidas por procedimentos de limpeza e facilmente eliminada s por antissepsia ➢ Microbiota permanente: composta por saprófitas , composição de cada sítio anatômico, não é removida totalmente pela limpeza nem pela antissepsia. Sua concentração varia de acordo com hábitos e condições dos hospedeiro FLORA RESIDENTE: normal, normalmente protege o corpo mas é fonte de organismos potencialmente patogênicos. A flora microbiana normal que ocupa um local é chamada de flora residente, tendo organismos potencialmente patogênicos. Influenciada pela dieta, higiene, idade e hormônios.Causam doenças em dois casos:

  • mudança de sítio
  • inmunosuprimidos. BEBÊS: A c rianças inter-útero é estéril e se torna colonizada ao nascer (deve-se dar apenas um banho de imersão por dia para não remover a flora residente que está se alojando)! Se o parto é vaginal, a primeira microbiota adquirida é a vaginal da mãe, sendo de alto risco se houver clamídia, sífilis, herpes, gonorreia etc. Em cesáreas, a primeira adquirida é aquela das mãos das pessoas. Ex. E. coli, streptococcus pneumoniae ISTS: Gonorreia, clamídia e sífilis não fazem parte da flora residente, então mesmo em assintomáticos devem ser tratados → quando em equilíbrio, a microbiota local não permite a implantação de outras espécies
  • patógeno oportunista: patógenos introduzidos em sítios desprotegidos ou em imunossuprimidos. Ex. doenças que só afetam portadores de HIV e Streptococcus pyogenes causadora de amigdalite em casos de baixa imunidade. E. coli na bexiga Competição entre MB: há competição por nutrientes e produção de substância que são espécies competidoras. A flora normal atua de modo a proteger e a competir com as espécies virulentas Ex. em flora bem constituída, a adesão é difícil Síntese de proteínas: as bactérias do intestino produzem vitaminas do complexo B (B2, B5, B6) e biotina, e a vitamina K também é produzida quase exclusivamente por coliformes intestinais Imunidade: treinamento do sistema imunológico e imunidade

1º SEMESTRE | 3º período Efeitos desfavoráveis da microbiota residente: Halitose, cárie e bromidrose. Cerca de 90¨% das infecções são causadas por bactérias que já estavam no corpo do paciente INFECÇÕES ENDÓGENAS: A bactéria deixa seu sítio original e migra a um novo local no corpo humano, ocorre mais em imunodeprimidos ou em casos que o uso de antibióticos ou imunossupressores leva a um desequilíbrio da flora. São infecções causadas pela proliferação de microrganismos que já estão presentes no corpo do paciente, como a microbiota normal. ➢ Prebiótico: estimula o crescimento de bactérias. São carboidratos não digeríveis que estimulam seletivamente a atividade de bifidobactérias e lactobacilos nos cólons ➢ Probiotico: bactéria viva relacionada ao cólon FLORA NORMAL DE CERTOS LOCAIS

  • Boca: mista, CGP
  • Vagina: Bacilo de Dorderlein (BGP) + cândida
  • Intestino Coliformes (BGN) + flora mista
  • Pele: CGP → o candida sp é um fungo que não sofre ação de antibiótico de amplo espectro e cresce sozinha, causando os sintomas VÍRUS INFLUENZA Quadro gripal:
  • sintomas de febre, Coriza (muita, meio de cultura)
  • intensa mialgia , dor de garganta,
  • tosse, dor de cabeça, dor retro orbitária (dor no fundo do olho)
  • Sintomas sistêmicos mais intensos
  • danificar o epitélio muco ciliar do trato respiratório (defesa inata diminuida)
  • Reduz a imunidade e aumenta o risco de infecções secundárias
  • vírus influenza
  • Pode levar a pneumonia Resfriado
  • coriza, (sem febre e sem dor no corpo), l
  • eve dor de cabeça, leve mal estar
  • múltiplos vírus, especialmente rinorreia, adenovírus, coronavírus, vírus sincicial respiratório → (VSR - adultos não tem grande problemas, mas sim crianças lactentes no primeiro ano de vida e em prematuros, levando a pneumonia) TRANSMISSÃO: Esses vírus se espalham no ar por espirros e gotículas geradas pela fala, tosse etc, bem como pelo contato com mãos e superfícies contaminadas ● 100.000 a 1000. 000 vírions por gotícila ● Incubação de 19-72h SINTOMAS: Os sintomas ocorrem pela liberação de interferon gama pelas células imunológicas, que leva a febre, coriza, dor no corpo, dor de cabeça etc. Ocorre na influenza e no resfriado, mas na influenza há mais pois é mais patogênico e exige mais do sistema imunológico. O vírus não produz nada → dengue não tem sintoma respiratório e tem febre por até 6 dias muito intensamente Incubação: 48-72 horas → Deve haver atestado de 5 dias aos pacientes para que eles não transmitem a doença e possam se recuperar → Vitamina C e ômega 3 não tem comprovação de melhora da gripe A eliminação do vírus pode começar um dia antes dos sintomas e é máxima nos 3 dias iniciais da doença, sendo ligada à febre. Diminui depois de 5-7 dias, mas pode durar mais de 10 em crianças CDC: isolamento de até 24h sem febre LINHA DO TEMPO DO VÍRUS ➢ Incubação 24-72h ➢ Sintomas de 3 a 7 dias ➢ Recuperação de até 2 semanas Maio, abril, junho e julho tem muitos mais casos de influenza, sendo o vírus sazonal (período do ano com maior número de casos)

1º SEMESTRE | 3º período ● H1N1 é o mais virulento historicamente ● H5N1 está causando problemas atualmente ● O tipo A infecta aves, suínos e humanos A pessoa só pode ter uma gripe por ano, ao menos que viaje e pegue a grite de outros países. Todo ano ele muda um pouco, as espículas e por isso todo ano há um vírus novo e novas vacinas da gripe DENGUE Pessoas podem ter o vírus 4 vezes, pois há 4 variantes do vírus, sendo o mais incidente o dengue 2. A pessoa adquire imunidade após a infecção. Com o aumento de casos, há maior número de mortes, mesmo que a doença não tenha alta letalidade. É uma doença negligenciada por afetar países pobres e tende a afetar a zona intertropical. É um arbovírus (RNA vírus) O mosquito põe ovos em água limpa e suja, mesmo que prefira a água limpa → litoral do paraná, em paranaguá com surto em 2015 de dengue, se tornando um foco da doença → boletins epidemiológicos com número de casos de doenças relevantes → norte e oeste do paraná com maiores focos de dengue (região mais quente) → DF, MG, PR, SC são os com maior incidência de dengue Região intertropical é mais afetada pela dengue contaminação autóctone : mosquito picar e a pessoa adquire a doença onde ela mora O mosquito é o vetor, sendo que a fêmea pica e tem hábitos vespertinos. Deve-se destruir os ovos e larvas para o combate. Há relatos de transmissão vertical também por transfusão de sangue (mãe-bebê) As pessoas infectadas se tornam reservatório e multiplicadores do vírus, de modo que mosquitos não contaminados ao picar esse indivíduo se tornam infectantes. O ciclo de vida ocorre dentro do mosquito, em sua glândula salivar (HIV não pega por mosquito pois não tem ciclo no inseto) VÍRUS DA DENGUE

  • RNA vírus de filamento único
  • Arbovírus da família flaviviridae
  • possui 4 tipos, sendo que todos os sorotipos conferem imunidade para si e também podem causar doença grave e fatal
  • não é doença evolutiva, de modo que a gravidade depende especificamente só do indivíduo (den mais grave)
  • período de incubação de 3-5 dias SINTOMAS: ● febre alta (39-40 graus), ● mialgia, dor de cabeça, artralgia (dor articular), ● rash cutâneo (exantema) que coça, ● náuseas e vômitos (não tão presente, mas pode ter), ● exantema (tronco, membros, palmas e plantas com coceira leve e não obrigatória) ● Ausência de sintomas respiratórios, como coriza e resfriado. Os sintomas decorrem da liberação de gama interferon pelo sistema imunológico e de outras citocinas. Causa desidratação , de modo que nos casos de vômito se torne mais importante hidratar → leptospirose, sarampo, rubéola e outras viroses podem se confundir com a dengue. Se diferencia da gripe por não ter sintomas respiratórios → a febre costuma desaparecer ou diminuir lá pelo 3-7 dia da doença, sendo esse o período crítico e de sinais de alarme SINAIS DE ALARME - paciente fica internado
  • vomitos persistentes
  • sangramento de mucosas
  • sinais de desidratação
  • dano hepático, alteração de consistência e miocardite

1º SEMESTRE | 3º período

  • taquicardia, pulso débil, extremidades frias e hipotensão postural
  • Acúmulo de líquidos (ascites, derrame pleural ou pericárdico)
  • Letargia ou irritabilidade DENGUE GRAVE
  • Taquicardia, pulso débil, extremidades frias e hipotensão postural
  • Sangramento (hematêmese, melena ou metrorragia volumosa)
  • Dano hepático, alteração da consciência e miocardite Classificação da OMS ➢ Dengue A: sem sinais de alarme ➢ Dengue B: com sinais de almargem ➢ Dengue C: dengue grave FEBRE HEMORRÁGICA
  • consome muitas plaquetas, levando a plaquetopenia e a hemorragias
  • Vírus infecta endotélio, levando a inflamação dos vasos
  • Tendência de ter hemorragias
  • sangramento de gengivas
  • deve ser feito o exame de hemograma Teste de prova do laço: mede a pressão, calcula a pressão arterial média (120 +80 = 200/2 = 100), infla manguito para a média e deixa 5m. fac quadrado 2.5x2.5cm e vê se forma ou não a prova positiva para dengue grave pela falta de plaquetas. Fatores de risco: idosos, comorbidades, gestantes, menores que 2 anos, infecção anterior (aumenta chances de a dengue ser grave, aumenta a suscetibilidade), genética, cepa do vírus testes: teste rápido, hemograma, teste de função hepática
  • até dia 3: antígeno NS-1 e PCR (identifica o sorotipo)
  • até 6 dia: sorologia ELISA Igm de rotina e teste rápido em 15min Tratamento: não há tratamento específico para o paciente com dengue clássic a, sendo este sintomático. Deve-se hidratar o paciente e usar medicamentos antitérmicos e analgeésivos. Contraindicações AAS (aspirina) e anti eméticos e anti histamínicos devem ser usados somentes se necessário VACINAS: não são dadas para idosos nem crianças, de modo que sua segurança não seja das mais altas. Os vírus estão vivos e atenuados , sendo dada apenas a 10-14 anos CHIKUNGUNYA E ZIKA CHICUNGUNHA: causada por vírus do gênero Alphavirus. menos febre, menos dor de cabeça. Todos os sintomas da dengue só que com menor intensidade pelo vírus ser menos virulento. Chama atenção para a presença de artrite (edema, calor, dor, rubor) Causa febre alta, dor muscular e articular e cefaleia, bem como exantema (80% são sintomáticos) Sintomas durante de 3-10 dias, com rara letalidade. Tratamento com hidratação e medicamentos para o sintomas, analésicos e repouso → Só o PCR para diferenciar dengue e chikungunya, exames sorológicos e coleta de sangue na primeira semana A CKG crónica tem poliartralgia que pode durar semanas ou anos, dores articulares recorrentes, complicações raras (miocardite, meningoencefalite, hemorragias leves, uveíte e retinite). Morte rara ZICA: é um flavivirus. não há vacina, tratamento sintomático, transmitida por mosquitos específicos, aparecem muitas lesões de pele com preocupação em gestantes. Tem t ropismo pelo SNC, atravessa a placente e leva ao aborto no 1 trimesntre ● Sintomas: febre baixa, dores leves, menos gama interferon

1º SEMESTRE | 3º período identifica essa bactéria entre os cocos gram positivos positivos para catalase. S e coagular, é positivo para S. aureus. Se não coagular é outro estafilococos. Possuem invasinas, enzimas extracelulares Típico de doenças em pele , como furúnculos (drenar o pus pois os antibióticos não passam bem pelo pus) , abscesso, impetigo, inflamação pós barba, hordéolo. Causa ainda sepse, endocardite aguda, pneumonia, osteomielite e artrite séptica. Usa medicamentos de pequeno espectro, pois são CGP. ● Endotoxinas: ácido teicoico, causa pus e febre ● exotoxinas: produzidas pela falta de higiene e de refrigeração Fatores de virulência do S. aureus:

  • Cápsula: polissacarídeos que inibe a quimiotaxia e a fagositose. Dá mais aderência a materiais sintéticos
  • Adesinas: ancoradas no peptideoglicano e promovem a colonização dos tecidos
  • Peptidoglicano (endotoxinas)
  • Proteína A (se liga a IgG e impede sua ação). Fica na parede da bactéria
  • Coagulase
  • Fibrinolisina ou estafiloquinase
  • Enzimas: Hialuronidase, Lipases, nuclease e penincilase Toxina alfa Forma poros nas membranas Toxina beta Degrada lipídeos Toxina delta Desestabiliza a membrana celular Enterotoxinas Gastroenterite por alimentos contaminados As endotoxinas do S. aureus são superantígenos, sendo as mais importantes TSST-1, toxinas exfoliativa (ETs) e enterotoxinas estafilocócicas (SEs). Essas últimas são produzidas e encontradas em comida contaminada, causando diarreia e dor autolimitada a 24h. intoxicação alimentar: diarreia aguda (pergunta se tem febre, pois indicará infecção e não intoxicação se houver; pergunta há quanto tempo comeu, pois intoxicação causa dor mais rápido e infecção demora) dor de estômago, vômitos, infecção intestinal (salmonella). Ocorre pelos S. aureus pela toxina exógena SEs. Sangue e muco indicam infecção bacteriana (a maior causa é salmonela e é menos frente que a intoxicação). Deve-se tratar o vômito para evitar a broncoaspiração, com o uso de antieméticos Síndrome do choque tóxico: sistêmica e grave caracterizada por febre, hipotensão, vermelhidão, náuseas e choque. Pode ocorrer pelo uso inadequado de absorventes, cirurgias etc. Causada por cepas de S. aureus pela TSST Síndrome da pele escaldada: exotoxinas exfoliates pelo S. aureus, mais frequente em crianças pois ao sair do útero deixa de ser estéril PROTEÍNA A: impede a ação dos anticorpos → há o MRSA, que é aureus resistente à meticilina/oxacilina. Está presente em muitos hospitais e áreas médicas. É uma bactéria mutante com mutações no gene MecA, que exige o uso de vancomicina. O uso demasiado de vancomicina fez surgir o VRSA , resistente a esse antibiótico, mas que ainda não se espalhou tanto. Não há como tratar essa bactéria , sendo que todos os que a tiveram morreram e seus corpos foram cremados. PVPI: usa em pontos para evitar infecção –STREPTOCOCCUS —-------------------------------------------------- É um coco gram positivo , sendo necessário o teste da catalase, sendo que esse é indicado pela catalase negativa. Tendem a formar cadeias, cordões ou duplas. Estão amplamente distribuídos na natureza e na microbiota normal. Causam infecções humanas e veterinárias **- S. pyogenes (faringite aguda)
  • S. pneumoniae, pneumococco
  • S. agalactiae (recém nascidos, meningite, sepse)
  • S. enterococcus (intestinal, não tão patogênicos)**

1º SEMESTRE | 3º período Veja que o staphylo forma cachos de uva e o strepto forma cadeias A classificação se dá por ágar sangue (sangue de carneiro) ou pela composição antigênica da parede celular (Lancefield). A de Lancefield busca antígenos na parede celular e realizar a tipagem para os grupos A,B,C,F,G que são ligados a infecções humanas Classificação de padrões de hemólise

  • BETA: A hemólise completa indica beta hemolítico
    • pyogenes. Forma-se uma área clara e tem presença de hemolisina
  • ALFA: A hemólise incompleta, formando uma área verde ao redor das colônias Classificação de Lancefield, parede celular
  • Grupo A: pyogenes
  • Grupo B: S. agalactiae
  • Grupo D. enterococcus spp.
  • O pneumococos não é classificado assim Streptococcus pyogenes: é do grupo A de Lancefield e beta hemolítico, pode ser dividido em grupos sorológicos pela presença da proteína M e T. É muito frequente em humanos, sendo presente em 10-20% da população ( homem é reservatório natural ). Acomete qualquer faixa etária, mas é mais comum em crianças (piodermites e faringite estreptocócica). Possui quantidade significativa de enzimas Infecta em casos de faringitie, otite, sinusite, erisipela, impetigo, piodermite, febre puerperal e fasciite necrotizante. Causa febre reumática. Tratado com penicilinas → Faringite: essa bactéria é responsável por cerca de 90% das faringoamigdalites bacterianas. É caracterizada por febre alta, calafrios, dores de cabeça e vômitos. Pode aparecer pus os linfonodos da face ficam maiores e doloridos → Piodermites: inclui a erisipela e o impetigo.
  1. Impetigo: muito comum, afeta a camada superficial da pele e principalmente as crianças. O aureus afeta todas as idades e o pyogenes é mais comum entre 3-5 anos de idade
  2. Erisipela: processo infeccioso cutâneo que pode atingir o hipoderme e se propaga pelos vasos linfáticos. Mais comum em diabéticos e obesos, bem como em pessoas com dificuldade de circulação venosa nos membros inferiores. Tratamento com antibiótico de pequeno espectro
  3. Celulite: infecção comum e grave na pele. Pode se espalhar rapidamente e a pele se torna inchada, vermelha e sensível. Pode ser fatal sem tratamento com antibióticos. Causada por S. aureus ou S. pyogenes Fatores de risco a erisipela e celulite
  • obesidade
  • insuficiencia venosa e arterial
  • edema linfático
  • eczema ou outra dermatite
  • micose interdigital
  • imunidepressão
  • infecções cutâneas de repetição → Fasciíte necrosante: destrutiva e progressiva no tecido cutâneo e fascia superficial. Associada a altos índices de morbimortalidade. Em seu estágio inicial se apresenta como infecção de partes moles, como celulite e erisipel a. A dor é muito intensa, até desproporcional à lesão, há febre alta, toxemia, prostração. S. agalactiae: grupo B (GBS). Coloniza o trato genital de algumas mulheres, sendo que de 15 a 30% das mulheres gestantes são portadoras. É a principal causa de infecção em recém nascidos, levando a sepse, meningite e pneumonia do neonato Pode ser detectado pelo exame do cotonete ou swab vaginal para prevenção antes do nascimento da criança e erradicação da bactéria (35-37 semanas). Ou seja, caso seja

1º SEMESTRE | 3º período VÍRUS: coronavirus, influenza AB, adenovirus. Início mais gradativo com cefaleia, mal estar, tosse não produtiva e febre BACTÉRIAS: pneumococco, mycoplasma pn, chlamydia trachomatis e bordetella (4 atípicas). Tosse produtiva, febre alta, dor abdominal e prostração → Não há como diferenciar ambas clinicamente, nem mesmo com a radiologia (apresenta indicações). A viral pode levar otite, chiado e conjuntivite ATÍPICA: causada por mycoplasma pneumoniae e chlamydia pneumoniae, sendo ambas bactérias intracelulares obrigatórias Principais: pneumococcus, haemophilus influenzae, strailococus aureos e pseudomonas aeruginosa Vacina antipenyrnoccoia e anti virus influenza Vacina indicada a grupos de risco: idosos, crianças, doenças crônicas, imunodeprimidos, tabagistas ou com asma, moradores de asilos etc BACILOS GRAM NEGATIVOS Contém duas membranas, o que permite seletividade na entrada de compostos. Isso evita a entrada de antibióticos. Ainda, as gram negativas trocam muitos plasmídeo s, o que favorece sua resistência. Antibióticos de amplo espectro ENDOTOXINAS : lipopolissacarídeo LPS → causa febre alta e queda da pressão arterial (choque) Exemplos: escherichia, klebsiella, pseudomonas e salmonella, cólera, peste bubônica (yersinia), h. pylori Família das enterobacteriaceae: maior e mais heterogênea, com grande importância clínica. Possuem distribuição ubíqua e mais de 150 espécies. Resistentes a penicilina. São aeróbias, móveis (flagelo) Seu habitat natural é muitas vezes o intestino, podem ser aeróbicas ou anaeróbicas. Fermentam carboidratos e produzem muitos fatores de virulência e toxinas Causa infecções intestinais, feridas e de trato urinário, abscessos, pneumonia e meningites e infecções nosocomiais (hospitalares) → identificação da bactéria por meio de fermentação, sendo que algumas fermentam substâncias específicas, sorotipagem ou testes de biologia molecular (PCR). A cultura é feita em meios diferentes, com açucares em sua composição. Se ficar colorido, está fermentando FATORES DE VIRULÊNCIA

  • endotoxinas
  • capsula
  • resistencia a antibióticos
  • plasmídeos
  • resistente a penincilina ➢ Primeira escolha: nitro-furantoína (durante 7 dias R$20.00) ➢ Segunda escolha: fosfomicina (dose única ou dupla - R$ 100.00) Um antibiótico de amplo espectro absorvido sistematicamente é evitado , pois pode ser menos eficiente e alterar a flora da paciente. Esses dois são de amplo espectro mas não são absorvidos sistemicamente, apenas localmente ● E. coli: em recém nascidos pode causar sepse e meningite em lactentes. Pode causar pneumonia, infecções urinárias intestinais ● Klebsiella pneumoniae: encontrada nas vias respiratórias e fezes. Pode causar pneumonia e causa infecção em vias urinárias em pacientes debilitados ● KPC : síntese de carbapenemase feita por gene plasmidial BACTÉRIAS NÃO FERMENTADORAS São aeróbios, podem ter fímbrias e afetam mais imunodeprimidos. São oportunistas e não persistem como flora normal ➢ Acinetobacter baumannii: mais perigosa do mundo. Resiste por semanas em superfícies e objetos, sendo muito difícil a erradicação. Muitas doenças em UTI, associado a sondas e cateteres

1º SEMESTRE | 3º período ➢ Pseudomonas aeruginosa: produzem pigmento verde e muita enzima necrolítica (ferimentos fundos). Muito ligada a infecções em queimados. O maior DNA bacteriano é dessa bactéria, indicando alta síntese de proteínas Produzem biofilmes, que se aderem a superfícies. Tem pili, lipopolissacarídeos (propriedades tóxicas) e cápsula polissacarídeo Causa infecções pulmonares, ouvido, oculares, endocardite e de vias urinárias Ambas causam muitas infecções hospitalares, sendo o acinetobacter a mais preocupante quanto a mortes por infecção hospitalar. São aeróbicas estritas, podendo apresentar fímbrias e costumam afetar os imunossuprimidos (patogênicas e oportunistas) Gostam de ambientes com água, sendo alimentos, flores cortadas, pias, sanitário são locais de ambiente ao hospedeiro. No persistem como flora normal, apenas nos hospitalizados → álcool gel evapora menos que o líquido. O álcool mata vírus melhor do que bactéria → último recurso para BGN: polimixina B, com ação detergente de dissolver as bactérias. Mata tudo, mas é muito tóxica pois a parede celular é similar em bactérias e células. Algumas cepas de acinetobacter são resistentes a esse antibiótico a partir da pandemia → índice de infecção hospitalar aceitável: até 4%, sendo que metade vai a óbito Pseudomonas sp e acinetobacter KPC causam infecções nosocomiais, junto com MRSA (coco gram positivo). São multirresistentes e afetam imunossuprimidos