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Microeconomia Parte2, Notas de estudo de Economia

Apostilas de Economía sobre Microeconomia, A questão da "qualidade", distorções provocadas por altas taxas de inflação, Características gerais, Usos freqüentes, Observações complementares.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 12/12/2013

Jacirema68
Jacirema68 🇧🇷

4.5

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Uma análise de equilíbrio parcial, contrariamente a uma de equilíbrio
geral, pressupõe a abordagem de todas as situações econômicas de forma
isolada ou individual; considera um setor específico de economia e não esta em
sua globalidade. Apresenta uma série de vantagens, a saber:
a) exige uma menor disponibilidade de tempo do que a análise de
equilíbrio geral;
b) é menos complexa, mais maleável e, didaticamente, de uso mais
recomendado;
c) propicia a obtenção e uma primeira aproximação dos resultados
globais a que se esteja almejando;
d) tem uma adequação e utilidade tanto maior quanto mais tênues ou
frágeis forem as conexões entre a situação particular sob estudo e o
restante da economia
e) operacionalmente é mais exeqüível do que a análise de equilíbrio geral
cujo desenvolvimento é quase sempre efetivado com o auxilio da
matemática, dada a quase total impossibilidade de conduzi-Ia
graficamente.
4. Usos freqüentes
São vários os usos a que se pode prestar a microeconornia74. Em um
primeiro plano, tem-se essa ciência sendo utilizada como conjunto de
proposições convenientemente alicerçadas. Essas proposições permitem sejam
inferidas explicações e previsões de comportamento para as várias situações
que lhes sejam inerentes ou peculiares. São possíveis de serem efetuadas
proposições condicionais no sentido de que, à medida que ocorrerem
determinados eventos e baseando-se em proposições já previamente
verificadas, então um determinado conjunto de conseqüências deveria seguir-
se. Outro uso da microeconomia, às vezes tido como estranho, é o em
termos de parábolas A parábola é um recurso, uma história, desenvolvida
objetivando tomar mais compreensível uma particular situação que possa
apresentar alguma obscuridade. Dessa maneira, formulações microeconômicas,
como a Concorrência Pura e Perfeita, enquadrar-se-iam, nesse espírito. Na pior
das hipóteses, essa estrutura mercadológica fornece um padrão contra o qual
todos os outros regimes de mercado podem ser aquilatados. Assim sendo,
admitindo, por absurdo, que o regime concorrencial puro e perfeito não
apresente nenhuma aplicabilidade no mundo real, deve-se continuar em sua
divulgação, fundamentando esse modo de agir na sua utilidade análoga à de
uma parábola.
A microeconomia como linguagem é outra forma relevante de sua
utilização. Sempre que ela descrever, ordenar e estabelecer limites a uma
determinada circunstância, estará favorecendo a comunicação entre os
estudiosos em geral e os seus especialistas em particular. E essa comunicação
é, portanto, possível por meio da linguagem que pode assumir diferentes
formas75. A primeira delas é a forma literal, ou seja, apresentar uma proposição
em forma de prosa. Assim, a Lei Geral de Procura é enunciada como: "a
quantidade procurada de um bem ou serviço qualquer varia na razão inversa da
variação de seus preços, mantidas as demais influências constantes".
74 Conforme James V. Koch, Microeconomic... cit., p. 7.
75 Consulte-se, a este respeito, Lloyd G. Reynolds, Microeconomics; anaysis and policy, Revised Edition,
Homewood, Illinois, Richard D. Irwin, 1976, p. 5-6.
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Uma análise de equilíbrio parcial, contrariamente a uma de equilíbrio geral, pressupõe a abordagem de todas as situações econômicas de forma isolada ou individual; considera um setor específico de economia e não esta em sua globalidade. Apresenta uma série de vantagens, a saber: a) exige uma menor disponibilidade de tempo do que a análise de equilíbrio geral; b) é menos complexa, mais maleável e, didaticamente, de uso mais recomendado; c) propicia a obtenção e uma primeira aproximação dos resultados globais a que se esteja almejando; d) tem uma adequação e utilidade tanto maior quanto mais tênues ou frágeis forem as conexões entre a situação particular sob estudo e o restante da economia e) operacionalmente é mais exeqüível do que a análise de equilíbrio geral cujo desenvolvimento é quase sempre efetivado com o auxilio da matemática, dada a quase total impossibilidade de conduzi-Ia graficamente.

4. Usos freqüentes

São vários os usos a que se pode prestar a microeconornia^74. Em um primeiro plano, tem-se essa ciência sendo utilizada como conjunto de proposições convenientemente alicerçadas. Essas proposições permitem sejam inferidas explicações e previsões de comportamento para as várias situações que lhes sejam inerentes ou peculiares. São possíveis de serem efetuadas proposições condicionais no sentido de que, à medida que ocorrerem determinados eventos e baseando-se em proposições já previamente verificadas, então um determinado conjunto de conseqüências deveria seguir- se. Outro uso da microeconomia, às vezes tido como estranho, é o em termos de parábolas A parábola é um recurso, uma história, desenvolvida objetivando tomar mais compreensível uma particular situação que possa apresentar alguma obscuridade. Dessa maneira, formulações microeconômicas, como a Concorrência Pura e Perfeita, enquadrar-se-iam, nesse espírito. Na pior das hipóteses, essa estrutura mercadológica fornece um padrão contra o qual todos os outros regimes de mercado podem ser aquilatados. Assim sendo, admitindo, por absurdo, que o regime concorrencial puro e perfeito não apresente nenhuma aplicabilidade no mundo real, deve-se continuar em sua divulgação, fundamentando esse modo de agir na sua utilidade análoga à de uma parábola. A microeconomia como linguagem é outra forma relevante de sua utilização. Sempre que ela descrever, ordenar e estabelecer limites a uma determinada circunstância, estará favorecendo a comunicação entre os estudiosos em geral e os seus especialistas em particular. E essa comunicação é, portanto, possível por meio da linguagem que pode assumir diferentes formas^75. A primeira delas é a forma literal, ou seja, apresentar uma proposição em forma de prosa. Assim, a Lei Geral de Procura é enunciada como: "a quantidade procurada de um bem ou serviço qualquer varia na razão inversa da variação de seus preços, mantidas as demais influências constantes".

(^74) Conforme James V. Koch, Microeconomic... cit., p. 7. (^75) Consulte-se, a este respeito, Lloyd G. Reynolds, Microeconomics; anaysis and policy, Revised Edition, Homewood, Illinois, Richard D. Irwin, 1976, p. 5-6.

Mas a linguagem pode ser também colocada deforma tabular ou estatística. Efetivamente, sabe-se existir a possibilidade de estimar, no tempo, as relações entre os possíveis níveis de preços de um bem ou serviço e as respectivas quantidades que serão procuradas. Os dados associados entre si e convenientemente alinhados em uma tabela de procura retratariam, tal e qual o caso anterior, a Lei Geral de Procura.

Existe também a linguagem sob a forma gráfica. A representação gráfica de uma tabela de procura em um diagrama cartesiano de preços-quantidades procuradas dá origem a uma curva de procura que, dependendo das circunstâncias, poderá ser linear ou não. De qualquer maneira, o resultado obtido traduz, como nos casos anteriores, a Lei Geral de Procura.

A linguagem ainda pode ser expressa sob forma matemática ou algébrica. Matematicamente, uma função expressa uma relação entre uma variável dependente e a(s) variável(is) independente(s) ou explicativa(s). Dessa forma, correlacionando-se a quantidade procurada, no caso, de gasolina, designada por , e o seu preço, representado por P, algebricamente se dirá que, ceteris

paribus, a quantidade procurada de gasolina depende do seu preço, ou seja:

Q D

As características gerais da teoria microeconômica não diferem substancialmente daquelas da Ciência Econômica em si, da qual, como visto, constitui um de seus; segmentos. Admitida a necessidade de utilização de modelos na microeconomia observa-se serem estes, de natureza dedutiva ou teórica, como a Ciência microeconômica enquadrando-se no campo da estática comparativa, e dotada de cunho posifivo ou científico, e se constituindo primordialmente em uma análise de equilíbrio parcial, embora, circunstancialmente, também possa sê-lo de equilíbrio geral. A microeconomia encontra bastante aplicabilidade no mundo atual. O texto chegou a referir-se a esta teoria como elemento de previsão condicionada à ocorrência de determinado evento, bem como importante na elaboração de modelos que retratariam, de forma simplificada, as situações presentes no mundo real. Entretanto não pode ser deixada de lado a sua aplicação no rol das demais ciências. Em um primeiro plano destacar-se-ia o papel que desempenha na Teoria do Comércio Internacional. Aliás, o comportamento dos países em nada difere do comportamento dos indivíduos sempre ávidos em maximizar as suas satisfações, condicionados a certas restrições. A microeconomia se acha igualmente presente no mundo dos negócios como auxiliar na formulação de decisões administrativas calcadas no comportamento da procura, na estrutura dos custos empresariais, em métodos de fixação de preços etc. Finalmente, mas não menos importante e longe de cogitar o esgotamento pleno do assunto, a aplicação do instrumental microeconômico se faz também presente no campo da Política Econômica. Como ciência de natureza estático- comparativa, por meio da microeconomia e possível avaliar os possíveis resultados de diretrizes e/ou medidas governamentais comparando-se as situa- ções pré ou pós-adoção destas; analogamente, a microeconomia torna factível prognosticar, condicionalmente, o resultado de decisões políticas que possam vir a ser tomadas como, por exemplo, no caso do lançamento de um tributo. Delineadas estas possíveis aplicações, entre inúmeras outras, igualmente importantes, existentes, conclui-se este capítulo com a expectativa de que o leitor se sinta suficientemente motivado a adentrar o extraordinário ramo da Ciência Econômica representado pela microeconomia

Bibliografia Básica

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  • O estudo microeconômico. São Paulo, Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, 1978. Mimeografado.

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